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Danda Gaia, presidente da Câmara de Santa Cruz da Baixa Verde é assassinado em Serra Talhada

Por Nill Júnior

Urgente

O vereador e presidente da Câmara de Santa Cruz da Baixa Verde,  Danda Gaia, 60 anos, foi assassinado a tiros a pouco em Serra Talhada.

As informações ainda são preliminares, mas o crime é apontado preliminarmente como execução. Ele estava estacionando o carro próximo a um espetinho na Rua Jacinto Alves de Carvalho, no centro da cidade. O SAMU foi acionado ao local, mas a vítima já se encontrava sem vida.

Homens se aproximaram em um carro e efetuaram os disparos. Foram pelo menos quatro disparos. Uma mulher que estava no carro não se feriu. Ela saiu e se abaixou no momento dos disparos. Câmera de segurança flagrou o momento do crime.

Muitos curiosos cercaram o local. O corpo do parlamentar ainda ficou um tempo no veículo, cercado de curiosos,  enquanto era realizada a perícia.

O policiamento foi acionado e fez o isolamento do local do crime, que ficou repleto de curiosos. Este é 11º homicídio do ano em Serra Talhada.

Jose Arnaldo do Nascimento Gaia, Danda Gaia, foi o terceiro vereador mais votado em Santa Cruz da Baixa Verde nas eleições de 2020 com 422 votos.

Em junho, o primo de Danda, Ednaldo Isidório Neto, Zé Dida Gaia’ (PP), foi assassinado em um posto de gasolina da cidade. Ele tinha 51 anos e estava no seu primeiro mandato.

 

Outras Notícias

Madalena defende Airton Freire antes de conclusão do inquérito

Numa posição de quem sempre explorou a popularidade do padre Airton Freire politicamente, a ex-prefeita de Arcoverde Madalena Britto,  claro, preferiu o lado do acusado do que da vítima. Fez uma defesa do padre sem aguardar a finalização do inquérito,  que segue em segredo de justiça.  Como era de se esperar, buscando pagar a dívida […]

Numa posição de quem sempre explorou a popularidade do padre Airton Freire politicamente, a ex-prefeita de Arcoverde Madalena Britto,  claro, preferiu o lado do acusado do que da vítima.

Fez uma defesa do padre sem aguardar a finalização do inquérito,  que segue em segredo de justiça.  Como era de se esperar, buscando pagar a dívida com o padre,  que a ajudou em várias eleições direcionando seus fieis politicamente,  Madalena assumiu o risco.

Não deve saber que o caso de Sílvia Tavares pode ser a ponta do iceberg.  Pelo que o blog apurou, a investigação pode apontar para o fato de que há outras pessoas vitimadas pelo modus operandi do padre e de seu entorno na Fundação Terra.

Torcer para que haja respostas a todas as investigações e que, ao final,  nada seja comprovado,  é até compreensível.  Mas caso as outras questões envolvendo o caso vindo à tona sejam comprovadas,  o que dirá Madalena? Não seria melhor ela, que inclusive deve disputar as próximas eleições, ter esperado o que indicam as investigações para se manifestar?

Outro fato é de que não deve haver interferência política na investigação.  Poderoso que é,  Airton tem muitos amigos na política e no judiciário.

Que haja o legítimo direito à defesa e contraditório,  mas também respeito à isenção da investigação.  Se nada se provar, que se absolva. Se os crimes investigados se comprovem, que haja punição exemplar, doa a quem doer.

Terezinha Nunes declara apoio a Paulo Câmara

A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) encontrou-se nesta terça-feira (22) com o candidato da Frente Popular de Pernambuco ao Governo, Paulo Câmara (PSB), para declarar seu apoio, acompanhando a decisão de seu partido. O socialista afirmou que o apoio da legisladora foi recebido com muita alegria por ele e seus companheiros de chapa: Raul Henry […]

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A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) encontrou-se nesta terça-feira (22) com o candidato da Frente Popular de Pernambuco ao Governo, Paulo Câmara (PSB), para declarar seu apoio, acompanhando a decisão de seu partido.

O socialista afirmou que o apoio da legisladora foi recebido com muita alegria por ele e seus companheiros de chapa: Raul Henry (PMDB), que disputa a vice, e Fernando Bezerra Coelho (PSB), para o Senado. “Terezinha Nunes sempre uma deputada atuante, que mesmo na oposição sempre contribuiu para a discussão política no Estado. Além disso, as sugestões que ela traz para o nosso Programa de Governo vêm ao encontro de muitas das nossas ideias para Pernambuco, e serão incorporadas por nós”, comemorou o candidato, que apontou na chegada da tucana mais uma mostra do sentimento de unidade que reuniu em torno da Frente Popular a maior aliança partidária já vista no Estado.

Entre os pontos que Terezinha trouxe para contribuir com o programa da Frente Popular, nas reuniões que antecederam o anúncio, estão a universalização do acesso às escolas de tempo integral e a construção de um hospital especificamente voltado para o atendimento aos idosos (a tucana é presidente da Frente Parlamentar de Defesa e Proteção da Pessoa Idosa da Assembleia Legislativa).

A deputada garantiu não haver contradição entre a postura de oposição que manteve na Assembleia até o ano passado e seu engajamento de Paulo Câmara. “Estive durante sete anos na oposição porque foi essa a missão que os eleitores me atribuíram nas urnas, em 2006 e 2010, e eu cumpri essa obrigação. Nós entendemos que, agora, Pernambuco está partindo para um novo ciclo. Já apoiamos o atual governador João Lyra Neto (PSB). Não termos dificuldade em estar com Paulo Câmara”, garantiu.

Serra Talhada sedia o VIII Fórum de Gestoras Municipais de Políticas para Mulheres da Região do Semiárido

O município de Serra Talhada sediou na manhã desta quarta-feira (05) o VIII Fórum de Gestoras Municipais de Políticas para Mulheres da Região do Semiárido. O encontro realizado no auditório da Câmara Municipal de Vereadores reuniu gestoras das seguintes cidades: Cachoeirinha, Serrita, Verdejante, Afrânio, Flores, Parnamirim, Ibimirim, Brejão, Cedro e a anfitriã Serra Talhada. Coordenado por […]

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O município de Serra Talhada sediou na manhã desta quarta-feira (05) o VIII Fórum de Gestoras Municipais de Políticas para Mulheres da Região do Semiárido. O encontro realizado no auditório da Câmara Municipal de Vereadores reuniu gestoras das seguintes cidades: Cachoeirinha, Serrita, Verdejante, Afrânio, Flores, Parnamirim, Ibimirim, Brejão, Cedro e a anfitriã Serra Talhada.

Coordenado por Maria Cleide Galdino, coordenadora da Mulher de Tupanatinga, o Fórum discutiu as ações que estão sendo desenvolvidas na região. Em Serra Talhada, A secretária Tatiana Duarte e a secretária executiva Mônica Cabral, apresentaram um painl onde detalharam todas  as ações que estão em desenvolvimento pela Secretaria Municipal da Mulher (SEMU) no município e, conforme fizeram questão de frisar: “são ações no campo e na cidade”.

O evento contou com a presença da Drª. Bárbara Kreuzig, secretária Estadual da Mulher. Ela disse que “a Secretaria Estadual da Mulher foi criada em 2007 e muito se tem avançado na conquista e manutenção dos direitos da mulher, para isso apoiamos a criação dos organismos, já temos 160 deles, quase que todos os municípios já instituíram o seu. É de suma importância realizar estas reuniões, pois é uma grande oportunidade para discutirmos especificidades, sempre com o olhar tento as características de cada região, pensando assim é que realizamos encontros como este em três regiões: Metropolitana, Mata e Semiárido. Quando nos encontramos, intercambiamos conhecimento e isso torna o movimento e as ações mais ricos” afirmou Drª. Barbara.

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Para Tatiana Duarte, Vice-prefeita e Secretária da Mulher DE Serra Talhada, “o momento é muito importante, pois o Estado volta suas atenções para Serra Talhada, que neste momento se torna vitrine, todos querem conhecer as políticas que estamos desenvolvendo e sentir a efetivação delas. Enxergo nesta oportunidade de sediar o fórum como um reconhecimento por tudo aquilo que conseguimos construir no município em tão pouco tempo. Investimos no fortalecimento de vínculos e tenho absoluta certeza que as mulheres serratalhadenses se sentem legitimamente representadas”, disse ela.

Durante o Fórum houve exposição de peças artesanais do Grupo Marias Artesãs e apresentação de Xaxado com o Grupo Cultural Marias do Mutirão.

João Paulo: “Nem consegui fazer ainda uma avaliação desse resultado”

João Paulo estava acostumado a ter o protagonismo na política pernambucana. Confiante, o ex-prefeito do Recife com uma boa avaliação, quando lançou-se candidato ao Senado, passava longe de seus pensamentos estar fora do Congresso, onde terminará, no final do ano, o mandato de deputado federal. Liderava as pesquisas de intenção de voto até a última […]

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João Paulo estava acostumado a ter o protagonismo na política pernambucana. Confiante, o ex-prefeito do Recife com uma boa avaliação, quando lançou-se candidato ao Senado, passava longe de seus pensamentos estar fora do Congresso, onde terminará, no final do ano, o mandato de deputado federal.

Liderava as pesquisas de intenção de voto até a última semana da campanha. Mas o voto casado da Frente Popular o relegou para o segundo plano. Foi ultrapassado por Fernando Bezerra Coelho (PSB) em mais de 1,2 milhão de sufrágios. No Recife, seu grande reduto, a derrota foi grande: 68,99% a 29,04%.

Tirando um hiato entre a saída da Prefeitura do Recife e a eleição para deputado federal, entre 2008 e 2010, esta será a primeira vez que João Paulo ficará sem mandato desde 1988, quando foi eleito vereador do Recife. Depois do parlamento municipal, foi deputado estadual e, em seguida, chegou à prefeitura.

Na noite desse domingo (5), na coletiva da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, João Paulo estava visivelmente surpreso com o resultado. “Nem consegui fazer ainda uma avaliação desse resultado. Se o percentual é maior ou menor, o resultado é o mesmo. Sempre fui preparado e treinado para qualquer cenário. A vida continua. Não é o resultado de uma eleição que vai abalar o meu compromisso de luta com o povo”, disse.

João Paulo fez uma campanha para o Senado com olhos em 2016. Uma vitória ontem o deixaria mais perto de buscar a Prefeitura do Recife. Mas, por ora, despistou sobre o retorno às urnas em dois anos. “Falar agora em 16 é colocar a carroça na frente dos bois. O partido ainda vai definir como vai se posicionar”, resumiu.

Nota: defesa de Lula recorrerá de nova decisão de Moro

1 – A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrerá da decisão que foi proferida hoje (18/07) pelo juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba no julgamento dos embargos de declaração apresentados em 14/07 nos autos da Ação Penal n. 504651294.2016.4.04.7000/PR, da qual ainda aguarda ser intimada. 2- Sem prejuízo disso, com base […]

1 – A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrerá da decisão que foi proferida hoje (18/07) pelo juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba no julgamento dos embargos de declaração apresentados em 14/07 nos autos da Ação Penal n. 504651294.2016.4.04.7000/PR, da qual ainda aguarda ser intimada.

2- Sem prejuízo disso, com base nas informações já disponíveis, a defesa esclarece que:

2.1 – Fica claro que o juízo de Curitiba forçou sua atuação no caso, como sempre foi dito pela defesa, pois o processo, além de veicular acusação absurda, jamais teve qualquer relação efetiva com a Petrobras. O seguinte trecho da decisão não permite qualquer dúvida: “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente”.  A decisão proferida hoje, portanto, confirma que o processo jamais deveria ter tramitado perante o juízo da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba, que não tem qualquer relação com a narrativa apresentada pela acusação.

2.2. O juiz deixa claro que criou uma acusação própria, diferente daquela apresentada em 16/09/2016 pelo Ministério Público Federal.  Segundo o MPF, Lula teria “efetivamente recebido” o apartamento tríplex, comprado com recursos provenientes de 3 contratos firmados entre a Construtora OAS e a Petrobras. A decisão hoje proferida, no entanto, afasta qualquer relação de recursos provenientes da Petrobras e afirma que “a corrupção perfectibilizou-se com o abatimento do preço  do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas, não sendo necessário para tanto a transferência da titularidade formal do imóvel”.  A falta de correlação entre a sentença e a acusação revela a nulidade da decisão, uma vez que o juiz decidiu algo diferente da versão apresentada pelo órgão acusador, sobre a qual o acusado se defendeu ao longo da ação.

2.3. – Diante do questionamento da defesa, o juiz agora afirma que o suposto ato de corrupção que motivou a condenação de Lula teria ocorrido “com o abatimento do preço  do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas”. Não há na sentença proferida em 12/07 ou na decisão proferida nesta data qualquer prova desse afirmado abatimento, simplesmente porque ele não ocorreu, ao menos para beneficiar o ex-Presidente Lula. O esclarecimento hoje prestado pelo juiz deixa ainda mais evidente a ilegalidade da condenação de Lula, que está 100% baseada no depoimento de Leo Pinheiro, que nessa condição depôs sem o compromisso de dizer a verdade e, ainda, pressionado pelas negociações com o MPF objetivando destravar um acordo de delação com o objetivo de tirá-lo da prisão. Além de ser réu na ação e candidato a delator, Leo Pinheiro está condenado a 23 anos de prisão apenas em uma ação penal, e sua palavra não merece qualquer credibilidade, especialmente em tais circunstâncias.

2.4. Leia-se e releia-se os autos e não há um documento, um depoimento, além da palavra de Leo Pinheiro, que faça referência a esse afirmado “abatimento do preço do apartamento e do custo da reforma da conta geral de propinas”. Se a palavra de delator não é confiável para motivar uma condenação, como diz a lei e foi recentemente reafirmado pelo Tribunal Regional Federal da 4a. Região, o que dizer da palavra de um corréu que depõe sem o compromisso de dizer a verdade e quando negocia sua delação com o órgão acusador.

2.5. Mesmo que fosse possível desconsiderar todos os elementos que comprometem a isenção do depoimento de Leo Pinheiro e a ilegalidade da sua utilização para basear uma sentença condenatória, a versão por ele apresentada é incompatível com outros depoimentos coletados no curso da ação. Por exemplo, Leo Pinheiro afirma que conversou sobre o afirmado abatimento de valores com os Srs. João Vaccari Neto e Paulo Okamotto, em 2009. O MPF não quis ouvir a versão de Vaccari, pois não o arrolou como testemunha nem mesmo nas diligencias complementares (CPP, art. 402). Okamotto, por seu turno, negou a conversa em 2009, assim como outras supostas conversas narradas por Pinheiro, admitindo que apenas conversou com ele em 2014. Sobre a utilização de recursos indevidos no empreendimento Solaris ou, ainda, na reforma da unidade 164-A, o depoimento de Pinheiro ainda é incompatível com diversos outros que constam nos autos, inclusive com o do ex-presidente da OAS Empreendimentos, proprietária do imóvel, o também correu Fabio Yonamine.

2.6. – A descabida comparação feita na decisão proferida hoje entre a situação de ex-diretores da Petrobras que confessaram a prática de atos ilícitos e o ex-Presidente Lula: (i) reforça a intenção permanente do juiz Moro de agredir a honra e a imagem de Lula e sua consequente – e inescondível – parcialidade; (ii) mostra que o juiz Moro não sabe distinguir situações que são diferenciadas pelos fatos: depois de uma devassa, nenhuma investigação identificou qualquer conta de Lula com valores ilícitos, seja no Brasil ou no exterior. Diante do teor da sentença e da decisão ora proferida, a única referência à atuação da Petrobras na ação, que parece ter agradado ao magistrado, foi quando um dos advogados da petroleira pretendeu   interferir na nossa atuação profissional enquanto advogados de Lula, fato que mereceu o repudio de diversos juristas e defensores da advocacia independente e que não se curva ao arbítrio.

2.7. Também se mostra descabida e reveladora de falta de critérios objetivos a referência feita na decisão hoje proferida ao ex-deputado Eduardo Cunha. A discussão sobre a titularidade de contas no exterior não existe em relação a Lula, mostrando a impossibilidade de ser estabelecido qualquer paralelo entre os casos.

2.8 – O reconhecimento do juiz de que “jamais” afirmou que “valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente”, mostra o desacerto de sua decisão que admitiu a petrolífera como assistente de acusação no processo, com custos diretos para os acionistas e, indiretos para os brasileiros, por se tratar de sociedade de economia mista. Mostra, ainda, manifesto equívoco ao condenar Lula a reparar “danos mínimos” ao reconhecer que o ex-Presidente não foi beneficiado com valores provenientes dos 3 contratos envolvendo a petrolífera que estão indicados na denúncia.

2.9 – Moro reforça sua animosidade para julgar Lula – situação incompatível com a imparcialidade e com a igualmente necessária aparência de imparcialidade – ao confirmar trechos da sentença (104 parágrafos) que revelam ter ele ficado profundamente afetado com o fato de Lula haver se utilizado dos meios legais para questionar atos ilegais praticados pelo magistrado e por outros membros da Lava Jato no curso da ação, um deles reconhecido expressamente pelo STF no julgamento da Reclamação 23.457. Coloca-se acima da lei em relação à parte e aos seus defensores, que foram tratados sem a devida urbanidade em diversas oportunidades pelo juiz, como está registrado nos áudios oficiais, nos áudios registrados pela defesa de forma lícita e ostensiva e também pela imprensa.

Cristiano Zanin Martins