Brasileiros no exterior votam no 2º turno
Foto: Alexandre Mauro / G1

Eleitores que vivem na Oceania e Ásia foram os primeiros a depositar o voto nas urnas. Mais de 500 mil brasileiros estão habilitados a votar em outros países.
Do G1
Os brasileiros que vivem na Austrália, Nova Zelândia e nos países da Ásia foram os primeiros a votar no 2º turno das eleições presidenciais. Perto das 12h (horário de Brasília) deste domingo (28), a votação em 33 países já havia terminado, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que centraliza a organização das eleições.
As urnas já foram fechadas em nações como Nova Zelândia, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Taiwan, Malásia, Índia, Nepal, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Israel, Palestina e Rússia. A apuração dos votos nessas localidades e outras no exterior só começa a ser divulgada a partir das 19h de Brasília, quando se encerra a votação no Acre.
A partir das 12h, os últimos eleitores brasileiros no exterior começarão a votar. São os que residem em San Francisco, Los Angeles (EUA) e em Vancouver (Canadá).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 500.727 eleitores brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar em 171 localidades eleitorais de 99 países para eleger o presidente da República.
Em entrevista à RFI, Sulanir Pacheco, que mora em Macau há 30 anos, disse que foi votar junto com a neta de 11 anos que passa férias no território chinês. Mais de 500 brasileiros estavam inscirtos para votar no Consulado de Hong Kong.
“É a primeira vez que eu me conscientizei que eu tenho que tomar uma posição, porque o Brasil precisa de uma mudança radical. Eu vi um país completamente diferente de quando eu saí. É um país que está indo para um desfiladeiro. O brasileiro tem que tomar uma posição, o que está no Brasil e o que está fora”, afirmou.
Fernanda Martins viajou por 1 hora de barca de Macau para garantir o voto. “‘É a primeira vez que eu voto não só no exterior, mas em toda a minha vida. Tenho 41 anos, é a primeira vez que resolvi votar, porque acho que o Brasil está em um momento crítico”, afirmou à agência RFI. “A democracia é importante. É bom exercer esse direito. Eu só não gosto da obrigatoriedade [do voto]. Isso não é democrático.”



Por André Luis

Por André Luis
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