Notícias

Audiência que apura compra de votos em Tupanatinga acontece quinta

Por Nill Júnior

Será nesta quinta-feira, 11 de maio, às 14h, a primeira audiência do processo movido contra o prefeito de Tupanatinga, Severino Soares dos Santos, conhecido politicamente como Silvio Roque.

O processo nº: 292-60.2016.6.17.0060 surgiu por conta de uma denúncia da segunda colocada na eleição municipal, Damacele Tomé dos Santos, denunciando compra de votos. Se comprovada a captação ilícita de sufrágio (compra de votos), Silvio Roque poderá sofrer as punições legais, que vão desde a prisão por quatro anos, multa, o risco de tornar-se inelegível por 8 anos, além da cassação de mandato (Lei nº 9.504/1997). Nesse caso, haverá novas eleições para prefeito em Tupanatinga.

A denúncia se fundamenta em um vídeo, na qual a esposa de Silvio Roque, Rosa Roque parece entregando uma nota de R$ 50 a um eleitor e em troca pede o voto para o marido. Na ocasião, Rosa foi presa, mas pagou fiança e foi liberada.  O processo corre na 60ª Zona Eleitoral, e a primeira audiência será no Fórum Dr. João Roma, em Buíque.

Outras Notícias

Vice-Prefeita reúne vereadores para apresentar denúncias contra administração municipal de Tabira

por Anchieta Santos Na terça-feira (25) passada a vice-prefeita de Tabira Genedy Brito esteve no Tribunal de contas para uma reunião com o Presidente Waldeci Pascoal. Na oportunidade as denúncias levantadas por Ações Populares contra a administração Sebastião Dias, como supostas irregularidades em licitações foram apresentada. Nesta quarta (03) à noite, Genedy chamou os vereadores […]

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por Anchieta Santos

Na terça-feira (25) passada a vice-prefeita de Tabira Genedy Brito esteve no Tribunal de contas para uma reunião com o Presidente Waldeci Pascoal. Na oportunidade as denúncias levantadas por Ações Populares contra a administração Sebastião Dias, como supostas irregularidades em licitações foram apresentada.

Nesta quarta (03) à noite, Genedy chamou os vereadores para uma reunião onde repassou o teor do seu encontro com o TCE.

Do encontro de ontem à noite na Câmara de vereadores, compareceram os parlamentares municipais Zé de Bira, Edmundo Barros, Marcos Crente, Sebastião Ribeiro, Dra. Nelly Sampaio, Aldo Santana, Aristotelis Monteiro e a assessora jurídica Dra Laudicéia.

SJE: Lei facilita prova de vida para idosos

O prefeito Evandro Valadares assinou no último dia 15, a lei 771, que tem o objetivo de facilitar a prova de vida para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção dentro do município de São José do Egito. A partir de agora, os idosos com 80 anos ou mais, que tenham dificuldade de locomoção, cujo […]

O prefeito Evandro Valadares assinou no último dia 15, a lei 771, que tem o objetivo de facilitar a prova de vida para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção dentro do município de São José do Egito.

A partir de agora, os idosos com 80 anos ou mais, que tenham dificuldade de locomoção, cujo deslocamento importe em sofrimento ou agravamento do estado de saúde poderão ter a prova de vida realizada pelo banco em sua casa, desde que apresente atestado médico que comprove a necessidade.

A lei é municipal e deixa claro que, a pessoa que solicita o atendimento especial, precisa morar no território egipciense.

“Com essa lei, pretendemos facilitar de alguma forma o atendimento dessas pessoas que tenham dificuldade para ir até uma agência bancária, muitas vezes pessoas que estão até acamadas.” Disse o prefeito Evandro Valadares.

Afogados da Ingazeira lidera geração de empregos em janeiro no Pajeú

Afogados gerou saldo positivo de 40 vagas no período, seguida por Serra Talhada, Triunfo e São José do Egito. O desempenho mais negativo foi registrado em Tabira. Por Juliana Lima O Sertão do Pajeú gerou saldo de 106 vagas de trabalho formais no último mês de janeiro, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados […]

Afogados gerou saldo positivo de 40 vagas no período, seguida por Serra Talhada, Triunfo e São José do Egito. O desempenho mais negativo foi registrado em Tabira.

Por Juliana Lima

O Sertão do Pajeú gerou saldo de 106 vagas de trabalho formais no último mês de janeiro, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED. 

O melhor resultado da região foi registrado em Afogados da Ingazeira, com saldo de 40 postos formais. No total, a cidade contabilizou 137 admissões, 97 desligamentos e variação relativa de 1,64%. 

Além de Afogados da Ingazeira, obtiveram saldo positivo as cidades de Serra Talhada (20), Triunfo (18), São José do Egito (12), Calumbi (5), Iguaracy (4), Itapetim (4) e Tuparetama (3). Em contrapartida, Brejinho, Ingazeira, Quixaba, Santa Terezinha e Solidão ficaram com saldo zerado, enquanto as demais fecharam no vermelho: Santa Cruz da Baixa Verde (-3), Flores (-5), Carnaíba (-11) e Tabira (-29). 

No ranking geral das 56 cidades sertanejas, Afogados da Ingazeira ocupa o 7º lugar, Serra Talhada o 10º, Triunfo o 11º, São José do Egito o 13º, Calumbi o 15º, Iguaracy o 16º, Itapetim o 17º, Tuparetama o 19º, Brejinho o 24º, Ingazeira o 29º, Quixaba o 30º, Santa Terezinha o 32º, Solidão o 33º, Santa Cruz da Baixa Verde o 40º, Flores o 46º, Carnaíba o 50º e Tabira o 53º. 

Confira o resultado por região: 

Sertão do Moxotó

Inajá (60)

Custódia (50)

Arcoverde (43)

Manari (-1)

Betânia (-2)

Ibimirim (-3)

Sertânia (-6)

 

Sertão do Pajeú 

Afogados da Ingazeira (40)

Serra Talhada (20)

Triunfo (18)

São José do Egito (12)

Calumbi (5)

Iguaracy (4)

Itapetim (4)

Tuparetama (3)

Brejinho (0)

Ingazeira (0)

Quixaba (0)

Santa Terezinha (0)

Solidão (0)

Santa Cruz da Baixa Verde (-3)

Flores (-5)

Carnaíba (-11)

Tabira (-29)

 

Sertão Central 

Parnamirim (1)

Cedro (0)

Mirandiba (-2)

Salgueiro (-74)

São José do Belmonte (-56)

Serrita (-3)

Verdejante (-4)

 

Sertão de Itaparica 

Belém do São Francisco (-84)

Carnaubeira da Penha (0)

Floresta (-21)

Itacuruba (-2)

Jatobá (-6)

Petrolândia (34)

Tacaratu (-3)

 

Sertão do Araripe

Araripina (1)

Bodocó (-4)

Exu (9)

Granito (0)

Ipubi (17)

Moreilândia (3)

Ouricuri (-5)

Santa Cruz (0)

Santa Filomena (2)

Trindade (28)

 

Sertão do São Francisco 

Afrânio (1)

Cabrobó (0)

Dormentes (-11)

Lagoa Grande (308)

Orocó (-4)

Petrolina (525)

Santa Maria da Boa Vista (45)

Terra Nova (0)

Ranking do Caged em janeiro de 2022 no Sertão:  

  1. Petrolina (525)
  2. Lagoa Grande (308)
  3. Inajá (60)
  4. Custódia (50)
  5. Santa Maria da Boa Vista (45)
  6. Arcoverde (43)
  7. Afogados da Ingazeira (40)
  8. Petrolândia (34)
  9. Trindade (28)
  10. Serra Talhada (20)
  11. Triunfo (18)
  12. Ipubi (17)
  13. São José do Egito (12)
  14. Exu (9)
  15. Calumbi (5)
  16. Iguaracy (4)
  17. Itapetim (4)
  18. Moreilândia (3)
  19. Tuparetama (3)
  20. Santa Filomena (2)
  21. Afrânio (1)
  22. Araripina (1)
  23. Parnamirim (1)
  24. Brejinho (0)
  25. Cabrobó (0)
  26. Carnaubeira da Penha (0)
  27. Cedro (0)
  28. Granito (0)
  29. Ingazeira (0)
  30. Quixaba (0)
  31. Santa Cruz (0)
  32. Santa Terezinha (0)
  33. Solidão (0)
  34. Terra Nova (0)
  35. Manari (-1)
  36. Betânia (-2)
  37. Itacuruba (-2)
  38. Mirandiba (-2)
  39. Ibimirim (-3)
  40. Santa Cruz da Baixa Verde (-3)
  41. Serrita (-3)
  42. Tacaratu (-3)
  43. Bodocó (-4)
  44. Orocó (-4)
  45. Verdejante (-4)
  46. Flores (-5)
  47. Ouricuri (-5)
  48. Jatobá (-6)
  49. Sertânia (-6)
  50. Carnaíba (-11)
  51. Dormentes (-11)
  52. Floresta (-21)
  53. Tabira (-29)
  54. São José do Belmonte (-56)
  55. Salgueiro (-74)
  56. Belém do São Francisco (-84)
Com amor, Tuparetama!

Por Mariana Teles * Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe. Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam […]

Por Mariana Teles *

Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe.

Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam nas paredes da antiga fábrica de doce, também do outro lado da pista. Nesse tempo eu nem sabia que Tuparetama tinha ficado conhecida lá fora, justamente por suas paredes todas pintadas com poesias. Coisa da cabeça de Pedro de Tunu, ou melhor, do coração. Eu acho que Pedro só tem coração mesmo.

Dizem que só se vê bem quando se ver de longe. Eu sempre vi Tuparetama com uma mistura muito apaixonada (dos olhos de Pedro Tunu e dos versos de Valdir), não tinha como não crescer amando Bom Jesus do Pajeú e achando ela a cidade mais bonita “em linha reta do sertão.”

Mas foi de longe, exatamente dez anos ausente de suas salas de aula, da breve e intensa militância no movimento estudantil (que legou uma geração de novos líderes à nossa política), onde eu descobri talvez a vocação para alguma coisa. Precisei me defender tanto nas brigas da escola, que devo ter terminado me tornando advogada por isso. Pense numa menina que não ficava calada. Tem uma ruma de professor que não me desmente.

A Tuparetama da minha infância tinha uma ficha amarela de livros na Biblioteca Municipal e a docilidade de Helena ou Socorrinha registrando os exemplares que eu pegava. Toda semana. Quando dava sorte, ainda encontrava Tarcio por lá e adorava “comer o juízo” dele. Continuo gostando de fazer isso, sempre que posso.

Eu não sei falar de Tuparetama sem falar de quem faz Tuparetama. Da geração de ouro do nosso teatro, de Antonio José e Fátima. Lembro quando Odilia, já reconhecida em Pernambuco, trouxe o espetáculo DECRIPOLOU TOTEPOU (De crianças, poetas e loucos, todos temos um pouco). Mas lembro mais ainda das minhas tardes nas aulas de reforço no quintal de sua mãe, dona Lourdinha, me repetindo exaustivamente que antes de P e B só se escreve M.

Ah, e os computadores? Eu achava o máximo por que lá em casa tinha dois, tinha fax, tinha máquina de gravar de CD e Glaubenio já manuseava uma filmadora Panasonic de bem meio quilo… Não aprendi muita coisa dessa tecnologia toda, ele sim. Mas levei muito tabefe por mexer onde não devia. Fiz todos os cursos do Rotary, dando trabalho a Vanessa e perguntando mais do que o homem da cobra.

Galderise era presidente do Interact. Vivia escrevendo discursos em casa, organizando ação de entregar cesta básica e se dividia entre o magistério na Escola Cônego e o Científico no Ernesto, ainda tinha tempo de me ensinar a tarefa de casa e me levar aos sábados para aprender inglês com Dona Maria José de Lima, ele aprendeu, eu não.

Na Tuparetama da memória de menina, a mesma memória que invoco quando a vida quer questionar meu pertencimento, depois de conhecer, viver e até amar tantas outras terras, existe ainda aqueles olhos pulando da cara, quando via o nosso premiado balé subindo nas pernas de pau e alcançando o mundo.

Tuparetama foi a escolha de vida de meu pai. Foi ninho. Aquela hora da vida que a gente olha e diz: é aqui. Cheguei em casa. Fui a única da prole que nasceu no Pajeú, os meninos já chegaram de bermuda e correndo com passarinhos nas ladeiras da Andrelino Rafael, ou o comecinho da Rua do Banco do Brasil, lá perto da casa de João Lima.

Comprei tecido em Rosalva e usei muitos vestidos costurados pelas preciosas mãos de Carmi. Tenho um álbum completo de fotos de Dona Deja e de Glaucia. E quem não tem?

É essa Tuparetama que me fez gente. Que me fez aumentar (e muito) o padrão de referência de cidade limpa, organizada e acolhedora. Uma amiga querida deputada no Piauí (Janainna Marques) em toda cidade que chegávamos pelas andanças de lá, ela dizia: “já sei, vai dizer que Tuparetama é melhor e mais organizada”. E sempre era.

Eu teria tanta coisa para falar institucionalmente, dos indicadores da nossa educação pública e do meu orgulho de ser fruto dela, do constante crescimento que observo a cada ida, do empreendedorismo criativo, da nossa artesania, do Balaio Cultural que tive a honra de ajudar na construção e apresentar a sua primeira edição.

Mas a Tuparetama que hoje fala mais alto ao meu coração não é nem de longe, mesmo que igualmente me orgulhe, a cidade dos números e das obras. Nisso Nossa gestão municipal é especialista. Já provou. Mas é a cidade feita de gente, de histórias e esquinas.

De quem teve medo de Jabuti, quem dançou no pastoril de Dona Datargnan, quem passava a semana do município estudando a letra do nosso hino e os nomes que construíram a nossa emancipação.

(Fica a sugestão para reedição do Livro de Tuparetama: o Livro do Município, barsa da nossa história e ausente da formação das novas gerações.)

É a Tuparetama dos poetas, das cantorias de pouca gente e muito repente. Da imponente Igreja Matriz, nossa basílica de fé e beleza iluminando a rua principal. E das paqueras de final de missa também.

A Tuparetama que me deu saudades hoje foi a das excursões para o Monte Alegre e o banho de bica na churrascaria. Do misto quente e do suco de Jânio, ou quando Painho chegava cansado de viagem e dizia: “vá buscar um bodinho assado lá em Josete.”

Tuparetama é feita de gente, de personagens. Nosso capital é humano. É inesgotável. Nossa safra não padece de verões, a cada ida eu descubro com alegria um novo talento.

Para além do capital humano, a gente consegue uma verdadeira goleada na nossa infraestrutura. Beleza e Tuparetama é quase a mesma rima.

Foi de longe, dos sertões da Paraíba, do extremo norte do Piauí (e do Sul também), das salas de aula de Recife, Brasília e São Paulo, dos palcos que a arte, mesmo sendo hobbie, me levou, que eu aprendi a olhar de longe e amar ainda mais de perto Tuparetama.

A gente nem precisa discutir título de Princesa. Porque a gente sabe que é mesmo. Essa história de melhor índice de bem estar do Brasil é só pra figurar em revista… Nosso melhor índice mesmo é de qualquer coisa.

Eu não preciso esperar 11 de Abril para escrever o quanto de Tuparetama ainda vive em mim. Mesmo depois de uma caminhada de exatamente uma década fora das suas ladeiras, do seu São Pedro e das suas lutas.

Só a gente sabe o gosto de repetir, praticamente traduzindo (em português e em geografia) onde fica e de onde somos. Não, é Tuparetama, não é Toritama não, nem Tupanatinga… É aquela, perto de São José. Quem nunca teve que explicar isso?

É aquele pedaço do coração e do olhar, que mesmo exposto ao mundo, as mazelas do sistema, aos corredores das academias, aos instantes de palco, aos bastidores das estratégias, que continua intocável em meu coração de menina.

É sempre o melhor destino, porque eu até sei para onde estou caminhando, mas sei mais ainda de onde começou a caminhada.

Meu beijo mais especial a minha terra, hoje vale por dois. É meu e de Valdir, sem a suspeição de filha, desconheço outra locomotiva que exportou mais o nome de Tuparetama para o mundo.

58 anos. Tinha que falar disso. Desde o começo. Mas o coração mudou o mote e eu terminei só alforriando as lembranças da menina que nem sabia que correndo na rua do Hospital e atravessando a pista, estava aprendendo a atravessar desde então, as turbulências da vida e correr atrás do que acredita. 23 de Março fiz a pior viagem que poderia fazer para Tuparetama (e a mais longa), mas com uma certeza serena em meu coração, Valdir não escolheria descansar em um lugar diferente.

Viva Tuparetama e os tantos anos de conquistas que ainda virão. Parabéns aos meus irmãos que nas artes, nas salas de aula, no campo ou na luta política estão cuidando e ajudando a construir a Tuparetama que nunca deixou de caminhar para o futuro.

*Poetisa e Advogada.

Glenn Greenwald é denunciado pelo Ministério Público

G1 Mesmo sem ter sido investigado ou indiciado, o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, foi denunciado nesta terça-feira (21) pelo Ministério Público Federal na operação Spoofing, que investiga invasões de celulares de autoridades. A denúncia cita crime de associação criminosa e crime de interceptação telefônica, informática ou telemática, sem autorização judicial ou com […]

G1

Mesmo sem ter sido investigado ou indiciado, o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, foi denunciado nesta terça-feira (21) pelo Ministério Público Federal na operação Spoofing, que investiga invasões de celulares de autoridades.

A denúncia cita crime de associação criminosa e crime de interceptação telefônica, informática ou telemática, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

O Intercept publicou, em 2019, conversas atribuídas ao então juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e a procuradores da Operação Lava Jato. Segundo o site, Moro orientou ações e cobrou novas operações dos procuradores, o que, para o Intercept, evidencia parcialidade do então juiz.

Investigações da Polícia Federal mostraram que os celulares das autoridades haviam sido hackeados. Um dos investigados, o hacker Walter Delgatti Neto, afirmou em depoimento que repassou o conteúdo das conversas a Glenn.

Uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedida em 2019, determinou que o jornalista não fosse investigado na Spoofing. O MPF informou que Glenn não foi investigado, mas que indícios contra ele surgiram a partir das apurações sobre os hackers. Por isso, segundo o MPF, ele foi denunciado mesmo sem ser investigado.

Ainda de acordo com o MPF, Glenn “auxiliou, orientou e incentivou” o grupo de hackers suspeito de ter invadido os celulares de autoridades durante o período em que os delitos foram cometidos.

Em nota, a defesa de Glenn afirmou que a denúncia é um “expediente tosco” que desrespeitou a decisão do ministro Gilmar Mendes. Disse ainda que o objetivo da denúncia é depreciar o trabalho jornalístico realizado pelo Intercept.