Gilmar Mendes pede a Fachin acesso integral aos dados do celular de Vorcaro
Por Michael Andrade
Ministro reforça solicitação feita por Cristiano Zanin e defende que todos os integrantes do STF tenham acesso ao material antes da análise do caso Master.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou nessa sexta-feira (11) ao presidente da Corte, Edson Fachin, um pedido para que os ministros recebam a íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
No ofício, Gilmar reforça uma solicitação apresentada no mesmo dia por Cristiano Zanin. Alexandre de Moraes também já havia pedido acesso completo ao conteúdo apreendido pela Polícia Federal.
Caso o material não seja disponibilizado pelo gabinete do relator, André Mendonça, Gilmar defende que Fachin requisite os dados diretamente à Polícia Federal, com urgência, por meio da estrutura responsável pelos inquéritos nos tribunais superiores.
A discussão ocorre às vésperas da sessão extraordinária do Supremo marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar questões relacionadas às investigações do caso Master e às informações extraídas de aparelhos apreendidos com Vorcaro.
Gilmar já havia manifestado dúvidas sobre as condições para que o julgamento ocorra na data prevista. Em outro ofício, o ministro questionou a delimitação do que será efetivamente apreciado pelo plenário e defendeu maior unidade na condução dos procedimentos relacionados ao caso.
Zanin, por sua vez, argumentou que todos os integrantes da Corte precisam ter acesso aos mesmos elementos disponíveis ao relator antes de participar de uma decisão colegiada. Segundo ele, a defesa de Vorcaro já possui cópia dos dados extraídos do aparelho, o que reforçaria a necessidade de compartilhamento com os demais ministros.
Mendonça informou que o aparelho original permanece com a Polícia Federal e que seu gabinete recebeu uma cópia de segurança dos dados em envelope lacrado.
A definição sobre o encaminhamento do pedido de Gilmar cabe agora a Fachin, que vem centralizando decisões relacionadas à organização do julgamento e ao compartilhamento dos documentos entre os integrantes do Supremo.
Fonte: Correio Braziliense Foto: Ed Alves
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Foto: Leonardo Prado/Secom/MPF Também foram apontadas falhas no cumprimento de recomendações e decisões judiciais Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (24), os procuradores da República Alisson Marugal e Matheus de Andrade Bueno, responsáveis por investigar irregularidades cometidas por garimpeiros e desvios na política de saúde na Terra Indígena Yanomami (TIY) em Roraima, detalharam as diversas […]
Também foram apontadas falhas no cumprimento de recomendações e decisões judiciais
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (24), os procuradores da República Alisson Marugal e Matheus de Andrade Bueno, responsáveis por investigar irregularidades cometidas por garimpeiros e desvios na política de saúde na Terra Indígena Yanomami (TIY) em Roraima, detalharam as diversas frentes de atuação do Ministério Público Federal (MPF), tanto no combate aos crimes ambientais, quanto na responsabilização cível e criminal pelos delitos cometidos naquele território.
Ao traçarem o panorama da situação, ambos foram enfáticos sobre a necessidade de que haja respeito às decisões judiciais que determinam a reativação de bases da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) naquele território e de implementação de planos operacionais eficazes no combate a diversos delitos.
Na última segunda-feira (23), a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais (6CCR/MPF), vinculada ao procurador-geral da República, Augusto Aras, emitiu nota pública denunciando que a grave situação de saúde e segurança alimentar sofrida pelos povos yanomami.
A 6CCR atuou por delegação do PGR em ações como a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709. Especificamente em relação aos Yanomami, Augusto Aras apresentou manifestações acerca das ações governamentais destinadas à retirada de invasores. Ainda no STF, representante do MPF defendeu providências para garantir o atendimento da população.
No dia 20, também deste mês, o Ministério da Saúde atendeu recomendações feitas pelo MPF e criou uma Sala de Situação para acompanhar a questão de saúde na TIY. A Sala fará a coordenação e articulação da resposta à crise sanitária, da reestruturação do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, do fortalecimento da rede de serviços para atendimento dessa população e das ações intersetoriais.
Na entrevista, os procuradores criticaram a forma como foram realizadas as fiscalizações até o ano passado, quando os órgãos estatais realizaram operações em ciclos curtos de, no máximo 15 dias, o que favorecia a desarticulação dos pontos de garimpo pelos criminosos. O resultado desse modelo, na avaliação deles, produziu apenas resultados pontuais – não houve, por exemplo, diminuição dos alertas de extração ilegal de minérios.
Conforme explicaram, os criminosos agem predominantemente por via aérea hoje em dia, o que dificulta a fiscalização dos órgãos estatais. Para combater esse modo operacional, uma das frentes de atuação do MPF é o controle da venda do combustível de aviação, buscando notificar tanto fornecedores quanto os grandes adquirentes. Em alguns casos, a pedido do MPF, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) suspendeu registros de compradores de combustíveis em situação irregular.
Falta de medicamentos – O ano de 2022 também foi marcado por um esquema de desvio de medicamentos essenciais ao atendimento dos indígenas, tendo atingido sobretudo crianças. A investigação iniciada pelo MPF culminou na Operação Yoasi, em parceria com a Polícia Federal (PF). A falta de fármacos simples, como aqueles para combater verminoses, aceleraram a tragédia yanomami. Estima-se que 10 mil crianças, de um total de cerca de 14 mil, deixaram de receber remédios, agravando o quadro de subnutrição. “Havia políticos que nomeavam agentes de saúde e loteavam cargos chave para direcionar licitações”, detalhou Alisson Marugal.
Subnutrição e mortalidade – Embora haja registro do problema da subnutrição infantil no território yanomami pelo menos desde 2009, o procurador da República Alisson Marugal salientou ter havido agravamento da situação a partir de 2017, atingindo seu ápice no ano passado. Segundo relatou, por causa do garimpo ilegal e da omissão do Estado, entre o fim de 2021 e o fim do ano passado, 300 crianças yanomami com sinais de desnutrição precisaram ser transferidas para tratamento na capital, Boa Vista, registrando aumento de 150% em relação ao total de transferências acumulado nos quatro anos anteriores.
Próximos passos – Ao ser questionado sobre os próximos passos a serem tomados pelo MPF, o procurador da República Matheus de Andrade Bueno afirmou que a proteção aos povos indígenas não deve ser uma questão de governo ou ideológica, mas humanitária e de Estado. E disse que a atuação institucional vai se pautar por medidas de responsabilização, em relação a fatos passados, e de acompanhamento e fiscalização das políticas públicas atuais e futuras a fim de que as determinações judiciais sejam cumpridas e os direitos dos povos yanomami protegidos.
Ofício – Também nesta terça-feira (24), o PGR encaminhou ofícios da coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF (6CCR), subprocuradora-geral da República Eliana Torelly, ao senador Fabiano Contarato, informando as providências tomadas acerca das denúncias apresentadas por ele, por meio da Sala Virtual de Atendimento ao Cidadão do MPF, de violências na Terra Yanomami.
O documento enviado ao senador informa que os fatos narrados na representação, relativos à saúde, à segurança alimentar e a violências contra os Yanomami já são alvo de apuração na unidade do Ministério Público Federal em Roraima, local dos fatos. Informa, ainda, que há investigações, diversos procedimentos, ações judiciais e inquéritos policiais em curso, além da atuação judicial e extrajudicial do MPF para garantir a extrusão dos garimpeiros invasores.
O senador também recebeu do Gabinete do PGR a nota pública divulgada nessa segunda-feira (23) pela 6CCR com resumo da atuação judicial e extrajudicial do MPF na busca por soluções efetivas para a proteção dos povos indígenas que habitam o território indígena Yanomami.
Na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Arcoverde, a vereadora da oposição, Zirleide Monteiro (PTB), levantou vários questionamentos sobre gastos considerados excessivos com a contratação de pessoal para atuar na usina de asfalto, localizada no bairro da Boa Esperança, no terreno do antigo Arcocenter. Segundo a parlamentar, entre janeiro e abril de 2017 […]
Na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Arcoverde, a vereadora da oposição, Zirleide Monteiro (PTB), levantou vários questionamentos sobre gastos considerados excessivos com a contratação de pessoal para atuar na usina de asfalto, localizada no bairro da Boa Esperança, no terreno do antigo Arcocenter.
Segundo a parlamentar, entre janeiro e abril de 2017 foram pagos R$ 169.547,00 à contratados por serviços prestados na usina de asfalto, através da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente. Os dados constam do Portal da Transparência do TCE (Tribunal de Contas do Estado) conhecido por “Tome Conta” e se referem a “serviços prestados” nos meses de janeiro, fevereiro, abril e maio conforme folha dos empenhos apresentados pela vereadora na sessão plenária da segunda-feira passada.
Em sua fala, a vereadora Zirleide Monteiro questiona: “Quem são essas pessoas? O que estavam fazendo? Aonde elas colocaram asfalto na cidade que Arcoverde está parecendo mais uma película de cinema de guerra com tantos buracos?”. A prefeitura, no dia seguinte a fala da vereadora, iniciou uma operação tapa buraco, mas sem a usina de asfalto.
Zirleide ainda questionou como se “gasta mais de R$ 167 mil reais com pessoal contratado, não é efetivo, para trabalhar numa usina de asfalto que não tapa um buraco sequer em Arcoverde?”. Segundo a parlamentar, desde o ano passado, a usina estaria impedida de funcionar pelo Ministério Público a pedido dos moradores do bairro da Boa Esperança devido a poluição ambiental.
A vereadora trabalhista ainda revelou que em dezembro de 2016 foram pagos outros R$ 49.321,98 de pessoal contratado que teria prestado serviço na usina de asfalto, naquele mês. Ela tava fechada, sem funcionar também no período.
O líder do governo, vereador Everaldo Lira, alegou que os pagamentos eram para manutenção da usina. Não era, pois refere-se a pagamento de pessoal e não a manutenção das máquinas. A vereadora Célia Almeida (PSB), questionou se isso não seria pagamento retroativo, de mês anterior. Não eram segundo os espelhos dos empenhos que se referem expressamente que se tratava de pagamento referente a competência do referido mês conforme foto do espelho de dezembro.
Somando os gastos nos 5 meses de 2017 (R$ 169.547,00) e mais o mês de dezembro de 2016 (R$ 49.321,98) citados pela vereadora, teriam sido pagos a contratados que teriam prestados serviços na usina de asfalto da prefeitura a quantia de R$ 218.868,98. Essa montante corresponderia a 233,5 salários mínimos (R$ 937) o que daria pelo menos 38 trabalhadores assalariados trabalhando mensalmente na usina de asfalto que não funcionava.
Três dos nomes que querem a vice na chapa de José Patriota (PSB) estiveram no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Alessandro Palmeira (Rede), Augusto Martins (PR) e Igor Mariano (PDS) defenderam seus nomes e projetos. Augusto alegou para se dizer credenciado a experiência ao longo dos anos na Frente Popular, […]
Três dos nomes que querem a vice na chapa de José Patriota (PSB) estiveram no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Alessandro Palmeira (Rede), Augusto Martins (PR) e Igor Mariano (PDS) defenderam seus nomes e projetos.
Augusto alegou para se dizer credenciado a experiência ao longo dos anos na Frente Popular, os mandatos como vereador e a lealdade política. “Quando houve o racha entre a Frente Popular e a ex-prefeita Giza, me mantive leal à Frente”, alegou. Apesar de ter dito em outro momento que poderia ser candidato a vereador ou até a prefeito, com perspectiva real de candidatura majoritária em 2020, Martins disse que houve muitas solicitações de amigos e correligionários.
Alessandro Palmeira apresentou um histórico que mostra sua condição para ser o nome. Lembrou que foi eleito Conselheiro tutelar, tem formação como psicólogo e escritor, além de atuação política desde a coordenação da Juventude 40, da Frente Popular, até a participação na coordenação de José Patriota. Sandrinho deixou claro não ser “o nome do bolso” que o prefeito gostaria de ver na chapa. “Meu partido queria que, além de colocar meu nome, eu coordenasse as campanhas nessa região. Mas a decisão foi por colocar exclusivamente nosso nome na discussão”, alegou.
Já Igor falou que a discussão do grupo de vereadores do PSD, maior bancada da Câmara, que es colheu seu nome na discussão foi tranquilo. Ele revelou que na reta final da discussão, restaram dois nomes na disputa: além do dele, o do Presidente da Câmara, Frankilin Nazário. Igor agradeceu aos vereadores e disse que a indicação do seu nome representa uma opção de unidade no grupo. “Agradeço aos que indicaram nosso nome”.
Os três disseram acreditar que o prefeito José Patriota deve acionar logo o chamado Conselho Politico para a discussão. Em linhas gerais, não trocaram farpas ente si. Apenas, sutilmente, questionaram a ausência de outros convidados. Eles não cravaram que critérios balizarão a escolha – se pesquisa, peso político ou outro item – mas garantiram que, independente do resultado final, todos estarão unidos. A conferir…
Não compareceram Eraldo Feijó, Totonho Valadares e Lúcia Moura, alegando agenda. Edmilson Policarpo não atendeu às inúmeras ligações.
A vice nesta chapa ganhou mais peso com a informação de que Patriota será candidato a Deputado em 2018, dando status de futuro prefeito ao vice, caso a chapa seja eleita. O limite das convenções para a formação de chapas é 5 de agosto.
Hoje, falando ao jornalista e apresentador da Revista da Cultura Tony Alencar, comentei as projeções das eleições em cidades da região do Pajeú. Provocado pelo comunicador amigo da Cultura FM, falei sobre as projeções em quatro cidades. Em Afogados da Ingazeira, onde as chapas estão fechadas com a disputa Sandrinho e Daniel versus Danilo e […]
Hoje, falando ao jornalista e apresentador da Revista da Cultura Tony Alencar, comentei as projeções das eleições em cidades da região do Pajeú.
Provocado pelo comunicador amigo da Cultura FM, falei sobre as projeções em quatro cidades.
Em Afogados da Ingazeira, onde as chapas estão fechadas com a disputa Sandrinho e Daniel versus Danilo e Edson Henrique, Tabira, que terá o embate Nicinha contra Flávio Marques.
Também São José do Egito, onde ainda há três pré-candidaturas competitivas: George, Fredson e Zé Marcos e Romério Guimarães.
Por fim, Serra Talhada, no encontro entre Márcia Conrado e Miguel Duque, com três candidatos de terceira via, Luiz Pinto, Jucelio Souza e Ivanildo Gomes.
Está confirmada para o dia 03 de dezembro a festa em homenagem aos 100 anos do repentista Zezé Lulu, no Sítio Serrinha, São José do Egito, onde o poeta nasceu. Zezé Lulu era analfabeto e não deixou livros publicados, tendo sido premiado em vários concursos. De obra, deixou apenas um cordel em parceria com Manoel Xudú […]
Está confirmada para o dia 03 de dezembro a festa em homenagem aos 100 anos do repentista Zezé Lulu, no Sítio Serrinha, São José do Egito, onde o poeta nasceu. Zezé Lulu era analfabeto e não deixou livros publicados, tendo sido premiado em vários concursos. De obra, deixou apenas um cordel em parceria com Manoel Xudú Sobrinho. Cabe aos filhos e netos a missão de resgatar seu legado e história.
Como João Paraibano, Zezé não registrava seus versos. Ao contrário de João, quando apologistas se encarregavam de realizar registros, esse trabalho é um pouco maior no resgate à obra de Zezé. “Estamos buscando registros considerando que faz algum tempo e pretendemos lançar um livro”, diz Zezé Neto, que cuida da organização da festa ao lado do irmão João Vinicius e da mãe Maria Rosélia.
José Gomes do Amaral, Zezé Lulu, nasceu em 04 de dezembro de 1916, no Sítio Serrinha, distrito de São José do Egito. Era filho de Luiz Ferreira Gomes e Maria José de Santana, ambos agricultores.
Com apenas seis anos de idade, Zezé Lulu já assistia às noitadas de cantoria do poeta Antônio Marinho, seu tio por afinidade, quem mais tarde teria como referencial poético.
Luiz Ferreira, pai de Zezé, grande incentivador do filho, foi quem realizou o sonho do filho nas cordas da viola e no verso do repente. Iniciou sua carreira em 1940, participando em sua primeira cantoria na residência do Sr. José Bento, no Sítio Serrinha, lugar onde nasceu, cantando com o poeta Amaro Bernardino, também filho da região. Sua grande fonte de inspiração são coisas simples do sertão.
Na programação festiva, repentistas, shows com artistas como Paulo Matricó e muitas outras atrações. “A festa vai começar no entardecer”, diz João Vinicius. Perguntado sobre quem seguiu as veias do pai e avô, João brincou. “Difícil saber quem não é poeta”. Na programação, um artigo na revista Pajeuzeiro e outras atividades estão previstas.
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