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BNDES corre risco de calote de US$ 2 bi de Angola, Venezuela e Moçambique

Por André Luis
Foto: REUTERS/Sergio Moraes

Desde 1997, o banco liberou US$ 10,5 bilhões para 15 países e obteve US$ 8,2 bilhões de retorno

Da Agência Estado

Após calotes de Venezuela e Moçambique, no ano passado, Angola pode ser a próxima a atrasar pagamentos de empréstimos do BNDES que financiaram obras de empreiteiras brasileiras. No total, o banco tem US$ 4,3 bilhões a receber de dívidas nessa modalidade, sendo US$ 2 bilhões de Venezuela, Moçambique e Angola. Desde 1997, o banco liberou US$ 10,5 bilhões para 15 países e obteve US$ 8,2 bilhões de retorno, incluindo juros.

A conta dos atrasos, na verdade, ficará com o Tesouro Nacional, pois as operações têm seguro, coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Vinculado ao Ministério da Fazenda, o fundo é feito para garantir esse tipo de empréstimo. Nos financiamentos de longo prazo no exterior, é normal haver participação dos governos no crédito ou nas garantias, dizem especialistas. Mesmo que os recursos sejam recuperados à frente, após renegociações com os devedores, não há previsão orçamentária em 2018 para os eventuais calotes, informou o Ministério da Fazenda. Novos calotes podem pressionar ainda mais as contas públicas, já deficitárias.

A Venezuela preocupa mais. Do calote de US$ 262 milhões anunciado em setembro, US$ 115 milhões são com o BNDES. O banco tem mais US$ 274 milhões a receber apenas neste ano, do saldo devedor total de US$ 814 milhões. O atraso da parcela deste ano implicaria gasto adicional de R$ 885 milhões no Orçamento federal de 2018. A avaliação do governo é que dificilmente a dívida será paga normalmente, disse uma fonte.

Angola, maior devedora do BNDES, não chegou a esse ponto, mas o novo governo, eleito em agosto, anunciou na última quarta-feira um pacote de ajuste que prevê a renegociação da dívida externa para lidar com o tombo nas receitas com as exportações de petróleo. A Embaixada de Angola em Brasília informou que não teria como comentar o assunto na sexta-feira. O Ministério da Fazenda e o BNDES negaram qualquer contato de Angola sobre atrasos.

Entre 2002 e 2016, o BNDES contratou US$ 4 bilhões em empréstimos com o país africano, a maioria para projetos da Odebrecht, como a construção da Hidrelétrica de Laúca. A obra recebeu financiamento de US$ 646 milhões, em duas operações, de 2014 e 2015. Em nota, a Odebrecht diz que “não há qualquer atraso” do governo angolano, embora a empresa tenha frisado que, como a dívida é com o banco de fomento, não acompanha o pagamento.

No caso de Moçambique, houve calote de US$ 22,5 milhões no empréstimo para a construção do Aeroporto de Nacala, no norte do país, a cargo da Odebrecht. A obra, de US$ 125 milhões, virou um elefante branco. Como mostrou o Estado no mês passado, o terminal opera com 4% da capacidade de 500 mil passageiros por ano. O país da costa leste africana ainda deve US$ 161 milhões ao BNDES.

Polêmica

O crescimento dos recursos para financiamentos de obras no exterior foi um dos pontos polêmicos das gestões do BNDES durante os governos do PT. O banco seguiu critérios políticos e ideológicos na escolha dos países que receberam crédito e ofereceu condições vantajosas demais, dizem os críticos.

Para o diretor da área de Comércio Exterior do BNDES, Ricardo Ramos, a instituição já reconheceu que pode melhorar o financiamento à exportação de serviços de engenharia ao estabelecer novos critérios para a aprovação dos empréstimos, quando anunciou a suspensão de 25 operações com empreiteiras, em outubro de 2016.

Mesmo assim, Ramos defendeu a política. Segundo o executivo, o FGE cobra pelo seguro oferecido aos países credores. Os valores são proporcionais ao risco. O governo tem enfatizado que o fundo tem atualmente um superávit de R$ 4,19 bilhões (US$ 1,3 bilhão), entre taxas e indenizações. A escolha dos países de destino, disse Ramos, se deve à demanda: os projetos que buscam crédito do BNDES, normalmente, são em países emergentes, mais arriscados. “O atraso é pontual. Esses países vão pagar”, disse o diretor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Política do BNDES é alvo de críticas

A política de promover as exportações de serviços de engenharia com crédito público é prática de muitos países, afirmam especialistas. Ainda assim a estratégia do BNDES é alvo de críticas. “A Odebrecht monopolizou os financiamentos do BNDES. Essa é a anomalia”, diz Mathias Alencastro, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) especializado nas relações Brasil-África. Segundo ele, o foco em Angola seguiu uma estratégia comercial da Odebrecht. O consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior no governo Lula, considera os atrasos como risco inerente ao sistema internacional de financiamento. São poucos os casos de inadimplência, diz, destacando que os países tendem a retomar os pagamentos, sob pena de ficarem sem crédito externo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Outras Notícias

Márcia confirma versão de Waldemar e diz ainda não haver nada fechado com AVANTE

No último sábado (16), após o ato que marcou o apoio do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), à sua reeleição, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), fez declarações sobre a possibilidade de uma aliança com o grupo político de Sebastião Oliveira. Em entrevista ao blogueiro Júnior Campos, Márcia destacou […]

No último sábado (16), após o ato que marcou o apoio do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), à sua reeleição, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), fez declarações sobre a possibilidade de uma aliança com o grupo político de Sebastião Oliveira.

Em entrevista ao blogueiro Júnior Campos, Márcia destacou a importância do apoio recebido e afirmou que o foco está em trabalhar pelo povo.

Durante a conversa, a prefeita ressaltou os benefícios trazidos para Serra Talhada, por meio do governo Lula, durante seu mandato, citando a construção de creches, escolas, Cras, cozinha comunitária e a presença do Odontomóvel na cidade. Além disso, expressou sua gratidão pelo apoio do ministro Silvio Costa Filho à sua pré-candidatura, considerando-o de grande relevância para seu projeto político.

No entanto, quando questionada por Júnior Campos sobre a possibilidade de uma aliança com Sebastião Oliveira, Márcia preferiu manter o foco no trabalho em prol da população.

“Vocês estão muito ansiosos. Vamos trabalhar para o povo, vamos construir esse palanque que é tão bonito que é voltado para o povo e as coisas vão vir. Tudo no tempo de Deus”, respondeu a prefeita.

Há questões internas que pesam para o cravar da aliança,  primeiro, para quebrar a resistência de um grupo e do outro, dada a rivalidade que foi alimentada historicamente.

Para Márcia por exemplo,  essa seria a maior dificuldade,  dado seu palanque maior e mais heterogêneo.  De toda forma,  como na arte da guerra política,  alinhar com Sebastião desmantelaria os interesses de Luciano Duque de ter os irmãos Oliveira no seu palanque.

Afogados: Secretaria de Saúde realiza atividades no Novembro Azul

O “Novembro Azul” é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades com o objetivo de sensibilizar a sociedade, sobretudo os homens, a adotar maiores cuidados com a saúde, em especial a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. O movimento começou na Austrália, em 2003, e tem como referência o dia 17 […]

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O “Novembro Azul” é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades com o objetivo de sensibilizar a sociedade, sobretudo os homens, a adotar maiores cuidados com a saúde, em especial a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata. O movimento começou na Austrália, em 2003, e tem como referência o dia 17 de Novembro, Dia Mundial de combate ao câncer de próstata.

Em Afogados da Ingazeira, a Secretaria de Saúde está promovendo, durante todo o mês, palestras, orientações, consultas e exames especializados relacionados à saúde masculina. O foco principal é o incentivo e a sensibilização dos homens para o exame e a prevenção ao câncer de próstata.

As atividades estão sendo realizadas em todas as unidades de saúde do município, incluindo as da zona rural. “Os homens que tem procurado os serviços e que, eventualmente, são diagnosticados com a doença, passam a ter o acompanhamento integral dos profissionais da rede de atendimento especializado,”informou o Secretário de Saúde, Artur Amorim. Homens acima de 40 anos de idade devem, regularmente, fazer exames preventivo.

Salgueiro: Clebel Cordeiro é oficializado candidato à reeleição

O partido Liberal de Salgueiro oficializou a candidatura de Clebel Cordeiro à reeleição para prefeito e de Paizinha Patriota como vice, nesta terça-feira (15), na Associação Cultural Salgueirense (ACS). Também foram oficializadas candidaturas de 42 vereadores.  A coligação “Pra frente Salgueiro Vencedora” é composta pelos partidos: Democrata (DEM), Partido Liberal (PL), Partido Social Democrático (PSD), […]

O partido Liberal de Salgueiro oficializou a candidatura de Clebel Cordeiro à reeleição para prefeito e de Paizinha Patriota como vice, nesta terça-feira (15), na Associação Cultural Salgueirense (ACS). Também foram oficializadas candidaturas de 42 vereadores. 

A coligação “Pra frente Salgueiro Vencedora” é composta pelos partidos: Democrata (DEM), Partido Liberal (PL), Partido Social Democrático (PSD), Partido Social Liberal (PSL), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Podemos, Partido Social Cristão (PSC), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Verde (PV). 

Durante os discursos, autoridades enalteceram a atual gestão de Clebel Cordeiro, ressaltaram o desempenho e determinação para gerenciar crises.

Entre as autoridades presentes estavam o deputado estadual Gustavo Gouveia (DEM), o ex-prefeito do município Cornelito Muniz, presidentes municipais dos partidos PL e PSD, e o vice-presidente do DEM, entre outras autoridades do Estado. Também estiveram na convenção os familiares Dr. Chico Sampaio, vice-prefeito de Salgueiro que morreu recentemente. Ele recebeu várias homenagens dos participantes.

A convenção foi realizada de forma presencial e transmitida pelo facebook do prefeito Clebel Cordeiro, contando com mais de dois mil acessos simultâneos. O evento seguiu todas as recomendações da Justiça Eleitoral e as normas da vigilância sanitária em prevenção da Covid-19.

Afogados: projeto “música em movimento” estreia visitando unidades de saúde

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início nesta sexta-feira (7) ao projeto “Música em Movimento”, que tem por objetivo, nesse contexto de pandemia, em levar música de qualidade para diversos locais, cumprindo um roteiro itinerante. Os músicos da Escola  Municipal de música Bernardo Delvanir Ferreira, coordenados pelo maestro Cacá Malaquias, percorreram diversas unidades de […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início nesta sexta-feira (7) ao projeto “Música em Movimento”, que tem por objetivo, nesse contexto de pandemia, em levar música de qualidade para diversos locais, cumprindo um roteiro itinerante.

Os músicos da Escola  Municipal de música Bernardo Delvanir Ferreira, coordenados pelo maestro Cacá Malaquias, percorreram diversas unidades de saúde no município, levando um repertório especial para pacientes e profissionais de saúde. O evento também contou, em seu repertório, com canções alusivas ao dia das mães, numa homenagem simbólica.

Nessa primeira edição, o projeto percorreu a unidade de campanha dia da covid 19, a UPA-E e Hospital Regional Emília Câmara. 

“Visitamos os equipamentos da saúde com o intuito de levar um pouco de música aos pacientes e funcionários  que estão nessa pandemia se doando tanto pelas pessoas. Sabemos do poder que a música tem em acalmar o coração, aliviar as angústias, trazer um pouco de paz e relaxamento, chegando até a alma das pessoas,” destacou o Secretário de Cultura e Esportes, Augusto Martins, que fez questão de agradecer às parcerias com as Secretarias de Educação e de Saúde. 

Para a atividade, todos os músicos utilizaram equipamentos de proteção individual, para prevenção da Covid.

Oposição quer quebra de sigilos de José Dirceu logo após o carnaval

Do Diário de Pernambuco A oposição promete iniciar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, instaurada na Câmara, com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados da internet do ex-ministro José Dirceu. De acordo com o doleiro Alberto Youssef, ele era um dos indicados para receber a […]

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Do Diário de Pernambuco

A oposição promete iniciar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, instaurada na Câmara, com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e de dados da internet do ex-ministro José Dirceu. De acordo com o doleiro Alberto Youssef, ele era um dos indicados para receber a propina supostamente paga por empreiteiras ao PT no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato.

“No primeiro dia de trabalhos da CPI da Petrobras, vamos pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático (dados da internet) do ex-ministro José Dirceu e das empresas em que ele consta como sócio”, anunciou o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). A primeira reunião da CPI, quando devem ser escolhidos o presidente e o relator do grupo, só deve ocorrer na semana seguinte ao carnaval. PT e PMDB ainda não indicaram os integrantes para o colegiado.

A Justiça Federal já quebrou o sigilo da empresa JD Assessoria e Consultoria, que tem Dirceu e um irmão como sócios. A juíza Gabriela Hardt, que assina a decisão do mês passado, no entanto, negou a quebra de sigilo de Dirceu. Na decisão, ela alega que, ao fazer o pedido, o Ministério Público não provou que o ex-ministro era dono da empresa no período em que ela recebeu repasses de empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

Base governista
A tentativa de ter acesso aos dados de Dirceu na CPI não deve ser fácil. Em 2005, quando a CPI dos Correios investigava o mensalão, a base governista conseguiu impedir que a oposição quebrasse o sigilo do ex-ministro, então investigado. “Se o próprio ex-ministro nega ligação ou participação nesse novo esquema de corrupção, não deve temer qualquer quebra de sigilo. Seria uma chance de ele provar que, desta vez, não é o chefe da quadrilha”, argumenta Rubens Bueno sobre uma eventual rejeição da quebra pelo PT.