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Câmara vota decreto de intervenção no RJ na segunda

Por Nill Júnior

Do G1

A Câmara dos Deputados convocou para as 19h da próxima segunda-feira a votação do decreto de intervenção na segurança do estado do Rio de Janeiro.

A medida foi assinada hoje pelo presidente Michel Temer e tem efeito imediato, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

Na prática, com o decreto, o governo federal assume o comando da segurança pública do Rio, incluindo a Secretaria de Segurança, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário no estado do Rio.

O interventor no estado será o general do Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, que deverá permanecer no Rio até o dia 31 de dezembro de 2018.

Como será a votação

O decreto tem que ser votado primeiro pelos deputados e, se aprovado, pelos senadores, em sessões separadas.

Na Câmara, a análise da medida será feita diretamente no plenário. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), irá nomear um relator para elaborar um parecer em nome da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em seguida, terá início a discussão sobre o relatório entre os deputados inscritos. Por se tratar de uma matéria urgente, depois que seis parlamentares tiverem debatido o tema, poderá ser apresentado um requerimento para encerrar a discussão.

Passada essa fase, será feito o encaminhamento com discursos de dois deputados favoráveis e dois contrários ao tema. A partir daí, cada partido fará a orientação de voto para as suas respectivas bancadas.

A votação poderá ser simbólica, sem a contagem de votos. Nesse caso, o presidente da Câmara apenas pergunta ao plenário se os deputados estão de acordo com a aprovação da matéria. Se a maioria não levantar a mão em protesto, o decreto estará aprovado.

No entanto, se for solicitado por alguma bancada, a votação poderá ser nominal, com o registro de votos no painel eletrônico. Para ser aprovado, basta obter a maioria simples dos votos, estando presentes 257 parlamentares.

No entendimento de técnicos do Congresso, na votação, os deputados não poderão propor emendas, modificando o teor do decreto, uma vez que ele já está em vigor.

Se for aprovado, o decreto legislativo segue para votação no Senado. Caso seja rejeitado, não irá ao Senado, e a intervenção é encerrada.

Outras Notícias

Vice-prefeito eleito de Garanhuns está com Covid-19

Por decisão da família, o vice-prefeito eleito de Garanhuns, Dr. Pedro Veloso, foi transferido para o Real Hospital Português, no Recife. Ele já estava fazendo tratamento contra Covid-19. De acordo com o prefeito eleito Sivaldo Albino (PSB), o quadro de Dr. Pedro Veloso é estável e vem evoluindo bem. “Vamos continuar em oração para que […]

Por decisão da família, o vice-prefeito eleito de Garanhuns, Dr. Pedro Veloso, foi transferido para o Real Hospital Português, no Recife. Ele já estava fazendo tratamento contra Covid-19.

De acordo com o prefeito eleito Sivaldo Albino (PSB), o quadro de Dr. Pedro Veloso é estável e vem evoluindo bem. “Vamos continuar em oração para que logo estejamos juntos novamente”, disse Sivaldo em suas redes sociais.

O prefeito eleito também aproveitou para informar que ele e seus familiares não estão com a doença. “Eu e minha família, não estamos com sintomas, nada que leve à suspeita, mas vamos nos cuidar e realizar exames”, concluiu. As informações são do Blog do Magno.

Candidatos ao Governo prestigiam Missa do Vaqueiro

da Folha de Pernambuco A Missa do Vaqueiro, em Serrita, no Sertão pernambucano, uma das mais importantes manifestações da religiosidade e da cultura sertanejas, foi parada obrigatória, neste domingo (27), para os candidatos ao Governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), e pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro Neto (PTB). O […]

ARMANDO MONTEIRO, CANDIDATO AO GOVERNO DE PE PELA COLIGACAO ¨PE

da Folha de Pernambuco

A Missa do Vaqueiro, em Serrita, no Sertão pernambucano, uma das mais importantes manifestações da religiosidade e da cultura sertanejas, foi parada obrigatória, neste domingo (27), para os candidatos ao Governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), e pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro Neto (PTB).

O petebista esteve acompanhado do senador Humberto Costa (PT) e de lideranças políticas regionais. Junto a deputados federais e estaduais, além de candidatos à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Armando ouviu dos sertanejos palavras de incentivo e demandas da região.

Ao fim do ato religioso em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, Armando foi até o altar e cumprimentou os sacerdotes que celebraram a missa, além do bispo de Salgueiro, dom Magnus Henrique Lopes, que presidiu a cerimônia.

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Já o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara, acompanhou a Missa do Vaqueiro acompanhado pelo governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), e pelo postulante ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB).

“A Missa do Vaqueiro é um importante acontecimento que resgata a força desse ícone de nossa cultura, que é o vaqueiro”, afirmou, ressaltando que prestigiará, caso eleito governador, outras edições da missa. “Estarei todos os anos aqui”, prometeu.

O caráter religioso do evento foi destacado pelo ex-ministro Fernando Bezerra Coelho. Sertanejo de Petrolina, o socialista afirmou que em missas como a do Vaqueiro aproveita para pedir ajuda para a região. “É um evento religioso muito importante, que nos dá a oportunidade de pedir para que o Sertão possa atravessar suas dificuldades. É sempre bom vir aqui”, exaltou.

Novo pedido de Desembargador mantém adiamento de julgamento da chapa Sebastião e Zé Amaral

Depois de interrompido na semana passada, diante de um pedido de vistas de um dos Desembargadores do TRE, o julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma contra a chapa eleita em Tabira, com Sebastião Dias Prefeito e José Amaral vice, foi adiada de novo. A ação foi ingressada pela Coligação Frente Popular para Tabira Avançar […]

Sobrestamento dá mais tempo para mandato de Sebastião e Zé Amaral, que já tinham vantagem na contagem inicial da ação

Depois de interrompido na semana passada, diante de um pedido de vistas de um dos Desembargadores do TRE, o julgamento do Recurso Contra Expedição de Diploma contra a chapa eleita em Tabira, com Sebastião Dias Prefeito e José Amaral vice, foi adiada de novo.

A ação foi ingressada pela Coligação Frente Popular para Tabira Avançar e Maria Claudenice de Melo Cristóvão, Nicinha Brandino.

Agora, o motivo foi um pedido de sobrestamento do Desembargador  Vladimir Souza Carvalho, mesmo que antes havia pedido vistas do processo. Sobrestamento é um ato que visa a interromper ou suspender a contagem do tempo para conclusão de um trabalho ou para ingresso de recurso. Costuma  recair sobre o andamento do processo em curso ou  sobre o prazo para ingressar com determinado recurso. Em suma, basta dizer que a ação está parada. Não há previsão de data para retomada do julgamento.

O pedido teria relação  com um novo documento que consta nos autos, que teria sido apresentado pela Justiça da Paraíba. O Desembargador quer que o MPE avalie o documento e analise se pode interferir no parecer inicial, pela cassação da chapa.

Três desembargadores já votaram contra a cassação da chapa:  Érica Ferraz (relatora),  Júlio Oliveira (revisor) e Stenio Leiva. Faltam votar os desembargadores José Henrique Coelho Dias da Silva, Alexandre Freire Pimentel, Vladimir Souza Carvalho. O presidente da Corte, Antônio Carlos Alves da Silva só vota em caso de empate.

Liderada pelo vereador Zé Raimundo, oposição da UVP se reúne e recebe apoio

O grupo de oposição que concorrerá à mesa diretora da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), se reuniu na quinta-feira (18), em Igarassu, Região Metropolitana do Recife.   Eles estiveram com a prefeita da cidade, Elcione Ramos, onde puderam trocar ideias de melhorias para a classe dos vereadores. Também estiveram presentes vereadores de Cumaru, Petrolina, Serra […]

O grupo de oposição que concorrerá à mesa diretora da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), se reuniu na quinta-feira (18), em Igarassu, Região Metropolitana do Recife.  

Eles estiveram com a prefeita da cidade, Elcione Ramos, onde puderam trocar ideias de melhorias para a classe dos vereadores. Também estiveram presentes vereadores de Cumaru, Petrolina, Serra Talhada, João Alfredo, Bonito, Itamaracá, Araçoiaba, Abreu e Lima, Paulista e Igarassu, que declararam apoio à chapa oposicionista.

Os vereadores foram recebidos por Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, onde declarou apoio e fortaleceu o grupo. 

A chapa é composta por: Presidente – Zé Raimundo (vereador de Serra Talhada); 1º vice-presidente – João Chaves (vereador de São Caetano); 2ª vice-presidenta – Erica Uchôa (vereadora de Igarassu); Tesoureiro – Gilvan da Malhadinha (vereador de Cumaru) e Secretário-geral – Ronaldo Cancão (vereador de Petrolina).

Ex-prefeita “ostentação” é acionada por fraude em licitação em compra de caixões populares de luxo

Congresso em Foco O Ministério Público ajuizou uma nova Ação Civil Pública contra a ex-prefeita do município de Bom Jardim, a 275 km de São Luís, no Maranhão. Lidiane Leite, que ficou conhecida como “prefeita ostentação” por mostrar vida de luxo por meio de suas redes sociais, é suspeita de ilegalidade na licitação que contratou […]

Congresso em Foco

O Ministério Público ajuizou uma nova Ação Civil Pública contra a ex-prefeita do município de Bom Jardim, a 275 km de São Luís, no Maranhão. Lidiane Leite, que ficou conhecida como “prefeita ostentação” por mostrar vida de luxo por meio de suas redes sociais, é suspeita de ilegalidade na licitação que contratou empresa especializada em serviços funerários, com caixões em três modalidades: simples, luxo e super luxo.

A licitação teve uma única empresa concorrente e custou R$ 135 mil. A contratação previa 265 urnas funerárias populares e tinha objetivo de atender a população carente. No entanto, 25 foram classificadas de “luxo” e outras 20 de “superluxo”. As demais seriam simples.

Para o Ministério Público, ao adquirir urnas classificadas conforme o poder econômico ou o prestígio político-social do destinatário, a administração municipal desrespeitou os princípios da administração pública da moralidade, impessoalidade, legalidade e eficiência.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de mortalidade nos últimos dez anos varia de 6,10 a 6,02 mortes para cada 10 mil habitantes. A média de mortes em Bom Jardim, cidade com aproximadamente 40 mil habitantes, é de 24 por ano. Na avaliação do promotor Fábio Santos Oliveira, ainda que os réus considerassem os 24 mortos no ano como hipossuficientes, “a contratação estaria superfaturada 11 vezes, apenas considerando a quantidade de urnas”.

No processo licitatório, de acordo com o MP, foram encontradas irregularidades como ausência de justificativa para contratação, ausência de pesquisa de preço para composição do orçamento, ausência de comprovação de publicação do resumo do edital na internet e em jornal de grande circulação, entre outras irregularidades.

A funerária ganhadora da licitação também apresentou irregularidades como não ter apresentado certidão negativa de dívida ativa do município e nem de certidão negativa do IPTU. Além disso, a emissão de regularidade do FGTS foi apresentada 20 dias após a abertura das propostas e 19 dias após a celebração do contrato.

Com base nas irregularidades, o MP pede que os cofres públicos sejam ressarcidos no valor de R$ 135 mil, além do pagamento de multa que pode chegar a até três vezes do valor. Na ação, o MP também envolveu o ex-secretário de Articulação Política, Humberto Dantas dos Santos; o ex-pregoeiro da Comissão Permanente de Licitação, Marcos Fae Ferreira França; a Funerária São João e a proprietária da empresa, Rosyvane Silva Leite.

No ano passado, a Justiça condenou Lidiane Leite por atos de improbidade administrativa. Em outubro de 2015, a ex-prefeita teve seus bens bloqueados também sob a acusação de improbidade. A então prefeita foi acusada de desviar R$ 480 mil destinado a reforma de escolas do município entre os anos de 2012 a 2014.

Enquanto tocava a administração da prefeitura, Lidiane passou a enfrentar acusações de corrupção. Foi afastada do cargo três vezes, mas voltava amparada por decisões judiciais provisórias. Entre outras acusações, ela responde a ações por cortar salários dos professores, não cumprir o calendário escolar e não regularizar o fornecimento de merenda.