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Coluna do Domingão

Por Nill Júnior

Em Arcoverde, um elevador que não sobe nem desce

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco, continua questionando as medidas tomadas pela atual Presidente da Casa, a Vereadora Célia Galindo.

As críticas vão desde o que considera uma manobra para manter-se a frente do Poder Legislativo por quatro anos até a polêmica reforma da Câmara, com direito a um elevador que não tem utilidade prática para um prédio com um andar e o pior, não funciona. “Só ligam quando tem alguém de alto escalão na Casa”. Leia a entrevista que Luciano Pacheco deu ao programa Frente a Frente.

As suas críticas são de que a administração não tem muita transparência. O senhor tem denunciado. Porque a cada dia surge algo mais grave? Nós temos uma sequência de denuncias com relação à atual gestão da Câmara de Vereadores levando a público alguns fatos. A transparência da Câmara não existe, é apenas no papel. As coisas absurdas acontece, sem que o povo saiba. Não e admite hoje isso acontecer mais. Como é que uma Câmara de Vereadores hoje com a crise que assola o país pega os cargos comissionados de R$ 1.500,00 e aumenta pra R$ 3.600,00 sem dar conhecimento à população? Esse projeto tem que ser tramitado , tem que ser lido na ordem do dia, tem que ser votado, tem que ir para as comissões para ser discutido. Ele simplesmente é aprovado na calada da noite. É um gesto de não ter transparência na Câmara de Arcoverde. E não fica só nisso. Tem outras situações que enlamam mais ainda o poder legislativo. Falo isso na condição de ex-presidente, de ex-vereador que conheço a Casa. A Presidente da Câmara conseguiu fazer a aprovação de um projeto de lei em que ela aumenta a representação de gabinete dela em 100%. É uma afronta  à crise financeira que o país passa. O vereador de Arcoverde recebe normalmente R$ 10.120,00. A presidente achou pouco e aumentou em 100% a verba de representação, totalizando R$ 20.240,00. Isso é um absurdo pra uma cidade feito Arcoverde. Isso sem ter transparência.  Se ela bota um projeto , se a população participa, se ela lê na ata isso, se discute transparentemente com os vereadores é uma coisa, outra coisa é votar na calada da noite.

E tem um elevador também que ela construiu que tem gerado polêmica. Porque? Esse é outro absurdo, alvo de uma avaliação nossa essa semana. É justamente a reforma da Câmara de vereadores que ela fez, gastando valores vultuosos na justificativa de colocar um  elevador na Câmara dizendo que a necessidade desse equipamento era por conta dos funcionários efetivos concursados que ela teria que chamar e alguns são portadores de deficiência. Resultado: nem convocou os funcionários concursados. Estão aí esperando ser chamados. Esse elevador não funciona. Ele só é ligado quando chega uma alta autoridade e um funcionário corre pra ligar a energia para o elevador funcionar e não atende realmente o interesse da população. É desnecessário uma Câmara como a de Arcoverde colocar um elevador. Por exemplo: a prefeitura de Arcoverde tem um primeiro andar onde fica o gabinete da prefeita. E ela não colocou um elevador para atender o povo. É supérfluo. É colocar o dinheiro do povo no mato. Uma Câmara que foi reformada em minha gestão há poucos anos e foi colocado porcelanato na frente da casa e dentro da Câmara. Pois a presidente mandou arrancar. Eu vejo um gestor, um dono de uma casa, arrancar cerâmica pra botar porcelanato. Agora, arrancar porcelanato pra botar cerâmica só na Câmara de Vereadores de Arcoverde.

E quanto ela gastou nessa reforma? A reforma teve termos aditivos que chegam a R$ 400 mil. Isso para uma pequena reforma e colocar um elevador. Isso faz parte de uma sucessão de atos da Presidente que faz as coisas às escondidas. A Presidente no ano que foi eleita presidente ela votou a reforma do Regimento Interno na calada da noite, sem ter entregue cópias aos vereadores, votando de última hora  uma reforma que possibilitava ela ser reeleita ainda no primeiro ano para o terceiro e quarto anos pra frente. Então ela foi eleita e reeleita praticamente no primeiro ano, mudando o Regimento da casa sem discutir com a população, sem discutir com os vereadores.  Pra ter ideia,  nem copia do Regimento receberam na hora da votação, que aconteceu na mesma noite, na mesma hora, sem ir para as comissões e sem discussão com a população. Como uma presidente muda o regimento interno para ela se beneficiar, se reeleger? É um prejuízo   para os interesses democráticos.

Que providências o senhor tomou? Denunciou no Tribunal de Contas? Todas denunciadas ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Não sou o tipo da pessoa que fica jogando denuncias ao vento, em vão. A presidente sabe que quando denuncio assino embaixo. Já denunciei junto ao Tribunal de Contas e Junto ao Ministério Público do Estado. Como é que a Câmara de Vereadores tem três carros com 25 multas, pagas pelo povo de Arcoverde, multa de gente dirigindo esses carros com habilitação vencida, multas no estado da Paraíba, na cidade de Boa Vista, que não tem sentido. Tudo isso eu denunciei porque isso é dinheiro do povo e não pode estar servindo de brincadeira pra ninguém não. A Presidente da casa está amargando um índice de rejeição altíssimo por conta dessas atitudes que ela tem tomado em  prejuízo do povo de Arcoverde. E vou continuar denunciando.

Hora errada

Foi inteligente a ideia de dar de forma temporária a função de Secretário de Infraestrutura ao vice-prefeito Alessandro Palmeira. Assim, seu nome ganha mais capilaridade nos bairros para a disputa de 2020. Só faltou combinar com São Pedro. O período chuvoso acima da média costuma trazer um número bem maior de demandas para a pasta. E geralmente a Secretaria não dá conta de  tanta coisa.

Murilo Duque, irmão do prefeito Luciano, e Marcus Godoy

Sobe!

Até agora em céu de brigadeiro, por conta da baixa aceitação de Márcio Oliveira e da falta de tutano eleitoral dos demais pré-candidatos, Márcia Conrado agora sim tem motivos para se preocupar em Serra Talhada. Depois que o Presidente da CDL, Marcus Godoy, deu sim à pré-candidatura e começou a se mexer, já há quem diga que ele ameaça a Secretária de Saúde, com bênção do empresariado e de setores da família do prefeito Duque.

Faltou combinar

A considerar as falas de Luciano Torres à Coluna e depois de Lino Morais ao radialista Anchieta Santos, uma certeza: eles não ensaiaram antes. Luciano disse que sua candidatura é certa, que Lino sabe e que o apoia. Já Lino, que ele ainda pode ser o nome do grupo, que Luciano também sabe e que, caso aconteça, o apoiará. “Quem for o candidato, um apoia o outro”. A Coluna alerta: sem racha, só pode um.

Não falta dinheiro, mas tem blá blá blá, diz vereador

O vereador afogadense Wellington JK, que bate na gestão Patriota mas diz não ser oposição, enquanto Zé Negão é oposição mas não bate, afirmou na última sessão da Câmara que o governo tem muito blá blá blá, mas arrecada muito. “Patriota começou a governar Afogados com R$ 36 milhões anuais na receita do município. Hoje está previsto para arrecadar R$ 106 milhões. Esse negócio de crise não cola mais não”.

Faltando controle

O Presidente da Câmara  de Carnaíba, Gleybson Martins, menos temperamental que o aliado Nêudo da Itã precisa controlar os ânimos dos colegas na casa. Última terça, o vereador Vandérbio Quixabeira, o Bandega, se desentendeu com Everaldo Patriota e seu irmão, Paulo, que também estava na sessão, indo às vias de fato. Por isso, não houve sessão. Não é de hoje que o clima e o tom das provocações extrapola o razoável na casa.

O silêncio dos não inocentes

Da série “o que é a política”. Há poucos dias da votação das contas de Cida Oliveira, o grupo ligado a ela que costuma ligar para a Rádio Cidade FM batendo em Djalma Alves aliviou a pancada e não deu um pio. Só houve uma exceção, de alguém que, usando o nome de outro, criticou a queda de um muro e da situação da única quadra do município. Só que de novo saiu pela culatra: a quadra foi mal construída na gestão Cida.

Consumo interno

O Prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, divulgou nas redes sociais uma pesquisa que encomendou ao Instituto Múltipla dando a ele 72,3% de aprovação. Mas não compartilhou os cenários eleitorais no município. Em Tuparetama, a oposição é forte e o gestor certamente identificou que há, como tradicionalmente ocorre, maior equilíbrio que no cenário administrativo. O dado virou “consumo interno”.

Oposição na pauta

A Rádio Pajeú vai buscar ouvir na próxima semana alguns ex-prefeitos sobre suas impressões para 2020, além da avaliação dos gestores em seus municípios. Tentou esta semana, mas não conseguiu por questões pontuais. Dessoles, líder da oposição em Iguaracy, estava com problema de saúde. E Zé Mário Cassiano, ex-prefeito de Carnaíba, deu um “não posso”.

Frase da semana: 

“Quero ir pra casa”. Do ex-presidente Lula, que já havia recusado tornozeleira eletrônica por dizer “não ser papagaio”, mudando de impressão sobre a possibilidade de cumprir parte da pena em casa.

Outras Notícias

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso”, diz Lula sobre Flávio Bolsonaro

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder […]

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder às acusações que enfrenta.

“Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações que estão na imprensa não são verdadeiras”, declarou.

O presidente também retomou críticas feitas durante a campanha eleitoral. Lula afirmou que tentou desafiar Flávio a apresentar documentos relacionados à sua situação patrimonial e à de seus familiares, mas que o senador não teria aceitado.

Na sequência, questionou a postura do adversário diante da determinação judicial para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. É vergonhoso. Quando pediram para eu entregar o meu passaporte, eu entreguei”, afirmou Lula.

O presidente também criticou a relação política da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Ao comentar a viagem atribuída a Flávio, utilizou a expressão “lamber botas dos EUA”.

As declarações ocorreram no dia em que Lula completou 81 anos, durante uma manifestação diante de apoiadores na residência oficial da Presidência da República.

A fala acontece após reportagens apontarem que Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos, apesar da proibição de deixar o território brasileiro imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do senador depois que ele deixou de entregá-los no prazo determinado pela Justiça. A viagem foi relatada por aliados de Flávio à imprensa, mas o trajeto utilizado não havia sido esclarecido.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Lula sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Vídeo: Reprodução

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Investigações contra Flávio Bolsonaro continuam no STF mesmo após saída do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo investigado em dois procedimentos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após as informações sobre sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao setor de apostas e ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuará sendo investigado em dois procedimentos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após as informações sobre sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. As apurações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao setor de apostas e ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem da Agência Brasil, reproduzida pelo Diário de Pernambuco nesta terça-feira (27), um dos procedimentos envolve o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em operações financeiras ligadas a empresas do setor de apostas.

A investigação aponta que o nome de Flávio foi mencionado por uma secretária do advogado em uma comunicação sobre o cancelamento de uma conta vinculada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, que também é investigada pela Polícia Federal.

Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores de Willer Tomaz. A medida foi direcionada ao advogado, não ao senador.

As investigações envolvendo Tomaz foram ampliadas após a Polícia Federal identificar movimentações financeiras consideradas suspeitas. O advogado também foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas.

Investigação sobre filme de Jair Bolsonaro

Outro procedimento envolvendo Flávio Bolsonaro trata do financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação apura possíveis irregularidades em pagamentos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O caso ganhou repercussão depois da divulgação de conversas nas quais Flávio teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar o filme.

O senador foi incluído na investigação em julho deste ano. Após a divulgação das conversas, negou ter negociado qualquer vantagem indevida e afirmou que os recursos destinados à produção eram privados.

O procedimento relacionado ao filme tramita no STF sob relatoria do ministro André Mendonça, mas está suspenso por determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

Fim do mandato não encerra apurações

Com a derrota na eleição presidencial de domingo (25), Flávio Bolsonaro deixará o Senado ao término de seu mandato, em 31 de janeiro de 2027.

Apesar da futura perda do foro por prerrogativa de função, a tendência é que as investigações permaneçam no Supremo.

Pelo entendimento atual do STF, procedimentos relacionados a possíveis crimes cometidos durante o exercício do mandato e vinculados à função pública podem continuar sob responsabilidade da Corte mesmo depois que o investigado deixa o cargo.

A aplicação dessa regra depende da análise das circunstâncias de cada investigação.

Saída do Brasil

As informações sobre a continuidade das investigações surgem após relatos de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil para os Estados Unidos, apesar de uma decisão de Alexandre de Moraes que o proibia de sair do território nacional.

Na segunda-feira (26), o senador foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas. Como os documentos não foram apresentados, a corporação realizou o cancelamento dos passaportes brasileiros em seus sistemas nesta terça-feira.

A agência Reuters informou ter confirmado a viagem com fontes próximas ao senador e ao governo americano.

A saída do país, por si só, não determina o encerramento das investigações nem representa condenação pelos crimes apurados. Até a divulgação da reportagem, não havia informação de mandado de prisão expedido contra Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Governo fixa reparação mensal de R$ 17,5 mil a Dilma Rousseff por perseguição e tortura na ditadura

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou um pagamento mensal de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como reparação econômica por perseguição política durante o regime militar. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27). A medida cumpre uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª […]

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou um pagamento mensal de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como reparação econômica por perseguição política durante o regime militar. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27).

A medida cumpre uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferida em dezembro passado, que determinou à União a concessão de reparação econômica sob a forma de prestação mensal, permanente e continuada.

O tribunal reconheceu a ex-presidente como anistiada, validando o direito dela a uma indenização mais um pagamento mensal e permanente como reparação à tortura sofrida durante a ditadura.

Em 1970, Dilma foi presa e submetida a torturas em São Paulo – nos antigos Operação Bandeirante (Oban) e Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) -, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, quando tinha 22 anos, de acordo com acervo do Instituto Vladimir Herzog.

As torturas aplicadas foram o pau de arara, a palmatória, choques e socos, que causaram problemas em sua arcada dentária, segundo os documentos da entidade.

De acordo com o ato ministerial, o valor mensal reflete o salário médio equivalente ao cargo no plano de cargos e salários da ex-fundação estadual.

Além da pensão mensal, o órgão calculou um montante retroativo estimado em R$ 6.616.492,19, referente ao período acumulado desde 21 de outubro de 1997 – data de corte estipulada pela Justiça. Do valor bruto, segundo o ministério, deverão ser deduzidas as quantias eventualmente já quitadas pelo Estado.

A nova fixação altera o posicionamento anterior da pasta. Em agosto de 2025, o ministério havia estipulado uma reparação em parcela única no valor de R$ 100 mil, formato revisto após o trânsito e adequação aos parâmetros definidos pela decisão judicial da corte federal.

Caso passou por revisão da Comissão de Anistia

A ação judicial foi ajuizada por Dilma Rousseff em agosto de 2022. A União, na época sob o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou argumentos e recursos para questionar o pedido da ex-presidente. O Conselho Pleno da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revisou o caso em 2025, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi então que a defesa de Dilma voltou a pedir a indenização.

A Justiça justificou o valor diante da gravidade das violações sofridas.

“A autora foi submetida a sessões sucessivas de choques elétricos, pau-de-arara, palmatória, afogamento, nudez forçada, isolamento absoluto, ameaças de morte e de mutilação, privação de sono e de alimentos, bem como a episódios de extrema violência que lhe causaram sequelas físicas permanentes, a exemplo da torção na arcada dentária e hemorragias no útero, além de abalos psicológicos duradouros, reconhecidamente associados às práticas de tortura institucionalizada”, diz o voto desembargador João Carlos Mayer Soares, que atuou como relator do processo.

Fonte: Diario de Pernambuco

Foto: Reprodução

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Aliado de Trump aponta Marco Rubio como responsável por operação que teria levado Flávio Bolsonaro aos EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, teria coordenado a operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao território norte-americano, segundo o advogado e empresário mexicano Simón Levy, ligado ao presidente Donald Trump. A declaração foi publicada nesta terça-feira (27), dois dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da […]

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, teria coordenado a operação que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao território norte-americano, segundo o advogado e empresário mexicano Simón Levy, ligado ao presidente Donald Trump. A declaração foi publicada nesta terça-feira (27), dois dias após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Em publicação na rede social X, Levy atribuiu diretamente a Rubio a responsabilidade pela articulação que teria permitido a saída do parlamentar brasileiro.

“O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou.

O mexicano também declarou que Flávio teria chegado em segurança aos Estados Unidos e que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior.

A possível participação de Rubio coloca o governo norte-americano no centro das especulações sobre a viagem. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial do Departamento de Estado de que o secretário tenha coordenado ou participado de qualquer operação envolvendo o senador brasileiro.

A informação surge em meio aos desdobramentos de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. O parlamentar nega irregularidades.

Segundo reportagens publicadas nesta terça-feira, a ida de Flávio aos Estados Unidos foi confirmada à agência Reuters por fontes, incluindo uma ligada ao governo norte-americano. Entretanto, autoridades brasileiras e americanas ainda não haviam apresentado confirmação pública da viagem.

A participação de Marco Rubio, especificamente, permanece baseada na declaração de Simón Levy, sem comprovação independente.

Fonte: Agência Brasil; Reuters

Foto: Reprodução

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PL faz reunião de emergência após saída de Flávio Bolsonaro do Brasil para os Estados Unidos

A direção nacional do Partido Liberal (PL) realizou uma reunião de emergência nesta terça-feira (27), em Brasília, após a divulgação de informações sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos. O encontro ocorreu na sede da legenda, no complexo Brasil 21, e reuniu dirigentes e parlamentares para avaliar […]

A direção nacional do Partido Liberal (PL) realizou uma reunião de emergência nesta terça-feira (27), em Brasília, após a divulgação de informações sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil com destino aos Estados Unidos. O encontro ocorreu na sede da legenda, no complexo Brasil 21, e reuniu dirigentes e parlamentares para avaliar os desdobramentos políticos da viagem.

Segundo o Metrópoles, nem todos os integrantes do partido tinham conhecimento da decisão de Flávio, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

Entre os participantes das articulações estavam o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha presidencial de Flávio.

O senador Efraim Filho (PL-PB) também compareceu à sede do partido. Ao chegar, afirmou que os dirigentes precisavam compreender a situação antes de definir os próximos passos.

“Vamos reunir com Valdemar e entender todo o cenário”, declarou.

A reunião ocorreu horas depois de Rogério Marinho negar que Flávio tivesse deixado o Brasil. Questionado pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o senador afirmou, no início da manhã: “Não saiu”.

Posteriormente, o portal informou, com base em fontes próximas à família Bolsonaro, que Flávio havia embarcado para a Flórida. A agência Reuters também recebeu de uma fonte do governo dos Estados Unidos a confirmação de que o parlamentar estava a caminho do território americano.

Decisão judicial e cancelamento dos passaportes

A saída do Brasil foi noticiada um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas e ficasse proibido de deixar o país.

Como os documentos não foram apresentados dentro do prazo, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do senador em seus sistemas nesta terça-feira.

A determinação judicial foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. O parlamentar nega irregularidades.

Apesar do descumprimento da ordem judicial, não havia mandado de prisão contra Flávio até a publicação da reportagem. Por isso, o senador não era considerado formalmente foragido da Justiça.

Repercussão no partido

A notícia também provocou manifestações entre parlamentares do PL. O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, declarou apoio ao senador, mesmo diante das informações sobre a possível violação da restrição judicial.

“Se Flávio realmente saiu do país, o apoio é total”, escreveu nas redes sociais.

A situação ocorre em meio às articulações do PL para reorganizar sua atuação política após a derrota presidencial.

Embora a direção nacional do partido tenha reconhecido oficialmente o resultado das eleições, Flávio Bolsonaro contestou inicialmente a vitória de Lula e chegou a anunciar que pediria a anulação do pleito.

Até a divulgação da reportagem, não havia informação sobre decisões tomadas na reunião de emergência ou mudanças na estratégia política da legenda.

Fonte: Metrópoles
Foto: Breno Esaki/Metrópoles

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