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R$ 300 mi para compra de repelentes

Por Nill Júnior
Utilização do produto é uma das estratégias para reduzir a transmissão do vírus zika, que foi associado à microcefalia
Utilização do produto é uma das estratégias para reduzir a transmissão do vírus zika, que foi associado à microcefalia

Por Agência Estado

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou ontem, no Senado, a transferência ao Ministério de Desenvolvimento Social de R$ 300 milhões para a compra de repelentes, que serão distribuídos para gestantes atendidas pelo Bolsa Família. A estratégia tem como objetivo reduzir o risco de casos de zika entre grávidas e, consequentemente, de nascimento de bebês com microcefalia. Embora não haja uma afirmação categórica de organismos internacionais de saúde, para o governo brasileiro está certa a relação entre o aumento de casos da má-formação com a transmissão vertical do vírus, cujo vetor é o mosquito Aedes aegypti.

O anúncio foi feito durante sessão realizada no plenário do Senado para discutir a microcefalia e o zika no país. Castro se referiu ao momento como um dos mais difíceis da saúde pública brasileira e mundial. “Não é à toa que a última vez que o Brasil havia declarado emergência pública foi em 1917, com a gripe espanhola”, disse o ministro.

Ele voltou a afirmar que a tarefa de se combater o Aedes não cabe apenas ao governo federal. “O mosquito não tem filiação partidária. A responsabilidade é de todos os brasileiros e de toda a humanidade”, completou.

Questionado sobre os gastos com vigilância, Castro fez uma comparação com o que foi investido na área durante os governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. De acordo com ele, entre 1995 e 2002 foram aplicados R$ 20,6 bilhões. Durante o governo Lula, foram investidos R$ 44 bilhões e nos cinco anos da presidente Dilma foram R$ 53 bilhões. “Todos reconhecemos que não é suficiente. Precisamos de mais.”

Mais uma vez, o ministro praticamente descartou a possibilidade da incorporação da vacina contra dengue, produzida pela Sanofi Pasteur, na rede pública de saúde.

Ele observou que o imunizante, que já recebeu aval da Anvisa para comercialização no Brasil, é caro, tem de ser aplicado em três doses e, sobretudo, não é indicado para um público alvo considerado essencial pelo governo: crianças e idosos. Castro apontou ainda o problema da vacina ter eficácia distinta, de acordo com o subtipo do vírus da dengue. O único ponto positivo citado pelo ministro foi a possibilidade da substância reduzir o porcentual de casos graves e de internação de pacientes.

Outras Notícias

Lula se reúne com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para discutir quarto mandato presidencial

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na segunda-feira (26), os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro abordou o planejamento do quarto mandato presidencial, que terá início em janeiro de 2027, e a relação […]

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na segunda-feira (26), os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro abordou o planejamento do quarto mandato presidencial, que terá início em janeiro de 2027, e a relação entre o governo federal e o Congresso Nacional.

A reunião ocorreu um dia após a vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, quando derrotou Flávio Bolsonaro (PL). Foi o primeiro encontro do presidente com os dirigentes das duas Casas legislativas desde a confirmação do resultado eleitoral.

Motta e Alcolumbre deixaram o Alvorada às 18h27, sem conversar com a imprensa. Na parte final da reunião, também participaram os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti, que permaneceram na residência oficial após a saída dos parlamentares.

Em manifestação divulgada posteriormente, Hugo Motta defendeu a manutenção do diálogo entre o Executivo e o Legislativo e afirmou que o Congresso deve continuar trabalhando em conjunto com o governo, respeitando as atribuições de cada Poder.

Davi Alcolumbre também destacou a importância da relação institucional. Em comunicado, afirmou que o Senado e a Câmara continuarão atuando com independência e responsabilidade, mantendo a disposição para construir entendimentos com o governo federal.

A aproximação ocorre em um momento de reorganização política após as eleições. Lula terá de negociar com um Congresso de composição majoritariamente conservadora para avançar com as propostas de seu próximo mandato.

Entre os temas que deverão integrar as discussões entre o Executivo e o Legislativo está a agenda de segurança pública, incluindo a proposta de emenda constitucional sobre o setor. A articulação com os parlamentares também será importante para a definição das prioridades orçamentárias e das medidas econômicas previstas para 2027.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Nikolas Ferreira desaconselha protestos após derrota de Flávio Bolsonaro: “Chance de anular eleição é praticamente nula”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) evitem manifestações contra o resultado da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais nessa segunda-feira (26), o parlamentar afirmou que considera praticamente impossível reverter a vitória do presidente na Justiça Eleitoral. A manifestação […]

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) evitem manifestações contra o resultado da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais nessa segunda-feira (26), o parlamentar afirmou que considera praticamente impossível reverter a vitória do presidente na Justiça Eleitoral.

A manifestação ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro anunciar que não reconheceria o resultado do segundo turno e que pretendia solicitar a anulação da eleição. Apesar de levantar questionamentos sobre o processo eleitoral, Nikolas recomendou cautela aos eleitores insatisfeitos com a derrota.

“Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula”, declarou o deputado.

Durante o pronunciamento, Nikolas afirmou que existem questionamentos sobre a votação que, em sua avaliação, ainda precisam ser esclarecidos. Entre os pontos mencionados estão a virada de Lula no segundo turno, os resultados em Minas Gerais e a decisão judicial que permitiu a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.

O parlamentar, entretanto, não apresentou provas de irregularidades capazes de comprometer o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao orientar seus seguidores, Nikolas alertou para os riscos de manifestações realizadas em momentos de indignação. Ele mencionou as consequências enfrentadas por pessoas que participaram de protestos anteriores e pediu que os apoiadores não tomem decisões precipitadas.

A preocupação também existe entre integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo informações publicadas pelo Correio Braziliense e reproduzidas pelo Diário de Pernambuco, aliados temem que manifestações contra o resultado possam terminar em episódios de violência semelhantes aos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.

No vídeo, Nikolas também fez referências religiosas e procurou transmitir uma mensagem de continuidade política aos apoiadores. Ao comentar a derrota eleitoral, afirmou que o resultado representa apenas um momento da trajetória do grupo.

A declaração contrasta com uma publicação feita pelo próprio deputado no domingo (25), quando escreveu na rede social X: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”.

Mudança de estratégia de Flávio Bolsonaro

A manifestação de Nikolas ocorreu em meio à revisão da estratégia jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Depois de anunciar que pediria a anulação da eleição, o senador desistiu da iniciativa e passou a concentrar seus questionamentos em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha de Lula.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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CNBB e líderes internacionais parabenizam Lula pela reeleição; bispos pedem atenção aos mais pobres

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua repercutindo entre autoridades brasileiras e lideranças internacionais. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de congratulações ao presidente e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), acompanhada de um apelo por políticas públicas voltadas à população mais pobre. Chefes de Estado e […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua repercutindo entre autoridades brasileiras e lideranças internacionais. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de congratulações ao presidente e ao vice, Geraldo Alckmin (PSB), acompanhada de um apelo por políticas públicas voltadas à população mais pobre. Chefes de Estado e de governo de diferentes países também reconheceram a vitória do petista no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).

Em nota divulgada nessa segunda-feira (26), a CNBB destacou que as decisões políticas e econômicas devem considerar a dignidade humana, a solidariedade, o bem comum e a redução das desigualdades sociais.

A entidade católica defendeu atenção prioritária às pessoas em situação de vulnerabilidade, com políticas de combate à fome e à miséria, valorização do trabalho digno e garantia de acesso à saúde, à educação e à moradia.

A mensagem também mencionou a proteção das crianças, dos idosos e das famílias, os direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais e a preservação ambiental.

Para os bispos, o desenvolvimento do país não deve ser medido exclusivamente por indicadores econômicos, mas também pelas condições de vida da população e pelo acesso aos direitos fundamentais.

A CNBB abordou ainda o ambiente de polarização política registrado durante a campanha presidencial. A entidade defendeu a pacificação do país, o respeito às diferenças, o fortalecimento das instituições democráticas e a observância da Constituição Federal.

O documento também reafirmou a necessidade de combater a corrupção e todas as formas de violência.

Repercussão internacional

Fora do Brasil, a vitória de Lula recebeu manifestações de dirigentes europeus, asiáticos e americanos, que destacaram a importância das relações diplomáticas e comerciais com o país.

O presidente da França, Emmanuel Macron, parabenizou Lula e defendeu o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois governos. O francês destacou a cooperação diante dos desafios internacionais e a manutenção das relações bilaterais.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez comemorou o resultado e interpretou a vitória do presidente brasileiro como um sinal de fortalecimento das forças políticas progressistas.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, também enviou uma mensagem de congratulações. Apesar de integrar um campo político diferente do de Lula, Noboa destacou que os países latino-americanos compartilham desafios e podem obter resultados por meio da cooperação.

Na América do Norte, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu a ampliação das relações comerciais com o Brasil e a cooperação em questões ambientais.

A primeira-ministra do Japão também cumprimentou o presidente reeleito e manifestou interesse em aprofundar a parceria estratégica entre os dois países, incluindo discussões comerciais envolvendo o Japão e o Mercosul.

O governo da China divulgou uma manifestação por meio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, reafirmando a disposição de continuar ampliando a cooperação com o Brasil.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também parabenizou Lula e destacou aspectos relacionados à soberania brasileira e às políticas de desenvolvimento econômico e social.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o resultado eleitoral e ressaltou a defesa da democracia e do multilateralismo.

Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, também estiveram entre as autoridades que reconheceram a reeleição.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, mencionou a repercussão da vitória entre moradores da cidade americana e publicou uma mensagem de congratulações ao presidente brasileiro.

As manifestações ocorreram após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL). O presidente conquistou seu quarto mandato pelo voto direto e permanecerá à frente do Palácio do Planalto até 2030.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto

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Trump questiona eleição brasileira após vitória de Lula, e Alckmin rebate: “Totalmente equivocada”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nessa segunda-feira (26) a condução do segundo turno da eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano levantou suspeitas sobre a prorrogação do horário de votação, sem apresentar provas de fraude. O vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu as declarações e defendeu […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nessa segunda-feira (26) a condução do segundo turno da eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano levantou suspeitas sobre a prorrogação do horário de votação, sem apresentar provas de fraude. O vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), rebateu as declarações e defendeu a soberania brasileira.

Em conversa com jornalistas, Trump classificou como estranha a decisão que permitiu a ampliação do horário de votação em determinadas seções eleitorais no domingo (25). O presidente americano afirmou que a eleição “pareceu fraudada”, mas não apresentou elementos que sustentassem a suspeita.

O questionamento acompanha críticas feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno. O senador também contestou a decisão judicial que autorizou a extensão da votação.

A medida foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após registros de restrições na circulação do transporte coletivo em diferentes cidades brasileiras. A decisão permitiu a ampliação do horário até as 19h, diante das dificuldades relatadas por eleitores para chegar às urnas.

Apesar das críticas ao processo eleitoral, Trump evitou um confronto direto com Lula. Questionado se pretendia tomar alguma providência em relação à eleição brasileira, afirmou que não governa o Brasil e destacou manter uma boa relação com o presidente reeleito.

Alckmin reage às declarações

Em entrevista à TV Vanguarda, no interior de São Paulo, Geraldo Alckmin classificou a manifestação do presidente americano como “totalmente equivocada”.

O vice-presidente afirmou que não cabe a governos estrangeiros interferir nos processos políticos de outros países e ressaltou a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

“Não se interfere na política de outro país”, declarou Alckmin, ao defender a soberania nacional e o respeito à escolha dos eleitores.

O vice também destacou a confiabilidade das urnas eletrônicas e afirmou que o resultado das eleições deve ser respeitado, independentemente de quem seja o vencedor.

Relações comerciais

Apesar das divergências políticas, Alckmin afirmou que o governo brasileiro pretende continuar negociando com os Estados Unidos para buscar um acordo comercial.

O vice-presidente citou os esforços do Brasil para ampliar suas relações econômicas com outros mercados diante das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.

Entre os exemplos mencionados estão os acordos comerciais envolvendo o Mercosul e parceiros como Singapura e União Europeia, além das negociações com o Canadá.

Durante a entrevista, Alckmin ressaltou que o encerramento da disputa eleitoral permite ao governo brasileiro retomar a atenção às negociações econômicas internacionais.

Questionamentos anteriores

As declarações de Trump ocorrem depois de parlamentares americanos manifestarem preocupação com uma possível interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira.

Em setembro, 31 congressistas do Partido Democrata enviaram uma carta à Casa Branca acusando o governo americano de adotar medidas que poderiam favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Entre os pontos questionados estavam as tarifas comerciais aplicadas ao Brasil e as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Trump, por sua vez, afirmou que não escolheu um lado na disputa presidencial brasileira e que apenas acompanhou o processo eleitoral.

Lula foi reeleito no domingo (25), com mais de 64 milhões de votos, contra aproximadamente 59,8 milhões recebidos por Flávio Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Reeleição de Lula abre espaço para continuidade de parcerias com Raquel Lyra em Pernambuco

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25), coloca em perspectiva a continuidade das parcerias entre o governo federal e a administração da governadora Raquel Lyra (PSD), também reeleita em Pernambuco. Apesar de não ter declarado apoio ao petista durante a campanha, Raquel manteve uma relação institucional com o […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25), coloca em perspectiva a continuidade das parcerias entre o governo federal e a administração da governadora Raquel Lyra (PSD), também reeleita em Pernambuco. Apesar de não ter declarado apoio ao petista durante a campanha, Raquel manteve uma relação institucional com o Planalto ao longo dos últimos quatro anos, marcada por investimentos e projetos conjuntos no estado.

A governadora adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial, repetindo a postura das eleições de 2022. Após a confirmação da vitória de Lula, parabenizou o presidente e manifestou disposição para manter a cooperação entre as duas administrações.

“Vamos seguir, aqui em Pernambuco, trabalhando junto com o Governo Federal com muito diálogo, respeito institucional e parceria”, declarou Raquel em mensagem publicada nas redes sociais.

Entre as iniciativas desenvolvidas com participação dos dois governos estão investimentos na Refinaria Abreu e Lima, a ampliação da Adutora do Agreste e ações habitacionais relacionadas ao programa federal Minha Casa, Minha Vida e ao estadual Morar Bem Pernambuco.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, a cientista política Priscila Lapa avaliou que a ausência de uma aliança eleitoral formal não representa necessariamente um obstáculo à continuidade da relação administrativa.

“Não aconteceu em 2022 e eu não vejo nenhuma mudança estrutural que possa inviabilizar uma relação de gestão administrativa muito fortalecida também neste mandato, no sentido de continuidade daquilo que já havia sido posto”, afirmou.

A composição política do novo governo federal, entretanto, poderá trazer desafios para essa relação. O presidente nacional do PSB, João Campos, derrotado por Raquel Lyra na disputa pelo Governo de Pernambuco, é apontado como um dos nomes cotados para integrar o primeiro escalão da próxima administração de Lula.

Na avaliação de Priscila Lapa, a presença de João Campos no governo federal, caso se concretize, não impediria a manutenção do diálogo institucional com Raquel. A cientista política considera que Lula precisará ampliar sua articulação com partidos de centro, entre eles o PSD, diante da composição mais conservadora do Congresso Nacional.

A continuidade das parcerias também envolve obras consideradas estratégicas para Pernambuco, como o ramal Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina e o Arco Metropolitano.

No caso da Transnordestina, o trecho que deverá conectar o interior ao Porto de Suape enfrentou recentemente entraves no Tribunal de Contas da União (TCU). Já o Arco Metropolitano, iniciado pelo governo estadual, tem previsão de participação federal na execução de sua segunda etapa.

Outro ponto que poderá influenciar os investimentos é a política econômica do próximo mandato presidencial. Segundo Priscila Lapa, uma eventual redução de despesas federais, em resposta às pressões por medidas de austeridade fiscal, poderá limitar os recursos disponíveis para projetos nos estados.

Embora Lula e Raquel tenham manifestado disposição para manter a cooperação, a definição de novas parcerias dependerá das prioridades orçamentárias, dos projetos apresentados e das negociações entre as duas administrações.

Fonte: Diario de Pernambuco

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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