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Arcoverde: Zeca Cavalcanti nega que seja alvo de condenação por improbidade e ataca Madalena Britto

Por Nill Júnior

img201504011824136625365MEDO Deputado Federal Zeca Cavalcanti enviou nota rebatendo as informações sobre condenação por improbidade administrativa, noticiada no Blog do Magno e reproduzida em nosso blog.

Sr. Nill Junior,

O Blog cuja responsabilidade das publicações recai sobre V. Senhoria, veiculou no início da noite do dia 02 de setembro de 2016, nota inverídica afirmando que sofremos condenação por improbidade administrativa.

Bem por isso, em respeito ao povo pernambucano que nos conferiu noventa e sete mil votos, para representá-lo na Câmara Federal,  presto os seguintes esclarecimentos:

1 – A nota constante nesse blog inicia asseverando que houve condenação por ato de improbidade, tendo em vista que quando da nossa gestão houve o beneficiamento da empresa Conexão Consultoria Ltda. Não é verdade! A contratação da referida empresa quando estávamos à frente da Prefeitura de Arcoverde, e tinha como vice a atual prefeita, foi realizada por regular processo licitatório, homologado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que aprovou nossas contas nos anos em que a empresa prestou os seus serviços. Alias é importante ressaltar que o governo da atual prefeita manteve a empresa prestando serviços na cidade de Arcoverde. O que na realidade existe, é a tramitação de ação proposta pela Prefeitura de Arcoverde, por questões meramente políticas e com a finalidade de prejudicar esse parlamentar e a empresa, entretanto, no referido processo não foi proferida nenhuma decisão, muito menos condenação, de modo que esse blog não conferiu a fonte antes de equivocadamente publicar a informação. Convidamos inclusive o leitor a acessar o site do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, e consultar o processo n.º 0003336-61.2015.8.17.0220, para atestar essa realidade.

2 – A nota foi tão mal redigida que confunde processos e para manipular o leitor. Pois a segunda parte da matéria refere-se a outro processo, outra ação também já esclarecida de improbidade administrativa. Nesta segunda parte da notícia, asseverou-se que “a acusação está no site do Tribunal Regional Eleitoral”. Não é verdade!  Não temos nenhum processo perante a Justiça Eleitoral, e, aliás, quem possui o mínimo de formação jurídica é sabedor que essa justiça especializada não julga atos de improbidade administrativa, competência essa exclusiva das justiças comuns cíveis dos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais.

3 – Continuando a matéria foi dito que fomos condenados por frustrar processo licitatório, destacando o número dos processos. Não é verdade! Também nesse ponto convidamos o leitor a acessar o site do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região –www.trf5.jus.br – e ali após inserir-se o processo n.º 0000508-09.2008.4.05.8303, pode ser livremente observado que os desembargadores da terceira turma asseveraram que “Não há que se falar em ressarcimento ao erário público, porque os gêneros alimentícios foram adquiridos e efetivamente consumidos, não se podendo aferir qual seria o valor gasto..”,  que “não houve prova de qualquer acréscimo patrimonial ilícito”. Como refere-se a um questionamento apenas sobre a modalidade licitatória se “Carta convite ou Pregão”, que neste caso alega o equívoco desta licitação, foi atribuída apenas multa de dez mil reais, mas como se viu da decisão, em momento algum houve condenação ou suspensão dos nossos direitos políticos. Em relação à referida multa, nossos advogados apresentaram recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça que foi admitido e aguarda apreciação pelo Ministro Benedito Gonçalves, do qual temos certeza do seu acolhimento. Se pronunciando de forma definitiva.

4 – Por fim, diz à matéria que o MPF – Ministério Público Federal requereu do Superior Tribunal de Justiça a suspensão dos nossos direitos políticos e a perda do nosso mandado de Deputado Federal. Não é verdade! Consultando o site do Superior Tribunal de Justiça, e acessando o processo – RESP 1430325 – pode ser observado que o Ministério Público não faz parte do processo e o Deputado Zeca Cavalcanti não tem nenhum processo, nenhuma ação que solicite a suspensão dos seus direitos políticos.

Sobre improbidade administrativa , quem responde atualmente é a Prefeita Madalena Britto quanto a contratações irregulares realizadas no ano de 2014 e que está sob apreciação do juiz da 2° vara de Arcoverde e ainda recai sobre a mesma um inquérito civil público sobre possível superfaturamento da obra da Av. Coronel Antonio Japiassu.

O povo pernambucano sabe do trabalho e dos amigos que o Deputado Zeca Cavalcanti tem ao lado. Diferentemente de outros que andam com problemas com delação premiada, turbulência, denúncia de propina, entre outros atos ilícitos. O Deputado Zeca Cavalcanti, sim, tem as mãos limpas e anda com pessoas de mãos limpas.

São essas as informações que prestamos ao povo pernambucano, que correspondem à realidade dos fatos lamentando profundamente a forma equivocada, leviana e tendenciosa de pessoas desesperadas eleitoralmente e interessadas em manchar e macular a imagem do outro repassando informações inverídicas inicialmente para esse blog.

ZECA CAVALCANTI

Deputado Federal

Outras Notícias

Nova cooperativa promete alavancar economia no Sertão

Produtores rurais da cidade de Mirandiba, localizado no Sertão pernambucano, estão em constantes reuniões para se organizarem em cooperativa e, assim, fazer com que a produção agrícola da região possa produzir em maior escala. Para concretizar o negócio, apenas falta uma última assembleia de conhecimento geral dos termos. Com a cooperativa em funcionamento, a expectativa é […]

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Produtores rurais da cidade de Mirandiba, localizado no Sertão pernambucano, estão em constantes reuniões para se organizarem em cooperativa e, assim, fazer com que a produção agrícola da região possa produzir em maior escala. Para concretizar o negócio, apenas falta uma última assembleia de conhecimento geral dos termos. Com a cooperativa em funcionamento, a expectativa é que haja um aumento de emprego na zona rural, tanto de Mirandiba como nas cidades vizinhas.

Logo abaixo das terras de delimitação do município de Mirandiba, corre um importante aquífero que pode ajudar em diversas produções. Porém, como os cultivos são irregulares em determinados períodos do ano, a saída de produtores de fruta, leite, mel, juntamente com pessoas ligadas a caprinocultura e ovinocultura é se juntar e fortalecer os laços para que haja uma continuação dos trabalhos em outras áreas em tempos de dificuldade de alguns setores.

De acordo com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras de Pernambuco (OCB/PE), Malaquias Ancelmo de Oliveira,  se juntar para fazer uma cooperativa é um modo democrático e firme quando se tem uma meta de trabalhar. “O produtor rural sem organização não prospera. Visto que a região não tem uma produção regular, a forma de cooperativa pode trazer benefícios significativos para todos os envolvidos de forma igualitária. A formação de uma entidade assim, com tanta pluralidade de produção, pode trazer avanços econômicos em toda região”, comenta Malaquias.

Além de Malaquias, o ex-prefeito de Mirandiba e ex-deputado estadual Nelson Pereira apoia o projeto, afirmando  que a região pode conquistar elevados números de desenvolvimento através da formação da entidade. Atualmente, boa parte dos 30 produtores envolvidos no negócio são de localidades vizinhas da fazendo Areias.

“Maior encontro de forró do Brasil” acontece hoje em Afogados e São José do Egito

Evento é organizado por Wilton Confecções e leva atrações para Aplausos Show e Clube do Binhas O empresário Wilton Confecções está trazendo hoje às cidades de Afogados da Ingazeira e São José do Egito o evento “O Maior Encontro de Forró do Brasil”. Juntas, as atrações Batista Lima, ex-Limão com Mel, Arreio de Ouro e […]

Batista Lima é o principal nome do encontro, que ainda terá Arreio de Ouro e Mala 100 Alça

Evento é organizado por Wilton Confecções e leva atrações para Aplausos Show e Clube do Binhas

O empresário Wilton Confecções está trazendo hoje às cidades de Afogados da Ingazeira e São José do Egito o evento “O Maior Encontro de Forró do Brasil”. Juntas, as atrações Batista Lima, ex-Limão com Mel, Arreio de Ouro e Mala Sem Alça.

Batista Lima é um ícone do forró romântico. Bem antes de ser reconhecido nacionalmente no cenário musical como Vocalista da Banda Limão com Mel foi agricultir em Serra Talhada, onde nasceu. Deixou a cidade, foi engraxate, camelô ambulante e fez de tudo para ganhar o pão. Via o pai tocando sanfona e nos encontros de rodas de viola junto com os irmãos durante a infância.

Aos 13 anos, ao lado do irmão mais velho, Edson Lima, escreveu suas primeiras composições. Em 1993, ingressou na Banda Talismã. Um ano depois, a banda virou Limão com Mel. Com a saída de Edson Lima do grupo em 2001, Batista Lima passou a cantar na banda. Em 2014, iniciou carreira solo.

Dentre os músicos que participam do show está o guitarrista Pedro Almeida, 24 anos, filho do casal Ney Gomes e Flávia Almeida.

A Banda Mala Sem Alça, saiu do projeto Vaneirão com a chegada do cantor Marcello Mello. A mudança de empresários a banda passou a ser de forró romântico. Atualmente a banda é formada por 3 integrantes: Rayane Façanha, Marcelo Mello e James Cardoso. De Araripina, o grupo tem vários CDs gravados.

Criada em setembro de 2004 a Arreio de Ouro surgiu a partir dos irmãos Pedro e Edvaldo, figuras conhecidas na cidade de Custódia-PE, terra natal da banda.   Atualmente a Arreio de Ouro é presença fixa nas maiores festas populares da região Nordeste.

Os shows acontecem no Aplausos Show em Afogados  da Ingazeira e no Clube Binhas em São José do Egito simultaneamente às 21h com DJ.

A logística definida faz com que não haja atrasos entre uma atração e outro. A programação começa às 22h pontualmente com Malla 100 Alça. À 0h30, Batista Lima sobe ao palco. Fechando a programação às 3h começa o show de Arreio de ouro.

A festa é tradicionalmente realizada nesta data por ser véspera de feriado. Os últimos ingressos estão a venda em Wilton Confecções e com os vendedores credenciados. Os ingressos custam R$ 25,00 pista e R$ 40,00 área vip.

Vitória hoje colocará o Afogados FC entre os quatro primeiros do Pernambucano

Afogados FC e Pesqueira fazem hoje á noite no Vianão o jogo daqueles que querem encontrar a regularidade no Campeonato Pernambucano. As duas equipes só venceram um jogo na competição e tem os mesmos 33,3% de aproveitamento. A Coruja vai para a segunda partida seguida sem vencer no Vianão e tem como último resultado uma […]

Cláudio Gomes

Afogados FC e Pesqueira fazem hoje á noite no Vianão o jogo daqueles que querem encontrar a regularidade no Campeonato Pernambucano. As duas equipes só venceram um jogo na competição e tem os mesmos 33,3% de aproveitamento.

A Coruja vai para a segunda partida seguida sem vencer no Vianão e tem como último resultado uma derrota para o Santa Cruz. O Tricolor tem seis pontos e pode terminar a rodada entre os quatro primeiros colocados. Já a Águia vem de vitória fora de casa contra o Flamengo de Arcoverde e busca se afastar da zona de rebaixamento.

O Pesqueira está na oitava colocação com cinco pontos, um a mais que o Belo Jardim, que abre a zona de rebaixamento. Ontem o técnico Pedro Manta encerrou a preparação da Coruja do Sertão visando a partida de logo mais diante do Pesqueira.

A Comissão Estadual de Arbitragem de Pernambuco (Ceaf-PE) em audiência pública designou os árbitros que irão apitar os jogos da 7ª rodada do Campeonato Pernambucano Série A1/2018.

Para Afogados da Ingazeira x Pesqueira, arbitragem de Giorgio Wilton; Assistente 1: Charles Rosas, Assistente 2: Dhiego Cavalcanti. Quarto Árbitro: Nairon Pereira.

Grito dos Excluídos: parlamentares convocam para ato no 7 de Setembro

Realizado há mais de 15 anos, na semana da Proclamação da Independência do Brasil, o Grito dos Excluídos motivou discursos dos deputados Teresa Leitão (PT) e João Paulo (PCdoB) na Reunião Plenária desta quinta (2).  Na avaliação dos parlamentares, as políticas econômica, social e ambiental do Governo Bolsonaro são responsáveis por ampliar o número de […]

Realizado há mais de 15 anos, na semana da Proclamação da Independência do Brasil, o Grito dos Excluídos motivou discursos dos deputados Teresa Leitão (PT) e João Paulo (PCdoB) na Reunião Plenária desta quinta (2). 

Na avaliação dos parlamentares, as políticas econômica, social e ambiental do Governo Bolsonaro são responsáveis por ampliar o número de pessoas com direitos negados no País.

Teresa lembrou que os atos têm os objetivos de dar visibilidade às demandas da parcela mais vulnerável da sociedade, denunciar os mecanismos institucionais de exclusão, bem como propor vias alternativas. 

“Neste ano, vão se somar os gritos dos que têm fome, dos 14 milhões de desempregados, dos enlutados pela Covid-19 e dos sem esperança”, lamentou. A petista convocou as pessoas a participarem da passeata no Recife e incentivou a doação de feijão pelos manifestantes.

João Paulo recordou a primeira realização do ato no Recife, em 1995. Segundo ele, a cada ano, o protesto ganha mais força e se expande para outros países da América Latina. 

“O ato vai contra a histórica exclusão brasileira, resultado em grande parte da escravidão e do colonialismo, mas mantida como regra que alimentou sucessivos governos, do Império à República”, ressaltou.

A 27ª edição do Grito dos Excluídos trará, além das pautas históricas, a da defesa da democracia, “hoje ameaçada por promessas de golpe e ruptura institucional”, informou o comunista. “Nós também iremos às ruas contra o Governo Bolsonaro.”

Ele alertou, porém, que no mesmo dia, “hordas fascistas também sairão às ruas em passeatas e motociatas com o propósito de golpear as instituições com pedidos do fechamento do Congresso e do STF”. “Esperamos que o dia transcorra de forma pacífica porque, ao contrário dos anos anteriores, o Grito estará sujeito à ação de pessoas armadas e num ambiente de radicalização fanática.”

O parlamentar lamentou as quase 600 mil vidas perdidas para o novo coronavírus, fato para ele “associado à incompetência do Governo Federal, responsável por aumentar a exclusão social no País”. “Nunca houve tantos motivos para protestar e tantas causas para defender.” 

“Queremos unir as forças num movimento que, embora reúna a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e vários sindicatos, não tem dono nem mitos. Vamos às ruas contra o fascismo e seu intento de agravar as desigualdades e impedir o acesso dos mais pobres à riqueza do Brasil”, concluiu João Paulo.

Em apartes, Teresa Leitão, José Queiroz (PDT) e Dulci Amorim (PT) reforçaram a importância do evento. “Jair Bolsonaro precisa ver que ninguém segura o povo indignado e que ele será derrotado nas urnas”, pontuou o pedetista. “As pessoas estão com fome e não há maior direito do que o da vida. E ela está sendo negada por este Governo”, completou Amorim.

Priscila Krause cobra governador pela retirada de quase R$ 200 milhões de compensação ambiental para socorrer rombo

A maior parte dos recursos de compensação ambiental arrecadados pelo governo de Pernambuco a partir da instalação de grandes empreendimentos, como a Refinaria Abreu e Lima, a fábrica da FIAT e a Petroquímica Suape, no início da década, não foi utilizada conforme determinam as legislações federal e estadual, ou seja, não se destinaram à criação […]

Foto: Mariana Carvalho

A maior parte dos recursos de compensação ambiental arrecadados pelo governo de Pernambuco a partir da instalação de grandes empreendimentos, como a Refinaria Abreu e Lima, a fábrica da FIAT e a Petroquímica Suape, no início da década, não foi utilizada conforme determinam as legislações federal e estadual, ou seja, não se destinaram à criação e manutenção das 84 unidades de conservação da natureza existentes no estado, prejudicando diretamente a proteção dos recursos naturais sob a guarda da administração estadual.

A burla às regras fiscais e ambientais foi revelada pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na reunião plenária desta quarta-feira (6), que também adiantou já ter noticiado os órgãos de controle sobre os fatos, a exemplo do Ministério Público do Estado de Pernambuco (Promotoria de Defesa do Meio Ambiente da Capital) e do Tribunal de Contas do Estado, onde há em aberto uma auditoria operacional sobre o assunto.

Os recursos cuja finalidade foi desviada deveriam atualmente auxiliar o trabalho da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) nas praias atingidas pelo derramamento de petróleo, boa parte delas situadas em Unidades de Conservação, como a APA Guadalupe e a APA MAR Recifes.

De acordo com Priscila Krause, dos R$ 278,14 milhões arrecadados de 2013 a 2018 – entre as indenizações pagas e os rendimentos auferidos a partir do depósito dos recursos em fundos de investimento -, a gestão estadual utilizou R$ 81,37 milhões em ações de proteção ambiental.

Os demais R$ 196,77 milhões foram repassados à conta única do estado e utilizados para diversos fins de custeio. “Trata-se de mais uma forma flagrantemente ilegal do governo socorrer uma desorganização fiscal que ele nega. Dessa vez usaram os recursos que deveriam estar mantendo as nossas unidades de conservação da natureza. É um dinheiro que só pode ser aplicado com autorização da Câmara Técnica de Compensação Ambiental, que foi engolida pelas determinações da Fazenda”, explicou Priscila.

As operações de repasse à conta única ocorreram em dezembro de 2015 e dezembro de 2018, primeiramente sob a justificativa de que os recursos seriam temporariamente utilizados para ações de enfrentamento à seca e às enchentes e depois devolvidos – sem correção monetária.

No final do ano passado, com os R$ 145,0 milhões repassados em 2015 já totalmente devolvidos à Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) – os valores foram pagos em 36 parcelas mensais -, uma nova operação irregular permitiu mais uma vez o depósito do montante destinado às unidades de conservação na conta única do estado.

Em meio ao pacote de aumento de impostos que aumentaria a arrecadação do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecepe), um artigo “jabuti” incluído indevidamente pelo governador Paulo Câmara (PSB) – tratando de assunto totalmente distinto – permitiu a retrocessão dos valores à conta única.

De acordo com Priscila, o impasse teve início com a sanção da lei 15.626, de outubro de 2015,  que permitiu ao estado utilizar recursos de fundos superavitários que não tivessem vinculação orçamentária para financiar obras destinadas à defesa civil, como barragens. Nem a matéria nem a sua justificativa, quando enviada pelo governador, deixaram claro que os recursos utilizados seriam os da compensação.

“A Alepe votou sem ter a menor ideia de que se tratava de compensação, que é um recurso carimbado, que jamais poderia ser alvo de uma legislação assim. Depois, em mais dois projetos, em 2018 e 2019, o Legislativo sequer foi informado que os projetos tratavam de outras matérias, o que é inconstitucional”, acrescentou.

Além de ter solicitado averiguação e tomada das medidas cabíveis aos órgãos de controle, Priscila protocolou projeto de lei revogando os artigos “jabutis” indevidamente incluídos pelo Poder Executivo Estadual em projetos votados na Alepe e sancionados pelo governador em dezembro de 2018 e maio de 2019.

O primeiro permitiu que os recursos “emprestados” à conta única do Estado em 2015 para ações de prevenção aos desastres – já devolvidos integralmente no final de 2018 – fossem transferidos mais uma vez das contas da CPRH à conta única do Estado. O segundo, de maio deste ano, revogou dispositivo que obrigaria a Fazenda a devolver esse novo “empréstimo” em parcelas mensais e iguais desde janeiro de 2019. Com a revogação, o governo teve a permissão de devolver o montante, sem a devida correção monetária, apenas em dezembro de 2022.

O maior valor de compensação ambiental envolvido nessa operação ilegal da gestão Paulo Câmara diz respeito aos R$ 137,4 milhões pagos pela Petrobrás, em 2013, a título de compensação ambiental pela instalação da Refinaria Abreu e Lima.

Desse montante, houve a destinação efetiva de R$ 57,66 milhões para unidades de conversação da natureza pernambucanas.

“A gente resgatou notícias de como a equipe da área ambiental do governo, na época capitaneada pelo ex-secretário Sérgio Xavier, comemorou a entrada desses recursos. A intenção era, cumprindo a lei, realizar uma série de ações, como a efetivação dos planos de manejo das unidades de conservação e a criação de outras unidades e parques, como o parque marinho no nosso litoral sul. Infelizmente uma política equivocada e sem nenhuma transparência fez esses projetos, que tinham recursos garantidos, ficarem apenas no papel. Nossa luta é fazer valer o direito da sociedade aos recursos para a área ambiental, principalmente nesse período onde precisamos atuar especificamente nessas unidades”, finalizou Priscila.