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Constatação: campanha em Pernambuco não nacionalizou

Por Nill Júnior

A pesquisa IPEC que mostra total estabilidade entre as intenções de voto de Raquel Lyra e Marília Arraes,  com praticamente os mesmos percentuais de duas semanas atrás trás algumas constatações.

A primeira,  a busca por uma nacionalização da campanha não pegou em Pernambuco como no primeiro turno. Essa estratégia chegou a ser avaliada como a mais adequada para levar a candidata do Solidariedade a buscar uma virada de pleito. Mas, se era a estratégia mais correta, porque não pegou em Pernambuco?

Alguns fatores podem ser invocados. Não são poucos os que avaliam que a campanha de Raquel Lyra, do ponto de vista do marketing, foi mais eficiente do que a campanha da candidata do Solidariedade. Essa semana o blog trouxe um exemplo: o do adesivo de  Bolsonaro em sua camisa no ato de Petrolina, explorado por apoiadores de Marília Arraes.

Raquel foi atacada por fazer discurso em Petrolina com um adesivo colado por um bolsonarista. No vídeo e imagens que circularam as redes, ficou claro que ela não percebeu o momento em que o adesivo foi colocado. Seguiu discursando sem notar.

Apoiadores de Marília compartilharam a notícia de que Raquel estava discursando e assumindo seu apoio a Bolsonaro. A campanha de marketing de Raquel tinha pouco tempo pra reagir. Viu e reviu as imagens e percebeu um senhor fantasiado de Papa no meio da multidão.

Foi o gatilho pra que o vídeo rebatesse com bom humor, um elemento que ajuda quando aparece em campanha, a acusação de que Raquel era bolsonarista. Gonzaga Patriota com adesivo de Lula pertinho da candidata foi a cereja do bolo. “O bolsonarista, o lulista, até o Papa: todo mundo quer colar em Raquel”.

Outra peça que vem sendo elogiada foi a que mostra eleitores de Lula e Bolsonaro dizendo votar em Raquel. A campanha soube explorar bem que o debate é sobre Pernambuco, apresentando nomes do PT e bolsonaristas em torno do mesmo projeto. A presença de prefeitos socialistas sem o apoio foral do PSB também tem sido observado.

Raquel manteve a estratégia no tom que deu aos debates. Compareceu a todos e parecia ter respostas a todos os temas, mesmo quando confrontada com sua neutralidade, invocando o debate para Pernambuco. Apesar de dar a impressão de ter sido treinada para as falas, não titubeou. Marília ao contrário tem aparecido aparentando mais insegurança. No debate da Guararapes, por exemplo, recorria a cola para as perguntas.

Se uma campanha vai bem, sinal de que a outra vai mal. Marília tem uma rejeição maior que a de Raquel (36% x 23%). Alguns fatores: a decisão de já ligar o modo ataque no impacto da morte do marido de Raquel, Fernando Lucena; de não esperar uma dia por solidariedade como queria  a campanha tucana, a exploração cansativa de um episódio da FUNASE que não sensibilizou a opinião pública e tem se mostrado cansativo, a aparente rejeição do vice, Sebastião Oliveira, muito explorada. Enfim, mesmo com Lula, a campanha aparentemente não empolgou. Conseguir isso a quatro dias do pleito parece uma missão quase impossível, que só acha guarita no imponderável da política, quando as urnas forem abertas. Mas a essa altura, Raquel aparenta estar com a condução para o Palácio bastante pavimentada.

Outras Notícias

Coluna do Domingão

Engana São João As prefeituras que tem os principais polos juninos do Estado alimentam o eterno dilema sobre optar pelo São João tradicional ou importar atrações que não tem relação nenhuma com a  festa. Mas não tem jeito. Por uma visão errada do papel da festa, buscando mais juntar gente que cumprir o papel de […]

Engana São João

As prefeituras que tem os principais polos juninos do Estado alimentam o eterno dilema sobre optar pelo São João tradicional ou importar atrações que não tem relação nenhuma com a  festa. Mas não tem jeito. Por uma visão errada do papel da festa, buscando mais juntar gente que cumprir o papel de valorização da cultura, que tem um legado sem precedentes para formação do povo e atrai o turista, preferem recorrer a nomes que não tem relação alguma com esse tempo. Pode ser subjetivo, mas o prejuízo disso é incalculável. Estamos matando ou ao menos atentando contra uma festa que era única.

Imaginemos o contrário: no Rio Grande do Sul, você acredita que as tradições gaúchas abrirão em algum momento espaço para Alok, Anitta e cia? As cidades com descendência alemã no Sul, que recebem milhares de turistas, graças à sua música e dança, teriam concessão para o funk carioca? Ou os bailes funk no Rio, que levanta polêmicas sobre ter ou não carga cultural merecedora de registro, vão abrir uma janela para um trio de forrozeiros pé de serra?

Então a questão não é proibir ou extirpar essas atrações radicalmente do calendário. É dizer que nesse período específico não cabem. Uma gestão responsável deveria ter na sua plataforma a valorização e não a descaracterização cultural de seu povo. Dar mais destaque a Priscila Sena, Leonardo, Anitta, Amigos Sertanejos e cia, que na maioria dos casos fecham as atrações em Arcoverde, por exemplo,  do que os representantes autênticos da festa, que geralmente aquecem para quem vem de fora é dizer implicitamente que são menores, que não merecem o mesmo destaque. Pior é a cara de pau nas justificativas. Não se trata de descaracterizar uma festa. É descaracterizar um povo inteiro. É aos poucos arrancar as raízes  de cultura plantadas por gerações.

Já disse, parte das nossas rádios no interior também são parte disso, negando a própria realidade cultural em que estão encravadas. Essas atrações sem relação com a nossa história e tradição invadem muitos prefixos, dentro de um sistema milionário que enlata e distribui conteúdo com único olhar no bussines. E não cola o clássico “o povo gosta”. Há vários exemplos de emissoras bem pontuadas, liderando audiência gerando conteúdo também cultural.

Fora isso, MP e TCE tem que ir além da política de pão e circo de algumas cidades. Eles tem apertado cidades em atraso com servidores para não gastar com esse perfil de festa. Mas podem ir além. Município que não está 100% saneado, que não atingiu cobertura mínima de 90% em atenção e educação básicas, que tem lixões a céu aberto, não deveriam usar recursos públicos para eventos assim. E não adianta dizer que “aquecem a economia”. Há outras formas de alimentar uma cadeia produtiva o ano inteiro, fortalecendo essa tradição, como numa Rota do Forró. É só querer. Se não, continuem matando o que temos de melhor  e também compõe nossa identidade, a nossa tradição. E da boca pra fora, “viva São João”…

São João de Aeroporto

No Aeroporto, a prefeitura de Petrolina colocou um trio de forró autêntico para recepcionar os turistas. Mas no palco, coloca também Alok, Jorge e Mateus, Marília Mendonça e  Safadão, jogando o forró autêntico para espaços menores. Em Arcoverde tem até Anitta. O turista até se anima, achando que vai achar São João de verdade, mas se decepciona na frente do palco.

No balanço da rede

Esse camarada não teve cerimônia e armou uma rede na vaga destinada ao Judiciário de São José do Egito, na frente do Fórum. Órgãos de classe como a OAB por outro lado afirmam que há lentidão na análise de processos na esfera cível e pedem mais celeridade.  Foi protocolada na OAB e Corregedoria manifestação solicitando isso, além da designação de um juiz para a segunda vara. A primeira é comandada pela juíza Tayná Prado de Lima.

Carlimpão

O jurídico do ex-prefeito Carlos Evandro garante que ele está limpo e poderá disputar a prefeitura de Serra Talhada em 2020. Carlão estaria apenas esperando o “nada consta do TCU”. Assim, a considerar a fala de Waldemar Oliveira, irmão de Sebastião, que declarou em grupo de zap zap que “Carlos pode e será o candidato”, Victor Oliveira pode entocar a viola.

Nova frequência

O Projeto de Viabilidade para mudança de classe da Rádio Pajeú foi aprovado. O pedido foi feito porque a emissora vinha sofrendo com rádios comunitárias em 104,9 MHz no entorno da região. Agora, será elaborado o projeto de alteração para adequação da estação à classe “B1” e canal 257, com a frequência 99,3 MHz.

Resta uma

Em São José do Egito, Evandro Valadares e aliados tem divulgado que das duas principais promessas de campanha, uma já foi cumprida. Com a UPE, a criação de um Polo UAB e a realização do primeiro vestibular. “São José do Egito tem universidade pública e gratuita”, em frase atribuída ao prefeito. Só falta a UPA ficar pronta, o que está a caminho.

Chama, filma e conta agora

Procura-se um único áudio do prefeito de Camaragibe,  Demóstenes Meira, convocando  comissionados para ajudar a salvar e ajudar vítimas chuvas, a maioria pobres relegados à sorte, onde sete morreram, com a mesma voracidade da convocação  para o show da noiva Taty Dantas em fevereiro. De preferência com um “a gente vai filmar e eu vou contar quantos foram” ao final.

Olha o processo…

O desportista Clério Alberto criticou duramente numa rede de WhattsApp o vereador Augusto Martins, chegando a chama-lo de “fraquinho”. O vereador tomou conhecimento e pode não deixar barato, ingressando com ação por danos morais contra ele. A liberdade de expressão dita que podemos dizer o que a gente quiser, mas isso eventualmente tem consequências.

Frase da semana:

“Ainda estamos no começo”. Do jornalista Glenn Greenwald, do jornal The Intercept, sobre novas revelações que virão a tona contra a atuação de Moro, Dallagnol e cia na Lava Jato.

Morre Wilson Braga, ex-governador da Paraíba

O ex-governador da Paraíba Wilson Leite Braga faleceu, na noite de ontem, às 23h, em João Pessoa. Ele estava internado desde o dia 1º, no Hospital Nossa Senhora das Neves. Braga é mais uma das vítimas da Covid-19, que causou a morte também da ex-primeira-dama, Lúcia Braga, falecida nove dias antes, no mesmo hospital. O […]

O ex-governador da Paraíba Wilson Leite Braga faleceu, na noite de ontem, às 23h, em João Pessoa. Ele estava internado desde o dia 1º, no Hospital Nossa Senhora das Neves.

Braga é mais uma das vítimas da Covid-19, que causou a morte também da ex-primeira-dama, Lúcia Braga, falecida nove dias antes, no mesmo hospital. O sepultamento aconteceu hoje mais cedo, no Cemitério Parque das Acácias, em cerimônia restrita a amigos e familiares.

Wilson Braga tinha 88 anos e ocupou diversos cargos públicos durante a vida. Ele foi governador, prefeito e vereador de João Pessoa, além de deputado federal e estadual. Durante a vida pública, protagonizou grandes embates eleitorais.

No ramo empresarial, Wilson Braga detinha o controle de emissoras de rádios na Paraíba, como a Rádio Sanhauá de João Pessoa, Rádio Cidade FM de Piancó e Rádio Educadora de Conceição.

Triunfo de luto com morte de PM em Recife

A Soldado Leidy Emily, natural de Triunfo, no Pajeú, llotada no 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), faleceu em um grave acidente de trânsito no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife. De acordo com informações preliminares, a viatura em que a militar estava colidiu com outro veículo no cruzamento das ruas São Miguel […]

A Soldado Leidy Emily, natural de Triunfo, no Pajeú, llotada no 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), faleceu em um grave acidente de trânsito no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife.

De acordo com informações preliminares, a viatura em que a militar estava colidiu com outro veículo no cruzamento das ruas São Miguel e Quitério Inácio de Melo. Com o impacto, a viatura capotou, resultando na morte imediata da policial. Outros ocupantes do veículo foram socorridos.

A Soldado Leidy Emily estava no cumprimento do seu dever, deslocando-se para uma ocorrência no momento do impacto. A Polícia Militar de Pernambuco e o 12º BPM estão em luto por esta perda irreparável.

Ela era PM a pouco tempo, do grupo conhecido como “laranjinhas”, pelo uso do boné laranja, que identifica o menor tempo a serviço da corporação. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento, que deverão ocorrer com honras militares em Triunfo, sua cidade natal.

Aliados de Marília acusados de espalhar Fake News contra Raquel

Raquel Lyra nem venceu o luto pela morte do marido e sua campanha já tem que se defender de Fake News. Aliados da campanha de Marília Arraes estão espalhando imagens em grupos de WhatsApp ligando a campanha da tucana à de Jair Bolsonaro. Ocorre que o PSDB não tomou nenhuma posição oficial de apoio ao […]

Raquel Lyra nem venceu o luto pela morte do marido e sua campanha já tem que se defender de Fake News.

Aliados da campanha de Marília Arraes estão espalhando imagens em grupos de WhatsApp ligando a campanha da tucana à de Jair Bolsonaro.

Ocorre que o PSDB não tomou nenhuma posição oficial de apoio ao presidente e candidato à reeleição no segundo turno.  Há uma possibilidade de que o partido libere os estados ficando neutro ou até ofereça um apoio crítico a Lula.

Em todo o interior, aliados de Marília usam imagens a ligando ao presidente e candidato à reeleição.  Um dos exemplos flagrados por leitores do blog foi o de Faeca Melo, de Serra Talhada,  aliado de Sebastião Oliveira,  compartilhando um card com a pergunta: “qual a sua chapa?”, mostrando Marília com Lula e Raquel com Bolsonaro.

Em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda,  Marília Arraes disse que o palanque de Raquel representa um “bolsonarismo disfarçado”.

Na rede social da candidata a vice, Priscila Krause,  ela disse que já começaram a surgir Fake News contra Raquel Lyra. “Pedimos a todos que não compartilhem informações sem antes conferir sua veracidade. Vamos garantir uma eleição limpa e justa”.

‘Vagabundo morto por vagabundos mais fortes’, diz Sérgio Camargo sobre Moïse

Folhapress O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, atacou nesta sexta-feira (11) o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, assassinado em um quiosque no Rio de Janeiro. Em sua rede social, Camargo disse que o jovem foi um “vagabundo morto por vagabundos mais fortes.” “Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi […]

Folhapress

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, atacou nesta sexta-feira (11) o congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, 24, assassinado em um quiosque no Rio de Janeiro. Em sua rede social, Camargo disse que o jovem foi um “vagabundo morto por vagabundos mais fortes.”

“Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes. A cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato. Foram determinantes o modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava”, disse.

Em outra publicação, horas antes, Camargo também disse não existir “a menor possibilidade” de a Fundação Palmares homenagear o congolês. “Ele foi vítima de crime brutal, mas não fez nada relevante no campo da cultura. A Palmares lamenta e repudia a violência, mas não endossa as narrativas canalhas e hipócritas da esquerda”, escreveu.

Ele também disse que a morte não torna Moïse um mártir ou herói dos negros. “Moïse foi morto por selvagens pretos e pardos – crime brutal. Mas isso não faz dele um mártir da “luta antirracista” nem um herói dos negros. O crime nada teve a ver com ódio racial. Moïse merece entrar nas estatísticas de violência urbana, jamais na história.”

O congolês foi espancado até a morte perto de um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, no último dia 24. Segundo familiares do jovem, ele foi agredido após pedir salários atrasados no quiosque onde trabalhava como ajudante de cozinha.

Um vídeo de segurança gravou o momento em que Moïse mexe no interior de um refrigerador e dois homens se aproximam e o empurram para longe.

Um deles o joga no chão e os dois começam a lutar. O segundo homem chega a segurar as pernas de Moïse. Enquanto isso, um terceiro agressor, com um pedaço de pau, começa a bater no congolês.

Três suspeitos que aparecem no vídeo já foram presos. Eles negaram que o assassinato tivesse motivação racista e disseram que as agressões começaram após Moïse abrir uma geladeira do estabelecimento para pegar cervejas.

A morte de Moïse motivou atos por justiça em ao menos 13 capitais do país.

Camargo ainda comparou o assassinato de Moïse com o caso de uma policial militar negra, Tatiana Regina Reis da Silva, 37, morta em uma tentativa de assalto, quando estava de folga, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

“Nossos valores estão sendo corrompidos. Há algo muito errado quando o assassinato de uma mulher negra que dedicou sua vida à defesa da sociedade é ignorada. Mas a morte de um negro envolvido com selvagens, que nada fez pelo País, gera protestos, matérias e narrativa de racismo”, disse.

Camargo já negou o racismo no país em outras ocasiões. Na última terça-feira (8), a Fundação Palmares publicou nas redes sociais uma nota em que dizia que o “racismo não tem cor”.

“A Fundação Cultural Palmares repudia e lamenta profundamente a campanha racista que está circulando nas redes sociais, a qual visa dividir os brasileiros e fomentar o ódio racial. Racismo é racismo, não importa a cor de quem está incentivando essa prática abominável”, dizia o comunicado da fundação.