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Com 82 mortes, Pernambuco bate recorde de óbitos por Covid-19 notificados em 24h em 2021

Por André Luis

Portal Folha de Pernambuco

Pernambuco registrou, nesta quinta-feira (8), um novo recorde de mortes por Covid-19 notificadas em 24 horas em 2021. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), foram confirmados 82 óbitos.

As mortes ocorreram entre os dias 24 de setembro e essa quarta-feira (7). Com a atualização, o Estado soma 12.623 mortes por causa do coronavírus registradas desde o início da pandemia, em março de 2020.

O recorde anterior de mortes no ano havia sido registrado em 30 de março e 1º de abril. Em ambos os dias, a SES-PE notificou 74 óbitos.

O boletim desta quinta-feira ainda traz o registro de 2.884 casos, o terceiro maior total de casos confirmados este ano. 

Entre os confirmados, 199 (7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 2.685 (93%) são leves. 

O Estado totaliza 364.354 casos confirmados da doença, sendo 37.227 graves e 327.127 leves.

Outras Notícias

Calumbi adere ao SIM Consorciado Cimpajeú

A Câmara de Vereadores de Calumbi aprovou, nesta terça-feira (18), o projeto de adesão do município ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM) Consorciado Cimpajeú. O serviço tem a finalidade de fiscalizar e certificar a qualidade dos produtos de origem animal e vegetal, garantindo que sejam produzidos dentro das normas sanitárias estabelecidas. O SIM é uma […]

A Câmara de Vereadores de Calumbi aprovou, nesta terça-feira (18), o projeto de adesão do município ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM) Consorciado Cimpajeú.

O serviço tem a finalidade de fiscalizar e certificar a qualidade dos produtos de origem animal e vegetal, garantindo que sejam produzidos dentro das normas sanitárias estabelecidas.

O SIM é uma parceria entre municípios que compartilham a estrutura de inspeção, permitindo a redução de custos operacionais e a unificação da legislação para a região. A iniciativa também busca fortalecer a segurança alimentar, incentivar produtores a formalizarem seus negócios e contribuir para a geração de emprego e renda, além de aumentar a arrecadação dos municípios consorciados.

A implementação do serviço ocorre por meio de um consórcio público, no qual cada município participante deve aprovar em lei municipal a criação do SIM e regulamentar seu funcionamento. 

Os produtos fiscalizados incluem carnes, ovos, leite, mel e seus derivados, além de vegetais minimamente processados. O selo de certificação emitido pelo SIM assegura que os alimentos atendem aos padrões exigidos. Em cada município, o serviço está vinculado à Secretaria ou Departamento de Agricultura.

“O SIM Consorciado é um grande avanço para Calumbi, garantindo mais segurança alimentar para a população e novas oportunidades para os produtores locais. Com essa adesão, fortalecemos a economia do município e damos um passo importante para a regularização e valorização da produção agropecuária”, destacou o prefeito Joelson.

Polícia confirma mais de cem mortos em casa de show em Paris. Número total pode chegar a 150

Uol e G1 A polícia francesa confirmou na noite desta sexta-feira (13) que pelo menos cem pessoas foram mortas dentro da casa de shows Bataclan, em Paris, onde homens armados abriram fogo durante um show. Três terroristas foram mortos pela polícia, que invadiu o local. Ao total, somados os atentados, o número pode chegar a […]

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Uol e G1

A polícia francesa confirmou na noite desta sexta-feira (13) que pelo menos cem pessoas foram mortas dentro da casa de shows Bataclan, em Paris, onde homens armados abriram fogo durante um show. Três terroristas foram mortos pela polícia, que invadiu o local. Ao total, somados os atentados, o número pode chegar a 150. Isso porque além do show de rock, terroristas causaram explosões perto do jogo da seleção francesa e abriram fogo em restaurante, em bar e outros 2 lugares.

Mais cedo, autoridades confirmaram que cerca de cem reféns estariam na casa de espetáculos Bataclan, onde estava acontecendo a apresentação da banda Eagles of the Death Metal. Cerca de 1.500 espectadores estavam presentes no evento. O presidente da França, François Hollande, foi até o local.

A cidade registrou uma série de atentados terroristas em locais com grande concentração de pessoas: além da casa de shows, foram alvo dos ataques um bar e Stade de France, onde França e Alemanha disputavam um amistoso e onde Hollande acompanha a partida.

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Segundo testemunhas, os atiradores da casa de shows Bataclan teriam atirado contra a multidão gritando “Allahu Akbar” (“Deus é grande”), contou uma testemunha entrevistada pela rádio France Info. “Com minha mãe nós conseguimos fugir do Bataclan (…), conseguimos evitar os tiros, havia muitas pessoas pelo chão”, contou o jovem, chamado Louis.

“Eu ouvia eles carregando, o show parou, todo mundo deitou no chão, eles continuavam atirando nas pessoas…minha nossa, foi um inferno”, continuou o rapaz, a voz embargada de choro.

“Eu peguei minha mãe, nós estávamos deitados no chão, alguém disse ‘eles foram embora’, nós saímos por uma saída de segurança, ainda dava para ouvir os tiros quando fomos embora, tivemos que pular os corpos, foi um pesadelo”, disse a testemunha, que disse não ter visto os atiradores, apenas “silhuetas quando eles começaram a dar os primeiros tiros”.

Brasileiros: O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (13) que o Consulado do Brasil em Paris confirmou que dois brasileiros ficaram feridos após os ataques na capital francesa.

Segundo informações da cônsul-geral do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis, à rádio CBN, um dos brasileiros feridos estava em estado grave e foi submetido a cirurgia. Segundo a cônsul, ele perdeu muito sangue e teve de fazer transfusão. O outro teve ferimentos leves.
Afastamento de profissionais por Covid-19 tem gerado sobrecarga na equipe do HREC

Unidade termina a semana com 100% da UTI e 175% da Ala Respiratória ocupadas Unidade voltou a registrar óbito por Covid-19.  Por André Luis O diretor do Hospital Regional Emília Câmara – HREC, Sebastião Duque, informou ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que a unidade fecha a […]

Unidade termina a semana com 100% da UTI e 175% da Ala Respiratória ocupadas

Unidade voltou a registrar óbito por Covid-19. 

Por André Luis

O diretor do Hospital Regional Emília Câmara – HREC, Sebastião Duque, informou ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que a unidade fecha a semana assim como iniciou: 100% da UTI e 175% da Ala Respiratória ocupadas.

“Isso quer dizer que todos os leitos que a gente tem na Ala Respiratória – já estamos com leitos extras -, e esses também estão ocupados, então terminamos uma semana preocupante”, destacou o diretor.

Ainda segundo Duque, a ocupação acima dos 100% na Ala Respiratória, não quer dizer que tem macas nos corredores – em outra entrevista, esta semana, ele explicou que isso acontece por conta de que tem se colocado mais de um leito no mesmo espaço.

“Todos os esforços estão sendo feitos para evitar o que a gente tem visto em outros lugares, que realmente são macas pelos corredores, por as unidades serem pequenas, o Hospital Regional é um hospital de porte pequeno para atender uma demanda muito alta, mas estão todos acomodados e não se vê maca pelos corredores e isso não há de acontecer, se Deus Quiser!”, afirmou.

Doutor Sebastião Duque alertou para a preocupação de que até então apesar de pacientes graves na UTI, a unidade não vinha registrado óbitos em decorrência da Covid-19, mas que de ontem para hoje foram registrados dois óbitos. Um já confirmado para a Covid-19 e outro em investigação. “Então a gente termina a semana preocupados”, lamentou. 

Falando sobre o número de servidores que têm sido afastados em decorrência da positivação para a Covid-19 ou com Síndrome Gripal, Duque afirmou que a situação vem se agravando cada vez mais.

“Percebemos um número muito alto de funcionários, de servidores, positivando para Covid. Esse cenário a gente não tinha passado ainda aqui. Passamos por vários momentos difíceis, mas não tínhamos essa quantidade de pessoas positivas, embora estejam com sintomas leves. Isso gera uma sobrecarga nos outros profissionais que ficam, por exemplo, quando um funcionário testa positivo para covid ele passa 10 dias em casa, então se o plantão dele é 12 por 36, a gente vai ter um desfalque naquela equipe e precisaremos chamar outros pra substituir, só que muitos desses outros também já estão com a sobrecarga de outros plantões. Então esse é o momento crítico que a gente está passando”, alertou.

O diretor da unidade informou que para tentar driblar a crise, o Hospital do Tricentenário – Organização Social responsável por gerir o hospital – tem trabalhado para criar um cadastro de reserva com o lançamento de processo seletivo.

“Hoje nós já recebemos cinco técnicos de enfermagem pela manhã para a providenciar a questão de documentação até para ver a possível escala deles agora para o mês de fevereiro, como também para médico. Recebemos alguns currículos se for avaliado e aprovado pela equipe. Então a gente chama também essas pessoas para dar uma ajuda nas emergências e principalmente nesses desfalques de profissionais adoentados com Covid”, pontuou Sebastião Duque.

Fredson reúne egipcienses que moram no Recife

A noite da última terça-feira (28) foi de encontros e reencontros entre os egipcienses que moram no Recife. Fredson reuniu parte da população de São José do Egito que mora na capital pernambucana para compartilhar experiências e refletir sobre a relação entre a cidade natal, São José do Egito, e a capital pernambucana. Em um […]

A noite da última terça-feira (28) foi de encontros e reencontros entre os egipcienses que moram no Recife.

Fredson reuniu parte da população de São José do Egito que mora na capital pernambucana para compartilhar experiências e refletir sobre a relação entre a cidade natal, São José do Egito, e a capital pernambucana.

Em um cenário onde muitos deixaram sua terra em busca de oportunidades de estudo e trabalho, a perspectiva de retorno é frequentemente entremeada por incertezas. Com a presença de jovens e adultos, a conversa foi marcada por relatos de saudade, perspectivas de futuro e análises da situação atual de São José do Egito. “Muita gente saiu de São José do Egito para estudar e trabalhar assim como eu. Foram para vários lugares, inclusive o Recife. Muitos pensam em voltar, mas do jeito que a cidade está não tem como”, comentou Fredson.

Fredson, acompanhado de Zé Marcos e do vereador Alberico Tiago, compartilhou suas impressões sobre os desafios enfrentados por aqueles que deixaram a cidade natal em busca de oportunidades: “Parti de São José do Egito em busca de crescimento pessoal e profissional. Como empresário, vejo a importância de políticas que promovam o desenvolvimento econômico e social da nossa terra.”

As dificuldades enfrentadas pela população em São José do Egito, que vão desde questões socioeconômicas até problemas de infraestrutura, provocam uma ambivalência nos egipcienses residentes em Recife. Enquanto o sentimento de pertencimento e a saudade da terra natal são fortes, as oportunidades e condições de vida oferecidas pela capital pernambucana tornam-se um fator preponderante na decisão de permanecer longe de casa.

Foi por essas razões que Lamya Moura, há seis anos teve que sair de São José para estudar Direito no Recife. “Ainda não tínhamos faculdade em São José e eu precisava estudar, ter uma profissão e trabalhar. Hoje sou formada, trabalho na prefeitura da capital e não penso em voltar para a minha terra enquanto ela estiver do jeito que está. É buraco e mato pra todo lado, não temos serviços de qualidade, a população
está entregue”, lamentou.

O encontro proporcionou um espaço para troca de experiências e construção de laços entre os participantes, que compartilham não apenas a origem em comum, mas também o desafio de conciliar os laços afetivos com as demandas da vida contemporânea. Enquanto alguns alimentam o desejo de um retorno eventual, outros se veem enraizados em Recife, onde construíram suas vidas e carreiras, mas almejam uma São José do Egito melhor para os parentes que continuam vivendo lá.

Um em cada 3 infectados com coronavírus em PE é profissional de saúde

Boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco aponta que 377 profissionais de saúde fizeram teste e tiveram resultado positivo para o novo coronavírus. O número representa um em cada três casos da doença registrado em todo o estado. O boletim de ontem informou que foram 194 novos casos da covid-19 confirmados […]

Foto: Divulgação

Boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco aponta que 377 profissionais de saúde fizeram teste e tiveram resultado positivo para o novo coronavírus. O número representa um em cada três casos da doença registrado em todo o estado.

O boletim de ontem informou que foram 194 novos casos da covid-19 confirmados em 24 horas, fazendo com que o estado totalize 1.154 casos confirmados da doença.

Desses, 708 estão em isolamento domiciliar e 287 internados —sendo 55 em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 232 em leitos de enfermaria.

Além disso, o boletim aponta 57 pacientes já recuperados da doença. Ao todo, 102 pessoas morreram pela covid-19 no estado.

Segundo o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, o alto número no estado é resultado de ser o primeiro do país a adotar um protocolo para testar todos os profissionais de saúde sintomáticos de quadro gripal.

Ele explica que o número de profissionais contaminados vai crescer ao longo da semana já que muitos resultados de coletas já feitas estão pendentes de análise.

“Nós já tivemos 1.120 ocorrências de profissionais de saúde com quadro gripal, e mais de 600 casos tiveram resultado [377 casos confirmados e 267 descartados]. Tão logo amplie-se essa testagem, com os testes rápidos que recebemos, vamos fortalecer o nosso compromisso de fazer essa análise nesse paciente”, diz.

Longo negou que o número de casos tenha relação com a falta de EPIs (equipamentos de proteção individual) para esses profissionais.

“Estamos atuando para garantir EPIs. Já foram distribuídos 5 milhões de itens. O governo tem feito as aquisições, e temos recebido os itens que são mais disputados, como as máscaras N-95. Só na semana passada foram 150 mil unidades recebidas”, explica.

Cenário “assustador”, diz médico

Para o infectologista Paulo Sérgio Ramos, chefe do Serviço de Doenças Infecto-Parasitárias do Hospital das Clínicas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), alto número de profissionais é algo “multifatorial.”

“Mas o fator de maior peso é que até o momento, o Laboratório Central apenas tem testado portadores de casos casos graves e profissionais de saúde suspeitos da covid-19, o que faz com que eles apareçam expressivamente nas estatísticas, além do fato de que estamos muito mais expostos às pessoas infectadas por este vírus”, afirma.

Na linha de frente de atuação de combate ao coronavírus, ele afirma que percebeu uma alta no número de colegas da saúde afastados desde a última semana.

“Nos últimos sete dias temos assistido este cenário assustador, no qual vários colegas têm sido afastados do trabalho devido a covid-19. Esses profissionais experimentam, ao mesmo tempo, aflição pela doença e decepção por não poderem estar na linha de frente”, diz.

Sobre a questão dos EPIs, Ramos ainda explica que, além de relatos de que estejam indisponíveis em alguns locais, há o problema no manuseio desses equipamentos.

“Nesse contexto caótico, os treinamentos para paramentação e desparamentação não têm sido efetivos. Eles precisam ser realizados e revisitados pelas equipes de saúde. Se trata de um protocolo complexo. Com qualquer falha nestes processos podemos facilmente ser contaminados”, declara.

Pernambuco, ao contrário da maioria dos estados e do próprio Ministério da Saúde, tem apresentado dados detalhados de casos de covid-19, o que fez o estado ser o único classificado como nível “alto” de transparência de boletins do país, segundo a fundação Open Knowledge.