Bolsonaro e Haddad aparecem empatados tecnicamente no DataPoder360
Por André Luis
Pesquisa DataPoder 360, divulgada ontem (sexta, 21) pelo site Poder 360, mostra Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) em situação de empate técnico. No levantamento, realizado nos dias 19 e 20 de setembro, Bolsonaro aparece com 26% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 22%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, por isso, os candidatos estão empatados tecnicamente, no limite da margem de erro.
O candidato do PDT, Ciro Gomes, aparece em terceiro lugar, com 14% das intenções de voto, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 6% e Marina Silva (Rede), que registra 4%.
A pesquisa foi realizada por meio de ligação para telefones celulares e fixos com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação.
Intenção de voto para presidente (pesquisa estimulada):
Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 14%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Marina Silva (Rede): 4%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Guilherme Boulos (Psol): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Eymael (DC): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Branco/Nulo: 12%
Não sabe/não respondeu: 3%
Segundo turno
As simulações de segundo turno mostram que o ex-capitão do Exército perderia para Haddad e Ciro e ganharia de Alckmin e Marina. No entanto, como há margem de erro, Bolsonaro está empatado tecnicamente com Haddad, Alckmin e Marina. Ciro Gomes é o único que ganharia com certeza do militar. O pedetista registra 42% de intenção de voto, contra 36%. Contra Haddad, Bolsonaro registra 40% e o petista 43%.
Veja as simulações de segundo turno do DataPoder360:
Bolsonaro 40% x 43% Haddad (Brancos e nulos: 16%)
Bolsonaro 36% x 42% Ciro (Brancos e nulos: 4%)
Bolsonaro 39% x 37% Marina (Brancos e nulos: 21%)
Bolsonaro 37% x 36% Alckmin (Brancos e nulos: 25%)
A Presidenta Dilma Roussef concluiu agora a pouco seu discurso no parlatório, falando mais diretamente à população que foi acompanhar sua posse. “Hoje depois de 12 anos de governo popular e de grandes transformações, o povo brasileiro tem o direito de dizer como uma orientação para o meu novo mandato: nenhum direito a menos, nenhum […]
A Presidenta Dilma Roussef concluiu agora a pouco seu discurso no parlatório, falando mais diretamente à população que foi acompanhar sua posse. “Hoje depois de 12 anos de governo popular e de grandes transformações, o povo brasileiro tem o direito de dizer como uma orientação para o meu novo mandato: nenhum direito a menos, nenhum passo atrás. Só mais direitos e só o caminho a frente. Esse é meu compromisso sagrado perante vocês. Esse é o juramento que faço perante essa praça. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro”, disse Dilma.
O discurso no parlatório do Planalto durou dez minutos. “Assumo esse mandato com uma certeza: nós estamos juntos com a dignidade, estamos juntos de pé e com a força imensa da fé que temos no nosso povo do nosso pais. De pé e com fé, porque vamos juntos fazer a reforma política. De pé e com fé porque o Brasil será a verdadeira pátria educadora”, afirmou Dilma em seu discurso.
Dilma iniciou às 17h19 o seu segundo discurso do dia, agora no parlatório do Palácio do Planalto. Até o momento, a presidente repete, em parte, o discurso que proferiu na Câmara. “Nós temos hoje a primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome. Nós resgatamos 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, 22 milhões apenas no meu governo”, afirmou ao público.
Na reunião plenária desta segunda-feira (06) o líder do PTB na Assembleia, deputado Júlio Cavalcanti, tratou sobre a BR 232. O parlamentar foi à tribuna para falar sobre a situação precária em que se encontra a rodovia, que é a principal via de acesso para quem o interior do Estado. “Todo final de semana que […]
Na reunião plenária desta segunda-feira (06) o líder do PTB na Assembleia, deputado Júlio Cavalcanti, tratou sobre a BR 232. O parlamentar foi à tribuna para falar sobre a situação precária em que se encontra a rodovia, que é a principal via de acesso para quem o interior do Estado. “Todo final de semana que eu viajo para a minha região, passo pela BR 232. E é com muita tristeza que venho aqui para dizer que a situação da pista é deplorável – indo e voltando”, afirmou o deputado.
O parlamentar destacou que desde o primeiro dia na Casa Joaquim Nabuco que pede apoio aos pares, não apenas para que seja duplicado o trecho que vai de São Caetano até Arcoverde, promessa de campanha do governador Paulo Câmara, diz ele. Mas também para que seja observada a manutenção do trecho já duplicado. Cavalcanti não fez cobrança ao Governo Federal no pronunciamento segundo nota.
Júlio destacou a reportagem publicada no Jornal do Commercio na semana passada, na qual foi feita uma radiografia da rodovia. Na matéria a repórter destaca inúmeros problemas na pista já duplicada, como a pavimentação ruim, buracos, acúmulo de água, mato tomando conta do acostamento e falta de sinalização.
“Muitos dos acidentes que acontecem na BR 232 são provocados pelos desníveis da pista. A placa racha, o governo vai lá e enche de asfalto. Ora, deputadas e deputados… não adianta simplesmente tapar sem resolver. É como tentar encher de água um copo furado”, disse o parlamentar. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, em 2013 foram 1.306 acidentes e, em 2014, 1.425. “Ou seja: 119 acidentes a mais”.
A BR 232 é o principal eixo viário de Pernambuco. Começa no Recife e vai até Parnamirim, no Sertão Central do Estado. “Cuidar da 232 é cuidar do povo em vários aspectos, como o econômico. Eu já destaquei aqui nesta tribuna os dados da agência Condepe-Fidem, que registraram um crescimento de 10% do produto interno bruto em municípios como Gravatá e Caruaru depois da duplicação da rodovia. Esse aumento se dá por vários fatores. Um melhor acesso às cidades do interior abre portas para investidores, melhora o comércio, possibilita deslocamento de estudantes que podem ir fazer um curso numa cidade próxima”, explicou.
Júlio Cavalcanti pediu apoio a todos os deputados – independentemente de partido, bloco de oposição ou governo, região de atuação – que se unam na questão da BR 232. “Obras que levam à interiorização do desenvolvimento não devem ser obras de governador “A” ou “B”. devem ser obras de administração”, finalizou
Pra onde vai o Brasil? Não chegamos sequer a uma ano e meio do governo do presidente Jair Bolsonaro e já são colecionados tantos episódios de ruptura na sua própria base que a oposição a seu governo pouco fez a não ser assistir de camarote um desmanche único na história da república. Sem recorrer a […]
Não chegamos sequer a uma ano e meio do governo do presidente Jair Bolsonaro e já são colecionados tantos episódios de ruptura na sua própria base que a oposição a seu governo pouco fez a não ser assistir de camarote um desmanche único na história da república.
Sem recorrer a dados matemáticos, para exercitar a mente, o presidente já rompeu com a maioria da sua base ideológica. Antes da posse, Magno Malta (lembra dele?) foi escanteado. Só do núcleo duro, brigou com Luciano Bivar e todo o PSL, Gustavo Bebiano, seu braço direito na campanha, Joyce Hasselman, Janaína Pascoal, Santos Cruz, Alexandre Frota, Kim Kataguiri, mais uma penca de aliados.
Todos saíram relatando que Jair tem um comportamento patológico, não confiando em ninguém além dos filhos e do próprio espelho. Ministros, foram oito. Os dois últimos com maior repercussão.
Em uma semana, Luiz Henrique Mandetta, com avaliação positiva na Saúde e agora, Sérgio Moro, o que dividiu mais ainda o que resta da base bolsonarista por sua imagem de caçador de corruptos.
Mais que a saída, pesa a motivação, de tentativa do presidente de interferir na Polícia Federal, no encalço do filho Carlos Bolsonaro.
Os desdobramentos, pelo já conhecido modus operanti de soltar provas a conta gotas, farão os próximos dias imprevisíveis.
No balaio, a dúvida sobre a possibilidade de que “a próxima vítima” venha a ser o Ministro da Economia, Paulo Guedes, piorando o já complexo momento econômico do país e afastando a retomada e apoio do mercado. E uma aproximação com o Centrão, o que todo bolsonarista sangue puro sempre condenou.
Bolsonaro perdeu muito com essa última tacada. Claro, restam os que são convictos de que, apesar de tudo, não há nada. Que o presidente é alvo de uma grande conspiração, apesar das evidências que vem do seu próprio ninho.
Uma constatação é a de que a direita no país pode estar perdendo uma grande oportunidade de consolidar um projeto de poder maior que o ciclo do PT, interrompido com o impeachment de Dilma Rousseff e as denúncias de corrupção.
Nesse caso, o problema não é necessariamente o modelo, mas a falta de capacidade de quem o implementa. Há outros nomes alinhados com o conservadorismo e liberalismo que estariam muito bem avaliados, conduzindo as agendas aprovadas pela maioria do eleitorado em 2018 e liderando o país.
Ao contrário, Bolsonaro vai empurrando a visão desse projeto para o descrédito da opinião pública que não tinha formação de direita mas acreditou, determinando sua eleição . Muitos apostaram e já se arrependem.
E o pior, não há sinalização de que haja condições de uma melhora no cenário pelo perfil de quem está na cadeira. Parece o começo do fim de um ciclo. Quem sair por último, apague a luz.
Marcílio com Aldo
Depois de Tea Da Damol, Djalma das Almofadas, Kleber Paulino, Eraldo Moura e Mário Amaral, agora o vereador Marcílio Pires apoia Aldo Santana pra vice na chapa governista.
Aprendeu com Bozó
A história do sorteio que Bolsonaro propôs a Moro para escolha do Superintendente da PF lembrou a polêmica da escolha da presidência da Câmara de Afogados. Em 2008, com o impasse entre Erickson Torres e Zé Negão, o segundo propôs um sorteio. Erickson discordou e ainda saiu dizendo que Zé queria decidir algo tão sério no jogo. O apelidou de “Zé Bozó”.
Largou x ficou
A saída de Moro foi a gota d’água para Toninho Valadares, um dos principais apoiadores de Bolsonaro em 2018 em Afogados. “Votei nele pra ser um estadista e liderar o país, não pra isso”. Já em Serra Talhada, João Daniel, da Cedan Rações, cotado para ser candidato a prefeito, continua 100% fiel ao capitão.
Vinho e queijo na merenda?
Aliados de Madalena Brito guardam para atacar Zeca Cavalcanti uma NF de uma compra no Atakadão na então gestão do petebista em dezembro de 2011. Paga como se fosse só merenda escolar, tinha caixas de Quinta do Morgado, chocolates e queijo do reino Piracajuba.
Adesivos correm trecho
Em outubro do ano passado, o Delegado Cláudio Castro já havia negado interesse em disputar a vice em uma chapa encabeçada pelo Desembargador Cláudio Nogueira. Mas adesivos como esse continuam circulando. Diz que com eles, “Afogados tem jeito”.
Barreiras e termômetro
Serra Talhada é em paralelo à preocupação com a Covid-19 o município cujas medidas tem gerado mais debate. Primeiro, as vias interditadas para forçar a passagem pelas barreiras sanitárias. Depois, a determinação de que consumidor com febre não entra em espaço públicos.
Frase da semana: “Prezada, não estou a venda”. De Sérgio Moro a Carla Zambelli, ao receber a proposta de aceitar a mudança na PF para ganhar vaga no STF.
No sertão pernambucano onde Lula já teve 90% dos votos, petista tem adesão mesmo sendo desconhecido Por João Valadares/Folha de São Paulo “Não sei o nome não, mas estou grudado em quem Lula mandar. Ele é o filho de Lula, né? Escutei dizer que era”, pergunta o aposentado José Paulino Filho, 75, após ser informado […]
No sertão pernambucano onde Lula já teve 90% dos votos, petista tem adesão mesmo sendo desconhecido
Por João Valadares/Folha de São Paulo
“Não sei o nome não, mas estou grudado em quem Lula mandar. Ele é o filho de Lula, né? Escutei dizer que era”, pergunta o aposentado José Paulino Filho, 75, após ser informado pelo repórter que Fernando Haddad (PT) é o substituto do líder petista na disputa à Presidência.
Em Solidão, Quixaba e Calumbi, três cidades do sertão pernambucano onde, em 2006, Lula teve índice de votação em torno de 90%, Haddad é um número.
Mesmo oficializado desde o dia 11 de setembro, muita gente não sabe o nome, quem ele é, quais cargos exerceu e nem de onde veio. Alguns viram “passar no repórter”, mas não lembram muito bem.
No coração do lulismo, que se espalha por outras cidades do sertão nordestino, o grau de desconhecimento em relação a Fernando Haddad é exatamente do mesmo tamanho da disposição para votar nele.
Entre os mais pobres, faixa que representa a base do eleitorado lulista, onde o petista mais cresceu segundo as últimas pesquisas, uma minoria sabe o primeiro nome. O sobrenome difícil, “que a língua não consegue dizer”, ganha variações: Adraike, Adauto, Andrade, Alade e Radarde.
A embalagem publicitária do “Haddad é Lula e Lula é Haddad” é a mais visível tradução do sertão. A resposta mais frequente e veloz, quando questionados em quem vão votar, é uma só: Lula.
A efetiva transferência de votos, sobretudo no Nordeste, é resumida pelo agricultor Severino Marques da Costa, 52. “Não precisa conhecer esse aí do nome em inglês. Quando a gente apertar o número de Lula na urna, aparece na foto. Aí eu falo: ‘prazer, Adraike’.”
Severino tem cinco filhos. Fala sem parar. Ele faz uma conta simples. “Como era a minha vida quando Lula era presidente? Ah! É o que basta para eu votar nesse aí”, explica.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, participou nesta quarta-feira (5) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que discutiu o projeto de lei que prevê a isenção do IPVA para motoristas por aplicativo. A entidade defendeu o diálogo em torno da proposta, destacando a importância de conciliar o […]
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, participou nesta quarta-feira (5) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) que discutiu o projeto de lei que prevê a isenção do IPVA para motoristas por aplicativo.
A entidade defendeu o diálogo em torno da proposta, destacando a importância de conciliar o apoio à categoria com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio das finanças públicas.
“Não somos contra o projeto, entendemos a relevância da pauta e o impacto que ela tem na vida dos trabalhadores. Mas é fundamental que, se a isenção for aprovada, sejam apontadas fontes de compensação para os mais de R$ 250 milhões por ano que deixarão de ser arrecadados pelos municípios, caso esses 12 projetos que estão em tramitação sejam aprovados. Esses recursos fazem parte das receitas que também sustentam os municípios”, afirmou Marcelo Gouveia.
Durante a audiência, a Amupe apresentou dados que mostram a relevância do IPVA para o equilíbrio financeiro das gestões municipais, lembrando que parte da arrecadação é repassada diretamente às prefeituras. A entidade reforçou que, sem uma compensação clara, as administrações locais podem ser impactadas, o que afetaria políticas públicas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
Para Marcelo Gouveia, “a Amupe defende que qualquer medida que altere a arrecadação estadual deve vir acompanhada de mecanismos que preservem a autonomia e a sustentabilidade financeira dos municípios pernambucanos”, concluiu Marcelo Gouveia.
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