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Censura judicial é intolerável, ilegítima e autocrática, diz Celso de Mello

Por André Luis
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ministro divulgou mensagem em defesa da liberdade de expressão e imprensa depois de censura feita pelo STF

Da redação do Jota

Na mesma semana em que o ministro Alexandre de Moraes determinou a retirada do ar de uma reportagem da revista Crusoé , que mencionava um email de Marcelo Odebrecht em que ele se referia ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, como “o amigo do amigo de meu pai”, o decano Celso de Mello divulgou uma mensagem em defesa da liberdade de expressão e de imprensa.

“A censura, qualquer tipo de censura, mesmo aquela ordenada pelo Poder Judiciário, mostra-se prática ilegítima, autocrática e essencialmente incompatível com o regime das liberdades fundamentais consagrado pela Constituição da República”, escreveu o ministro.

Para Celso de Mello, o Estado não tem poder algum para interditar a livre circulação de ideias ou de restringir e de inviabilizar o direito fundamental do jornalista de informar.

“A prática da censura, inclusive da censura judicial, além de intolerável, constitui verdadeira perversão da ética do Direito e traduz , na concreção do seu alcance, inquestionável subversão da própria ideia democrática”, escreve o ministro.

Eventuais abusos poderão gerar responsabilização sempre depois da publicação, mas somente “no âmbito de processos judiciais regularmente instaurados nos quais fique assegurada ao jornalista ou ao órgão de imprensa a prerrogativa de exercer, de modo pleno, sem restrições, o direito de defesa”.

Leia a íntegra da mensagem do ministro Celso de Mello:

“A censura, qualquer tipo de censura, mesmo aquela ordenada pelo Poder Judiciário, mostra-se prática ilegítima, autocrática e essencialmente incompatível com o regime das liberdades fundamentais consagrado pela Constituição da República!

O Estado não tem poder algum para interditar a livre circulação de ideias ou o livre exercício da liberdade constitucional de manifestação do pensamento ou de restringir e de inviabilizar o direito fundamental do jornalista de informar , de pesquisar , de investigar , de criticar e de relatar fatos e eventos de interesse público, ainda que do relato jornalístico possa resultar a exposição de altas figuras da República!

A prática da censura, inclusive da censura judicial, além de intolerável , constitui verdadeira perversão da ética do Direito e traduz , na concreção do seu alcance, inquestionável subversão da própria ideia democrática que anima e ilumina as instituições da República!

No Estado de Direito, construído sob a égide dos princípios que informam e estruturam a democracia constitucional, não há lugar possível para o exercício do poder estatal de veto, de interdição ou de censura ao pensamento, à circulação de ideias , à transmissão de informações e ao livre desempenho da atividade jornalística!!!

Eventuais abusos da liberdade de expressão poderão constituir objeto de responsabilização “a posteriori”, sempre, porém, no âmbito de processos judiciais regularmente instaurados nos quais fique assegurada ao jornalista ou ao órgão de imprensa a prerrogativa de exercer, de modo pleno, sem restrições, o direito de defesa, observados os princípios do contraditório e da garantia do devido processo legal!”

Outras Notícias

Operadores da Compesa reclamam atraso de salários no Alto Pajeú

Desde o mês de março que os Operadores das estações elevatórias, terceirizados da Compesa, pertencentes a empresa Rio Una Engenharia, estão sem receber os seus salários. Ontem profissionais com atuação no alto sertão do Pajeú procuraram a produção dos Programas Rádio vivo e Cidade Alerta, com Anchieta Santos, para reclamar. “Estamos com dificuldades de se […]

Desde o mês de março que os Operadores das estações elevatórias, terceirizados da Compesa, pertencentes a empresa Rio Una Engenharia, estão sem receber os seus salários.

Ontem profissionais com atuação no alto sertão do Pajeú procuraram a produção dos Programas Rádio vivo e Cidade Alerta, com Anchieta Santos, para reclamar.

“Estamos com dificuldades de se deslocar para o trabalho e até mesmo de se alimentar”, disseram alguns. A justificativa da Empresa Rio Uma Engenharia é de que não tem recebido os repasses da Compesa.

Sem nenhuma previsão de pagamento por parte da Rio Una ou da Compesa, os operadores ameaçam cruzar os braços, o que pode afetar o abastecimento de água na região.

Silvio Costa defende Marília no plenário da Câmara

Folha PE No dia em que o senador Humberto Costa (PT) defendeu aliança com PSB na tribuna do Senado, o deputado federal Silvio Costa (Avante) levou a vereadora Marília Arraes (PT) para o plenário da Câmara Federal para sair em defesa da sua candidatura. O parlamentar chama aliança de “desleal” na Câmara pediu a palavra […]

Marília Arraes teve encontro em Brasília com nomes como a Deputada Maria do Rosário

Folha PE

No dia em que o senador Humberto Costa (PT) defendeu aliança com PSB na tribuna do Senado, o deputado federal Silvio Costa (Avante) levou a vereadora Marília Arraes (PT) para o plenário da Câmara Federal para sair em defesa da sua candidatura.

O parlamentar chama aliança de “desleal” na Câmara pediu a palavra para chamar de “desleal” a tentativa de tirar seu projeto majoritário do paréo em Pernambuco.

“Estou aqui com a vereadora Marília Arraes, candidata a governadora de Pernambuco pelo PT, neta de Miguel Arraes, está muito bem posicionada nas pesquisas e o PSB de Pernambuco junto com o PT de Pernambuco, de forma desleal, quer agredir a democracia e retirar a candidatura da vereadora Marília Arraes”, criticou, ao lado de Marília.

A declaração do parlamentar na tribuna foi dada após o senador Humberto Costa defender a aliança com o PSB na tribuna do Senado.

 A vereadora Marília Arraes está em Brasília e circulou entre lideranças nacionais como a deputada federal Luiza Erundina (PSOL) e Maria do Rosário (PT). A visita ocorre em um momento em que lideranças petistas começam a defender abertamente uma aliança do partido com o PSB.

Já a defesa do deputado federal Silvio Costa da candidatura de Marília Arraes provoca incômodo no ninho petista, por se tratar de uma crítica de membro de outro partido.

Dodge contra a reforma trabalhista

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, emitiu pareceres em série contra a reforma trabalhista. As manifestações foram apresentadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) dias antes do início do recesso do Judiciário. Parte das ações aguardava pela opinião da PGR para a corte dar prosseguimento à análise dos casos. Na quarta-feira (19), quatro posicionamentos de Dodge […]

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, emitiu pareceres em série contra a reforma trabalhista. As manifestações foram apresentadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) dias antes do início do recesso do Judiciário. Parte das ações aguardava pela opinião da PGR para a corte dar prosseguimento à análise dos casos. Na quarta-feira (19), quatro posicionamentos de Dodge entraram no sistema do STF.

Todos eles são contrários total ou parcialmente a novas regras da CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas), em vigor desde 11 de novembro de 2017. As mudanças foram aprovadas pelo Congresso e implementadas pelo governo Michel Temer. As manifestações de Dodge se dão às vésperas do início do mandato do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele propõe maior flexibilização das leis trabalhistas.

Em todas as ações, a Câmara dos Deputados diz que seguiu a tramitação legal. Senado Federal, AGU (Advocacia-Geral da União) e Presidência da República defendem a constitucionalidade da lei. Dodge, porém, rejeita a correção de dívidas trabalhistas pela TR (taxa referencial) e a de depósitos judiciais pela poupança.

São dois pareceres. O tema é discutido em uma ADI (ação direta de inconstitucionalidade) e uma ADC (ação declaratória de constitucionalidade). Para Dodge, a correção pela TR é uma violação do direito de propriedade. “A inovação trazida pela lei 13.467 [reforma trabalhista], com adoção do índice da caderneta de poupança para a atualização monetária, foi positivada com ofensa aos esteios constitucionais, sendo imperiosa a utilização de outro índice”, diz a procuradora-geral.

Ela ainda lembra que decisões do STF sobre correção monetária em condenações impostas ao poder público exigem a reposição da inflação. Dodge sugere que a Justiça do Trabalho adote o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial), do IBGE.

Hoje, parte dos juízes já usa esse índice, cuja divulgação, ao contrário do IPCA, a inflação oficial do país, é trimestral. O IPCA é mensal. A procuradora-geral também é contra a fixação de indenização por dano moral atrelada ao salário.

A nova CLT prevê uma escala de ofensas. Elas vão de natureza leve a gravíssima. O juiz pode conceder uma indenização que varia de três vezes o salário do empregado a 50 vezes a sua remuneração. Antes da reforma, cabia ao juiz estabelecer o valor. Para Dodge, as novas regras são discriminatórias e afetam o direito da personalidade.

“Ao utilizar esse parâmetro, a norma valora a reparação do dano moral sofrido pelo trabalhador conforme a posição salarial por ele alcançada no mercado de trabalho, submetendo a dignidade humana, objeto da tutela, à estratificação monetária por status profissional”, afirma. Outro ponto atacado é o trabalho de gestante ou lactante em local insalubre. Pela reforma, o afastamento se dará após apresentação de atestado médico com essa recomendação.

“A (suposta) proteção –ou melhor, desproteção– que encerra não atende à urgência reclamada pela situação de vulnerabilidade da trabalhadora gestante ou lactante, nem condiz com a relevância dos bens jurídicos em questão (vida, saúde, maternidade, infância e trabalho digno e seguro)”, afirma Dodge.

Concha Acústica recebe desfile da beleza negra de Serra Talhada

A Semana da Consciência Negra teve sequência na noite deste sábado (19), em Serra Talhada, com a realização do 3º Concurso Miss e Mister Beleza Negra, que aconteceu na Concha Acústica, diante de dezenas de pessoas que compareceram ao local. Essa edição do concurso recebeu quatorze participantes, sendo sete homens e sete mulheres, que desfilaram […]

A Semana da Consciência Negra teve sequência na noite deste sábado (19), em Serra Talhada, com a realização do 3º Concurso Miss e Mister Beleza Negra, que aconteceu na Concha Acústica, diante de dezenas de pessoas que compareceram ao local.

Essa edição do concurso recebeu quatorze participantes, sendo sete homens e sete mulheres, que desfilaram com trajes típicos, casuais e de gala.  Ao final, Thiely Oliveira e Álvaro Vítor conquistaram, respectivamente, os títulos de Miss e Mister Beleza Negra 2018.

O 3º Concurso Miss e Mister Beleza Negra foi organizado e produzido pela RD Produções e Eventos, com realização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania. “O evento foi muito positivo, onde pudemos valorizar ainda mais a beleza e o empenho desses jovens, e agradecemos o apoio da Prefeitura Municipal que nos ofereceu toda logística para que o evento pudesse acontecer”, disse Romildo Duarte, organizador do concurso.

“Nós pensamos uma programação diversificada para marcar o dia 20 de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra. Começamos com um evento belíssimo na Escola Cônego Torres, envolvendo os alunos da escola com várias apresentações sobre a questão da cultura negra e da territorialidade, hoje tivemos o Concurso Beleza Negra, que já vem virando tradição na cidade, vamos ter nesse domingo a Caminhada dos Povos de Terreiros e durante todo o mês atividades sobre o tema nas escolas”, disse o secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania, Josenildo Barbosa, destacando a programação montada pelo governo municipal.

Diretora vai acionar na justiça quem fizer acusações improcedentes contra Hospital de Tabira

Inicialmente para responder a denúncia de uma mãe que acusou uma médica do Hospital de Tabira de ter ficado assistindo TV ao invés de atender sua filha portadora de microcefalia que se apresentava com febre alta, a diretora da unidade Cléo Diniz falou ao radialista Anchieta Santos no Programa Cidade Alerta. Inicialmente Cléo assegurou que […]

Inicialmente para responder a denúncia de uma mãe que acusou uma médica do Hospital de Tabira de ter ficado assistindo TV ao invés de atender sua filha portadora de microcefalia que se apresentava com febre alta, a diretora da unidade Cléo Diniz falou ao radialista Anchieta Santos no Programa Cidade Alerta.

Inicialmente Cléo assegurou que ao invés de uma, duas profissionais, as doutoras Jéssica e Camila atuavam naquela oportunidade. Segundo que a mãe teria administrado uma medicação recentemente em casa o que fez médica preferiu preferir esperar a reação e ao mesmo tempo indicar exames.

“Em defesa do meu nome e do Hospital, de agora em diante autor de denuncia improcedente será acionado judicialmente”, garantiu Cléo.

Provocada a falar sobre as denúncias do médico João Veiga, Cléo disse que o médico e deputado Dr. Waldir fez uma permuta com o Hospital. Ou seja, ele utiliza o espaço físico, atende a demanda de Tabira e com medicação de sua propriedade faz atendimento a pacientes de outras cidades.

Sobre as cirurgias, continuou Cléo, o Dr. Waldir atuou em parceria com a filha que é anestesista nas duas primeiras semanas. “Quando atuou sozinho, ele estava capacitado pois também é anestesista”.  A diretora assegurou ter havido pós operatório com o próprio Dr. Waldir por 24 horas.

Sobre o Dr. Waldir distribuir sua propaganda política no hospital através de um calendário, ela reconheceu a falha e até disse ter feito a proibição, mesmo não sendo ele e sim a esposa que estaria fazendo a entrega. Questionada se levaria Dr. João Veiga à justiça Cléo Diniz respondeu: “Ele não citou o meu nome, então não”.