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Barra Torres confirma ter havido sugestão de mudar bula da cloroquina

Por André Luis

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, confirmou à CPI da Pandemia, nesta terça-feira (11), a versão apresentada pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de que houve uma sugestão para alteração da bula da cloroquina para indicá-la ao combate da covid-19. 

O assunto foi trazido inicialmente na comissão pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) e, segundo a testemunha, o episódio ocorreu numa reunião no quarto andar do Palácio do Planalto, que contou com a participação do então chefe da Casa Civil, general Braga Netto.

A ideia partiu da médica Nise Yamaguchi, o que provocou “uma reação pouco elegante”, disse o presidente da agência. O especialista explicou que a alteração seria impossível, pois só quem pode modificar uma bula de um medicamento registrado é a agência reguladora do país de origem, desde que solicitado pelo detentor do registro.

“Agora, eu não tenho a informação de quem é o autor, quem foi que criou, quem teve a ideia. A doutora, de fato, perguntou sobre essa possibilidade e pareceu estar, digamos, mobilizada com essa possibilidade”, esclareceu. 

Indagado sobre o uso da cloroquina para o tratamento da covid-19, Barra Torres informou que existe no Brasil estudo em aberto sobre uso da substância, com previsão de término, apenas, em 31 de dezembro.

“Até o presente momento, no mundo todo, os estudos apontam a não eficácia comprovada em estudos ortodoxamente regulados, ou seja, placebos controlados, duplo-cego e randomizados. Então, até o momento, as informações vão contra a possibilidade do uso na covid-19”, destacou a testemunha, que garantiu não ter sofrido interferência do presidente Jair Bolsonaro em relação ao assunto. 

“Tratamento precoce”

Questionado pelo relator sobre o “tratamento precoce”, o presidente da Anvisa lembrou que o vírus já demonstrou que quando chega ao pulmão reduz sobremaneira as chances de cura do paciente, daí a necessidade do diagnóstico rápido. 

“Minha posição sobre o “tratamento precoce” não contempla essa medicação [cloroquina], por exemplo. Contempla a testagem, o diagnóstico e, obviamente, a observação de todos os sintomas que a pessoa pode ter e tratá-los para combatê-los o quanto antes. Essa doença mostra que, quando ela acomete em nível pulmonar, já é um pouco tarde para atuar; os resultados são muito ruins no diagnóstico de médio prazo e tardio”, avaliou. 

Aglomeração 

Alguns senadores questionaram Barra Torres sobre a participação dele ao lado do presidente Jair Bolsonaro em um ato pró-governo no início da pandemia, em 15 de março do ano passado. Ele alegou que, naquela época, a recomendação para uso de máscaras faciais só eram exigidas para profissionais de saúde e grupos específicos. 

“É óbvio que, em termos da imagem que isso passa, tenho plena ciência de que, se pensasse por mais cinco minutos, eu não teria feito. De minha parte, digo que foi um momento em que não refleti sobre a questão da imagem negativa que isso passaria. E, certamente, depois disso, nunca mais houve esse tipo de comportamento meu, por exemplo”, garantiu. 

Imunidade de rebanho

Depois de ter ouvido o presidente da Anvisa afirmar que é contra a imunidade de rebanho, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse ter ficado feliz em ver alguém do governo que não concorde com o presidente Jair Bolsonaro, o qual, segundo ele, expõe sistematicamente o povo brasileiro à doença e à morte. 

“Fiquei feliz por saber que existe alguém no governo que condena a prática do presidente de fazer aglomerações, de andar sem máscara e de disseminar o vírus. Aliás, a estratégia dele, desde o início, é disseminar a covid-19 na expectativa de conseguir que 70% da população sejam contaminados e que, com isso, se estabeleça a chamada imunidade coletiva ou de rebanho. O governo expôs o povo brasileiro à doença e à morte, cometendo um crime com dolo eventual, porque sabia que poderíamos chegar a isso”, afirmou Humberto Costa. 

Fonte: Agência Senado

Outras Notícias

Opinião: Inocêncio e Sebastião turbinam campanha em Serra

Por Adriano Roberto* O presidente de honra do PR, ex-deputado Inocêncio Oliveira já está em Serra Talhada desde o final de semana passo para acompanhar de perto a campanha do neto, Victor Oliveira, Inocêncio participou de comícios, reuniões e até gravou para o programa eleitoral do rádio na produtora Papiro, que está fazendo o guia […]

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Por Adriano Roberto*

O presidente de honra do PR, ex-deputado Inocêncio Oliveira já está em Serra Talhada desde o final de semana passo para acompanhar de perto a campanha do neto, Victor Oliveira, Inocêncio participou de comícios, reuniões e até gravou para o programa eleitoral do rádio na produtora Papiro, que está fazendo o guia eleitoral.

Disposto a ficar até o próximo final de semana o ex-deputado aguarda amanhã a chegada do primo, deputado federal licenciado e secretário de transportes Sebastião Oliveira para juntos reforçar a campanha de Victor.

Existe na cidade uma expectativa muito grande para a divulgação da pesquisa do Opinião aqui neste Blog já que a última pesquisa divulgada mês passado por um blog local dava conta de percentuais de 62% para o atual prefeito, Luciano Duque e 19% para o candidato da oposição do PR. Esses números não foram aceitos pela coordenação da campanha.

“Temos pesquisas internas que mostram Victor com muito mais do que isso e vamos trabalhar e nos guiar pelas nossas pesquisas”, afirmou um dos coordenadores.

O fato é que com o peso dos dois caciques do PR na cidade ha uma injeção de animo na militância que vai as ruas todos os dias nesta semana, onde acontece a festa da padroeira da cidade, culminando com uma grande carreata no sábado, dia 10 pelos bairros de Serra Talhada.

*Adriano Roberto é jornalista e integra coordenação  de mídia da campanha do candidato do PR

Cultura FM recebe Moção de Aplausos da Câmara de Vereadores

A Rádio Cultura FM 92,9 foi homenageada nesta quinta-feira (22) com uma Moção de Aplausos apresentada pela Câmara Municipal de Vereadores pelos relevantes serviços prestados à população de Serra Talhada e região nos 32 anos de existência da emissora. A Moção de Aplausos foi apresentada pelo vereador Manoel Enfermeiro e aprovada por todos os parlamentares. […]

A Rádio Cultura FM 92,9 foi homenageada nesta quinta-feira (22) com uma Moção de Aplausos apresentada pela Câmara Municipal de Vereadores pelos relevantes serviços prestados à população de Serra Talhada e região nos 32 anos de existência da emissora.

A Moção de Aplausos foi apresentada pelo vereador Manoel Enfermeiro e aprovada por todos os parlamentares. “Queria parabenizar toda equipe da Rádio Cultura pelo trabalho que vem fazendo em nossa cidade, estão todos de parabéns”, disse Manoel na tribuna.

O comunicador Tony Alencar usou a tribuna do Plenário Manoel Andrelino Nogueira representando toda equipe da Cultura FM 92,9. “São 32 anos de história, inovação, informação com credibilidade e prestação de serviços, consagrando-se a emissora de maior audiência em Serra Talhada, com alcance em mais de 40 cidades do Sertão de Pernambuco”, disse Tony Alencar.

A emissora recebeu a homenagem pelos 32 anos de história completados em 2022, pela prestação de serviços à sociedade e pelo caráter social adotado pela emissora, que há 10 anos promove a Campanha Solidária Natal sem Fome, iniciativa coordenada pela diretora-presidente Glaucia Kehrle, que já arrecadou mais de três mil cestas básicas para famílias carentes.

História: a Rádio Cultura FM 92,9 foi fundada no dia 07 de setembro de 1990.  A Cultura FM 92,9 foi a primeira emissora de rádio de Serra Talhada a funcionar 24 horas por dia, a primeira a implantar sistema de CDs, digitalização de áudios e a primeira a realizar transmissões ao vivo de eventos através de rádio-link.

Detentora de um jornalismo forte e ético, voltado para a prestação de serviços, a Cultura FM 92,9 inovou mais uma vez, sendo a primeira rádio da cidade a produzir sua programação jornalística para plataformas simultâneas em áudio e vídeo, com equipes de reportagem cobrindo todos os fatos relevantes da cidade e atendendo às demandas da população.

Consolidando o compromisso da emissora com a responsabilidade social, a Cultura FM 92,9 também promove há 10 anos a “Campanha Natal sem Fome”, que já arrecadou mais de três mil cestas básicas para famílias carentes. Além disso, a Cultura abre espaço cotidianamente para campanhas sociais em prol de pessoas necessitadas.

Em cidade que deu maior votação a Dilma no Pajeú, prefeito do PR não ouviu Inocêncio. “Não ia votar contra o povo”

Mesmo sendo filiado ao PR, o prefeito de Quixaba Zé Pretinho não seguiu a orientação do cacique Inocêncio Oliveira. Votou e pediu votos para Dilma Roussef para Presidente. O prefeito explicou em entrevista à Rádio Pajeú que não tinha como ir contra a vontade da população de seu município. A decisão do prefeito explica porque […]

prefeito ze pretinho quixaba

Mesmo sendo filiado ao PR, o prefeito de Quixaba Zé Pretinho não seguiu a orientação do cacique Inocêncio Oliveira. Votou e pediu votos para Dilma Roussef para Presidente.

O prefeito explicou em entrevista à Rádio Pajeú que não tinha como ir contra a vontade da população de seu município. A decisão do prefeito explica porque Dilma obteve a maior votação proporcional do Pajeú, com   90,53% dos votos válidos.

 “Não tem como ir de encontro ao povo. Não ia pedir ao povo pra votar em Aécio quando queria votar com Dilma”. Para garantir esse percentual, o prefeito fez um grande esforço para trazer a população rural para votar.

Paulo Jucá diz estar consolidando pré-candidatura no Alto Pajeú

O Secretário de Saúde de São José do Egito Paulo Jucá,  disse hoje ao Debate do Sábado,  na Gazeta FM, que avança sua pré-candidatura a Deputado Estadual. Segundo ele, o assunto tem sido pauta de conversas com lideranças e com nomes como o governador Paulo Câmara. “Nosso dever de casa é unir o Alto Pajeú. […]

O Secretário de Saúde de São José do Egito Paulo Jucá,  disse hoje ao Debate do Sábado,  na Gazeta FM, que avança sua pré-candidatura a Deputado Estadual.

Segundo ele, o assunto tem sido pauta de conversas com lideranças e com nomes como o governador Paulo Câmara.

“Nosso dever de casa é unir o Alto Pajeú. Temos conversado com prefeitos e lideranças da região.  Também conversamos com o governador sobre nosso pleito. Ele tem amplo interesse nas candidaturas regionalizada”.

Paulo, que esteve acompanhado do prefeito Evandro Valadares disse que também aguarda a possibilidade de mudanças na lei eleitoral para o processo do próximo ano.

“Vamos consolidar o projeto no Alto Pajeú e aguardar a regra do jogo para definição da melhor estratégia”. Paulo e Evandro tem agenda com o governador Paulo Câmara dia 14 de setembro.

ALEPE declara Valdir Teles como Patrono do Repente e da Cantoria

A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de […]

A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de embaixadores que carregavam nas costas, além da viola, toda a cultura diversa e plural do Nordeste.

Nascido em Livramento, no Cariri da Paraíba, Valdir veio para o Pajeú de Pernambuco enquanto criança. Por esta ocasião, fez um verso para ilustrar este momento de sua vida: “Pai vinha de São José/Com uma bolsa na mão/ Minha mãe abria a bolsa/ Me dava a banda de um pão/ Porque se desse o pão todo/ Faltava pro meu irmão”.

Aos 11 anos de idade, ficou órfão de pai. Primogênito de 4 irmãos, Valdir tornou-se o provedor do lar, passando a empunhar a enxada em meio as lavouras para sustentar sua família. Aos 19 anos, optou por sair do sertão, e com destino a Bahia, tornou-se operário em regiões de usinas como Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso. Nas horas vagas, como forma de complementar a renda, também exerceu a função de fotógrafo, à época chamado de retratista.

No fim dos anos 70, voltou ao sertão pernambucano. Na ocasião, foi apresentado aos poetas Sebastião da Silva e Moacir Laurentino pelas mãos de outro mestre e gênio dos versos, o poeta Zé de Cazuza. Valdir logo expôs seu talento nato e foi convidado a apresentar um programa de rádio na cidade de Patos, quando aproveitou a oportunidade para fixar residência no município paraibano.

A partir de então, o talento de Valdir Teles deslanchou, revelando-se como um dos maiores representantes do seu gênero no Nordeste. Ao lado de Lucio Silva, companheiro de viola, gravou seu primeiro LP, e tornou-se figura popular não só nas rádios onde conduzia programas, mas também em grandes eventos de cantoria, congressos e festivais.

No ano de 1993, Valdir escolheu Tuparetama para residir. Já neste ano, reunia em seu leque um extenso elenco de confrades como Santana, Maciel Melo, Flávio José, Raimundo Fagner, e tantos outros cantadores genuinamente nordestinos. No microfone e na viola sempre dividia, seja no palco ou no alpendre, a cantoria com grandes nomes do universo da poesia popular, a exemplo de Louro do Pajeú, Ivanildo Vila Nova, Sebastião Dias, Sebastião da Silva, Zé Viola, Geraldo Amâncio e Zé Cardoso.

Detentor de mais de 500 troféus e tantas outras centenas de justas honrarias, Valdir levou a sua arte, carregada de sotaque e sentimento, para inúmeros países da Europa, da América Latina e as mais diversas regiões do Brasil.

Todo acontecimento, do mais simples ao mais relevante, era mote para o rico talento de Valdir florear. Seja o seu amado sertão e suas nuances; seja a natureza que reúne a beleza da vegetação nativa; seja a religiosidade, que une todos em torno da fé; seja todas as coisas que ao nosso enxergar parece diminuto, mas para a visão do poeta é gigante, tornando-se verso que emociona.

Tive o prazer pessoal de conhecer o pai, o amigo e o poeta Valdir Teles por ocasião de seu aniversário. Em uma comemoração que concentrou grandes astros da poesia, unindo Paraíba e Pernambuco no mesmo terreiro, fui testemunha da força de sua voz, do ritmo de sua viola e do talento de seus versos.

No fim do entardecer do dia 22 de março de 2020, aos 64 anos, Valdir Teles foi golpeado pelo destino. Enquanto se resguardava na Serrinha para prevenir o contágio do Covid-19, o poeta sofreu um infarto fulminante. E antes de desaparecer precocemente, fez seu derradeiro verso sobre o “vírus da morte”, como o mesmo denominou o coronavírus, emprestando seu talento e dando rimas bastante regionais as formas da prevenção desta pandemia.

A tecnologia, de certo modo, deixa público todo seu legado nas plataformas digitais, ficando acessível as futuras gerações. Mas seu legado maior, vivo e pulsante fica em forma de gente, com nome e sobrenome: Mariana Teles. A jovem advogada, além de militar no campo das leis, é militante da poesia popular. “Escritora escrava do verbo escreva”, como se autodenomina, Mariana herdou brilhantemente do seu pai toda a arte e a sensibilidade que se traduz em rimas bem metrificadas.

Além de Mariana, deixa também Edilsa , Glaubênio e Galderise, além de netos e a viúva, dona Elza. Os órfãos não se resumem apenas nestes citados aqui. Valdir deixa uma legião incontável de amigos, seguidores e admiradores, que aprendem sobre o poeta na escola. Hoje, ele se junta a um rol de artistas como Louro do Pajeú e João Paraibano, passando a cantar e improvisar com eles e tantos outros em novas dimensões do universo.