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Cidade paraibana interrompe atendimento em postos de saúde

Por Nill Júnior

Do Uol

Aos 72 anos, hipertenso, o aposentado José Severino da Silva reclama no banco da praça ao lado de outros moradores de Esperança, a 160 quilômetros de João Pessoa. Há semanas, o assunto na cidade é o decreto municipal 1.874/2018, que determinava a suspensão de parte dos serviços de saúde da cidade de 33 mil habitantes até 15 de janeiro. A medida foi cancelada após o Ministério Público (MP) da Paraíba ameaçar ingressar com ação civil pública contra a Prefeitura. Citando dificuldades financeiras, servidores anunciavam aos pacientes que procuravam os serviços de saúde que o atendimento havia sido interrompido.

A população não pode ficar sem assistência à saúde. Por isso tomamos as providências necessárias e comunicamos a posição do MP, para que a prefeitura não executasse o que estava no decreto, sob pena de entrarmos com ação. Até onde sabemos, o decreto foi revogado, mas continuamos em alerta para qualquer alteração. Pedro Alves Nóbrega, Promotor de Justiça.

O decreto que gerou toda a polêmica no interior paraibano era do começo de novembro e trazia “medidas de contingenciamento para o eficaz corte de gastos em todos os âmbitos da administração”. Segundo a Prefeitura, houve diminuição na arrecadação de impostos na cidade e “queda ainda mais acentuada dos repasses oriundos da união e do Estado”. Diante do cenário, o prefeito Nodson Almeida (PTB) determinou medidas para reduzir gastos em todas as secretarias. Na saúde, foi instituída redução de “10% de produtividade das unidades”. Para cumprir o decreto, a secretaria de saúde da cidade decidiu interromper, até 15 de janeiro de 2018, serviços como atendimento em unidades básicas de saúde.

Antes mesmo de o decreto entrar em vigor, quem chegava às unidades de saúde de Esperança na primeira quinzena de dezembro era avisado da interrupção dos serviços. Os funcionários informavam que o atendimento seria concentrado no complexo hospitalar do município, onde há quatro médicos para toda a cidade. Quando soube da decisão, a dona de casa Maria de Fátima Paulino, 59, lamentou ter que ir para longe para receber o acompanhamento mensal de que precisa. “Aqui falta médico há dois, três meses. Agora vão fechar as unidades de saúde. O que era ruim, agora deve piorar”, declarou.

Veja mais: https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/decreto-suspende-saude-em-esperanca-na-paraiba/index.htm#4-medicos-para-33-mil-habitantes

 

Outras Notícias

Itapetim: Hospital Municipal Maria Silva recebe segunda fase de reforma

O Hospital Municipal Maria Silva está passando por uma segunda fase de reforma, onde está sendo construído um laboratório de análises clínicas para realização de todos os tipos de exames, tudo de forma gratuita. Além do laboratório, estão sendo feitos novos banheiros, sala de oxigênio, uma sala de observação masculina e outra feminina, sala de […]

O Hospital Municipal Maria Silva está passando por uma segunda fase de reforma, onde está sendo construído um laboratório de análises clínicas para realização de todos os tipos de exames, tudo de forma gratuita.

Além do laboratório, estão sendo feitos novos banheiros, sala de oxigênio, uma sala de observação masculina e outra feminina, sala de medicamentos, sala para imobilização com gesso de possíveis pacientes com fraturas, e um consultório médico. O hospital ficará ainda mais amplo para atender a população.

O prefeito Adelmo Moura esteve visitando o local, ao lado da secretária de Saúde Aline Karina, da diretora do hospital Ednalva Sampaio, do diretor de Infraestrutura Seu Dido e do médico Dr. Túlio Carvalho. “Vamos continuar trabalhando para deixar a saúde de Itapetim cada vez melhor”, disse o prefeito.

Arcoverde terá Unidade Regional da Polícia Científica em fevereiro

A prefeita Madalena Britto recebeu em seu gabinete, na manhã desta segunda-feira, 15 de janeiro, a gerente geral de Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, acompanhada do Coronel Álvaro Miranda, diretor do Instituto de Medicina Legal – IML da cidade de Petrolina. O encontro também possibilitou uma visita à futura sede da Unidade Regional da […]

Foto: divulgação

A prefeita Madalena Britto recebeu em seu gabinete, na manhã desta segunda-feira, 15 de janeiro, a gerente geral de Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, acompanhada do Coronel Álvaro Miranda, diretor do Instituto de Medicina Legal – IML da cidade de Petrolina. O encontro também possibilitou uma visita à futura sede da Unidade Regional da Polícia Científica em Arcoverde, a qual está sendo equipada no bairro do São Cristóvão, para começar a operar em fevereiro deste ano.

“O intuito desta reunião foi alinhar estratégias para o início das operações que serão realizadas pela Unidade Regional da Polícia Científica em nossa cidade e na região, atendendo a uma reivindicação do governador Paulo Câmara. A interiorização das ações da corporação, promovida pelo Governo do Estado, também inclui mais cinco Unidades Regionais, que passarão a funcionar em localidades da Zona da Mata, Agreste e Sertão, além das que já atuam no Recife, Caruaru e Petrolina”, explicou a prefeita Madalena Britto.

As novas Unidades Regionais funcionarão em regime de 24 horas e irão possibilitar serviços do IML, além de perícias sexológica e traumatológica, importantes em ocorrências relacionadas à violência contra mulheres e crianças, com o intuito de agilizar o atendimento da audiência de custódia.

De acordo com Sandra Santos, todas as Unidades Regionais ofertarão exames e perícias que, hoje, somente estão disponíveis nas unidades já existentes. “Triplicaremos o número de unidades em todo o Estado. Com isso, poderemos realizar com mais agilidade as perícias em locais de crimes e as médico-legais, como a traumatológica e a sexológica. Assim, os inquéritos policiais terão provas materiais com mais rapidez. Além disso, todas as unidades contarão com equipes de remoção de cadáveres em casos de mortes violentas. Por fim, a emissão de carteira de identidade será mais rápida, pois as unidades contarão com serviço de identificação civil e criminal”, detalhou a gerente geral, que recentemente foi selecionada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, para participar do programa de intercâmbio internacional: Women in Leadership: Removing Barriers and Bias (Mulheres em Liderança: Removendo Barreiras e Preconceitos).

Segundo informações divulgadas pela Polícia Científica, o Estado também visa reforçar o combate ao crime com a interiorização da corporação, possibilitando maior celeridade nas perícias criminais e médico-legais. Os inquéritos policiais serão otimizados, contribuindo para a redução da impunidade, especialmente em casos de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) e Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs). O efetivo que atuará nas novas unidades do Estado será oriundo do último concurso público da corporação, realizado em 2016. Serão 139 peritos criminais, 40 médicos legistas, 130 auxiliares de peritos, 73 auxiliares de legistas e 51 peritos papiloscopistas. Todos já estão participando do Curso de Formação da Polícia Científica, com término previsto para janeiro de 2018.

Cunha defende no STF votação da redução da maioridade penal

Agência Brasil – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta sexta (10) no Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção do resultado da votação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos. A legalidade da votação é questionada no Supremo, em um […]

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Agência Brasil – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu nesta sexta (10) no Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção do resultado da votação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos.

A legalidade da votação é questionada no Supremo, em um mandado de segurança impetrado por 102 parlamentares de 14 partidos. Para ser efetivada a mudança, o resultado obtido na Câmara precisa ser mantido em mais um turno de votação nesta Casa, e mais dois, no Senado.

Na manifestação, Cunha disse que os argumentos apresentados pelos parlamentares têm a intenção de induzir o STF a erro. Segundo Cunha, os parlamentares pretendem “minar o processo legislativo” e buscam que o Judiciário interfira no Congresso.

Eduardo Cunha explicou que não há ilegalidade na tramitação da matéria. Para ele, o Artigo 60 da Constituição Federal não pode ser aplicado a emendas aglutinativas, por entender que somente se o projeto original for rejeitado, o processo deve ser arquivado. O texto do artigo diz que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou prejudicada não pode ser objeto de nova proposta no mesmo ano. Cunha cita um precedente do Supremo para justificar sua posição.

“Diante de todos esses fundamentos, pode-se concluir que não houve violação alguma à Constituição, por ser absolutamente legítima a votação de emenda aglutinativa ou projeto original, quando recusado substitutivo, ainda que todos tratem do tema”, argumenta Cunha.

Na madrugada do dia 1° de julho, a Câmara rejeitou a Proposta de Emenda à Constituição 171, que reduzia a maioridade penal de 18 para 16 anos, com 303 votos a favor, 184 contrários e três abstenções.

Na sequência, após acordo com líderes que defendem a redução, Cunha decidiu colocar em votação uma nova proposta com o mesmo teor, que foi aprovada na madrugada do dia seguinte.

“Parece mariposa” ganha o Festival Mapa das Artes de Música

Com 375 votos, a música Parece mariposa, composição de Zé Adalberto (Itapetim) interpretada por Ayrton Queiróz (Brejinho), foi a primeira colocada no Festival Mapa das Artes de Música do Pajeú. Em segundo lugar ficou Diálogo com Deus, composição de George Alves interpretada por André Santos (ambos de Tabira) e em terceiro, Terra de tradições, composição […]

Com 375 votos, a música Parece mariposa, composição de Zé Adalberto (Itapetim) interpretada por Ayrton Queiróz (Brejinho), foi a primeira colocada no Festival Mapa das Artes de Música do Pajeú.

Em segundo lugar ficou Diálogo com Deus, composição de George Alves interpretada por André Santos (ambos de Tabira) e em terceiro, Terra de tradições, composição de Adson Queiroz interpretada por Júnior Mendes (ambos de Carnaíba).

Adson também aparece na quarta colocação, com a música Sem o seu amor, interpretada por Léo Black (Carnaíba). Fechando o quadro de premiados, Igor Cantor, de Quixaba, ficou em quinto lugar com a música O piseiro chegou, composta e interpretada por ele.

“Já estávamos felizes em participar de um movimento de valorização da música do Pajeú. Ficar em primeiro tornou-se especial. Uma honra mesmo”, declara Ayrton Queiróz.

“A iniciativa do festival é louvável e a gente tinha como dever se incorporar a ela. O resultado foi uma consequência e o Pajeú inteiro ganhou,” complementa Zé Adalberto.

A organização comemorou os números do festival. Foram 23 músicas inscritas, envolvendo 20 compositores, 21 intérpretes individuais e dos grupos. O total de votos foi de 2.833. A premiação foi de R$ 1.000,00, divididos do primeiro ao quinto lugares.

“Precisamos de mais iniciativas como essa, para enriquecimento da nossa cultura. Estou grato pela oportunidade de mostrar o meu trabalho, bem como o talento dos meus parceiros intérpretes que foram fundamentais para esta apresentação,” avalia Adson Queiroz, que concorreu com três composições e emplacou dois prêmios.

O Mapa das Artes é um movimento voluntário de apoio aos trabalhadores das artes. Foi criado em maio, frente aos desafios impostos pela pandemia. Todas as atividades, inclusive a premiação do festival de música, são promovidas a partir de doações.

Serviço:
Seja um colaborador do Mapa das Artes
Banco do Brasil Ag. 0570-3 c/c 94930-2
Contatos:
Facebook Mapadasartes
Fone/zap: 87 99935 4210

CPI da Pandemia ouve Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro

Foto: Carlos Magno/Gov. do Estado do Rio de Janeiro A CPI da Pandemia ouve Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (16), a partir das 9h. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) são autores dos requerimentos de convocação de Witzel. Randolfe aponta como motivo para […]

Foto: Carlos Magno/Gov. do Estado do Rio de Janeiro

A CPI da Pandemia ouve Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (16), a partir das 9h. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) são autores dos requerimentos de convocação de Witzel.

Randolfe aponta como motivo para a convocação uma série de denúncias de que o ex-governador se beneficiou de um esquema de corrupção no início da pandemia. O requerimento do senador cita dados do Ministério Público Federal para apontar que Witzel recebia um percentual das propinas que eram pagas dentro da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro. 

Em setembro do ano passado, Witzel sofreu impeachment, com a Assembleia Legislativa do Estado registrando 69 votos a favor do afastamento e nenhum contrário.

Witzel havia entrado com um pedido de habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter o direito de decidir sobre seu comparecimento à CPI da Pandemia. A defesa do ex-governador argumentou que ele já é investigado e que a obrigação de ir à CPI seria um desrespeito a seu direito de não incriminação. 

O ministro Kássio Nunes Marques decidiu na véspera do depoimento que deixou Witzel livre para comparecer ou para responder as perguntas feitas pelos senadores. O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), porém, afirmou que o ex-governador estará presente na comissão nesta quarta.

Wilson Lima

Na semana passada o STF concedeu um habeas corpus para o governador do Amazonas, Wilson Lima. Convocado pela CPI, ele conseguiu o recurso no Supremo e decidiu não comparecer à comissão. Seu depoimento estava marcado para a última quinta-feira (10). 

No habeas corpus, a defesa de Lima argumentou, entre outros pontos, que CPIs instaladas pelo Congresso Nacional possuem competência para fiscalizar a administração pública federal, sendo-lhe, portanto, vedado investigar a administração pública estadual e municipal.

O Senado, porém, recorreu da decisão, argumentando que Wilson Lima foi convocado como testemunha, e não como investigado; e que o depoimento perante a CPI não constitui ato de autodefesa, e sim ato de responsabilidade política, pois toda autoridade deve colaborar com a prestação de contas perante a sociedade.

Fonte: Agência Senado