Artur Amorim tranquiliza sobre aumento de casos de Covid e desmente boatos sobre vacinas
Por André Luis
O secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim, comentou o aumento dos casos de Covid-19 no município.
Durante entrevista ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, nesta quinta-feira (27), ele destacou que o crescimento já era esperado para este período e reforçou a importância da vacinação.
“Desde o fim da pandemia, a gente sempre alertou que a Covid veio para ficar e que precisaríamos aprender a conviver com ela. Felizmente, a vacina tem evitado casos graves”, afirmou.
Segundo Artur, a alta circulação de pessoas no retorno às aulas e a proximidade do Carnaval contribuíram para o aumento recente. “Na semana passada, registramos 24 casos notificados de Covid-19. Nenhum deles apresentou complicações”, disse. Ele também alertou para o impacto das mudanças climáticas no aumento de doenças respiratórias e adiantou que a vacinação contra a gripe pode ser antecipada no Nordeste.
Vacinação disponível e fake news preocupam
O secretário reforçou que todas as vacinas contra a Covid-19 estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e incentivou a população a manter o esquema vacinal atualizado. “Quem tiver dúvida sobre sua situação vacinal deve procurar o posto de saúde. Temos um sistema que registra todas as doses aplicadas”, explicou.
Artur também criticou a disseminação de boatos sobre vacinas, que têm levado à queda na imunização de crianças. “Infelizmente, ainda circulam áudios espalhando mentiras sobre a tríplice viral. Isso faz com que pais deixem de vacinar seus filhos, colocando-os em risco. Vacina salva vidas, não há discussão sobre isso”, alertou.
Saída da ministra da Saúde
Ao comentar a recente demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, Artur Amorim reconheceu o trabalho da gestora na reestruturação do SUS, mas apontou que a decisão teve forte motivação política. “Nísia pegou um sistema degradado e conseguiu organizar muita coisa, mas sempre houve uma pressão política para substituí-la”, avaliou.
O secretário reforçou que, apesar dos desafios, a saúde municipal segue monitorando os casos de Covid e garantindo a vacinação da população. “Se houver qualquer alteração no cenário epidemiológico, vamos informar a população. O importante é que todos façam sua parte e se protejam”, concluiu.
Diário de Pernambuco Antes do início da audiência de julgamento da empresária Sari Corte Real, acusada de abandono de incapaz com resultado em morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos de idade, manifestantes favoráveis à condenação da primeira dama de Tamandaré se reuniram em frente à 1° Vara de Crimes contra […]
Antes do início da audiência de julgamento da empresária Sari Corte Real, acusada de abandono de incapaz com resultado em morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos de idade, manifestantes favoráveis à condenação da primeira dama de Tamandaré se reuniram em frente à 1° Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente (Cica).
Visivelmente abalado na manhã desta quinta-feira (3), o pai da criança, Paulo Inocêncio, se juntou aos manifestantes, e fez um único pedido: “eu só quero justiça pelo meu filho Miguel”.
Ao lado dele, estava a tia de Mirtes Souza e tia-avó de Miguel, Sandra Maria Santana, que conversou brevemente com a imprensa sobre o que espera do julgamento, previsto para começar às 9h.
“A gente crê em Deus que ela [Sarí] vai responder presa por tudo o que ela fez. Se fosse um filho dela, ela não faria isso. Se fosse com uma amiga dela, ela não faria isso. Ela tem que ser presa e não ficar impune pelo o que ela fez. Quando a gente faz alguma coisa errada, a gente tem que pagar. Se fosse o contrário a minha sobrinha já estaria presa. Ela teve poder nas mãos de reverter essa situação e não fez. Espero que ela seja julgada e presa pelo o que fez”, disse.
No momento, manifestantes estendem cartazes com frases como “Vidas Negras Importam” e “Estamos com Mirtes”. Por volta das 9h20, integrantes do ato, que em sua maioria concentra mulheres negras, reforçaram a importância de estarem presentes no julgamento em apoio à família de Miguel.
“Quando a gente fala de genocídio e violência da população negra, falamos de uma série de direitos que são retirados de nós. A gente só quer viver e ser feliz. Estamos lado a lado com a família de dona Mirtes”. Logo seguida, uma das manifestantes recitou uma poesia ressaltando as várias formas em que o racismo se manifesta na sociedade e nas instituições privadas e públicas.
A imprensa não foi autorizada a ter acesso à audiência de julgamento de Sari Corte Real.
RELEMBRE O CASO
Miguel morreu no dia 02 de junho, após cair do 9° andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, um dos imóveis do conjunto conhecido como Torres Gêmeas, localizado no bairro de São José, no centro do Recife. Na ocasião, Sari, ex-patroa de Mirtes, pediu para a então funcionária doméstica ir passear com sua cadela de estimação, e se responsabilizou em supervisionar Miguel nesse meio tempo.
A perícia do Instituto Criminalística apontou que Sari pressionou o botão do andar de cima do elevador, ação que levou o garoto até o 9° andar, de onde ele caiu de uma altura de aproximadamente 35 metros.
Na denúncia enviada à Justiça, além do crime de abandono de incapaz, Sari Corte Real será julgada perante dois agravantes: crime contra a criança e em momento de calamidade pública. A empresária chegou a ser detida por homicídio culposo – quando não há intenção de matar -, mas pagou uma fiança de R$ 20 mil e foi liberada para responder ao processo de liberdade.
A família do menino Miguel, além da prisão de Sari, reivindica uma indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 987 mil. A ação foi ajuizada na 3° Vara Cível da Capital.
Líderes da base aliada e da oposição no Senado articulam um grande acordo para barrar no plenário da Casa eventual ordem de prisão provisória do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Os pedidos de prisão foram feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e serão avaliados pelo Supremo Tribunal […]
Líderes da base aliada e da oposição no Senado articulam um grande acordo para barrar no plenário da Casa eventual ordem de prisão provisória do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Os pedidos de prisão foram feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e serão avaliados pelo Supremo Tribunal Federal. Se a Corte determinar, os senadores só podem ser mantidos presos após aprovação do Senado.
O mesmo procedimento ocorreu com o senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS). No caso dele, o plenário decidiu, em novembro de 2015, mantê-lo preso após a determinação do STF. Abandonado pelo comando do PT, na época sua legenda, Delcídio não contou também com gesto de solidariedade de nenhum integrante da bancada durante a votação.
Desta vez, porém, com Renan e Jucá a tendência é que o plenário se comporte de maneira diferente. O argumento, segundo líderes ouvidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, é que o conteúdo que veio a público das conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não é suficiente para levar um parlamentar à prisão.
Além disso, há receio na Casa com os desdobramentos da delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht. As revelações do empresário podem levar a novos pedidos de prisões. Segundo fontes, há mais de 30 senadores envolvidos, quase metade da Casa, composta por 81 integrantes. Além disso, já são 12 os senadores investigados na Operação Lava Jato com inquéritos em tramitação no STF.
O discurso oficial, contudo, é o de que com o que foi publicado até agora, a autorização de prisão não passa na Casa. “Fizemos o pedido para ter acesso à delação e gravações do Sérgio Machado. O procurador-geral que prove que teve e qual foi o flagrante”, disse o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB). “Não é uma questão de dar uma resposta institucional, porque pode parecer corporativismo, mas é uma questão constitucional. Quem tem que mostrar o ônus da prova é ele (Rodrigo Janot).”
O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), também faz ressalvas aos pedidos baseados apenas no conteúdo que já foi publicado sobre as conversas gravadas por Machado. “Na minha opinião, não é suficiente com o que tem. Pode ser que tenha havido coisas que eu não conheça, mas para mim, até aqui, é uma mera especulação de conversas reservadas, sem nenhuma consequência prática”, disse o tucano.
Para o líder do PDT, Acyr Gurgacz (PDT-RO), o ministro do Supremo, Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato, não chegará nem a pedir as prisões. “Se for aquilo que vimos, é fraco. Temos de aguardar. Só com o que tem, o próprio Teori barra. Sem flagrante, o ministro não vai mandar para cá”, afirmou.
A Coluna do Domingão do blog divulgou neste domingo (19) que será creditado nesta segunda-feira, 20 de novembro, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao decêndio do mês, no valor de R$ 1.579.057.540,86, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica […]
A Coluna do Domingão do blog divulgou neste domingo (19) que será creditado nesta segunda-feira, 20 de novembro, nas contas das prefeituras brasileiras, o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao decêndio do mês, no valor de R$ 1.579.057.540,86, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Segundo a CNM, mesmo o repasse do 2º decêndio ter vindo bem acima do que foi estimado, está em queda quando comparado com o mesmo período do ano passado.
A queixa dos prefeitos continua, mesmo que, em linhas gerais, novembro não tenha sido um desastre completo. Há sinais de leve recuperação em relação à média de perdas. Problema, dizem, é o acúmulo de quedas, somado ao aumento dos pisos, custo dos combustíveis, insumos, etecetera.
Alguns alegam que já começaram a atrasar até o pagamento do INSS. Como neste dia 20 os prefeitos costumam repassar o duodécimo da Câmara, há relatos de que alguns não vão conseguir transferir o valor acordado. Dúvida é saber o que é crise e o que é desmantelo, já que há cidades afundadas do ponto de vista fiscal por falta de zelo dos mandatários de ontem e de hoje. Mas em linhas gerais, mesmo os mais austeros também tem reclamado.
O vice-presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, prefeito de Paudalho, confirmou a informação a Terezinha Nunes, do Blog Dellas: “aqui no meu município eu teria que repassar à Câmara R$ 565 mil mas só vou receber R$ 411 mil. Ele vai assumir a AMUPE em janeiro, conforme acordado com a atual presidente, Márcia Conrado.
“A grande maioria dos prefeitos já está sem pagar a Previdência, inclusive correndo risco de processo judicial”, diz Marcelo. O outro problema é que a promessa de recomposição das perdas feita pelo presidente Lula até agora não foi cumprida. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, encaminhou ofício à Presidência da República para solicitar urgência na sanção do Projeto de Lei do Congresso Nacional 40/2023. Fundamental para a administração municipal, o texto da proposta aprovada por deputados e senadores prevê o pagamento das compensações financeiras em razão da redução das receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a antecipação da compensação de 2024 para Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).
No documento, o líder municipalista destaca que a sanção é necessária para garantir o repasse dos recursos previstos na Lei Complementar 201/2023. “É esperado uma injeção de R$ 6,7 bilhões aos cofres municipais, divididos entre R$ 4,3 bilhões para o FPM e R$ 2,4 bilhões em função do adiantamento do ICMS de 2024. No atual momento de crise enfrentado pelos Municípios, a sanção será um importante alívio financeiro para o encerramento do exercício de 2023”, reforça o líder municipalista no ofício.
Até lá, choro e ranger de dentes. Marcelo Gouveia diz que se a parcela extra sair dia 30 de novembro, mesmo assim, vai ser difícil pagar o 13.o salário. Diz que muitos vão ter que usar esses recursos para colocar em dia a previdência. “O valor extra relativo a outubro, novembro e dezembro só sai em janeiro depois do Natal e Ano Novo”, acrescenta.
Há poucos dias, a presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, prefeita Márcia Conrado (PT) analisou a aprovação como de “grande importância”, mas lembrou que não será a solução. “A gente tem essa reposição, mas ao mesmo tempo, existem aumentos nos salários de professores, de enfermeiros, da inflação, dos serviços prestados pelas prefeituras”, pontuou.
Já o ex-presidente da Amupe por dez anos e presidente da Comissão de Assuntos Municipalistas na Assembleia Legislativa, o deputado José Patriota (PSB) atestou que toda ajuda é bem-vinda. Mas apontou outro problema que considera assustador: o déficit da previdência municipal. O assunto deve ser, em breve, tema de audiência pública na Casa. “A solução é muito difícil e complexa”, alertou Patriota.
Só o finado Itamar Franco não aparece G1 As delações premiadas de executivos da Odebrecht citaram algumas das figuras mais importantes da política recente no Brasil, mas nem todas já são alvos de inquéritos na Justiça. Uma das suspeitas mais comuns é a de receber ou cobrar propinas da construtora para campanhas eleitorais em troca […]
As delações premiadas de executivos da Odebrecht citaram algumas das figuras mais importantes da política recente no Brasil, mas nem todas já são alvos de inquéritos na Justiça. Uma das suspeitas mais comuns é a de receber ou cobrar propinas da construtora para campanhas eleitorais em troca de favores políticos. Veja a seguir quais são as suspeitas sobre os principais nomes que apareceram durante as investigações.
Michel Temer (PMDB), presidente da República: Com “imunidade temporária”, o presidente não pode ser investigado por crimes que não aconteceram no exercício do mandato. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não o incluiu na “lista do Janot”, e por consequência ele também não é alvo de inquérito da “lista de Fachin”,embora seja citado em 2 deles.
Dilma Roussef: A ex-presidente Dilma é citada em depoimento sobre repasse de caixa 2 e irregularidades no relacionamento entre o governo federal e a Odebrecht. Como a ex-presidente não tem mais foro privilegiado, as informações foram enviadas para outras instâncias, que devem decidir se abrem investigações para apurar as informações das delações premiadas.
Lula: O ex-presidente Lula é citado em 6 petições enviadas à Justiça Federal do Paraná pelo relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin. Os documentos não mencionam valores, datas e os crimes supostamente cometidos.
FHC: O ministro do STF Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, encaminhou à Justiça de São Paulo petição para investigar as acusações sobre o ex-presidente FHC nas delações da Odebrecht. No documento, não há informações sobre valores.
Sarney: O nome de ex-presidente e ex-senador aparece 3 vezes como um dos beneficiários de contratos na execução da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás, segundo colaboradores da Odebrecht. As informações sobre Sarney foram encaminhadas à Justiça de Goiás.
Eunício Oliveira e Rodrigo Maia: O atual presidente do Senado brasileiro está entre os investigados em inquérito autorizado pelo ministro Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.
O deputado Rodrigo Maia é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo investigações autorizadas pelo ministro Luiz Edson Fachin, do STF. Ele é citado em 2 inquéritos como suspeito dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, corrupção praticada contra a administração pública e lavagem de dinheiro.
José Serra: Com base nas delações premiadas e com autorização do STF, Serra é investigado por receber doações ilegais da Odebrecht para suas campanhas em troca de facilitar contratos da empresa no estado de São Paulo.
Sertanejo de Afogados da Ingazeira será único brasileiro a ser ordenado entre nove que terão a imposição das mãos do Papa Francisco Silvonei José – Vatican News O Papa Francisco, como bispo de Roma, irá ordenar 9 sacerdotes para sua diocese. A celebração com o rito da ordenação terá lugar no próximo domingo, Domingo do […]
Sertanejo de Afogados da Ingazeira será único brasileiro a ser ordenado entre nove que terão a imposição das mãos do Papa Francisco
Silvonei José – Vatican News
O Papa Francisco, como bispo de Roma, irá ordenar 9 sacerdotes para sua diocese. A celebração com o rito da ordenação terá lugar no próximo domingo, Domingo do Bom Pastor, às 9 horas, horário de Roma, (4 da manhã no Brasil) com transmissão em português da Rádio Vaticano/Vatican News.
Os nove jovens (e menos jovens) que serão ordenados – entre os quais um brasileiro – prepararam-se para este grande momento com um retiro em um Mosteiro. Sua formação foi realizada em seminários da Diocese de Roma.
Seis deles estudaram no Pontifício Seminário Maior Romano: Georg Marius Bogdan, Salvatore Marco Montone, Manuel Secci, Diego Armando Barrera Parra, Salvatore Lucchesi e Giorgio De Iuri.
Dois deles foram formados no Colégio diocesano Redemptoris Mater – Riccardo Cendamo e Samuel Piermarini – e um no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, precisamente o brasileiro Mateus Henrique Ataíde da Cruz.
Mateus nasceu em Afogados da Ingazeira (PE) e mudou-se para Roma há sete anos, para frequentar o Seminário de Nossa Senhora do Divino Amor.
O que diz o seu coração nestes momentos que antecedem à sua ordenação sacerdotal?
A palavra que define este momento é gratidão…meu coração está repleto de alegria por este momento, repelto de agradecimento a Deus por tudo o que ele tem feito por mim ao longo destes anos em toda a minha vida. O que resume este momento que antece a celebração da ordenação é gratidão. Gratidão a Deus pelo dom da vida, pelo dom da chamada, pelo dom da vocação que ele me dá. Nada a acrescentar, somente gratidão.
Será o Papa a ordenar você, que sentimento tem neste momento sabendo que será o Sucessor de Pedro a lhe ordenar?
Ser ordenado pelo Santo Padre é uma grande honra para mim, uma grande alegria. Nunca pensei em chegar onde cheguei aqui na Diocese de Roma. Somente a providência de Deus faz essas peripécias na nossa vida. Comecei a minha vida vocacional de baixo, lá na minha terrinha, no sertão de Pernambuco. Cheguei aqui pela graça de Deus e agora estou sendo ordenado pela mãos do Santo Padre. Para mim é uma grande alegria, uma grande honra, não tenho palavras para descrever…
Por que decidiu fazer a sua formação sacerdotal em Roma?
A decisão de vir para Roma, foi improvisa, por que eu nunca pensei em vir estudar em Roma, eu tinha na época, 22 anos. Eu pedi um tempo para poder discernir. Depois eu falei com dom Egidio Bison, bispo de Afogados da Ingazeira, e depois de um processo de discernimento, pedi o desligamento da diocese com grande dor, porque é uma terra que eu amo, porque é uma terra que eu quero muito bem, quero muito bem aos padres, ao bispo, a todos aqueles que se encontram ali, para poder seguir o chamado de Deus, seguir esta nova proposta carismática. E chegando a Roma me formei em Teologia, agora estou estudando na Universidade Lateranense. E em todo este período a minha formação foi no Seminário Divino Amor.
Como foi a formação neste período de pandemia?
Eu cheguei a Roma bem antes da pandemia, em agosto de 2014. Cursei o curso de Teologia. Foi um período maravilhoso, não existia a pandemia e então ia para a Universidade, frequentava as aulas. Só agora no ano 2020, com o advento da pandemia tudo mudou. Não podiamos mais ver os colegas, os porfessores, não podíamos mais ter este contato próximo que tínhamos na Univedrsidade. Foi um período um pouco difícil, seja de frequentar as aulas, seja também na vida pastoral, na vida de Seminário. Tudo mudou um pouco. Tivemos que nos adequar. Infelizmente a situação não nos permite ainda hoje de nos aproximarmos para retomar uma vida, por assim dizer, normal. Infelizmente este período de formação em 2020 foi muito tribulado.
Qual será a sua missão no futuro, permanece em Roma?
A minha missão após a ordenação é continuar como padre da Diocese de Roma na qual eu estou encardinado atualmente. Irei ficar como Vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora das Dores. E entre este período de 2021-2022, continuarei ali, onde estou exercendo atualmente o ministério como diácono. Mas o futuro a Deus pertence. Não posso fazer projetos para o futuro até porque é Deus quem comanda a nossa vida, o nosso futuro. Inicialmente estarei ali, e se Deus quiser, aonde Ele quiser eu irei. Não posso colocar a minha vontade diante da vontade de Deus.
Uma mensagem para o povo de Pernambuco e do Brasil nestes momentos difíceis de pandemia…..
Por fim gostaria de agradecer a todos os meus conterrâneos de Pernambuco, de Afogados da Ingazeira, no sertão do Pajeu. Agradecer aos meus familiares, aos meus pais, meus parentes, meus amigos. Ao clero da Diocese de Ingazeira na pessoa de dom Bisol que me deu muita força nestes anos, nestes últimos tempos principalmente com a pandemia e pedir a todos vocês que rezem por mim. Rezem pelos meus colegas diáconos que serão ordenados no próximo dia 25 e pedir a Deus que conceda novas vocações para a sua messe, que mande mais operários messe, porque estamos necessitados de sacerdotes e de bons sacerdotes. Então peçamos sempre a Deus novas vocações, peçamos a Deus que ele possa derramar sobre cada um dos sacerdotes do Brasil a graça para levar a sua missão avante. E pedimos a Deus, por fim para que Ele se compadeça de nós, do povo brasileiro e derrame copiosas bençãos para todas aquelas pessoas que sofrem pelo fragelo do Covid. Peço a Deus que possa abençoar cada uma das pessoas que perderam familiares, que perderam as pessoas queridas, peçamos que essa pandemia possa terminar, acabar e possamos retomar às nossas vidas, às nossas celebrações, à nossa vida de fé principalmente, para que possamos viver tempos melhores daqui em diante. Um abraço a todos e que Deus abençoe cada um de vocês.
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