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Compliance: um passo à frente da transparência

Por Nill Júnior

Por Mariana Telles*

O universo do Direito costuma acompanhar os fatos sociais e só depois repercuti-los no sistema jurídico, logo, não é de hoje a discussão sobre Compliance e Programas de Integridade no Brasil. O que de fato emerge com mais urgência nos últimos dias são as reais feições que os institutos normativos vêm tomando com o tempo e com o esboço fático de um país que grita dentro e fora da lei por mais integridade.

A Lei 12.846/2013 (Lei Anticorrupção) aduz mais enfaticamente acerca dos programas de integridade e medidas de governança que devem ser adotadas imperiosamente pelas empresas, sobretudo as que contratam ou que se comunicam de alguma forma com o poder público.

Em um Brasil que a relação público x privado é revestida de uma promiscuidade quase que institucionalizada, os elementos normativos que surgem são apenas sinais de uma cultura que decreta falência na aplicabilidade dos princípios nucleares da administração pública.

Os programas de Compliance adentram na realidade brasileira, adotados inicialmente por instituições financeiras, seguindo uma tendência mundial, mais precisamente após a Operação Lava Jato, como estratégia de inteligência para mitigação de riscos e soluções de crises. Mundialmente, a ferramenta guarda estreita ligação com a legislação americana FCPA (Foreing Corrupt Practices Act), de 1977, mas somente a partir dos anos 2000 e sintonizada com as reverberações do sistema financeiro, as noções de governança se incorporaram ao nosso cotidiano, acompanhando também o modelo gerencial de estado adotado após a reforma administrativa proposto na EC 19/1998.

Os holofotes das academias, da advocacia e das corporações convergiram para o tema após as regulações mais recentes, a exemplo da Lei das Estatais (13.303/2016) e do Decreto Federal 9.203/2017, além da portaria 1089/2019 da CGU que trata especificamente da materialização dos programas e a urgência de sua aplicabilidade no setor público.

Assim sendo, surgem questionamentos acerca dos custos e benefícios da implantação de um programa de Compliance nas instituições que merecem um enfoque objetivo por parte dos aplicadores, no sentido de que a verdadeira urgência é a atuação como reais transformadores da cultura organizacional, catalisadores de uma gestão de riscos eficiente, uma comunicação estratégica e, por fim, um passo muito além da transparência, tão reconhecida pelos órgãos de controle e tão pouco efetivada pelos organismos controlados.

Para além de reforçar o controle, a transparência, a integridade e todos os outros elementos que, em regra, não deveriam soar estranhos à realidade de nenhuma instituição, um programa de integridade vem consolidar e comunicar os valores internos, garantindo conformidade com a legislação e as disposições normativas, bem como aplicando um consistente código de conduta e uma matriz de políticas institucionais, os quais, atuando em conjunto, servirão de elementos para fortalecer a organização e os seus valores intangíveis. Cumprindo muito além do que se exige na conformidade legal, estará sendo elaborada uma ferramenta de gestão que irá, de maneira indubitável, gerar eficiência e economicidade, entregando resultados e edificando um ambiente de trabalho para além do “to comply”, modificando cultura e cumprindo normas.

O Compliance não pode ser visto apenas como uma ferramenta do combate à corrupção ou mais um caminho de burocratização de práticas, devendo ser considerado como uma estratégia inteligente para a real mudança que as instituições e empresas precisam efetivar para se ajustarem aos anseios normativos e sociais. É controle e é prevenção. É legislação e é cultura. É transparência e é economia.

O preço de prevenir é muito menor do que o que pagamos coletivamente pelos danos causados na má gestão do dinheiro público.

Incorporar a cultura de conformidade (ou compliance) ao nosso sistema é um desafio gigante, mas não maior do que a necessidade de romper com os paradigmas que nos empurraram até o Brasil das falências institucionais e dos escândalos com reflexos de todas as ordens.

As soluções estratégicas estão sendo apontadas, o ordenamento jurídico incorporando os primeiros brados, resta apenas aos organismos públicos e privados reconhecerem a necessidade de modernização, onde o conceito de moderno tem nesse mesmo contexto a acepção de correto, transparente, íntegro e alinhado a uma tendência para além de gestão e direito, mas uma tendência humana de mais integridade.

*Mariana Teles é Advogada, Master of Law em Direito Empresarial pela FGV com extensão em Compliance para o Setor Público pelo INSPER SP.

Outras Notícias

Escola Dário Gomes, de Flores, é campeã Nordeste do Prêmio Gestão Escolar 2017

Terminou hoje em Natal, Rio Grande do Norte, a etapa regional do Prêmio Gestão Escolar 2017. Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed, em parceria com a Secretaria de Educação e da Cultura do Estado e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, o evento reúne os gestores premiados nas etapas […]

A Diretora Ana Lúcia Xavier (centro): Dário Gomes ganha mais uma conquista depois de melhores resultados no Índice da Educação de Pernambuco IDEPE: 1º lugar no Estado e vendedora no Nordeste.

Terminou hoje em Natal, Rio Grande do Norte, a etapa regional do Prêmio Gestão Escolar 2017. Promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed, em parceria com a Secretaria de Educação e da Cultura do Estado e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, o evento reúne os gestores premiados nas etapas estaduais da região Nordeste, para a escolha da Escola Referência Regional que vai para a final, no dia 4 de dezembro, em Bonito/MS.

Disputavam a vaga da região a Escola Estadual Pedro Joaquim de Jesus (Antônio Vilela/AL), o Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Meio Ambiente (Brumado/BA), a Escola Estadual Edson Queiroz (Cascavel/CE), o Colégio Frei Germano de Cedrate (Trizidela do Vale/MA), a Escola Dario Gomes de Lima (Flores/PE), a Escola Monsenhor Raimundo Nonato Melo (Teresina/PI), a Escola Municipal Professora Trindade Campelo (Currais Novos/RN) e o Colégio Estadual Doutor Milton Dortas (Simão Dias/SE).

A grande campeã da etapa foi a escola pernambucana, Dario Gomes de Lima, de Fátima, município de Flores. Ela foi representada pela Diretora Ana Lúcia Xavier. Em setembro, a escola foi destaque depois de melhores resultados no Índice da Educação de Pernambuco IDEPE com o 1º lugar no Estado.  Pelas  ações pedagógicas realizadas pela escola, gerando esses resultados, foi escolhida para representar Pernambuco. A próxima etapa é nacional, com um representante de cada região do país, dias 4 e 5 de dezembro, em Mato Grosso.

Sobre o Prêmio: Realizado desde 1998, o PGE contempla projetos inovadores e gestões competentes na Educação Básica da rede pública de todo o país. Para participar, o diretor teve que fazer uma auto avaliação de sua gestão. “Ao analisar os processos de gestão da escola, ele elaborou um plano de ação, construído com a participação da comunidade escolar”, explica o presidente do Consed, Idilvan Alencar.

Esta foi a 16ª edição do prêmio, que a partir de 2011 tornou-se bianual. Em mais de duas décadas, aproximadamente 34 mil escolas públicas de todas as regiões do país participaram e mais de 7 milhões de estudantes foram beneficiados com os projetos implantados pelos gestores inscritos.

Neste período, 90 escolas chegaram à etapa final e foram premiadas com recursos financeiros e equipamentos, além de formação e intercâmbio para os diretores. A Tomé Francisco, de Quixaba, ganhou esse prêmio em 2012.

Habitacional Nova Vila Claudete é inaugurado no Cabo

Por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, a primeira etapa do projeto contemplará em torno de 6 mil pessoas O governador Paulo Câmara inaugurou, nesta sexta-feira (12), a primeira etapa de um dos maiores projetos habitacionais construídos no Estado. Durante a solenidade, realizada no Cabo de Santo Agostinho, foram entregues as chaves de 1.096 […]

Foto: Hélia Scheppa/SEI

Por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, a primeira etapa do projeto contemplará em torno de 6 mil pessoas

O governador Paulo Câmara inaugurou, nesta sexta-feira (12), a primeira etapa de um dos maiores projetos habitacionais construídos no Estado. Durante a solenidade, realizada no Cabo de Santo Agostinho, foram entregues as chaves de 1.096 casas do Habitacional Nova Vila Claudete.

Construído pela Caixa Econômica Federal por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, o projeto conta com 2.620 residências destinadas a famílias indenizadas pela administração do Complexo Industrial Portuário de Suape, que foram remanejadas de áreas de preservação ecológica ou zonas industriais. As 1.524 casas restantes serão entregues em uma segunda etapa, com previsão para outubro deste ano. O investimento total da obra é de R$ 229 milhões.

“A entrega da primeira etapa desse conjunto habitacional é muito significativa. É um bairro planejado, com equipamentos públicos e uma estrutura que oferece moradia com dignidade. O Estado aportou uma área de quase 100 hectares para a construção dessas casas, e tivemos investimentos na ordem de R$ 14 milhões, que envolve desde construções na área de educação e de saúde até ações de segurança e assistência social. É uma atividade integrada, inclusive com o governo municipal do Cabo”, detalhou Paulo Câmara.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Bruto, o empreendimento representa muito mais que simplesmente a entrega de novas casas. A obra implica em um conceito de bairro planejado. “A presença do Estado se dá através dos serviços públicos para conseguir absorver uma demanda tão grande de pessoas. Não é só a unidade habitacional que está sendo entregue, está sendo entregue um CRAS, um posto de saúde e, posteriormente, será entregue uma creche”, disse o secretário.

Cada unidade habitacional tem 40,32m² de área, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e quintal. O espaço também dispõe de equipamentos comunitários como parques infantis, quadras e salão de festa. A construção contempla serviços de infraestrutura urbana e comportará, futuramente, ações de assistência social, saúde e educação.

Gastos com cachês de artistas em Pernambuco subiram 160% entre 2022 e 2024, diz TCE

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) acaba de lançar um painel que permitirá ao cidadão e aos gestores públicos acompanharem, de forma clara e detalhada, os gastos com festas e eventos realizados em todo o estado. A ferramenta, disponível no portal Tome Conta, reúne dados sobre despesas com a contratação de artistas, estrutura de […]

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) acaba de lançar um painel que permitirá ao cidadão e aos gestores públicos acompanharem, de forma clara e detalhada, os gastos com festas e eventos realizados em todo o estado.

A ferramenta, disponível no portal Tome Conta, reúne dados sobre despesas com a contratação de artistas, estrutura de eventos e logística.

O painel é atualizado a partir do envio recorrente das informações pelos sistemas RemessaTCEPE, Sagres-EOF e e-Fisco.

O painel mostra que, entre os anos de 2022 e 2025, foram gastos R$2,65 bilhões em eventos festivos em Pernambuco, sendo R$2,29 bilhões pelas prefeituras e R$351 milhões pelo governo estadual. No acumulado do período, o São João lidera os gastos com R$584 milhões, seguido pelo Carnaval (R$510 milhões), Natal (R$52 milhões) e as festas de Ano Novo (R$35 milhões).

Nos últimos 12 meses, as despesas somaram R$201 milhões para os Festejos Juninos, R$214 milhões para o Carnaval, e R$38 milhões para Natal e Réveillon.

O painel também mostra quais municípios mais investiram em festividades, por número de habitantes, nos últimos cinco anos: Goiana (R$1.657,49/hab), Itapissuma (R$1.418,96/hab), Buenos Aires (R$1.233,52/hab), Itaquitinga (R$1.155,25/hab) e Tracunhaém (R$1.106,21/hab). O Recife aparece com R$226,25/hab – em números absolutos, foram R$337 milhões no período, o que equivale a 15% do total empenhado pelos municípios.

Dos R$351 milhões gastos pelo governo do Estado, R$67 milhões foram destinados ao São João, R$67 milhões ao Carnaval, R$1,2 milhão ao Natal e R$2,63 milhões às comemorações de fim de ano.

CACHÊS E ESTRUTURAS – Em relação aos cachês, entre os mais de quatro mil artistas contratados desde 2022, os maiores valores individuais foram pagos aos cantores Wesley Safadão (R$980 mil), Gusttavo Lima (R$900 mil), Ana Castela, Jorge e Mateus, Leonardo e projeto À Vontade (R$800 mil cada).

As contratações acumuladas mais elevadas envolvem nomes como Raphaela Santos (R$33 milhões), Priscila Senna (R$31 milhões), Tarcísio do Acordeon (R$27 milhões), Iguinho e Lulinha e Xand Avião (R$22 milhões cada) e Limão Com Mel (R$21 milhões).

Além dos cachês, os custos com estrutura (palcos, iluminação, sonorização e demais serviços) somam R$640 milhões, sendo R$191 milhões nos últimos 12 meses.

O painel mostra ainda uma tendência de alta em despesas com cachês que passou de R$271 milhões em 2022, para R$706 milhões em 2024 (um aumento de 160%). Só nos últimos 12 meses o valor empenhado chegou a R$735 milhões.

Já os gastos com estrutura mais do que dobraram entre 2022 e 2024.

CONTROLE SOCIAL – Embora festividades como Carnaval, São João, Natal e Réveillon desempenhem papel importante na preservação da cultura e no aquecimento da economia local, o Tribunal de Contas reforça que os gastos públicos com esses eventos devem seguir os princípios da legalidade, planejamento e responsabilidade fiscal.

O presidente do TCE-PE, conselheiro Valdecir Pascoal, destacou a importância do trabalho para o controle orçamentário da gestão pública e também por parte da sociedade.

“Ao oferecer acesso fácil e direto a esses dados, o painel criado pelo TCE-PE se consolida como um importante instrumento de fiscalização cidadã. O painel permite que qualquer pessoa, incluindo os próprios gestores públicos, para fins de comparação e referência, possa acompanhar como estão sendo utilizados os recursos públicos nas festas realizadas por prefeituras e pelo governo estadual”, disse ele.

Clique aqui e veja o painel do TCE.

Prefeitos da região, no Frente a Frente direto da Rádio Pajeú

Aproveitando sua passagem pelo Sertão do Pajeú, onde curte o feriadão imprensado, o jornalista Magno Martins apresenta o Frente a Frente itinerante, hoje, dos estúdios da Rádio Pajeú. Magno estará conosco ouvindo prefeitos da região do Pajeú, do Alto e Médio da região. Na primeira rodada nesse formato, Magno ouviu em agosto Márcia Conrado, Sandrinho […]

Aproveitando sua passagem pelo Sertão do Pajeú, onde curte o feriadão imprensado, o jornalista Magno Martins apresenta o Frente a Frente itinerante, hoje, dos estúdios da Rádio Pajeú.

Magno estará conosco ouvindo prefeitos da região do Pajeú, do Alto e Médio da região. Na primeira rodada nesse formato, Magno ouviu em agosto Márcia Conrado, Sandrinho Palmeira e Anchieta Patriota.

São convidados os prefeitos Adelmo Moura (PSB), de Itapetim, Sávio Torres (PTB), de Tuparetama, e Djalma Alves (PSB), de Solidão.

O programa vai ao ar às 18h na Rádio Pajeú. Você pode ouvir e fazer perguntas sintonizando FM 99,3, pela Internet no http://www.radiopajeu.com.br/portal/player.html.

Ainda pode ouvir o debate em celulares com Android, pelo aplicativo da emissora disponível no Google Play. Basta procurar Pajeu e baixá-lo. Ainda em aplicativos como radios.net ou Tunein Rádio.

 

Brejinho: prefeitura diz que foi alvo de boatos em meio a episódio contra carro forte

A Prefeitura Municipal de Brejinho vem à publico, repudiar, veementemente, comentários maldosos de pessoas desinformadas que ficam postando em grupos de rede sociais, informações mentirosas com o intuito de denegrir a imagem da administração municipal. O fato em questão, se deve a falatórios de pessoas, inseridas em grupos que ao invés de ajudar cidadãos, levam […]

A prefeita Tânia Maria

A Prefeitura Municipal de Brejinho vem à publico, repudiar, veementemente, comentários maldosos de pessoas desinformadas que ficam postando em grupos de rede sociais, informações mentirosas com o intuito de denegrir a imagem da administração municipal.

O fato em questão, se deve a falatórios de pessoas, inseridas em grupos que ao invés de ajudar cidadãos, levam para o lado da politicagem barata e de revanchismo, levando a confundir cidadãos de bem que torcem pelo bem da nossa população.

Mentira n° 01 – Não é verdade quando pessoas de grupos afirmam que a Prefeita Tânia Maria, está passeando em Brasília. Ao contrário do que as futricas pregam, a Prefeita está lutando para que a água da Adutora do Pajeú chegue até nossa cidade, para que não vemos a sofrer as consequências de carregar novamente água com lata na cabeça.

Mentira nº 02 – Não é verdade quando se comenta que a Prefeita Tânia Maria, não está dando total apoio a Polícia Militar do Estado de Pernambuco, que montaram uma base de apoio na Cidade de Itapetim, já que suspeita-se que os meliantes que tentaram o assalto, estejam escondidos em sítios daquele município.

Conclusão: A Prefeita Tânia Maria disponibilizou desde a noite de ontem, dois restaurantes, para atender os policiais na questão da alimentação; pediu ao Presidente da Câmara Municipal que disponibilizasse o prédio da referida Câmara, para o apoio com telefone, internet e ofereceu colchões para o caso de descanso dos mesmos;

E acaba de liberar uma ambulância para remoção de um policial que foi alvejado ontem, saindo da Clips de São José do Egito, para a Cidade do Recife.

Vale salientar, que foi muito bom as pessoas terem colaborado também com a polícia, porque isso mostra o espirito de solidariedade que é peculiar do povo de Brejinho. Agora jogar informações falsas e mentirosas com o intuito de condenar, a quem procura o melhor para a nossa cidade é no mínimo falta de responsabilidade.

Qualquer dúvida sobre essa postagem, procurar o Capitão André Vasconcelos, que está conduzindo a operação aqui em Brejinho e tirem suas dúvidas.

Assessoria de Comunicação.