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Coluna do Domingão: Flávio Bolsonaro não tem biografia, tem ficha corrida

Por Nill Júnior

Flávio Bolsonaro não tem biografia, tem ficha corrida

O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) acumula histórico de polêmicas desde o início da sua trajetória na política fluminense. No escândalo mais recente envolvendo a família, veio à tona a ligação para o “irmão” Daniel Vorcaro.  Antes, soube-se que Fabiano Campos Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro preso, desembolsou R$ 3 milhões para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi o principal doador de Bolsonaro em 2022.

Em 15 anos como deputado estadual, Flávio focou em questões relacionadas à segurança pública e homenageou milicianos conhecidos do submundo do crime. Além disso, teria se beneficiado com um esquema ilícito no seu gabinete, segundo denúncia do Ministério Público (MP).

O caso da rachadinha revelou a arrecadação de salários dos funcionários do seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que perdurou até 2018, quando se lançou para o Senado na esteira da campanha do pai.

Em 2020, o MP denunciou Flávio e mais de 15 pessoas por organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e apropriação indébita. No ano seguinte, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso de que o senador teria direito a foro privilegiado e anulou as quebras de sigilo que embasaram a investigação.

Flávio ainda tem no seu histórico ligações perigosas com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020 em um controverso cerco policial na Bahia. Conhecido matador de aluguel, o ex-capitão do Bope chefiava o Escritório do Crime no Rio, e apareceu nas investigações do caso Marielle Franco.

Como deputado estadual, Flávio rendeu homenagens aos milicianos Adriano da Nóbrega, apontado mais tarde como chefe do Escritório do Crime, e Erlan de Araújo, conhecido como Orelha. A origem dessa relação consta no livro “Decaído, a história do capitão do Bope Adriano da Nóbrega e suas ligações com a máfia do jogo, a milícia e o clã Bolsonaro” (Matrix), do jornalista investigativo Sérgio Ramalho.

O caso da rachadinha foi o mais emblemático na passagem de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o Ministério Público do Rio, o parlamentar comandou um esquema de apropriação de salários de servidores, conhecido como “rachadinha”, em seu gabinete. A arrecadação dos valores era feita por Fabrício Queiroz, amigo de longa data da família Bolsonaro e então assessor de Flávio. A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal, o MP descobriu que Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões de servidores do gabinete, entre 2007 e 2018.

A investigação da rachadinha levou à renúncia do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que relatou interferência política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal para obter informações sigilosas.

Tem mais: Flávio foi sócio de uma loja de chocolates na Barra da Tijuca, apontada pelo MP como estrutura para lavagem de dinheiro da rachadinha. O MP-RJ considerou os valores movimentados pela empresa desproporcionais ao faturamento. Depósitos realizados na boca do caixa despertaram a suspeita de ocultação da origem da quantia em espécie. Além disso, as transações coincidiram com o período em que Queiroz desviava parte dos salários do gabinete.

Segundo os investigadores, o negócio tinha a “finalidade de acobertar a inserção de recursos decorrentes do esquema de rachadinhas da Alerj no patrimônio de Flávio Bolsonaro sem levantar suspeitas.”

Outra forma de lavagem seria a compra de imóveis com dinheiro em espécie. A investigação sobre o gabinete de Flávio atingiu 37 imóveis supostamente ligados ao senador, entre apartamentos e salas comerciais na Zona Sul e Oeste do Rio.

As vendas declaradas entre 2010 e 2017 representariam uma lucratividade de R$ 3 milhões, segundo o MP. Na época, Flávio negou irregularidades, afirmando que a compra e venda era um “negócio arriscado, mas bem-sucedido”.

No intervalo de 12 anos como deputado na Alerj, o patrimônio de Flávio registrou um crescimento exponencial de 397%. Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, ele declarou apenas um carro no valor de R$ 25.500. Atualmente, o primogênito de Jair Bolsonaro é dono de R$ 1,74 milhão em bens declarados na Justiça Eleitoral.

Em 2024, o senador quitou o financiamento da mansão de R$ 6 milhões em Brasília. O valor é mais que o triplo do total de bens declarados à Justiça Eleitoral. Ao comprar a casa, em 2021, Flávio deu uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiou o restante do pagamento junto ao Banco de Brasília (BRB). O imóvel de 2,4 mil m² fica localizado em uma área batizada de “Setor de Mansões”, da capital federal.

Agora, flagrado com troca de carícias verbais com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”, essa é a mensagem que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, mandou ao banqueiro Daniel Vorcaro, via WhatsApp, um dia antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.

A frase, que demonstra a proximidade entre os dois, é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro.

Os documentos obtidos pelo The Intercept Brasil indicam que ao menos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) já haviam sido pagos, entre fevereiro e maio de 2025, para apoiar a produção do longa.

Os registros incluem um cronograma de repasses, comprovantes bancários e cobranças relacionadas à produção. Produções que visam enaltecer a história do clã Bolsonaro têm a origem de seu financiamento questionada nas redes.

Além da produtora de “Dark Horse”, que recebeu dinheiro privado e R$ 108 milhões em recursos da Prefeitura de São Paulo, uma investigação da SGBR revelou que outras entidades ligadas a produções de filmes sobre o grupo já receberam quase R$ 1 milhão em verbas públicas.

Suspeita-se, os recursos públicos e privados para o filme serviram para lavagem de dinheiro que ajudou a manter a estrutura e vida de Eduardo Bolsonaro nos EUA, enquanto ele buscava atacar a soberania nacional junto ao Governo Trump e agora, quando não retorna ao país pelas decisões da justiça a que responde, com a articulação e planejamento de Flávio Bolsonaro. Isso explica um orçamento muito maior que o necessário e a vista fonte de recursos, de dinheiro do Master a emendas parlamentares e do Estado de São Paulo. Claro, todos negam as acusações.

Esses escândalos já viriam à tona com os holofotes da campanha pra valer. Mas foram antecipados pelo áudio vazado do próprio Flávio adulando Vorcaro. Entre a decência e o apreço à história genética, Flávio Bolsonaro optou pela segunda opção,  ao escrever no lugar de uma biografia, uma extensa ficha corrida.

Orgulho sertanejo

Natural de Carnaíba, do distrito de Ibitiranga (PE), Tomé Neto será empossado nesta segunda-feira (18) o novo superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no estado de Alagoas. Com uma trajetória sólida dentro da instituição, Tomé iniciou sua jornada no BNB em 2005.

Pneumonia

A demora do prefeito Sandrinho Palmeira em buscar internação com alguns dias de sintomas persistentes foi o que prolongou sua internação. Palmeira teve que passar a usar antibióticos mais potentes dada a resistência da infecção. Ele ficou quase duas semanas internado. Isso explica a ideia de ir a Recife para exames complementares.

TJPE devolveu imóvel abandonado ao Estado em 2022

Estes dias, foi notícia novamente o abandono de imóveis na Rua Roberto Nogueira Lima, que já serviram ao MP e Poder Judiciário,  como residências de promotores e juízes de outras cidades. O blog apurou que em outubro de 2022, o TJPE formalizou Termo de Devolução do imóvel de número 181 à Secretaria de Administração,  conforme publicação no Diário Oficial. O espaço está insalubre. Poderia sediar órgão estadual ou ser cedido à municipalidade,  dada sua localização.

Não tá mais na base do “só vou se você for”

O deputado federal Lucas Ramos e o Estadual Diogo Moraes, estiveram em São José do Egito neste sábado (09). Os dois buscam a reeleição e são apoiados por lideranças políticas locais, como o ex-prefeito Evandro Valadares, o suplente de deputado estadual Paulo Jucá e socialista Gilberto Rodrigues. Já em Carnaíba,  Diogo foi sozinho.  Foi a primeira agenda dos governistas após o anúncio de Anchieta Patriota como pré-candidato a Deputado Federal. Lucas Ramos seguiu outra rota.

Desproporcional

O tom de Kaio Maniçoba contra o prefeito Pedro Alves, o acusando de barrar a ida da Carreta da Mulher para Iguaracy,  tenha razão ou não, foi grossa, indelicada, desrespeitosa e desproporcional. Pedro Alves tem 80 anos. Nem a indignação por ter sido trocado por Luciano Duque no embate Pedro x Zeinha, nem qualquer outro episódio justifica o tom grosseiro. Ficou feio.

Falando neles 

Esteja no trilho ou precisando melhorar,  a construção da candidatura de Pedro Alves teve as digitais do ex-prefeito Zeinha, que também sabia ser mais fácil voltar ao poder considerando a idade a que o médico chegará,  83 anos em outubro de 2028. Também a passividade do atual vice, que preferiu aceitar a se impor. O estilo e histórico de Pedro, que geriu a cidade nos anos 90, pro bem ou pro mal, era muito conhecido. Zeinha,  Marquinhos e os que apoiaram o projeto não o fizeram enganados. A possível implosão da Frente Popular é responsabilidade dos três,  cada um com sua parcela de culpa.

Reflexão

O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio deu uma lúcida entrevista ao Diário de Pernambuco. Quando explicou suas críticas a quem ataca a democracia,  definiu em uma frase: “um cristão não pode ficar alheio ao debate político e a Igreja não pode ser omissa”. E concluiu: “minha omissão, no fundo, é apoio para alguns”. Ou seja, quando você não se posiciona, favorece a quem ataca o povo, seus direitos e conquistas.

Guerra de… 

O Deputado Federal Pedro Campos vai acionar o Ministério Público de Pernambuco e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para denunciar o que classificou como “um esquema institucionalizado de contratações emergenciais sem licitação na saúde pública de Pernambuco”. Segundo o parlamentar, o Governo Raquel Lyra transformou a exceção em regra e já autorizou cerca de R$286 milhões em gastos sem concorrência pública com instituições privadas responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Pernambuco, como o Hospital Mestre Vitalino e seis UPAEs.

…versões

Em resposta,  a líder do Governo na Alepe, Socorro Pimentel, diz que os contratos emergenciais firmados pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) com Organizações Sociais de Saúde (OSS) são legais, possuem respaldo jurídico e foram adotados para evitar qualquer interrupção nos serviços prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As contratações garantem a continuidade da assistência sem alterações nos valores ou nos serviços já executados. Os acordos envolvem a gestão do Hospital Mestre Vitalino e das UPAEs de Arcoverde, Serra Talhada, Belo Jardim, Salgueiro, Garanhuns e Afogados da Ingazeira.

Haja “da terra”

Com a pré-candidatura de Anchieta Patriota a Federal,  aumenta o fenômeno dos candidatos da terra a pedir votos no interior. Além dele,  Danilo Simões (Federal-Afogados), Marconi Santana (Estadual-Flores), Luciano Duque (Estadual-Serra) Miguel Duque (Federal-Serra), Sebastião Oliveira (Estadual-Serra), Waldemar Oliveira (Federal-Serra), Aline Mariano (Estadual-Afogados), Breno Araújo (Estadual-Serra), Cristiano Dantas (Federal-Custódia), Regina da Saúde (Estadual-Itaíba), pelo menos quatro nomes de Arcoverde,  e assim sucessivamente…

Cassação certa

Arcoverde segue a saga envolvendo o embate entre os governistas e o presidente da Câmara,  Luciano Pacheco. Em reservas à Coluna, um nome governista disse que cumpridos os prazos, a cassação de Pacheco é certa. Pacheco insiste com a crítica de que a cassação não tem materialidade e é política,  decidida após seu rompimento com o Governo Zeca.

Transnordestina: Humberto defende unidade geral e irrestrita

O Senador Humberto Costa criticou o TCU por suspender as obras da Transnordestina entre Salgueiro e o Porto de Suape, enquanto outros ramais avançam. O TCU suspendeu licitaçõese cobra estudos sobre aua viabilidade. “Perdemos empregos, desenvolvimento e competitividade logística”. Para ele, é hora de unir forças: bancada federal, prefeitos, setor produtivo e governo Raquel Lyra para cobrar recurso urgente ao TCU. Ele classificou a decisão como “um prejuízo formidável contra Pernambuco”. E seguiu: “A Transnordestina está no Novo PAC, é prioridade nacional. Pernambuco não pode mais esperar”.

Frase da semana:

“Jesus questionou os poderosos”.

Do Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio,  reafirmando sua disposição em denunciar injustiças e ataques à democracia,  mesmo intimidado por antidemocratas de meia tigela.

Outras Notícias

Audioteca: ouça os pré-candidatos falando ao blog na ExpoSerra

Dr Nena diz que já superou ida do PMDB para braços de Victor e nega que vá abortar projeto:  O pré candidato à Prefeitura de Serra Talhada, Nena Magalhães (PTB) garantiu em entrevista ao Blog na 17ª ExpoSerra que não desanimou  um milímetro do seu desejo de disputar a prefeitura. A entrevista, claro, abordou  a decisão […]

IMG_9942Dr Nena diz que já superou ida do PMDB para braços de Victor e nega que vá abortar projeto: 

O pré candidato à Prefeitura de Serra Talhada, Nena Magalhães (PTB) garantiu em entrevista ao Blog na 17ª ExpoSerra que não desanimou  um milímetro do seu desejo de disputar a prefeitura.

A entrevista, claro, abordou  a decisão do PMDB encabeçado por João Duque Filho, o Duquinho, de deixar o bloco e apoiar a pré-candidatura de Victor Oliveira, sob alegação de que atendera uma solicitação da executiva estadual.

 

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Victor Oliveira não critica Luciano nem quando provocado: “quem julga é a população”: 

O pré-candidato a prefeitura de Serra Talhada, Victor Oliveira (PR), acredita que o apoio do PMDB e PPS anunciado esta semana vai garantir um ganho real ao seu projeto de primeiro, protagonizar a oposição e depois, buscar equiparar sua campanha à de Luciano Duque (PT), candidato à reeleição.

Perguntado sobre o que descredencia Luciano Duque para gerir novamente Serra, ele desconversou. “Isso quem tem que dizer é a população. Eu tô aqui junto com time para apresentar o nosso projeto e aí a população tem que comparar os dois e ver qual acha que é melhor”. Ele garante, que, a depender dele, a campanha não terá jogo baixo.

 

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Luciano Duque minimiza ida de PMDB e PPS para palanque de Victor e diz que vice sai até semana que vem:  

O Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT) confirmou que espera ter Lula participando de um comício em Serra Talhada. Sobre o anuncio de migração do PMDB  e do PPS para a campanha de Victor Oliveira, Duque ironizou. “É natural. Creio que a oposição tem que procurar um rumo. Não tem discurso, não tem projeto e tenta fazer uma rearrumação”.

Ele disse que não se fecha caso Nena Magalhães – do PTB que tem alinhamento estadual e nacional com o PT – reflita em apoiá-lo, em possibilidade pouco possível, mas não descartada em se tratando de política.

 

Conversa normal, descuido ou interferência? Moro depõe sobre vazamentos

Por Bernardo Barbosa/UOL Desde que começaram a vazar conversas suas com procuradores da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça, Sergio Moro, já negou “anormalidade” nos diálogos, que segundo ele foram coletados de forma ilegal; fez um desafio à publicação de outras mensagens; e falou em “descuido”. Hoje, a partir das 9h, Moro estará diante […]

Foto: Isaac Amorim/MJSP

Por Bernardo Barbosa/UOL

Desde que começaram a vazar conversas suas com procuradores da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça, Sergio Moro, já negou “anormalidade” nos diálogos, que segundo ele foram coletados de forma ilegal; fez um desafio à publicação de outras mensagens; e falou em “descuido”. Hoje, a partir das 9h, Moro estará diante de dezenas de senadores para dar mais explicações sobre o conteúdo publicado pelo site The Intercept Brasil.

Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o ministro terá meia hora para fazer uma exposição inicial. Depois, diferentemente dos tempos de juiz, passará à condição de depoente. Os senadores inscritos terão cinco minutos para fazer perguntas. O ministro terá o mesmo tempo para a resposta. Réplica e tréplica podem ser dadas em até dois minutos cada uma.

Moro chegará ao Senado sob o impacto de mais conversas vazadas. Na noite de terça (18), o The Intercept Brasil divulgou diálogos em que o então juiz se manifesta contra uma investigação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pelo MPF (Ministério Público Federal). “Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”, escreveu Moro ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba.

Em nota, o Ministério da Justiça disse que Moro “não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido editadas e manipuladas, e que teriam sido transmitidas há dois ou três anos”. O ministro também nega “interferência no suposto caso envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato estão sendo reveladas desde o dia 9. Nos diálogos, o então juiz dá orientações aos integrantes da força-tarefa, o que levou a protestos de advogados de réus em processo da operação –entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou haver uma “perseguição pessoal” ao petista.

A Lei Orgânica da Magistratura impede juízes de opinarem sobre processos que não foram julgados, e o Código de Processo Penal diz que o magistrado deve se declarar suspeito se tiver aconselhado as partes.

Como Moro não é mais juiz, não poderá sofrer sanções dirigidas a magistrados, mas as mensagens dão margem para pedidos de anulação de processos julgados por ele.

Na frente política, Moro obteve declarações de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O presidente inclusive tem levado o ministro a tiracolo em diversos eventos públicos ocorridos desde o começo dos vazamentos.

No Senado, Moro deverá ser defendido por aliados do governo, mas deverá enfrentar a artilharia não só de opositores, como de representantes de uma categoria –os políticos– que foi duramente afetada pela Lava Jato. No traje de ministro, sem a toga de juiz, Moro se vê obrigado a enfrentar um embate político sobre sua atuação como magistrado.

ASSERPE realiza Reunião Setorial em Petrolina

Emissoras de rádio e TV de todo o estado se reuniram nesta no Auditório do Hotel Nobile, em Petrolina, para mais uma Reunião Setorial. O evento reuniu radiodifusores, gestores, jornalistas, comunicadores e outros profissionais para debater os rumos do meio e agregar conhecimento, além da interação entre a representação das rádios e TVs da região. […]

Emissoras de rádio e TV de todo o estado se reuniram nesta no Auditório do Hotel Nobile, em Petrolina, para mais uma Reunião Setorial.

O evento reuniu radiodifusores, gestores, jornalistas, comunicadores e outros profissionais para debater os rumos do meio e agregar conhecimento, além da interação entre a representação das rádios e TVs da região.

A jornalista Mônica Silveira foi uma das convidadas. Ela falou sobre sua experiência na comunicação pernambucana e do seu livro recentemente lançado, Histórias de uma Repórter de TV, da Cepe Editora.

O encontro em Petrolina também debateu temas importantes da radiodifusão pernambucana. Um deles, sobre cenário econômico e discussão sobre pisos salariais das categorias de jornalistas e radialistas, com o Presidente do SERTEPE, Edmilson Boaviagem.

A jornalista Mônica Silveira foi homenageada após sua palestra na Reunião Setorial ASSERPE.

Ela recebeu uma placa das mãos de Ana Amélia Lemos (vice-presidente do Sertão), Ivan Feitosa (Diretor Secretário), Edmilson Boaviagem (Presidente do SERTEPE) e Nill Júnior, presidente da ASSERPE.

“A ASSERPE,  Associação  das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco parabeniza a jornalista Mônica Silveira por sua contribuição à radiodifusão do Estado, documentando nossos valores e nossa história para o país”, diz o texto da homenagem.

Veja imagens de Wellington Júnior:

Aumento de impostos chega a quase R$700 mi no próximo governo Paulo Câmara, denuncia Silvio

Pouco mais de um mês depois do período eleitoral, o governador Paulo Câmara tenta aprovar, em regime de urgência, uma série de projetos que visam aumentar impostos que prejudicam a população e o setor produtivo. O pacote traz uma arrecadação de aumento de impostos de R$172 milhões/ano, chegando a 688 milhões de reais em quatro […]

Pouco mais de um mês depois do período eleitoral, o governador Paulo Câmara tenta aprovar, em regime de urgência, uma série de projetos que visam aumentar impostos que prejudicam a população e o setor produtivo. O pacote traz uma arrecadação de aumento de impostos de R$172 milhões/ano, chegando a 688 milhões de reais em quatro anos.

As matérias encaminhadas para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, foram tema de debate no plenário da Alepe nesta terça-feira (20) e de uma audiência com o secretário-executivo da Fazenda do Estado, Bernardo D’Almeida. A Bancada de Oposição fez questionamentos sobre o pacote de projetos enviados em caráter de urgência pelo Executivo Estadual, além de debater os impactos para a população.

Para o líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PRB), o projeto é bom, entretanto precisa de uma discussão mais ampla, além de ser muito diferente do que foi prometido no processo eleitoral. “Todos nós vimos na campanha eleitoral que o governador Paulo Câmara prometeu o 13º do Bolsa Família. Dois meses depois encaminha o projeto ‘Nota Fiscal Solidária’. Se o projeto for aprovado, o Governo do Estado vai prejudicar as feiras livres do nosso Estado, sobretudo, o homem do campo e o pequeno produtor. Por onde ando no Estado percebo que os cadastrados no Bolsa Família, na maioria das vezes, compram mercadorias em feiras livres, a exemplo de feijão, arroz, fubá, macarrão e charque. Pergunto ao governador como o beneficiário vai chegar no feirante e pedir Nota Fiscal para poder ter os benefícios dos programa”, destaca Silvio.

Segundo o deputado, a conversão do benefício é mais uma retórica do Governo do Estado e pode prejudicar a população beneficiada pelo Bolsa Família. “Pelo projeto, o consumidor deve comprar produtos específicos da cesta básica no valor de R$500/mês. No entanto, a média do recebimento por beneficiário do programa é de R$170. No cálculo do benefício de 2,5%, o cidadão receberia R$51 da Nota Fiscal Solidária. Ou seja, para chegar aos R$150 prometidos pelo governador Paulo Câmara, o cidadão tem que comprar 6 mil reais no ano. É uma conta que não fecha, já que o teto do benefício é 370 reais – que em 12 meses chega a R$4400”, denuncia Silvio Costa Filho.

Outro detalhe apontado pela bancada oposicionista é de que os beneficiários podem perder o Bolsa Família se tiverem renda mensal per capita superior a R$178, segundo decreto do Governo Federal.

A deputada Priscila Krause (DEM), destaca que a Alepe está discutindo renovação de impostos, apresentados pelo Executivo Estadual. “O que o governador Paulo Câmara propõe é um tarifaço de impostos ainda maior que o de 2015, quando usou o argumento da crise para justificar a majoração de ICMS até 2019. O que era temporário agora será definitivo e quem vai pagar é o cidadão pernambucano, de todas as classes, porque o ICMS é um imposto regressivo, que se espalha corroendo o orçamento familiar de todos. Enquanto os governos estaduais no Brasil estão buscando um movimento para melhorar a gestão, beneficiando o cidadão, aqui o desequilíbrio fiscal vai ser resolvido pelo caminho fácil e injusto do aumento de impostos”.

Além da Nota Fiscal, o ‘pacotão’ enviado pelo governador Paulo Câmara, trata do aumento da alíquota do ICMS do álcool, de refrigerantes, joias e bijuterias, água, veículos com valor acima de R$50 mil – o que torna Pernambuco o Estado com o carro mais caro do país, entre outras. “Nosso Estado está indo na contramão do País. Enquanto o Brasil começa a discutir a necessidade da redução de impostos, o Governo do Estado, depois do período eleitoral, vai em outra direção, empurrando um pacote de aumento de impostos para a Alepe. O que chama atenção é que em um mesmo projeto (PL 2097/2018), a gente trata de ICMS de álcool, IPVA, desoneração, tudo dentro da mesma matéria. Porque não foi encaminhado os reajustes em separado. Isso confunde e estreita o debate com a sociedade civil organizada e o setor produtivo. Senhor governador, o povo de Pernambuco não pode ser penalizado com esses aumentos de impostos”, finaliza Silvio.

Armando vê “desgoverno” na segurança pública em Pernambuco 

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) atribuiu ao “absoluto descontrole” e ao “desgoverno da segurança pública” o aumento dos homicídios em Pernambuco, com 447 casos em julho, o maior número para o mês em dez anos. Em discurso no plenário do Senado, o petebista acusou de omisso o governador Paulo Câmara, ressaltando haver “ausência de liderança” […]

Foto: Ana Luisa Souza/Divulgação

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) atribuiu ao “absoluto descontrole” e ao “desgoverno da segurança pública” o aumento dos homicídios em Pernambuco, com 447 casos em julho, o maior número para o mês em dez anos. Em discurso no plenário do Senado, o petebista acusou de omisso o governador Paulo Câmara, ressaltando haver “ausência de liderança” no estado.

Armando previu que, a continuar no ritmo atual, Pernambuco pode, “de forma inédita”, atingir a marca de 5,4 mil assassinatos em 2017, o que representaria 10% dos homicídios de todo o País, quando a população pernambucana corresponde a apenas 4,5% dos brasileiros.

“A permanecer nesse diapasão, Pernambuco alcançará uma marca superior a 60 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes, elevadíssima, mais do que o dobro da média nacional, em torno de 26 homicídios”, assinalou Armando. O senador lembrou que a ONU considera violência acima do normal a marca de 10 assassinatos por 100 mil habitantes.

Aparteado pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC), que concordaram ser grave o quadro da violência em Pernambuco, o senador petebista salientou que, no primeiro semestre, o estado foi responsável por 54% do aumento das mortes violentas ocorridas em todo o País comparativamente a igual período de 2016. “É um dado alarmante”, completou, enfatizando que, em paralelo, foram registrados, de janeiro a julho, mais de 73 mil casos de roubo, o que significa, em média, 346 roubos por dia.

Armando Monteiro destacou não querer, com seu discurso em plenário, “partidarizar” a questão da segurança pública em Pernambuco. “Tanto é assim que quero fazer uma homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que à época em que era governador assumiu o problema, idealizou o Pacto pela Vida e obteve resultados expressivos”, disse.

O senador declarou ainda que, mesmo na oposição ao governo estadual, coloca-se à inteira disposição para ajudar a encontrar soluções para minorar a situação da segurança pública em Pernambuco. “Temos de encaminhar e discutir o problema de maneira absolutamente suprapartidária”, conclamou.