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As pesquisas influenciam as eleições?  

Por André Luis

Por Antonio Lavareda*

O presidente de honra da Abrapel destaca efeitos positivos e negativos da divulgação dos levantamentos 

No mundo, a resposta prevalecente é afirmativa na maioria dos países. Predomina o entendimento de que sua publicação pode prejudicar de alguma forma a higidez das disputas, ao menos na fase final, nos dias que antecedem as votações. Dois terços das nações que fazem eleições regulares em cinco continentes determinam algum período de blackout, de vedação da divulgação de pesquisas antes das eleições. 

Enquanto nos EUA, sob o manto da 1ª Emenda, não há qualquer proibição a respeito, na Europa, dos 41 países com processos eleitorais frequentes apenas 11 não têm interdições, as quais costumam variar entre um e seis dias. 

No Brasil, a resposta também vai na mesma direção, porque é expressamente proibido divulgar pesquisas no dia do pleito até o fechamento das urnas, conforme a Lei 9504/1997 que visa evitar influências de última hora no comportamento dos eleitores.

Mas, afora o exame do tema através desse enquadramento legal, essa pergunta pode ser respondida a partir de três perspectivas. 

O primeiro enfoque é acadêmico. Poucas áreas da ciência política são tão estudadas quanto a de eleições. No meu caso, há décadas me debruço sobre ela. Foi minha principal área de estudos no mestrado em sociologia e no doutoramento em ciência política. A maioria dos livros que escrevi versa sobre eleições.

E o que tenho constatado? Uma porção significativa da literatura destaca os efeitos positivos da divulgação das pesquisas ao promover a transparência da informação, e ao estimular a participação cidadã, aumentando o grau de interesse dos indivíduos e o sentimento de envolvimento com a marcha das eleições.

Ao mesmo tempo, as ciências sociais catalogaram cinco diferentes tipos de impacto direto, alguns deles potencialmente “negativos”, decorrentes da publicação das pesquisas. Porém, como se verá, todos estão associados a diferentes perfis psicológicos dos cidadãos.

Efeito bandwagon. Efeito manada. A tendência de um segmento do público a seguir o líder, a apoiar o vencedor.

Efeito underdog. A solidariedade ao azarão, combinada com um certo voto de protesto, um sucedâneo do voto em branco ou nulo. Foi isso que provavelmente impulsionou, em 2018, o Cabo Daciolo, permitindo-lhe ultrapassar Marina Silva e Henrique Meirelles.·          

Estímulo ao absenteísmo. Por parte de alguns que ao verem seus candidatos ou sem chances ou já sabidamente vitoriosos por largas margens, e sentindo que o resultado já está definido resolvem não ir votar.  Sobre isso, um texto clássico de Seymour Sudman (1986) concluiu que havia um declínio entre um e cinco pontos percentuais do voto total em distritos da Costa Oeste norte americana onde as urnas fechavam muito tarde e os eleitores tomavam conhecimento das pesquisas de boca de urna do resto do país. Naqueles casos em que se antevia vitórias claras, quando as estimativas anteriores eram de empate ou muito próximas disso. Polêmicas sobre as projeções nos anos 80 e na eleição de 2000 levaram os principais veículos e os pesquisadores a aderirem desde então a um embargo voluntário da boca de urna até que todas as seções tenham seus trabalhos concluídos.

Voto estratégico. A informação qualificada proveniente das pesquisas ajuda um contingente de pessoas a redirecionar seu voto para tentar derrotar o candidato pelo qual têm maior rejeição. Exemplo: para um eleitor paulistano “estratégico” de direita a pergunta inescapável é: quem tem mais condições de derrotar Boulos? Conforme já escrevi a respeito (Lavareda, 2023), o voto estratégico é próprio de contextos pluripartidários. Atingiu em diferentes momentos 5% dos votantes no Reino Unido, 6% dos canadenses, 9% dos alemães, 7% dos portugueses, e pelo menos 4% dos votantes brasileiros. O que pode fazer uma grande diferença em contextos de competição acirrada

Voto randômico. Por fim , o voto errático. No Brasil, 10% dos eleitores já confessaram que mudaram em algum momento suas preferências por motivos os mais aleatórios. As pesquisas podendo ser um desses fatores.

Como vimos, não há uma resposta conclusiva das ciências sociais, um saldo líquido dos prós e contras do papel desempenhado pelas pesquisas. Se jogam um papel mais positivo ou mais negativo no processo de tomada de decisão dos eleitores.

O segundo enfoque é o dos seus efeitos sobre as campanhas. Qual o impacto que as pesquisas divulgadas têm sob a ótica dos que estão no bunker, no QG do marketing dos candidatos?

David Shaw, um veterano pollster e estrategista, é autor da famosa síntese dos 3Ms para descrever os efeitos das pesquisas sobre as campanhas. Mídia, moral e money. As campanhas veem o seu espaço na imprensa florescer ou murchar ao ritmo dos levantamentos. 

O ânimo, a moral da equipe, ser jogada para o alto ou para baixo em função dos números divulgados, não importando que seus trackings apresentem resultados diferentes. E as doações, ou mesmo o dinheiro do Fundo Eleitoral, irá fluir ou deixar de fluir ao sabor dos percentuais publicados, que sugerem maiores ou menores chances do candidato ou da candidata. Ou seja, os resultados divulgados produzem o céu e o inferno no interior das campanhas.

Eu vivi isso de muito perto, e por muitos anos, em 91 campanhas majoritárias dentro e fora do país, atuando como estrategista, coordenador das pesquisas, ou coordenador de todo o marketing dos candidatos. A ansiedade despertada pela proximidade dos números é imensa. E a divulgação tem efeitos psicológicos profundos.

Hoje, a maior quantidade de institutos ajuda a diluir um pouco seu impacto. Mas ainda assim é possível supor que seja bastante grande. E não adianta falar em “movimentos nas margens de erro”. O cérebro das pessoas computa o valor nominal, o desempenho na questão estimulada. Pelo que, o eventual desencontro das medições , em razão de suas metodologias, sempre gera perplexidade e insatisfação.

Imaginemos a montanha russa emocional na semana passada em São Paulo. O QG de Marçal foi tomado de euforia na quarta-feira, quando souberam pela Quaest que estavam no segundo lugar, subindo quatro pontos (de 19% para 23%), praticamente empatados com Nunes (que tinha 24%). Euforia que no dia seguinte seria substituída pela depressão, ao saberem pelo Datafolha que continuavam em segundo lugar, porém caindo (de 22% para 19%). E aparecendo distantes oito pontos, portanto fora da margem de erro, de Ricardo Nunes, que surgiu com 27% — o incumbente com o qual Marçal disputa o que tenho chamado “a primária da Direita”.

Emoções também tiveram lugar no QG de Boulos. Na quarta, provavelmente tensos, porque haviam oscilado negativamente na Quaest (de 22% para 21%), e na quinta respirando aliviados com o Datafolha onde o candidato tinha crescido de 23% para 25%.

E quanto mais disputadas as eleições, mais episódios assim se sucederão. É inevitável. O terceiro e último ângulo é o da mídia, da grande imprensa, onde o noticiário das pesquisas termina assumindo a condição de eixo central da cobertura das campanhas. Acompanho de perto há 12 anos. Quando me afastei do dia a dia profissional nas campanhas, tornei-me comentarista regular de eleições. Tendo colunas ou participando de quadros na rádio e na TV.

Nessa dimensão, o que se constata? A imprensa, de uma forma geral, embora não aprofunde essa discussão, procura enfatizar o papel democrático da divulgação dos levantamentos eleitorais. De fato, ela permite o acesso dos cidadãos a informações que sem isso estariam restritas ao grupo de candidatos, chefes partidários e dos seus marqueteiros, consumidores intensivos desses dados.

Nesse sentido, a resposta da mídia tem valência inequivocamente positiva. As pesquisas — ou sua publicização — contribuem no processo informativo das campanhas, não apenas alimentando o discernimento dos analistas, porém, e mais importante, servindo como duplo espelho dos eleitores, que nelas conseguem cotejar, comparar suas inclinações individuais com as opiniões, atitudes e preferências coletivas.

É lógico que juntamente com esse papel de excepcional importância, venha uma grande responsabilidade. Sempre haverá muito por fazer, e creio que a maioria dos grandes veículos tem consciência disso. Alguns criaram editorias específicas ou mantêm um time de jornalistas especializados em pesquisas de opinião. Conscientes de que as pesquisas tem, sim, impacto nas campanhas eleitorais. Conscientes de que elas afetam a competitividade dos concorrentes, subsidiam o processo decisório de muitos eleitores, e influenciam a cobertura dos próprios veículos.

Portanto, todo esforço dos jornalistas e dos institutos de pesquisa será de fundamental importância. É crucial destacar seu caráter momentâneo. Contextualizar os números obtidos. Lembrar das margens de erro. Enfatizar que mudanças sempre poderão ocorrer até a última hora. Porque esses levantamentos medem atitudes, e sempre haverá – como de resto em relação a qualquer objeto — alguma diferença no traslado de atitudes para comportamentos. 

Ou seja, imprensa e pesquisadores de forma incessante precisam ajudar o público a interpretar corretamente as pesquisas como o que de fato são: ferramentas de análise do cenário eleitoral. Que devem identificar tendências, mas não podem ser encaradas como Oráculos. Não devem ser tomadas como previsões infalíveis do que terá lugar nas urnas.

*Antonio Lavareda é cientista político e sociólogo. É presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel). Baseado em palestra no Seminário “Pesquisa” do Lide (20/09).

Outras Notícias

Temer é denunciado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Do Estado de São Paulo O Ministério Público Federal, no Rio, denunciou criminalmente o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por supostos desvios milionários nas obras da usina nuclear de Angra 3. Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato. […]

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Do Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal, no Rio, denunciou criminalmente o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) e outros investigados por supostos desvios milionários nas obras da usina nuclear de Angra 3. Temer e Moreira são alvo da Operação Descontaminação – desdobramento da Lava Jato.

A Procuradoria da República apresentou duas acusações formais contra Michel Temer. Uma por corrupção e lavagem de dinheiro e outra por peculato e lavagem de dinheiro.

As denúncias serão analisadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, que mandou, na semana passada, prender Michel Temer, Moreira Franco e outros oito alvos da Descontaminação.

Se o magistrado aceitar as acusações, o ex-presidente responderá a ações perante a Justiça Federal fluminense.

Temer foi preso no dia 21, quando saía de casa em São Paulo. O ex-presidente passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio em uma sala de 46m².

Na segunda, 25, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) mandou soltar o emedebista e outros sete alvos da Descontaminação.

Na quinta, 28, Temer tornou-se réu em ação criminal pela primeira vez por decisão do juiz Rodrigo Parente Paiva, da 15ª Vara Federal de Brasília. Neste caso, o ex-presidente é acusado por corrupção por causa da mala de R$ 500 mil.

Em abril de 2017, o então assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil do executivo da J&F, Ricardo Saud. Ele foi um dos alvos da Operação Patmos, deflagrada em maio daquele ano, com base na delação de executivos da holding.

Segundo a denúncia oferecida em 2017 pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, e ratificada pelo procurador da República Carlos Henrique Martins Lima, os pagamentos poderiam chegar ao patamar de R$ 38 milhões ao longo de 9 meses.

Com o fim do foro privilegiado de Temer, o processo foi remetido à primeira instância e tramita na 15ª Vara Federal.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo está tentando localizar as defesas dos denunciados e deixou espaço aberto para manifestação.

Sertão do Pajeú sedia etapa do Projeto Cariri Cangaço 

Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy estão na programação  Os municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy irão sediar, de 18 à 21 de Abril, mais uma etapa do projeto Cariri Cangaço, o mais conceituado encontro de escritores e pesquisadores de temas nordestinos. O Cangaço foi um importante fenômeno histórico-social que marcou […]

Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy estão na programação 

Os municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy irão sediar, de 18 à 21 de Abril, mais uma etapa do projeto Cariri Cangaço, o mais conceituado encontro de escritores e pesquisadores de temas nordestinos.

O Cangaço foi um importante fenômeno histórico-social que marcou a história do Nordeste no final do século XIX e primeiras décadas do século XX. 

O Pajeú, não apenas por ter sido o berço de nascimento de Virgulino Ferreira, o “Lampião”, principal personagem do cangaço, mas também por terem nascido na região personagens importantes do cangaço como o cangaceiro Antônio Silvino, Adolfo meia-noite e o tenente João Bezerra, policial que comandou a volante que matou Lampião e quase todo o seu bando.

Em reconhecimento à importância que a região do Pajeú tem para a história do cangaço, o projeto Cariri Cangaço irá realizar no Pajeú uma extensa programação, com lançamento de livros, palestras, debates, visitas técnicas, entregas de comendas, apresentações culturais, entre os dias 18 e 21 de Abril. A abertura oficial acontece amanhã (18), a partir das 18h, no cineteatro São José. O Cariri Cangaço é um projeto que reúne historiadores, estudiosos e pesquisadores com o objetivo de divulgar, estudar, pesquisar e debater esse importante período de nossa história. 

Coordenador do evento em Afogados, o historiador e Secretário de Cultura de Afogados, Augusto Martins, destaca a importância do encontro: “Será um evento muito importante, que contará com o apoio da Prefeitura de Afogados. Afogados da Ingazeira é uma importante referência para a história do cangaço no Nordeste. Somos a terra que viu nascer Antônio Silvino e o tenente João Bezerra. Reuniremos aqui, no mês de abril, alguns dos maiores estudiosos do cangaço em uma programação que vai conter com debates, palestras, visitas técnicas, feiras de livros, dentre outras. A programação também envolverá cidades como Iguaracy, Ingazeira e Carnaíba, que também estiveram na rota do cangaço,” destacou Augusto Martins.

Para o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo , a “chegada do Empreendimento ao Alto Pajeú significa o reconhecimento de todo o Brasil à força da memória, história e tradição de Afogados da Ingazeira , como também de toda região , uma vez que será em consórcio com as cidades de Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy. Será uma grande festa regional , sediada aqui; daí gostaríamos de agradecer todo o apoio da gestão municipal , através do prefeito como também o secretário de cultura Augusto Martins“.

Quem quiser se inteirar sobre o assunto e conhecer as ações desenvolvidas pelo projeto, pode seguir o perfil do grupo no Instagram: @cariricangaco .

O Cariri Cangaço é uma realização do Instituto Cariri do Brasil e do Conselho Alcino Alves Costa – Cariri Cangaço, com o apoio das Prefeituras de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Ingazeira e Iguaracy. O apoio institucional é da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço, Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino, Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco, Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú e Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú.

Confira a íntegra da programação: 

Quinta, 18 de Abril

NOITE SOLENE DE ABERTURA

CINE TEATRO SÃO JOSÉ

Rua Newton César de Macedo Lima, s/n – Afogados da Ingazeira

18h – Abertura Festiva da Feira de Livros

19h – Início da Noite Solene 

Mestre de Cerimônia: Marcelo Litwak

Apresentação Artística: Grupo de Xaxado Bandoleiros de Solidão

Mesa Solene de Abertura:

MANOEL SEVERO BARBOSA – Curador Cariri Cangaço

ALESSANDRO PALMEIRA- Prefeito de Afogados da Ingazeira

ANCHIETA PATRIOTA- Prefeito de Carnaíba

LUCIANO TORRES – Prefeito de Ingazeira

ZEINHA TORRES – Prefeito de Iguaracy

AUGUSTO MARTINS – Presidente da Comissão Organizadora/ Sec de Cultura de Afogados da Ingazeira 

JOSÉ PATRIOTA – Deputado Estadual 

PADRE LUIZ MARQUES FERREIRA – Diocese de Afogados 

HESDRAS SOUTO – Presidente do CPDOC 

ALBERTO RODRIGUES – Presidente do IHGP 

PROFESSOR PEREIRA – SBEC Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

ARCHIMEDES MARQUES – Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço

ADRIANO CARVALHO – Academia Brasileira de Estudos do Sertão

BISMARCK MARTINS – GPEC Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço

ANDRE VASCONCELOS – ASTUR – Pernambuco

ROBERTO BATISTA – GECAPE Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco

JOÃO DE SOUSA LIMA – Academia de Letras de Paulo Afonso

19h Hino Nacional – Banda de Música Bernardo Delvanir Ferreira

19h15 – Entrada do Estandarte do Cariri Cangaço

Conselheiros Cariri Cangaço: Célia Maria Parahybana – João Pessoa PB

Capitão Quirino Silva – João Pessoa PB

19h40 – Apresentação do Cariri Cangaço

Conselheiro LUIZ FERRAZ FILHO – Serra Talhada PE

TAILENE BARROS – Serra Talhada PE

19h50 – Cumprimentos aos Convidados

MANOEL SEVERO BARBOSA – Curador Cariri Cangaço

ALESSANDRO PALMEIRA- Prefeito Municipal de Afogados da Ingazeira

AUGUSTO MARTINS – Presidente da Comissão Organizadora

JOSÉ PATRIOTA – Deputado Estadual 

20h30 – Entrega de Comendas “Mérito Cultural Cariri Cangaço”

  1. Prefeito Alessandro Palmeira – 

Entregue por Conselheiro Zezito Maia – Catolé do Rocha PB

  1. Gastão Cerquinha da Fonseca(in memorian)

Entregue por Conselheira Elane Marques – Aracaju SE

3.Joel Ferreira Lima – Museu da Saudade

Entregue por Conselheiro Luiz Ferraz Filho – Serra Talhada PE

  1. José Rufino da Costa Neto – Dedé Monteiro

Entregue por Conselheiro Moustafa Veras – Afogados da Ingazeira PE

  1. Nivaldo Alves Galindo Filho – Nill Junior

Entregue por Conselheira Ana Gleide Leal – Floresta PE

  1. Diocese de Afogados da Ingazeira – Padre Luizinho

Entregue por Conselheiro Gilmar Teixeira – Feira de Santana BA

20h50 – Homenagem Especial “In Memorian”

NARCISO APARECIDO DIAS

Entregue por Conselheiros, Jorge Remígio e Luiz Ruben – Recife PE

21h – Homenagens pela ABLAC

Archimedes Marques e Elane Marques

21h10 – Posse de Novos Conselheiros Cariri Cangaço

HESDRAS SÉRVULO SOUTO DE SIQUEIRA CAMPOS FARIAS

Estola e Diploma entregues por Conselheiros

ANDRÉ VASCONCELOS – Triunfo PE

LUMA HOLANDA – João Pessoa PB

ORLANDO NASCIMENTO CARVALHO

Estola e Diploma entregues por Conselheiros

MANOEL BELARMINO – Poço Redondo SE

JOÃO DE SOUSA LIMA – Paulo Afonso BA

21h15 – Conselheiros Mirins

HENRIQUE DINIZ FERRAZ NOVAES

Estola e Diploma entregues por Conselheiro

CLÊNIO NOVAES e HELGA DINIZ – São José de Belmonte PE

FELIPE ANTÔNIO CAMPOS TELES PEREIRA DE MENEZES

Estola e Diploma entregues por Conselheiro

LOURO TELES e JOSEANE TELES – Calumbi PE

21h30 – Homenagem “Mulher Arretada Cariri Cangaço” – 

Manoel Severo e Tailene Nogueira Barros

22h – Passagem do Estandarte do Cariri Cangaço

Atual Sede : Afogados da Ingazeira PE

AUGUSTO MARTINS – HESDRAS SOUTO – LUIZ FERRAZ FILHO – LOURO TELES 

MOUSTAFA VERAS – TAILENE BARROS – LUMA HOLANDA

Próxima Sede: Jardim CE

ADRIANO CARVALHO – LUIZ LEMOS – JOÃO PAULO SOUZA

22h10 Encerramento

Sexta, 19 de abril

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA

Serra da Colônia – Local do Nascimento de Antônio Silvino

CARNAÍBA – PE

9h – SOLENIDADE 

9h10 Entrega da Comenda Mérito Cultural 

Prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota

9h20 CONFERÊNCIA DE CAMPO NA SERRA DA COLÔNIA

As Origens de Antônio Silvino –  

Hesdras Souto (Tuparetama/PE)

10h – CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DA COLÔNIA

Entrega e Consagração Comenda de “Lugar de Memória Cariri Cangaço”

Padre Luizinho Marques

Entrega por Conselheiros Joaquim Pereira e Wescley Dutra

11h30 – VISITA DE CAMPOMuseu do Rádio – Afogados da Ingazeira

11h45 – Entrega da Comenda Mérito Cultural 

Museu do Rádio – Nill Junior

Entrega por Conselheiros Archimedes e Elane Marques

13h – ALMOÇO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA 

18h30 – PAINEL E DEBATES

Auditório da Câmara Municipal

Rua Dr. Roberto Nogueira Lima, 236, Afogados da Ingazeira – PE

19h – LANÇAMENTOS E APRESENTAÇÃO DE LIVROS

  1. As andanças de Antônio Silvino pelos sertões do Seridó e Curimataú

Fabiana Agra Picuí PB

  1. Manoel Netto – No rastro de Lampião

Leonardo Gominho Floresta PE

  1. Manoel Batista de Morais – Cangaceiro Antônio Silvino 

Célia Maria Silva João Pessoa PB

  1. Carnaíba: Memórias, Transformações Espaciais e Socioculturais

José Anchieta de Siqueira São Paulo SP

19h30 – CONFERÊNCIAS

  1. AS VÁRIAS FACES DA PRISÃO DE ANTONIO SILVINO

Debate com Painelistas

Geraldo Ferraz Recife PE

 Ivanildo Silveira Natal RN

Fabiana Agra Picuí PB

Luiz Ferraz Filho Serra Talhada PE

Hesdras Souto Tuparetama PE

Louro Teles Calumbi PE

22h Encerramento

Sábado, 20 de Abril

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM INGAZEIRA

Ingazeira – Passagens de Antônio Silvino

INGAZEIRA – PE

9h – SOLENIDADE: IGREJA MATRIZ DE SÃO JOSÉ

INGAZEIRA – PE

9h10 – Entrega da Comenda Mérito Cultural 

Prefeito de Ingazeira, Luciano Torres

Entregue por Conselheiros Clênio Novaes e Junior Almeida

9h15 – Entrega e Consagração Comenda de 

“Lugar de Memória Cariri Cangaço”

Igreja Matriz de São José

Entrega por Conselheiros Celsinho Rodrigues e Jaqueline Rodrigues

9h20 – CONFERÊNCIA DE CAMPO E 

O GRANDE ENCONTRO DA FAMÍLIA MORAES

(Descendentes de Antônio Silvino)

As Passagens de Antônio Silvino: 

Hesdras Souto e Osmano Moraes

9h50 – Comenda para Antônio Silvino

“Personagem Eterno do Sertão”

Família Moraes

Entregue por Conselheiros, Carlos Alberto Silva e Josué Macedo Santana

10h – VISITA ÀS CASAS DAS IRMÃS DE ANTONIO SILVINO

10h30 -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM JABITACÁ

Jabitacá – Passagens do Cangaceiro Meia-Noite

IGUARACY – PE

11h – SOLENIDADE: IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

JABITACÁ, IGUARACY – PE

11h10 – Entrega da Comenda Mérito Cultural 

Prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres

Entregue pelo Conselheiro Ângelo Osmiro

11h15 – Entrega e Consagração Comenda de “Lugar de Memória Cariri Cangaço”: Igreja Nossa Senhora da Conceição

Entrega por Conselheiras Luma Holanda e Célia Maria

11h20 – CONFERÊNCIA DE CAMPO

Passagens do Cangaceiro Adolfo Meia-Noite

Moustafá Veras/ Afogados da Ingazeira – PE

12h30 – Retorno para Afogados da Ingazeira

TARDE

16h – PAINEL E DEBATES

Auditório da Câmara Municipal

  1. Dr. Roberto Nogueira Lima, 236, Afogados da Ingazeira – PE 

16h15 – LANÇAMENTOS E APRESENTAÇÃO DE LIVROS

  1. Antônio Matilde – O Mestre de Armas de Lampião

Bismarck Martin/ Pocinho PB

  1. Lampião em Serrinha do Catimbau

Junior Almeida/ Capoeiras PE

  1. Francisco Ricardo Nobre, o Inglês da Volta e sua descendência

 de Yoni Sampaio & Geraldo Tenório Aoun Recife PE

por Joaquim Pereira Recife PE

  1. Diário do Cangaço – Das origens da cidade de Vila Bella à ascensão de Lampião.  

Paulo Cesar Gomes/ Serra Talhada PE

 17h30 – Entrega de Comendas “Mérito Cultural Cariri Cangaço”

  1. Tenente João Bezerra da Silva (in memorian)

Entregue por Conselheiro Bismarck Martins – Pocinho PB

  1. Tenente João Gomes de Lira (in memorian)

Entregue por Conselheiro Louro Teles – Calumbi PE

17h40 – Homenagem “Mulher Arretada Cariri Cangaço”

Entregue por Conselheiras, Elane Marques e Jaqueline Rodrigues

ANE RANZAN Recife PE

17h50 – CONFERÊNCIAS

  1. Tenente João Bezerra da Silva: O Comandante de Angico  

Paulo Britto  Recife PE

  1. Tenente João Gomes de Lira: Memórias de um Soldado de Volante

Rubelvan Lira Nazaré do Pico PE

Clóvis Lira Afogados da Ingazeira PE

  1. Manoel Arão: O Maior Literato de Afogados de Todos os Tempos

Saulo Duarte Flores PE

19h30 – APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS NA PRAÇA

Domingo, 21 de abril 

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM CARNAÍBA

8h45 – VISITA AO MONUMENTO

 POETA ZÉ MARCOLINO

Santo Antônio – Carnaíba PE

9h VISITA AO MUSEU

 DE ZÉ DANTAS

Praça de Eventos Milton Pierre s/n Centro – Carnaíba PE

Apresentação da Banda de Pífanos do Riacho do Meio.

Cíço do Pife e Joel do Museu da Saudade

9h10 – Entrega da Comenda Mérito Cultural ao Museu de Zé Dantas.

Entregue por Conselheiro Emmanuel Arruda

10h –  VISITA À CASA E BUSTO DE ZÉ DANTAS

ENCERRAMENTO

Serra: Júnior Moraes assumirá SINTEST em setembro

Ocorreu nesta segunda-feira (28), a eleição  da nova Direção do Sindicato dos Trabalhadores Educação de Serra Talhada – SINTEST, quadriênio 2017/2021 O vereador Sinézio Rodrigues (PT), que esteve a frente do SINTEST nos últimos 10 anos, sendo eleito e reeleito pela categoria, apoiou o também petista e atual presidente do Diretório Municipal do PT serra-talhadente Júnior […]

Ocorreu nesta segunda-feira (28), a eleição  da nova Direção do Sindicato dos Trabalhadores Educação de Serra Talhada – SINTEST, quadriênio 2017/2021

O vereador Sinézio Rodrigues (PT), que esteve a frente do SINTEST nos últimos 10 anos, sendo eleito e reeleito pela categoria, apoiou o também petista e atual presidente do Diretório Municipal do PT serra-talhadente Júnior Moraes, Agente Administrativo da Rede Municipal de Ensino.

O sindicato comemora os 10 anos de fundação e a liberação do registro sindical pelo Ministério do Trabalho que legítima o sindicato como único representante dos trabalhadores em educação de Serra Talhada.

Para o novo presidente do SINTEST, Júnior Moraes, que toma posse na segunda quinzena de setembro, o sindicato tem muito a comemorar este ano, não só a liberação do registro sindical , mas toda uma história de resistência contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

“Vamos avançar ainda mais, tanto em novas conquistas para a categoria quanto na luta pela preservação das alcançadas no último período”, declarou Moraes.

“Saio feliz da Presidência do Sindicato. Acredito que avançamos muito na consciência de classe dos trabalhadores e acabamos com o apartheid que havia entre professores, administrativos e auxiliares de serviços gerais”, afirmou Rodrigues.

A nova direção do SINTEST é composta por: Júnior Moraes (Presidente), Patrícia Oliveira (Vice-Presidente), Edvaldo Ferraz (Secretário de Finanças e Assuntos Educacionais e Culturais), Sinézio Rodrigues (Secretário de Imprensa, Relação Intersindical e Formação), Maria Luciene (Secretária de Filiação, Patrimônio e Assunto dos Aposentados) e Andréa Diniz (Secretária de Organização e de Assuntos Jurídicos e Legislativos).

A chapa obteve mais de 300 votos dos filiados. O SINTEST tem sido uma referência para outros sindicatos da região.

Solidão realiza 5ª edição do Dia do Evangélico neste sábado

Evento será marcado por culto, apresentação da Jubap Music e show com o cantor Marcos Antônio na Praça de Eventos Solidão se prepara para viver um grande momento de fé e adoração neste sábado (20), com a realização da 5ª edição do Dia do Evangélico – A Ele a Glória. A programação tem início às […]

Evento será marcado por culto, apresentação da Jubap Music e show com o cantor Marcos Antônio na Praça de Eventos

Solidão se prepara para viver um grande momento de fé e adoração neste sábado (20), com a realização da 5ª edição do Dia do Evangélico – A Ele a Glória. A programação tem início às 18h, na Praça de Eventos, e promete reunir a comunidade em uma noite especial de louvor.

Abrindo a programação, o grupo Jubap Music participará de um culto público, seguido por um show com o cantor Marcos Antônio, referência nacional na música gospel, levando mensagens de esperança e renovação espiritual.

“A programação é gratuita e aberta ao público, convidando todos os solidanenses para participarem deste momento de comunhão e gratidão”, destaca a assessoria de comunicação.

Prefeitos ignoram debate sobre Meio Ambiente promovido pela Diocese

Nenhum dos prefeitos da área de abrangência da Diocese de Afogados da Ingazeira compareceu ao debate convocado para discutir as ações realizadas pelos municípios no primeiro semestre em defesa do Meio Ambiente, alinhadas à Campanha da Fraternidade. A ausência coletiva reforça uma crítica recorrente: a pauta ambiental na região segue sendo negligenciada, com funções essenciais […]

Nenhum dos prefeitos da área de abrangência da Diocese de Afogados da Ingazeira compareceu ao debate convocado para discutir as ações realizadas pelos municípios no primeiro semestre em defesa do Meio Ambiente, alinhadas à Campanha da Fraternidade.

A ausência coletiva reforça uma crítica recorrente: a pauta ambiental na região segue sendo negligenciada, com funções essenciais de proteção ao ecossistema frequentemente deixadas de lado.

Em muitos casos, as secretarias municipais de Meio Ambiente e Agricultura enfrentam falta de estrutura, pouca autonomia e acabam exercendo um papel meramente simbólico, fruto de acordos e acomodações políticas — salvo raras exceções.

O encontro, idealizado como um espaço de troca e planejamento, acabou esvaziado pela ausência dos gestores, revelando que o tema ainda está longe de receber a prioridade necessária nas políticas públicas locais.