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Com 155 mil votos, Fernando Filho é o deputado mais votado do Sertão

Por Nill Júnior

O deputado federal Fernando Filho foi reeleito neste domingo (02) para o quinto mandato. Com 155.305 votos nestas eleições, o resultado representa um crescimento expressivo em relação a 2018, quando teve 92.188 votos. Somente em Petrolina, seu berço político, Fernando Filho conquistou 51.765 votos, consagrando-se como o parlamentar sertanejo mais votado em Pernambuco.

“Os últimos quatro anos foram de muito trabalho por Pernambuco. Fizemos de tudo para que não faltassem recursos para os municípios, para as obras de pavimentação, apoio na saúde e ao homem do campo. Agora, vamos continuar trabalhando por mais investimentos”, disse Fernando Filho. “Em Petrolina, vamos continuar dando ao prefeito Simão a força política que permitiu a Miguel transformar a nossa cidade na melhor para se viver. Agradeço a grande votação que recebi no Sertão e demais regiões do estado”, acrescentou.

O deputado iniciou a sua trajetória política no Sertão, mas ganhou destaque pela articulação de recursos e investimentos para municípios de todo o estado, expandindo as suas bases eleitorais.

Formado em Administração e com reconhecida capacidade de articulação política, o deputado Fernando Filho foi eleito pela primeira vez em 2006 com apenas 22 anos. Renovou seu mandato com ampla votação por 4 vezes consecutivas com expressivo apoio do eleitorado sertanejo. Em 2016, exerceu o cargo de ministro de Minas e Energia, onde trabalhou pela reestruturação da Eletrobras e da Petrobras, que enfrentavam uma grave crise.

Outras Notícias

O fato e a foto: monstros da poesia

A foto clássica, divulgada por Luiz Ferraz, mostra sete monstros sagrados do repente nordestino. Da esquerda para a direita:  Zé de Cazuza, Lourival Batista, Pedro Amorim, Jansen Filho, João Furiba, Pinto do Monteiro e Jô Patriota. O registro da foto é dos anos 70. Severino Lourenço da Silva Pinto, conhecido como Pinto do Monteiro , […]

A foto clássica, divulgada por Luiz Ferraz, mostra sete monstros sagrados do repente nordestino. Da esquerda para a direita:  Zé de Cazuza, Lourival Batista, Pedro Amorim, Jansen Filho, João Furiba, Pinto do Monteiro e Jô Patriota. O registro da foto é dos anos 70.

Severino Lourenço da Silva Pinto, conhecido como Pinto do Monteiro , nasceu em 21 de novembro de 1895 e morreu em 28 de outubro de 1990. Filho de uma doméstica com um tropeiro, chegou a trabalhar como vaqueiro, vendedor de cuscuz, auxiliar de enfermagem e guarda do serviço contra a malária. Aprendeu a ler e a escrever já depois de adulto.

Lourival Batista Patriota, também conhecido por Louro do Pajeú, nasceu em 6 de janeiro de 1915 em São José do Egito e faleceu em 5 de dezembro de 1992. Considerado o rei do trocadilho, concluiu o curso ginasial em 1933, no Recife, de onde saiu para fazer cantorias.

João Batista Bernardo, o João Furiba, nasceu a 04/07/1931, em Taquaritinga do Norte. Considerado um dos grandes repentistas nordestinos, arrebatou mais de trinta troféus em festivais de violeiros, tendo conquistado por 13 vezes o primeiro lugar nesse tipo de competição.

O apelido de “Furiba”, que segundo ele representa coisa sem importância”, foi dado pelo repentista Pinto do Monteiro.

Os fatores que levaram a gestão Zeca a 82% de aprovação

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta-feira (24), falei do balanço que o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, realizou do primeiro ano do seu terceiro governo. Destaco a aprovação de 82% pelo Instituto Plural. Em linhas gerais, Zeca teve a seu favor ter sido eleito como a grande esperança depois da desastrosa gestão […]

No meu comentário para o Jornal Itapuama desta quarta-feira (24), falei do balanço que o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, realizou do primeiro ano do seu terceiro governo.

Destaco a aprovação de 82% pelo Instituto Plural. Em linhas gerais, Zeca teve a seu favor ter sido eleito como a grande esperança depois da desastrosa gestão política e administrativamente de Wellington Maciel. Na psicologia,  se você rejeita algo, o que vem após tende a ser aprovado por ser a redenção do desastre. Além disso, a experiência de Zeca e o fato de ter sido bem sucedido nas gestões anteriores impulsionaram uma avaliação que chegou a 89% segundo o Múltipla.

Claro,  nenhuma aprovação se sustenta apenas na esperança. Zeca teve o primeiro ano para colocar a casa em ordem e começar a implementar sua agenda.  Teve mais acertos que erros de acordo com a população. Mais ações exitosas,  como a criação da Guarda Municipal,  que erros, como o erro de avaliação na entrega dos kits escolares.

Isso explica a avaliação positiva de 82%, o sonho de qualquer prefeito.

Como desafios para o ano que vem, certamente o destravar do início de obras estruturadoras e a melhoria em áreas como a saúde. Um gol de placa na área por exemplo,  além de aprimorar a atenção básica é conseguir algum anúncio da governadora Raquel Lyra para o Hospital Ruy de Barros, um calor crônico do município,  que não é sua responsabilidade direta, mas pode respingar em sua avaliação.

Resumindo a ópera,  82% é um número importante,  principalmente considerando que vem da população,  a grande mandatária dos destinos de uma cidade,  ainda mais em um polo como Arcoverde.

Coluna do Domingão

Bolsonaro foi 100% Jair O assunto da semana, do vídeo liberado pelo Ministro Celso de Mello da reunião ministerial de abril no Palácio do Planalto teve alguns pontos que ganharam as manchetes, mas uma grande verdade: provou que Bolsonaro é coerente com Jair. O de dentro do Palácio é igualzinho ao de fora.  Dito isso, […]

Bolsonaro foi 100% Jair

O assunto da semana, do vídeo liberado pelo Ministro Celso de Mello da reunião ministerial de abril no Palácio do Planalto teve alguns pontos que ganharam as manchetes, mas uma grande verdade: provou que Bolsonaro é coerente com Jair.

O de dentro do Palácio é igualzinho ao de fora.  Dito isso, a impressão que fica é a de que o divulgado reforçou o gás de quem tem alinhamento ideológico com o presidente,  mesmo que também tenha reforçado os argumentos de quem pensa diferente.

As exceções que merecem atenção pela gravidade, as ameaças do Ministro Weintraub contra o Supremo, da Ministra Damares ameaçando prender governadores, o Ricardo Sales e seu plano de passar por baixo dos panos os projetos que favorecem desmatamento e, claro, Bolsonaro e as ameaças à PF e Moro, no afã de proteger os seus.

Fora isso, Bolsonaro se mostrou como ele é.  Nenhuma novidade.  Já disse publicamente o que falou internamente.  Chamou jornalistas que cobrem o Planalto de “pulhas”. Demonstrou preocupação com os efeitos econômicos da pandemia, sem fazer referência às vidas que vão primeiro.

Criticou a soltura de detentos por conta da pandemia, voltou a dizer nada ter a ver com pedidos de volta do AI-5, disse que o Supremo não pode ter dois pesos e duas medidas com ele e com a esquerda, que ninguém o impediria de circular pelo Brasil, defendeu armar as pessoas, reclamou de algemados por descumprimento de decretos de isolamento.  Falou palavrões, esculhambou Dória e Witzel.  Em suma, o Bolsonaro de dentro foi o mesmo de fora.

O que já se sabia, se confirmou: diante das acusações contra os filhos, principalmente Flávio no Rio de Janeiro, quer intervir na Polícia Federal. Disse que,  para fazer isso por filhos ou amigos, demitiria até o Ministro Moro.

Um fato que foi pouco explorado, a declaração do presidente de que “está se lixando para 2022”, sinalizando que sua preocupação é concluir esse ciclo. Bolsonaro chegou a dizer que se a esquerda ganhar a eleição ele e muitos do governo serão presos depois por acusações menores, como homofobia e racismo.

No mais,  mais Bolsonaro.  Quem ainda mantém fidelidade ao capitão, comemorou e disse que votou nele pra isso mesmo, pra defesa dessas bandeiras. Quem o odeia, saiu dizendo que é justamente por isso que não quer saber dele. Assim, o vídeo não garante algo a mais pra ninguém na base das torcidas organizadas. Deu 1 a 1.

Assopra, morde

Interessante saber como o PT vai adaptar o discurso em Afogados. Se deu pra entender,  Emídio Vasconcelos ou Clóvis Lira vai dizer que Alessandro Palmeira é um ótimo quadro, representa a renovação e é honrado, mas a Frente Popular, que sua candidatura representará,  não presta…

MProtocolo

O promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto tem como gurus na defesa da hidroxicloroquina no Pajeú os médicos Jorge Drummond (Afogados),  Bruno Ferraz (Serra Talhada), Clóvis Carvalho (Serra Talhada) e João Veiga (Tabira-Olinda).  Eles querem adoção do protocolo de aplicação do coquetel com hidroxicloroquina, azitromicina e sulfato de zinco no início dos sintomas da Covid-19.

2×0

Em uma semana: um Onix placas PED 0244 a serviço da Prefeitura de Afogados da Ingazeira sumiu do pátio do Setor de Transportes. Depois, outro Onix a serviço da Assistência Social, usado para buscar drogas em Tabira. Não precisa desenhar que alguma coisa está fora da ordem…

Ineficácia

Tem barreiras sanitárias no Pajeú apelidadas de “livro de ouro”. Só servem para colocar o nome. A barreira lhe pára, o servidor da fiscalização olha pra você, pergunta o nome, no máximo um “vai pra onde” e depois agradece, desejando uma boa viagem. Troféu Tabajara de eficiência no combate à Covid-19.

#morofrouxo

De super herói,  Sérgio Moro se revelou um super frouxo. Qualquer pessoa com o mínimo de auto estima moral teria entregue o cargo depois da chamada que levou de Bolsonaro na reunião de abril. Por outro lado,  tem quem ache que não o fez pra preparar o show na mídia.

Quer participar 

O PSD de Afogados não vai se acomodar com a notícia de prato feito na Frente Popular.  Confirma que no momento certo vai apresentar quatro nomes para o debate majoritário: Igor Mariano, Augusto Martins, Erickson Torres e Edson do Cosmético.

“Injuntáveis”

O combate à Covid-19 uniu o governo Evandro Valadares e o presidente da Câmara Rogaciano Jorge, que se alinharam em algumas medidas.  O mesmo tem sido impossível pela animosidade política entre Sávio Torres e Danilo Augusto (Tuparetama), Anchieta Patriota e Gleybson Martins (Carnaíba). Nem a Covid junta.

Frase da semana:

“Alguém está achando que eu sou um rato para entregar meu telefone?”

Do presidente Jair Bolsonaro,  sobre a possibilidade de entregar seu celular por determinação do STF. O Supremo disse que não fez a solicitação.

Após litígio com construtora, família de Pedro Corrêa é despejada de cobertura em Boa Viagem

Do Blog de Jamildo Aos poucos, a família do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) está deixando os apartamentos de um edifício de luxo localizado na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, por mandado judicial. A mudança de endereço nada tem a ver com a operação Lava Jato, de Curitiba, nem com o Mensalão, […]

pedrocorrea

Do Blog de Jamildo

Aos poucos, a família do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) está deixando os apartamentos de um edifício de luxo localizado na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, por mandado judicial.

A mudança de endereço nada tem a ver com a operação Lava Jato, de Curitiba, nem com o Mensalão, em que foi condenado inicialmente. Trata-se de briga na justiça, com a Incorporadora São Simão, dona do edifício de mesmo nome.

De acordo com informações de bastidores, Pedro Corrêa havia recebido cinco imóveis no mesmo prédio – inclusive uma cobertura de mil metros quadrados – em troca de uma área com a construtora São Simão. A prática é comum no mercado imobiliário.

O problema é que a área ofertada na troca – onde está localizado o Parque Dona Lindu – não pode depois ser desembaraçada.

Segundo processo que corre no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o terreno ofertado por Corrêa pertence à União Federal, que entrou com uma ação para reavê-lo. Em 2002, após perder a área para a União, a São Simão entrou com ação para reintegração de posse dos imóveis do ex-deputado.

Em 2006, foi expedida a sentença de reintegração dos cinco imóveis. Dois apartamentos teriam sido devolvidos no ano passado – sendo um da filha de Corrêa, Clarice. A qualquer momento, o desembargador responsável pelo caso, Fernando Martins, pode deferir a sentença de reintegração dos outros três imóveis.

O filho Fábio Neto mudou-se para próximo ao shopping Recife. A filha Clarice, ex-mulher do ex-deputado Roberto Teixeira, foi morar em outro prédio em Piedade.

Energia, alimentos e combustível elevam inflação para 10,67%

Agência Brasil – Pressionada pela elevação dos preços dos alimentos, combustíveis e energia elétrica, a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2015 com alta acumulada de 10,67% – a maior dos últimos 13 anos desde os 12,53% de dezembro de 2002. A inflação do ano passado chega […]

Consumidor gasta mais para ir às compras
Consumidor gasta mais para ir às compras

Agência Brasil – Pressionada pela elevação dos preços dos alimentos, combustíveis e energia elétrica, a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2015 com alta acumulada de 10,67% – a maior dos últimos 13 anos desde os 12,53% de dezembro de 2002. A inflação do ano passado chega a ser 4,16 pontos percentuais superior ao teto da meta fixada pelo Banco Central para 2015, que foi de 6,5% e 6,17 pontos percentuais acima do centro da meta: de 4,5%.

Os dados foram divulgados hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), juntamente com o resultado do IPCA de dezembro.

Em novembro do ano passado, o índice variou 0,96%. Mesmo desacelerando 0,05 ponto percentual em relação a outubro (1,01%), a taxa do último mês de 2015 é a maior desde os 2,1% registrados em 2002. Em dezembro de 2014, foi de 0,78%.

Foi determinante para que a inflação fechasse acima dos dois dígitos o impacto da energia elétrica, que no ano exerceu peso de 1,5 ponto percentual. O peso dos combustíveis foi de 1,04 ponto. Juntos, os dois setores representam 24% do índice do ano.

Segundo o IBGE, em 2015 o consumidor passou a pagar mais caro “por todos os grupos de produtos e serviços que compõem o custo de vida”, especialmente pelas despesas relativas ao item habitação, que subiram 18,31%. Em relação ao ano anterior, apenas nos artigos de residência (5,36%) a variação foi menos intensa.

A pesquisa mostra, ainda, que o maior resultado foi registrado no primeiro trimestre (3,83%), uma vez que o início do ano concentrou reajustes significativos nas tarifas de ônibus urbano e intermunicipal, de energia elétrica e de água e esgoto. “Nestes dois últimos itens, houve tanto reajustes ordinários quanto extraordinários”.

O instituto lembra, ainda, que o primeiro trimestre refletiu o efeito de acréscimo nas tarifas de energia elétrica decorrentes da adoção do Sistema de Bandeiras Tarifárias, modelo de cobrança dos gastos com usinas térmicas”.

As contas de energia elétrica aumentaram, em média, 51%, cabendo a São Paulo (70,97%) e a Curitiba (69,22%) as maiores variações. Nos combustíveis (21,43%), o litro da gasolina subiu 20,10% em média, chegando a 27,13% na região metropolitana do Recife.
O etanol teve um reajuste médio de 29,63%, atingindo 33,75% na região metropolitana de Curitiba, próximo dos 33,65% de São Paulo.

No grupo alimentação e bebidas, o de maior peso no IPCA (25,1%), a alta foi de 12,03%, com aumento generalizado nos alimentos adquiridos para consumo em casa. Vários produtos ficaram bem mais caros de 2014 para 2015 como a cebola, que subiu 60,61%; o tomate (47,45%); a batata-inglesa (34,18%) e o feijão-carioca (30,38%) – produtos importantes na mesa do consumidor.

Sobre os alimentos, o IBGE ressaltou que esse grupo, que tem muita importância no consumo das famílias, vem exercendo nos últimos anos pressão sobre o custo de vida. De 2007 a 2015, os resultados do grupo foram: 2007 (10,79%), 2008 (11,11%), 2009 (3,18%), 2010 (10,39%), 2011 (7,18%), 2012 (9,86%), 2013 (8,48%), 2014 (8,03%) e 2015 (12,03%).

Nos transportes (10,16%), grupo que detém 18,37% de peso no IPCA, superado apenas pelos alimentos, houve pressão dos meios de transporte público, além dos combustíveis: ônibus urbanos (15,09%), trem (12,39%), ônibus intermunicipal (11,95%), ônibus interestaduais (11,42%) e táxi (7,24%).

Quanto aos grupos despesas pessoais (9,5%), educação (9,25%) e saúde e cuidados pessoais (9,23%), os resultados ficaram próximos. Nas despesas pessoais, (9,5%), a pressão foi exercida pelos serviços dos empregados domésticos pelos quais as famílias passaram a pagar rendimentos mais elevados em 8,35%. Itens que também se destaram por terem ficado mais caros de um ano para outro foram jogos lotéricos (47,5%), serviço bancário (11,4%), excursão (9,69%), cabeleireiro (9,2%), cigarro (8,2%) e manicure (7,82%). Os grupos com as menores taxas no IPCA de 2015 foram saúde e cuidados pessoais (9,23%), puxados, principalmente, pelo item plano de saúde, que exerceu a principal pressão, já que as mensalidades subiram 12,15%; artigos de residência (5,36%); vestuário (4,46%); e comunicação (2,11%).

IPCA por regiões

Os dados do IPCA divulgados pelo IBGE indicam que, entre as 11 regiões metropolitanas e os dois municípios que compõem a inflação oficial, cinco fecharam 2015 com taxas acima da variação média global para o total do país (10,67): Curitiba, a maior do país, com alta de 12,58%, resultado 1,91 ponto percentual acima da média; Fortaleza (11,43%); Porto Alegre (11,22%); São Paulo (11,11%); e Goiânia (11,1%). São Paulo é a região metropolitana que mais influência exerce na taxa média global, com peso de 30,67% – cerca de 1/3 do total. A menor inflação do país em 2015 foi registrada em Belo Horizonte, cujo resultado de 9,22% é 1,45 ponto percentual abaixo da média. A região exerce a terceira maior pressão sobre a taxa global, com peso de 10,86%. No Rio de Janeiro, que tem o segundo menor peso na taxa global (12,06%), a alta foi de 10,52%; em Porto Alegre, 11,22% e em Brasília, 9,67%.

Em Curitiba, a região com a maior taxa, a maior pressão veio do reajuste de 50% nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre uma quantidade expressiva de itens, com vigência desde abril. Destaca-se a alta dos alimentos consumidos em casa (16,36%), além da energia elétrica, cujas tarifas aumentaram 69,22%.

Já a inflação mais baixa do país, verificada em Belo Horizonte (9,22%), foi influenciada pela alta de 9,69% nos preços dos alimentos, menor que os 12,03% do resultado nacional.

O IPCA se refere ao aumento de preços abrangendo famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos e envolve 11 das principais regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), além de Goiânia e Campo Grande.

Inflação maior para os de menor renda

A inflação apurada pelo IBGE, relativa ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e que envolve famílias de menor renda (um a oito salários mínimos) subiu mais do que a medida pelo IPCA – que abrange famílias com rendimento de até 40 salários.

O indicador fechou o ano com alta de 11,28%, resultado 0,61 ponto percentual superior aos 10,67% do IPCA de 2015.

Segundo o IBGE, em dezembro, o INPC apresentou variação de 0,9%, resultado 0,21 ponto percentual abaixo de 1,11% de novembro. Foi a taxa mensal mais alta para o mês desde 2007 (0,97%).

Os produtos alimentícios tiveram variação de 1,6% em dezembro, enquanto em novembro a variação foi de 1,98%. O grupamento dos não alimentícios apresentou taxa de 0,59% em dezembro, abaixo de 0,73% de novembro.

Sobre os índices regionais, o mais elevado ficou com a área metropolitana de Fortaleza (1,44%), onde os alimentos tiveram alta de 2,3%. O menor índice foi o da região metropolitana de Belo Horizonte (0,5%).