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Convite de Raquel Lyra a Zeinha gera crise política no Pajeú

Por André Luis

Do Blog do Júnior Campos

O convite para que Zeinha Torres (PSDB), prefeito de Iguaracy, assumisse um cargo no governo de Raquel Lyra (PSDB) provocou intensas movimentações nos bastidores da política no Pajeú.. Zeinha confirmou que recebeu o convite da governadora, mas atribuiu à sua assessoria de imprensa um erro na divulgação da nomenclatura do cargo, que atualmente é ocupado por Mário Viana, articulador regional da Casa Civil.

A escolha gerou críticas e questionamentos, especialmente pela exclusão de lideranças políticas que tiveram maior destaque eleitoral e histórico de alianças na região. Um dos exemplos mais mencionados é Danilo Simões, que disputou a prefeitura de Afogados da Ingazeira contra Sandrinho Palmeira, do PSB, e obteve 9.609 votos. Danilo é aliado declarado de Raquel Lyra, enquanto Sandrinho, além de ser seu adversário político, é próximo de João Campos, potencial candidato a governador e principal adversário de Raquel no cenário estadual.

Outro ponto levantado é o histórico político de Dr. Pedro Alves, prefeito eleito de Iguaracy. Pedro teve forte ligação com o saudoso governador Eduardo Campos e chegou a ocupar cargo no governo do PSB, o que evidencia sua proximidade com o grupo político que irá enfrentar Raquel em 2028. Essa conexão tem gerado dúvidas sobre a coerência das articulações promovidas pelo governo.

Para agravar, Zeinha ainda conta com a presença de sua esposa, que ocupa o cargo de Gerente Regional de Saúde – X GERES, o que tem gerado ainda mais questionamentos sobre a concentração de cargos e a falta de representatividade para outras lideranças regionais.

Nos bastidores, a estratégia de Raquel Lyra de fortalecer o grupo político de Kaio Maniçoba, deputado estadual pelo PP, também gerou desconforto. Além de Zeinha, Kaio já havia indicado Tibério, de Itacuruba, para o comando do Ciretran em Serra Talhada, reforçando a centralização das articulações em torno de seu grupo político, alinhado ao Partido Progressista de Eduardo da Fonte.

“Assim é fácil crescer, chega sem os votos e cai de paraquedas”, reclamou um deputado eu reserva.

Enquanto prefeitos e deputados evitam declarações públicas, é evidente que a estratégia da governadora tem causado descontentamentos. O convite a Zeinha e as recentes nomeações mostram o desafio de Raquel Lyra em ampliar sua base de apoio no Sertão, mas com o risco de desagradar lideranças expressivas e de perder a confiança de aliados estratégicos.

Outras Notícias

Para integrantes da transição, entrevista de Queiroz não esclareceu dúvidas

Blog do Camarotti Mesmo para integrantes da equipe do governo de transição, a entrevista dada por Fabrício Queiroz ao SBT não esclareceu o principal ponto de questionamentos desde que o caso estourou, há 21 dias: os depósitos na conta dele de funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair […]

Blog do Camarotti

Mesmo para integrantes da equipe do governo de transição, a entrevista dada por Fabrício Queiroz ao SBT não esclareceu o principal ponto de questionamentos desde que o caso estourou, há 21 dias: os depósitos na conta dele de funcionários do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O nome de Queiroz, ex-assessor de Flávio, apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações financeiras consideradas “atípicas” de funcionários e ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No caso de Queiroz, a movimentação foi de R$ 1,2 milhão durante um ano, segundo o Coaf.

Ao SBT, ele justificou essa movimentação pela compra e venda de carros. E disse ser um “cara de negócios”.

A expectativa interna era a de que Queiroz daria informações convincentes para encerrar o caso, o que, na avaliação de integrantes da transição, não aconteceu.

Com isso, mesmo aliados mais próximos de Bolsonaro avaliam que o caso continuará criando uma agenda negativa para o início do novo governo.

Na avaliação de um integrante da área militar da equipe de transição, Queiroz deveria ter apresentado todo o extrato de suas movimentações financeiras com explicações convincentes.

Integrantes da equipe de Bolsonaro ainda estão apreensivos com o detalhamento dessas explicações ao Ministério Público. Até agora,Queiroz faltou a duas audiências, alegando problemas de saúde.

De todo jeito, a avaliação é que a entrevista de Queiroz, depois de 21 dias do surgimento do caso, pode ajudar a tirar o foco da família Bolsonaro, centrando a cobrança de explicações diretamente no ex-assessor.

Isso porque, na entrevista, Queiroz fez questão de assumir toda responsabilidade pela movimentação na conta, dizendo que ele é o problema, e não a família Bolsonaro.

Mesmo assim, interlocutores do presidente eleito avaliam que, quanto mais demorar a explicação convincente, maior o potencial de desgaste desse caso.

Polícia Militar realiza operação contra o tráfico de drogas em Flores

Dezenas de Policiais Militares fortemente armados, com uso de helicópteros realizaram durante toda esta quinta-feira (3), uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas no distrito de Fátima, no município de Flores.  De acordo com informações do blogueiro Júnior Campos, a ação contou com policiais civis e militares do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior […]

Dezenas de Policiais Militares fortemente armados, com uso de helicópteros realizaram durante toda esta quinta-feira (3), uma megaoperação de combate ao tráfico de drogas no distrito de Fátima, no município de Flores. 

De acordo com informações do blogueiro Júnior Campos, a ação contou com policiais civis e militares do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior – BEPI. 

“Foram oito viaturas, todas aqui no Sitio Pitombeira. Deram um geral desde manhã. Levaram gente presa desta vez, umas cinco pessoas ou mais. Tinha dois helicópteros”, relatou um morador. 

Uma roça de maconha foi completamente queimada, no Sítio Moradinha durante a ação dos militares. 

A ação atende a um reclame da comunidade. Moradores vinham assustados com a falta de policiamento no local e grande quantidade de crimes, atribuídos à presença do tráfico de drogas.

Crimes contra o patrimônio público, perturbação de sossego, assaltos, incêndio em escola, tudo isso tem sido registrado na comunidade. As informações são do Portal Nayn Neto.

CNBB alerta deputados para projetos que ameaçam conquistas no Congresso

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, nesta quinta-feira, 16, nota sobre projetos em tramitação no Congresso. O texto refere-se aos projetos que “ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis no país”, mais especificamente sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2015/2000, com relação à demarcação de terras indígenas; a PEC 171/1993 […]

Nota-da-CNBB-sobre-a-realidade-atual-do-Brasil

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, nesta quinta-feira, 16, nota sobre projetos em tramitação no Congresso.

O texto refere-se aos projetos que “ameaçam conquistas e direitos de populações mais vulneráveis no país”, mais especificamente sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 2015/2000, com relação à demarcação de terras indígenas; a PEC 171/1993 que trata da redução da maioridade penal; o Projeto de Lei 3722/2012 sobre o Estatuto do Desarmamento. Confira, abaixo, a íntegra da nota:

“A Proposta de Emenda Constitucional 215 (PEC 215/2000), que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas, é um golpe mortal aos direitos dos povos indígenas, atingindo também comunidades quilombolas”, diz a nota.

“Preocupam-nos também as articulações de bancadas no Congresso pela aprovação da PEC 171/1993 que propõe a redução da maioridade penal. Insistir que a prisão de adolescentes infratores seja caminho de solução para a violência no país é atribuir aos jovens uma situação da qual são mais vítimas do que autores. Dos 56 mil assassinatos ocorridos no Brasil em 2012, segundo o Mapa da Violência 2014, 30 mil (53,5%) foram de jovens, dos quais 77% eram negros”.

Outro projeto extremamente danoso à sociedade é o Projeto de Lei 3722/2012 que, na prática, revoga o Estatuto do Desarmamento. “A quem interessa armar a população? Quem ganha com a venda de armas? Facilitar o acesso às armas é sustentar a falsa ideia de que a segurança está no armamento das pessoas, além de aumentar as oportunidades de homicídios. É preciso promover a cultura da paz pela não violência e investir em políticas públicas eficazes para toda a população”, diz a CNBB.

Iguaracy é primeira cidade a receber unidade do Detran Itinerante

O município de Iguaracy será o primeiro no Pajeú a receber a unidade do programa DETRAN Itinerante, que consiste em um caminhão adaptado para realizar o atendimento com os serviços do Órgão como numa loja de shopping. A unidade chega a Iguaracy oito da manhã. Na unidade os usuários poderão realizar os procedimentos de transferência de […]

O município de Iguaracy será o primeiro no Pajeú a receber a unidade do programa DETRAN Itinerante, que consiste em um caminhão adaptado para realizar o atendimento com os serviços do Órgão como numa loja de shopping. A unidade chega a Iguaracy oito da manhã.

Na unidade os usuários poderão realizar os procedimentos de transferência de propriedade, primeiro emplacamento, emissão de taxas, IPVA e multas, comunicação de venda, consultas e pontos, atualização de dados, vistoria, identificação de condutor, recurso de infração, ordem de placa, informações gerais, entre outros.

A ida será acompanhada pelo Secretário das Cidades, Francisco Papaléo, do Coordenador da Ciretran Afogados da Ingazeira, Heleno Mariano e do prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, do PSB.

O veículo disponibiliza uma estrutura completa com três guichês de atendimento, ar condicionado, gerador próprio e computadores com acesso a internet interligados com a base de dados do DETRAN-PE, além de contar com plataforma elevatória para pessoa com deficiência.

Teori Zavascki tira de Moro e envia para o Rio ação sobre Eletronuclear

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu enviar para a Justiça Federal do Rio de Janeiro uma ação sobre supostos desvios na Eletronuclear descobertos pela Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso sai das mãos do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, a exemplo do ocorrido com uma […]

Brasil

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu enviar para a Justiça Federal do Rio de Janeiro uma ação sobre supostos desvios na Eletronuclear descobertos pela Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso sai das mãos do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, a exemplo do ocorrido com uma investigação sobre o Ministério do Planejamento.

Zavascki entendeu que o caso não está relacionado diretamente com o esquema de corrupção na Petrobras, origem das investigações da Lava Jato. O despacho foi assinado nesta quinta-feira (29).

O processo chegou ao STF pelo suposto envolvimento do senador Edison Lobão(PMDB-MA). No início de outubro, Zavascki suspendeu uma ação penal relacionada ao caso, que apura desvios em obras da usina nuclear Angra 3 para suposto pagamento de propina a funcionários da estatal e agentes políticos do PMDB.

Delação: Lobão foi citado num dos depoimentos da investigação como destinatário das verbas para bancar sua campanha eleitoral.

Quando o caso foi revelado, no meio do ano, pelo empresário Ricardo Pessoa, a defesa do senador disse que poderia haver erro na delação e que doações oficiais não podem ser criminalizadas.

Em setembro, um outro caso iniciado na Lava Jato e não relacionado à Petrobrastambém chegou ao STF por envolver outra autoridade com foro privilegiado: a senadora  Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ela foi citada como beneficiária de pagamentos de despesas com verbas supostamente desviadas do Ministério do Planejamento.

O caso acabou sendo redistribuído na Corte para o ministro Dias Toffoli e a outra parte, relativa a outros investigados, saiu das mãos de Moro e foi encaminhada para a Justiça Federal em São Paulo, onde teriam ocorrido os crimes.

No caso da Eletronuclear, o Ministério Público acusa o presidente da estatal, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de desviar recursos em contrato firmado com as construtorasAndrade Gutierrez e Engevix para obras na usina nuclear de Angra 3.

Segundo as investigações, 1% do valor do contrato seria destinado a propinas para dirigentes e agentes políticos.