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Bolsonaro passa mal e usa sonda para alimentação

Por Nill Júnior

O presidente Jair Bolsonaro se sentiu mal na tarde de hoje (2), apresentado quadro de náusea e vômito, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, na capital paulista. Ele usa uma sonda nasogástrica para se alimentar.

Bolsonaro, apesar da indisposição, não tem febre e não sente dor. Exames laboratoriais feitos no presidente estão normais. Os médicos ainda orientam que as visitas sejam restritas. Apenas a esposa Michelle Bolsonaro e o filho Carlos Bolsonaro acompanham o presidente.

Outras Notícias

Show de Tarcísio do Acordeon é cancelado em Tabira por conta das chuvas

FICOU PRA 13 DE AGOSTO A Prefeitura de Tabira anunciou o cancelamento do show do cantor Tarcísio do Acordeon, que aconteceria dentro da programação dos 77 anos do município. A decisão foi tomada em razão das fortes chuvas registradas na cidade desde o fim da tarde desta terça-feira. Em comunicado oficial divulgado nas redes sociais, […]

FICOU PRA 13 DE AGOSTO

A Prefeitura de Tabira anunciou o cancelamento do show do cantor Tarcísio do Acordeon, que aconteceria dentro da programação dos 77 anos do município. A decisão foi tomada em razão das fortes chuvas registradas na cidade desde o fim da tarde desta terça-feira.

Em comunicado oficial divulgado nas redes sociais, a gestão municipal informou que a medida busca preservar a segurança da população, dos artistas, das equipes técnicas e de todos os envolvidos no evento. A Prefeitura também confirmou que a apresentação foi remarcada para o dia 13 de agosto de 2026, durante a programação da tradicional Festa de Agosto.

A mudança ocorre em meio a um período de instabilidade climática no Sertão do Pajeú. Sites especializados em meteorologia apontam previsão de pancadas de chuva e céu parcialmente nublado para Tabira nos próximos dias, com possibilidade de novas precipitações e ventos moderados.

Nas redes sociais o cantor disse que a decisão foi da equipe e da prefeitura e afirmou que é necessário respeitar a vontade de Deus.

Na segunda sobiram ao palco os artistas Márcia Fellipe, Everton Freitas e a banda Capim com Mel, abrindo oficialmente a programação festiva.

Ontem, dia 26 de maio, data da emancipação política do município, a festa começou com seu Marquinhos, mas a decisão foi de não realizar o show com Tarcísio do Acordeon. Guilherme Ferri também fez parte da programação.

Marília Arraes conclui giro pelo Sertão

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) continuou sua agenda de compromissos pelo Sertão do Araripe, neste sábado (28), nas cidades de Araripina, Trindade e Ouricuri. A parlamentar terminará o giro pelo Sertão, neste domingo, na cidade de Santa Filomena. Pela manhã, Marília participou de um encontro com algumas lideranças políticas de Araripina e visitou o […]

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) continuou sua agenda de compromissos pelo Sertão do Araripe, neste sábado (28), nas cidades de Araripina, Trindade e Ouricuri.

A parlamentar terminará o giro pelo Sertão, neste domingo, na cidade de Santa Filomena.

Pela manhã, Marília participou de um encontro com algumas lideranças políticas de Araripina e visitou o Instituto Social das Medianeiras da Paz, entidade que recebeu emendas parlamentares enviadas pelo mandato da deputada. Através da iniciativa de Marília, uma série de leitos de UTI foram construídos no Hospital e Maternidade Santa Maria. Esse tipo de equipamento foi fundamental para o combate contra a Covid-19 na cidade.

Já no município de Trindade, Marília participou de um encontro com várias lideranças políticas do PT, com a secretária de Desenvolvimento Social, Thayse Cunha, e com a prefeita Helbinha de Rodrigues.

Em Ouricuri, a deputada participou de uma reunião com a vereadora Professora Williane (PT) e com integrantes do Diretório Municipal do PT da cidade, como o ex-vereador Everaldo Valério e Assis Júnior, liderança política da região.

O prefeito de Granito, João Bosco (PT), e a vice-presidente estadual do partido, Cristina Costa, também estiveram nas agendas.

SJE: Saúde anuncia mais de R$ 500 mil em investimentos

O Secretário de Saúde da gestão Evandro Valadares em São José do Egito, Paulo Jucá, comemorou em nota as ações que foram anunciadas fruto de emendas do Deputado Federal Tadeu Alencar (PSB-PE). Ao todo, foram R$ 530 mil em recursos anunciados para equipamentos na área de saúde do município. Serão construídas três Academias da Saúde […]

O Secretário de Saúde da gestão Evandro Valadares em São José do Egito, Paulo Jucá, comemorou em nota as ações que foram anunciadas fruto de emendas do Deputado Federal Tadeu Alencar (PSB-PE).

Ao todo, foram R$ 530 mil em recursos anunciados para equipamentos na área de saúde do município.

Serão construídas três Academias da Saúde (R$ 375 mil), cinco consultórios odontológicos (R$ 95 mil) mais um CEO – Centro de Especialidade Odontológicas, orçado em R$ 60 mil.

“As três Academias da Saúde serão construídas no Bairro Rita Viana, no Distrito de Curralinho e no Sítio Olho D’água.  Também comemoramos a publicação da portaria de um CEO com recursos para implantação e custeio, além da autorização de cinco consultórios odontológicos”, comemora o Secretário.

UPE anuncia política de cotas por raça e etnia durante audiência na Alepe

A Universidade de Pernambuco (UPE) deve implementar, a partir do próximo ano, cotas por raça e etnia para ingresso na graduação. O anúncio foi feito nesta terça (10), durante Audiência Pública da Comissão de Educação, pelo pró-reitor de Graduação da instituição de ensino, Ernani Santos. O debate foi solicitado e presidido pela deputada Rosa Amorim […]

A Universidade de Pernambuco (UPE) deve implementar, a partir do próximo ano, cotas por raça e etnia para ingresso na graduação. O anúncio foi feito nesta terça (10), durante Audiência Pública da Comissão de Educação, pelo pró-reitor de Graduação da instituição de ensino, Ernani Santos.

O debate foi solicitado e presidido pela deputada Rosa Amorim (PT), para tratar das políticas afirmativas para entrada e permanência de alunos de grupos étnico-raciais historicamente discriminados na UPE.

Rosa Amorim considerou “inaceitável” que, mais de 10 anos após a Lei Federal nº 12.711/2012 instituir ações afirmativas nas instituições de ensino federais, a UPE ainda não tenha ampliado suas políticas étnico-raciais.

“Esta inércia perpetua desigualdades que têm raízes profundas em Pernambuco. As cotas são uma resposta necessária a séculos de racismo”, afirmou a parlamentar, que também reclamou de falta de investimentos em ações voltadas à permanência dos estudantes cotistas.

As mesmas queixas foram levantadas por João Mamede, coordenador-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UPE. “O governo precisa garantir que o estudante não venha a evadir da Universidade porque não tem passagem, porque não consegue se alimentar, por falta de restaurante universitário”, disse. Mamede chamou atenção ainda para o atraso das bolsas de assistência estudantil referentes ao mês de setembro, de cerca de R$ 400, que segundo ele ainda não foram pagas.

Vice-presidente da Comissão de Educação da Alepe, o deputado João Paulo (PT) lamentou os atrasos nas bolsas de assistência. Presidente da Comissão de Cidadania, Dani Portela (PSOL) relatou que as pautas levadas para a Audiência Pública coincidem com temas dos encontros feitos pelo colegiado para ouvir propostas da população para o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027.

Durante o debate, a vice-presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), Flávia Sena, defendeu maior autonomia financeira para a UPE. Vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daiane Lopes considerou as cotas “uma política de desenvolvimento e de construção de um projeto de nação”.

Debates internos

Atualmente, vigora na UPE apenas a cota social, em que 40% das vagas são reservadas para estudantes que tenham cursado os anos finais do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano) e o Ensino Médio em escolas públicas.

Conforme explicou Ernani Santos, pró-reitor de Graduação, o tema das políticas de cotas foi debatido por uma comissão reunindo todos segmentos da comunidade acadêmica. Segundo ele, está em estudo a reserva de vagas também para pessoas com deficiência.

Ainda de acordo com Santos, há ainda uma instrução normativa sendo debatida que reserva 30% das vagas na pós-graduação para esses segmentos e outros historicamente discriminados, como pessoas transexuais e travestis. Ele informou que, este ano, foram assegurados R$ 2,9 milhões para políticas de permanência na universidade, incluindo bolsas existentes (de permanência, deslocamento, inclusão digital e incentivo acadêmico) e novas ações, como auxílios moradia e alimentação, além de edital de materiais pedagógicos.

Encaminhamentos

Chefe de gabinete da Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Informação, Aluízio Guimarães se comprometeu a buscar uma audiência entre uma comissão da UPE e o Governo do Estado. O grupo também irá debater as reivindicações de servidores universidade que estiveram presentes à audiência para pedir melhorias no plano de carreiras da instituição. “O próximo passo é a gente lapidar aquilo que já foi apresentado pela UPE hoje, através do seu pró-reitor, e fazer com que seja implementado o mais rápido e da melhor forma possível”, expressou.

Rosa Amorim informou que encaminhará ao Governo um pedido de informações da Comissão de Educação tratando dos atrasos das bolsas, e que pedirá reuniões com as secretarias estaduais de Administração e de Educação, para garantir mais recursos para a universidade.

A Reforma Política, o melhor para o Brasil em 2015

*Por Adelmo Santos As eleições municipais de 2012 foram fundamentais para ratificar a fragilidade e decadência do  sistema político brasileiro, essa realidade é mais evidente nos pequenos e médios municípios do país. Os métodos praticados no último pleito dão a dimensão do contexto político-eleitoral vigente, calcados no clientelismo arcaico, requintado de corrupção e amparados por […]

141213_ext_arquivo*Por Adelmo Santos

As eleições municipais de 2012 foram fundamentais para ratificar a fragilidade e decadência do  sistema político brasileiro, essa realidade é mais evidente nos pequenos e médios municípios do país. Os métodos praticados no último pleito dão a dimensão do contexto político-eleitoral vigente, calcados no clientelismo arcaico, requintado de corrupção e amparados por uma legislação frouxa, necessitada de reformas que previna abusos  de toda ordem e adote  punições rigorosas para gestores e candidatos a cargos do executivo e do legislativo. Outro ponto de partida desse debate são os custos gerados pelas campanhas  eleitorais realizadas a cada dois anos, com sérios prejuízos para a população brasileira.

A imprensa escrita e falada tem denunciado em parte, as mazelas do atual sistema político, as práticas ilícitas durante os períodos eleitorais  e a ressaca pós-eleição, resultando em Prefeituras “quebradas”, algumas sucateadas de recursos financeiros e materiais, uma esculhambação;  importante reconhecer que nessa regra, há gestores e candidatos idôneos que ainda zelam pela coisa pública.

O financiamento das campanhas eleitorais continua causando estragos, pois alimenta  a antiga prática do voto clientelista, moeda de troca, agora mais valorizada do que nunca. Nas últimas eleições, as campanhas nos pequenos e médios municípios do interior custaram milhões, na maioria das pequenas cidades, um vereador para se eleger gastou cifras que variam na média de 10 a 200 mil reais, houve gastos muito mais exorbitantes, para se eleger vereador, em média 90% dos votos são trocados por favores. Em se falando de eleições para prefeito, os custos são até milionários. De onde sai esse dinheiro e como se dá o caminho de volta para quem financiou, eis a questão de fundo que a legislação e a justiça não atuam e muito menos co-respondem à sociedade.

O país a cada dois anos realiza eleições, um evento que mobiliza os três poderes da República nas esferas Federal, Estadual e Municipal. A legislação engessa a celebração de convênios e liberação de recursos da União e dos Estados para Prefeituras e entidades da Administração direta durante 180 dias, no período pré e pós-eleição, um prejuízo para a sociedade, em síntese, a cada quatro anos, um ano perdido. Outro relevante custo é o envolvimento de parte de servidores públicos efetivos ou comissionados, estratégicos nos cargos que ocupam, muitas vezes com dedicação exclusiva deixando de trabalhar para o cidadão que paga impostos durante meses a cada eleição. Considere-se ainda o tempo disponibilizado pelos integrantes do Poder Judiciário e Ministério Público que atuam nos pleitos eleitorais, sobretudo Juízes e promotores públicos, com dedicação de boa parte do tempo às atividades de mais uma eleição. Outro fator relevante é o envolvimento da gestão municipal, logo em seguida no segundo ano de governo colocando a máquina pública a serviço da eleição dos seus candidatos, sobretudo os deputados.  As “engenharias” políticas para uma eleição já estão atreladas à próxima, não dar nem para respirar.

A Lei de Responsabilidade Fiscal, importante instrumento  de controle e eficiência dos gastos públicos deveria ser mais rigorosa em punir crimes de ir-responsabilidade fiscal. Como exemplos mais comuns deixados pelos maus gestores municipais em 31 de dezembro, destacam-se o descumprimento com os gastos previstos em Lei com Educação e Saúde e em muitos casos o desvio de finalidade dos recursos, folhas salariais atrasadas, dívidas com fornecedores, o não recolhimento para os fundos de previdência dos servidores municipais. Na maioria dos municípios os novos gestores levam tempo para “arrumar a casa”.

O Congresso Nacional está discutindo a PEC da Reforma Política, são muitas propostas apresentadas por diversos parlamentares, algumas são mais consensuais, a exemplo das eleições unificadas a cada cinco anos, acabando com a reeleição para os cargos de Presidente da República, Governadores e Prefeitos. O financiamento público das campanhas é outra proposta polêmica e que divide opiniões.

Uma coisa é certa, o povo brasileiro não suporta mais eleições a cada dois anos. A aprovação da Reforma com eleições gerais a cada cinco anos fortaleceria nossa democracia, pois o sistema político precisa estar em consonância com os interesses da população brasileira. Consideremos como pontos relevantes uma maior dedicação dos Prefeitos, governadores e Presidente da República à gestão do interesse público em detrimento da dedicação a eleição de seus candidatos ou de sua reeleição.

O período das campanhas precisa de uma redução de tempo, o que implica em menos gastos com as eleições. O candidato dispor de 90 dias para discutir, formular e divulgar seu Plano de Governo com a sociedade e apenas os 60 dias finais para a propaganda eleitoral, não deixa de ser uma proposta razoável. O estilo das campanhas precisa ser reformado, as carreatas em cidades do interior, cavaletes poluindo ruas são custos de campanhas que não influenciam em nada a decisão do eleitor.

O Brasil precisa de um sistema político que fortaleça os partidos, a fidelidade partidária, no atual contexto, a estrutura partidária vigente transforma os partidos em verdadeiros balcões de negócios. Os movimentos sociais liderados pela Central única dos Trabalhadores (CUT) promoverão no Brasil inteiro um grande plebiscito popular visando uma constituinte exclusiva para a Reforma do Sistema Político, a mobilização para recolhimento de assinaturas do documento, reivindicando uma constituinte exclusiva acontecerá de 1 a 7 de setembro próximo, todas as cidades terão os locais definidos para que cada cidadão e cidadã exerça esse direito.

O ano de 2015 se apresenta como o cenário mais favorável para uma verdadeira e abrangente Reforma Política, condição básica para o aprimoramento da democracia representativa, regime adotado pelo Estado brasileiro.

*Adelmo Santos é Historiador