Como é lindo o Sertão chovido!
Águas chegam do Rio Pajeú em Ingazeira com direção à Barragem de Brotas, com as piabas fazendo a festa
O multiartista Chico Sá descreveu em sua coluna ao El Paiso sentimento de um sertanejo com a chuva caindo. Nestes dias de fevereiro e março, estamos sendo abençoados com a chuva que não pára de cair, as belas imagens que não param de emoldurar o Sertão. Dessa vez, vamos dar mais vida a seu texto, com as imagens que tem chegado à nossa redação e à NJTV.
Desculpem , amigos, mas quando chove bem no Sertão não conseguimos falar de outro assunto. Coisa de sertanejo, coisa do interior nordestino. Quase uma hora ao telefone com minha mãe esta semana e só tratamos do bom inverno —como chamamos a estação das chuvas.
Os sinais indicavam fartura. João e Joana-de-barro construíram seu ninho com a porta da casa virada para o poente, na direção contrária da chuvarada. Depois de sete anos de vidas secas, o aguaceiro, com direito a imagem mais bonita da existência: alguns açudes sangrando.
Nada mais lindo que um açude sangrando, comentou o camarada Carlão de Souza esta semana. Não cabe na vista. A mesma sangria, sem nada combinado, foi assunto de outro irmão rochedo, Paulo Mota, das bandas de Sucesso, área cearense de Tamboril, pense na geografia, pense!
Bela imagem do Pajeú de “canto a canto”, em Floresta
Não há como não se arrupiar diante de tal fenômeno. Levo essa ideia da chuva para onde for, só a chuva nos importa, mesmo quando estamos nos sítios mais chuvosos do universo. A chuva é meu gol, minha Copa do Mundo, Deus gozando a glória, meu amor.
Mesmo depois de quatro décadas morando longe da nação semiárida, o tema chuvoso encobre qualquer outra história. Nunca perdemos a mania. Mesmo antes de qualquer preâmbulo carinhoso do telefonema, sai inevitavelmente a naturalíssima pergunta: “Tá chovendo?” E como ficamos revoltados quando os moços e moças da meteorologia da tevê dizem “tempo bom” no Nordeste para indicar que será mais um dia de estiagem.
Tempo bom uma ova. Sorte que pelo menos a Maju, no JN, tem o cuidado de não cometer essa indelicadeza, ela mudou essa história, juro. Sempre lembro do meu avô Manuel Novais, pernambucaníssimo em modos e blasfêmias, brigando com os locutores do rádio e da televisão: “Tempo bom para quem, filho de uma égua!” Daí saía um rosário de palavrões: febre-do-rato, istampô-calango, besta fubana, peste bubônica etc.
E tem um livro bonito, rapaz, que mostra esse nosso alumbramento com a chuva, um livro de fotos de Fred Jordão, chama Sertão Verde-paisagens. Fuçando nos sebos, você ainda encontra, quem sabe, é do ano de 2012, se o espírito cascudo não me engana. Desculpem, leitores, o país sob nuvens de chumbo, um resquício autoritário da moléstia dos cachorros, e este cronista, qual o cantor Demetrius, no ritmo da chuva.
Pajeú pegando água em Flores
É mais forte, colegas, os olhos do matuto faíscam, a memória rebobina relâmpagos e promessas de promissores horizontes que, na maioria das vezes, deram em nada. Quantas retinas gastas com estes clarões. Sabe lá o que é isso?



O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha, Neguinho de Danda, acompanhado do ex-presidente, Adalberto Júnior (Dr.º Júnior), representando a Câmara de Vereadores, estiveram nesta segunda-feira (16), na capital pernambucana, cumprindo agenda administrativa junto a equipe da governadora Raquel Lyra.
Marcos Crente diz que não muda voto em Nelly
Marcos Crente: “se quiserem me expulsar, podem preparar a papelada”: “Meu voto em Nely é um voto de gratidão. Não estou votando em Sebastião e o que ele disse não me interessa. Não aceito pressão de ninguém do meu partido. Se quiserem me expulsar da legenda por estar cumprindo a palavra, fiquem a vontade e preparem a documentação”.
Adutora do Pajeú tem nova paralisação programada para esta terça, dia 2
A Secretária de Infraestrutura do Estado, Fernandha Batista, comentou em entrevista à Rádio Pajeú a implementação do programa Caminhos de Pernambuco nas regiões do Pajeú e Moxotó. Ela confirmou que as rodovias estão divididas entre as que precisam de mera operação tapa buracos e recapeamento completo. “Esse trabalho é fruto de planejamento e vistorias em todas as regiões do Estado entre janeiro e março. Todas foram vistoriadas. Algumas requerem manutenção mais simples e outras mais complexa”, afirmou.



Investimento no projeto é de aproximadamente de R$ 1 milhão, 750 mil, com recursos do município












Você precisa fazer login para comentar.