Notícias

Cármen Lúcia muda voto, e Supremo declara Moro parcial em caso de Lula

Por André Luis

Em 2018, ministra havia votado pela imparcialidade do ex-juiz da Lava Jato; provas do caso tríplex de Guarujá serão anuladas

A ministra Cármen Lucia (STF) mudou seu voto nesta terça-feira (23) e definiu pela parcialidade do então juiz Sergio Moro na condução do processo da Lava Jato que levou à condenação do ex-presidente Lula (PT) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). A reportagem é de Matheus Teixeira e Marcelo Rocha/Folha de S. Paulo.

Com o voto da magistrada, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu anular a ação do tríplex e julgar procedente o habeas corpus em que a defesa do petista pedia a declaração da suspeição de Moro neste caso.

Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski foram os outros dois integrantes do colegiado a votar contra o ex-juiz da Lava Jato. Os votos derrotados foram os de Kássio Nunes Marques e Edson Fachin, relator do caso.

A análise do tema começou no final de 2018 com os votos a favor de Moro dos ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia. Na ocasião, Gilmar pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e suspendeu o julgamento.

Em 8 de março passado, porém, em um outro caso, Fachin deu uma decisão individual para anular todas as condenações contra Lula, incluindo a do sítio de Atibaia, que já tinha sido analisada em segunda instância e também tornava o petista inelegível.

Fachin devolveu os direitos políticos do ex-presidente, mas afirmou que isso levava à perda de objeto do habeas corpus sobre a suspeição de Moro.

Diante disso, no dia seguinte, Gilmar levou o tema para análise da Segunda Turma, e os quatro ministros divergiram de Fachin e se posicionaram a favor do prosseguimento do julgamento sobre Moro.

Naquele dia, porém, Kassio Nunes Marques pediu vistas do processo, sob o argumento de que chegou há pouco tempo no tribunal e precisava estudar melhor o processo.

Ele liberou o caso nesta terça-feira, e Gilmar levou a conclusão da análise do habeas corpus para o mesmo dia. Em seu voto, Kassio se posicionou contra o pedido de Lula. Já Cármen mudou seu voto de 2018 e determinou a derrota de Moro e sua consequente suspeição.

Agora há um temor entre defensores da operação Lava Jato que a decisão abra caminho para anulação de diversos outros processos da força-tarefa. Isso porque, advogados de investigados já se preparam para apresentar pedidos similares ao do petista para que seja declarada a parcialidade de Moro também em outros processos.

Com o resultado em favor de Lula, o ex-presidente já tem garantida a anulação do caso do tríplex, que o impediu de participar das eleições de 2018.

Para garantir sua elegibilidade em 2022, porém, o petista ainda depende do julgamento do plenário do STF que discutirá a decisão de Fachin em favor do petista.

Caso a maioria da corte referende a decisão, ele terá os direitos políticos de volta e poderá disputar o pleito de 2022 —o que neste momento já está valendo pela decisão individual de Fachin.

Se o resultado no plenário for no sentido oposto, porém, ainda remanescerá a condenação em duas instâncias no caso do sítio de Atibaia e ele seguirá inelegível.

Assim, Lula dependerá de uma nova declaração de suspeição de Moro, que não foi responsável por condená-lo em primeira instância, mas que atuou no início do processo.

No habeas corpus ao Supremo, a defesa do ex-presidente apontou diversos fatos que comprovariam a parcialidade de Moro, como o deferimento da condução coercitiva, em março de 2016, sem prévia intimação para oitiva; autorização para interceptações telefônicas do ex-presidente, familiares e advogados antes de adotadas outras medidas investigativas; a divulgação de grampos; e a atuação durante o plantão do juiz federal Rogério Favreto para que Lula não fosse solto.

Depois, a defesa ainda acrescentou o argumento de que a posse de Moro como ministro da Justiça de Jair Bolsonaro seria outro indício de que o ex-magistrado teria atuado de maneira parcial.

A defesa também juntou aos autos, em 2019, diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil e publicados por outros veículos de imprensa, como a Folha, entre integrantes da Lava Jato que indicam uma relação próxima de Moro com o Ministério Público Federal, responsável pela acusação.

Logo após a divulgação das mensagens, a defesa anexou as reportagens que tratavam do assunto para reforçar seus argumentos de que o ex-juiz não agiu com equidistância na Lava Jato.

Paralelamente, em outro procedimento em análise no Supremo, sobre uma ação penal ainda em tramitação no Paraná, conseguiu ordem do ministro Ricardo Lewandowski para ter acesso ao conteúdo hackeado de celulares de autoridades na operação.

A determinação foi efetivamente cumprida em janeiro e recebeu o aval de outros ministros da corte em sessão da Segunda Turma do tribunal no início deste mês. A defesa do ex-presidente, porém, diz que não precisa juntar mais elementos nesse pedido de habeas corpus para provar a parcialidade do ex-magistrado.

Outras Notícias

Lula: “se eu estivesse em PE já estaria fazendo campanha para Marília”

  O ex-presidente do PT, Ruy Falcão e o líder do MST, João Pedro Stédile, disseram a jornalistas após visita ao ex-presidente Lula em Curitiba que o petista deu uma declaração de estímulo à pré candidatura de Marília Arraes em Pernambuco. A declaração está sendo compartilhada sem moderação pelo bloco que defende a candidatura própria […]

 

O ex-presidente do PT, Ruy Falcão e o líder do MST, João Pedro Stédile, disseram a jornalistas após visita ao ex-presidente Lula em Curitiba que o petista deu uma declaração de estímulo à pré candidatura de Marília Arraes em Pernambuco.

A declaração está sendo compartilhada sem moderação pelo bloco que defende a candidatura própria da petista no estado e enfraquece a tese do Senador Humberto Costa, que na defesa da aliança com o PSB, argumentava que era um dos caminhos na defesa do ex-presidente.

Disseram Stédile e Falcão: “Lula deu um recado aos militantes do PT de Pernambuco. Se eu estivesse em Pernambuco eu já estaria fazendo campanha pela Marília Arraes”. Stédile foi mais direto ao dizer: ” não é no sentido de disputa interna mas para o PT criar vergonha e disputar com as suas ideias”.

Tradição, encenação da Paixão de Cristo resiste em algumas cidades e morre em outras

Em algumas cidades da região, a clássica encenação da Paixão de Cristo continua acontecendo, ou graças ao aporte do Governo de Pernambuco fruto dos projetos inscritos através do edital “Pernambuco de Todas as Paixões”, lançado em fevereiro deste ano, ou com estímulo e apoio de prefeituras. Onde não há um ou outro, dificilmente há encenação da vida, […]

Paixão de Cristo em Afogados teve sua última encenação em 2018

Em algumas cidades da região, a clássica encenação da Paixão de Cristo continua acontecendo, ou graças ao aporte do Governo de Pernambuco fruto dos projetos inscritos através do edital “Pernambuco de Todas as Paixões”, lançado em fevereiro deste ano, ou com estímulo e apoio de prefeituras.

Onde não há um ou outro, dificilmente há encenação da vida, morte e ressurreição de Cristo.

Avaliados por uma comissão formada por pareceristas especializados e pelo corpo técnico da Secretaria Estadual de Cultura, os vencedores foram anunciados em março.

No Sertão, apenas uma peça teve recursos após o edital: a Paixão de Cristo do São Francisco, em Santa Maria da Boa Vista, com apresentação amanhã, dia 21 e aporte de R$ 30 mil.

A de Triunfo, concluída ontem, ocorreu na Via Verde, localizada no Parque Iaiá Gastão. No local, palcos fixos, construídos pelo município, abrigaram a encenação e funcionaram como ponto de visitação de turistas ao longo do ano.

Em Serra Talhada, a Via Sacra do Bom Jesus: A Paixão de Cristo, com mais de 150 integrantes entre elenco e produção completa 10 anos. O secretário de Cultura, Anildomá William diz que o evento foi bancado pela Prefeitura, já que não houve aprovação do Edital pela Fundarpe. O diretor da Via Sacra, Alessandro Silva, destacou que esse ano o espetáculo acentuou comportamentos e questões sociais comuns à época em que Cristo viveu na terra.

Em Afogados da Ingazeira, depois de anos, a Paixão de Cristo saiu do calendário. A peça que era encenada pelo grupo Paixão de Cristo Paixão de Todos deixou de acontecer. A última encenação aconteceu em 29 de março do ano passado.  Este ano houve na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara o filme “Jesus, o filho de Deus”, dentro da programação cultural da celebração da semana santa.  

Já o espetáculo que aconteceu originalmente no entorno da Catedral e passou por Cine São José e outros espaços no centro da cidade, passou para o Centro Desportivo. A direção do espetáculo ficou nos últimos dois anos por conta de Edy Carlos Rodrigues, que também encenou o papel de Cristo, com formato musical e duração de uma hora.

Segundo Julival Mascarenhas, que integrou a coordenação do grupo nos últimos anos, alguns fatores determinaram a não realização do espetáculo. “Fiquei só. Havia pra mim divergência de horários para ensaios. Apresentei uma proposta mas houve divergência. Ainda teve o Edy Carlos que foi para o Recife. Ninguém quis assumir. Uma pessoa só assumir é muito trabalho”.

Ele também trouxe uma insatisfação do grupo com a divulgação ano passado como se o evento fosse organizado pela prefeitura e não apoiado por ela. “A Prefeitura colocou as chamadas como se fosse ela a organizadora, Isso chateou o grupo. Nossa ponte era César Tenório. Disseram que mudariam mas não mudaram”.

Victor Oliveira critica levantamento recente sobre rádio em Serra Talhada

Gestor cria expectativa, mas não divulga números de levantamento que mandou fazer. “Gostei muito do resultado” O Diretor e representante do grupo acionário que gerencia a Líder FM, Victor Oliveira, disse ao radialista Júnior Duarte, no primeiro programa É Notícia, que os números que foram apresentados em recente pesquisa de opinião do Instituto Múltipla  sobre a […]

Gestor cria expectativa, mas não divulga números de levantamento que mandou fazer. “Gostei muito do resultado”

O Diretor e representante do grupo acionário que gerencia a Líder FM, Victor Oliveira, disse ao radialista Júnior Duarte, no primeiro programa É Notícia, que os números que foram apresentados em recente pesquisa de opinião do Instituto Múltipla  sobre a audiência das emissoras de rádio em Serra Talhada.

No quesito emissora de rádio, a pesquisa, feita em abril, apontou a Cultura FM citada por  36,8% dos ouvintes pesquisados. A  Líder FM, ficou em segundo com  33,7%, seguida de Villabela FM (12,8%), Nova Gospel (8,0%), Serra FM (0,8%) e Rede Brasil (0,8%). Não sabe ou não opinaram 7,2%. ​

Os números apresentados levantaram questionamentos à condução de Victor e a notícia de que a emissora assumira posição parcial, ouvindo apenas aliados do seu grupo político, e fazendo uma espécie de Rádio Palanque, para questionar unilateralmente a gestão Duque.

Mas, segundo Oliveira, os números não batem com uma pesquisa encomendada por ele e que seria divulgada hoje. Dentre os convidados do programa, os ex-prefeitos Ferdinando Feitosa e Carlos Evandro contaram histórias de quando geriram a cidade.

“As pesquisas que faziam de rádio eram de política e aproveitavam para fazer pesquisa de rádio. Já houveram vários resultados de pesquisa inclusive eleitoral e a gente acaba sendo traído. Quando a gente sai na rua e pergunta que rádio você ouve você escuta um resultado diferente”, questionou.

Victor disse ter chamado um estatístico para “saber exatamente que rádio é primeira, segunda, terceira, quais locutores que mais escuta e quais características”. “Gostei tanto do resultado e achei tão produtivo que periodicamente não vamos deixar de fazer”. Ele sugeriu que outras emissoras se unam para contratar institutos como Datafolha e Ibope como fazem outros mercados.

Entretanto, os números não foram informados depois de muita expectativa gerada. Adiantou apenas que foram 602 entrevistas. “Foi muito bem distribuída”, disse, sem revelar números.

“Não sou candidato a nada”: Na entrevista de Carlos Evandro, o ex-prefeito afirmo que “não está brigando para ser candidato a nada”. Pelos cargos que ocupou, afirmou que está satisfeito e que “tudo na vida tem limite”.

Defendeu oportunidade a outras pessoas, citando nomes como Sebastião Oliveira, Victor Oliveira, Fonseca, dentre outras. “Incomodo muito”, acrescentou.

Ele não falou nem foi perguntado pelos processos que enfrenta no TCE, que inviabilizam um eventual desejo de disputar. E não quis dar nota a Luciano Duque. “Quem á nota é o povo”, apesar de acrescentar que aliados atrapalham as prioridades de seu governo.

João Campos, Gonzaga Patriota e Aglailson Victor cumprem agenda no Pajeú

Com informações do blog do Marcello Patriota Na manhã deste sábado, o pré-candidato a deputado federal, João Campos (PSB), o deputado Gonzaga Patriota (PSB) e o pré-candidato a deputado estadual, Aglaison Victor (PSB), Cumpriram agenda no Sertão do Pajeú. Em itapetim, os líderes políticos foram recepcionados pelo prefeito Adelmo Moura (PSB), pelo vice-prefeito Júnio Moreira, […]

Com informações do blog do Marcello Patriota

Na manhã deste sábado, o pré-candidato a deputado federal, João Campos (PSB), o deputado Gonzaga Patriota (PSB) e o pré-candidato a deputado estadual, Aglaison Victor (PSB), Cumpriram agenda no Sertão do Pajeú.

Em itapetim, os líderes políticos foram recepcionados pelo prefeito Adelmo Moura (PSB), pelo vice-prefeito Júnio Moreira, o ex-prefeito Arquimedes Machado, vereadores, representantes de associações rurais, além de outras autoridades.

João Campos, que visita o Ventre imortal da poesia pela segunda vez este ano, receberá o apoio nas eleições de outubro, do atual presidente da Câmara de Vereadores, Júnior de Diógenes (PSB). Já o deputado federal Gonzaga Patriota, que vai disputar mais um mandato, continuará tendo o apoio do prefeito Adelmo Moura.

Aglailson Victor, filho do prefeito de Vitória de Santo Antão, Aglailson Júnior (PSB), será o estadual do prefeito Adelmo e do seu grupo político.

Caso os três sejam eleitos, Adelmo Moura vai poder contar a partir do ano que vem, com dois deputados federais e um estadual na busca de ações em prol dos itapetinenses.

Brejinho – Os três pré-candidatos também participaram de reunião em Brejinho onde foram apresentados ao grupo da situação pela prefeita Tania Santos, o ex-prefeito José Vanderlei e os vereadores da bancada governista, como os candidatos que receberão o apoio na cidade.

A princípio, Tania (Brejinho) e Adelmo (Itapetim) iriam apoiar Nilton Mota, mas o Palácio em comum, acordo com Nilton, fizeram a troca e Nilton fica com o apoio de Evandro Valadares em São José do Egito.

FPM: valor destinado a municípios nesta sexta-feira é o segundo maior do ano

No primeiro decêndio de maio, os municípios brasileiros partilham cerca de R$ 7,8 bilhões No primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao mês de maio, os municípios brasileiros partilham cerca de R$ 7,8 bilhões. O valor será creditado nesta sexta-feira (10). Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, a quantia […]

No primeiro decêndio de maio, os municípios brasileiros partilham cerca de R$ 7,8 bilhões

No primeiro repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao mês de maio, os municípios brasileiros partilham cerca de R$ 7,8 bilhões.

O valor será creditado nesta sexta-feira (10). Segundo o especialista em orçamento público, Cesar Lima, a quantia destinada neste decêndio é a segunda maior do ano.

“Os resultados do FPM desse primeiro decêndio de maio parecem ser bem promissores, mostrando que aqueles resultados anteriores foram pontos fora da curva. Tivemos alguns resultados bem baixos nos decêndios passados, mas agora parece estar refletindo essas notícias de recorde de arrecadação que o governo tem conseguido nos últimos meses”, considera.

No mesmo período do ano passado, as prefeituras contaram com aproximadamente R$ 7,3 bilhões. Se for levada em conta a inflação de 3,9% nos últimos 12 meses, o valor repassado nesta desta sexta-feira é 2,4% maior do que o de 2023.

Um dos municípios que vai contar com o valor do FPM neste decêndio é Guarani d’Oeste, em São Paulo. A cidade conta com menos de dois mil habitantes, segundo o IBGE. Segundo o prefeito Nilson Timporim, os recursos do fundo são essenciais para determinar as condições financeiras e fiscais do município. “Ele rege o bem ou o mal estar do município. Se o FPM for ruim o município não consegue sobreviver, pagar em dia a saúde, remédios, tudo. O município para.”