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Priscila Krause cobra governador pela retirada de quase R$ 200 milhões de compensação ambiental para socorrer rombo

Por André Luis
Foto: Mariana Carvalho

A maior parte dos recursos de compensação ambiental arrecadados pelo governo de Pernambuco a partir da instalação de grandes empreendimentos, como a Refinaria Abreu e Lima, a fábrica da FIAT e a Petroquímica Suape, no início da década, não foi utilizada conforme determinam as legislações federal e estadual, ou seja, não se destinaram à criação e manutenção das 84 unidades de conservação da natureza existentes no estado, prejudicando diretamente a proteção dos recursos naturais sob a guarda da administração estadual.

A burla às regras fiscais e ambientais foi revelada pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na reunião plenária desta quarta-feira (6), que também adiantou já ter noticiado os órgãos de controle sobre os fatos, a exemplo do Ministério Público do Estado de Pernambuco (Promotoria de Defesa do Meio Ambiente da Capital) e do Tribunal de Contas do Estado, onde há em aberto uma auditoria operacional sobre o assunto.

Os recursos cuja finalidade foi desviada deveriam atualmente auxiliar o trabalho da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) nas praias atingidas pelo derramamento de petróleo, boa parte delas situadas em Unidades de Conservação, como a APA Guadalupe e a APA MAR Recifes.

De acordo com Priscila Krause, dos R$ 278,14 milhões arrecadados de 2013 a 2018 – entre as indenizações pagas e os rendimentos auferidos a partir do depósito dos recursos em fundos de investimento -, a gestão estadual utilizou R$ 81,37 milhões em ações de proteção ambiental.

Os demais R$ 196,77 milhões foram repassados à conta única do estado e utilizados para diversos fins de custeio. “Trata-se de mais uma forma flagrantemente ilegal do governo socorrer uma desorganização fiscal que ele nega. Dessa vez usaram os recursos que deveriam estar mantendo as nossas unidades de conservação da natureza. É um dinheiro que só pode ser aplicado com autorização da Câmara Técnica de Compensação Ambiental, que foi engolida pelas determinações da Fazenda”, explicou Priscila.

As operações de repasse à conta única ocorreram em dezembro de 2015 e dezembro de 2018, primeiramente sob a justificativa de que os recursos seriam temporariamente utilizados para ações de enfrentamento à seca e às enchentes e depois devolvidos – sem correção monetária.

No final do ano passado, com os R$ 145,0 milhões repassados em 2015 já totalmente devolvidos à Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) – os valores foram pagos em 36 parcelas mensais -, uma nova operação irregular permitiu mais uma vez o depósito do montante destinado às unidades de conservação na conta única do estado.

Em meio ao pacote de aumento de impostos que aumentaria a arrecadação do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecepe), um artigo “jabuti” incluído indevidamente pelo governador Paulo Câmara (PSB) – tratando de assunto totalmente distinto – permitiu a retrocessão dos valores à conta única.

De acordo com Priscila, o impasse teve início com a sanção da lei 15.626, de outubro de 2015,  que permitiu ao estado utilizar recursos de fundos superavitários que não tivessem vinculação orçamentária para financiar obras destinadas à defesa civil, como barragens. Nem a matéria nem a sua justificativa, quando enviada pelo governador, deixaram claro que os recursos utilizados seriam os da compensação.

“A Alepe votou sem ter a menor ideia de que se tratava de compensação, que é um recurso carimbado, que jamais poderia ser alvo de uma legislação assim. Depois, em mais dois projetos, em 2018 e 2019, o Legislativo sequer foi informado que os projetos tratavam de outras matérias, o que é inconstitucional”, acrescentou.

Além de ter solicitado averiguação e tomada das medidas cabíveis aos órgãos de controle, Priscila protocolou projeto de lei revogando os artigos “jabutis” indevidamente incluídos pelo Poder Executivo Estadual em projetos votados na Alepe e sancionados pelo governador em dezembro de 2018 e maio de 2019.

O primeiro permitiu que os recursos “emprestados” à conta única do Estado em 2015 para ações de prevenção aos desastres – já devolvidos integralmente no final de 2018 – fossem transferidos mais uma vez das contas da CPRH à conta única do Estado. O segundo, de maio deste ano, revogou dispositivo que obrigaria a Fazenda a devolver esse novo “empréstimo” em parcelas mensais e iguais desde janeiro de 2019. Com a revogação, o governo teve a permissão de devolver o montante, sem a devida correção monetária, apenas em dezembro de 2022.

O maior valor de compensação ambiental envolvido nessa operação ilegal da gestão Paulo Câmara diz respeito aos R$ 137,4 milhões pagos pela Petrobrás, em 2013, a título de compensação ambiental pela instalação da Refinaria Abreu e Lima.

Desse montante, houve a destinação efetiva de R$ 57,66 milhões para unidades de conversação da natureza pernambucanas.

“A gente resgatou notícias de como a equipe da área ambiental do governo, na época capitaneada pelo ex-secretário Sérgio Xavier, comemorou a entrada desses recursos. A intenção era, cumprindo a lei, realizar uma série de ações, como a efetivação dos planos de manejo das unidades de conservação e a criação de outras unidades e parques, como o parque marinho no nosso litoral sul. Infelizmente uma política equivocada e sem nenhuma transparência fez esses projetos, que tinham recursos garantidos, ficarem apenas no papel. Nossa luta é fazer valer o direito da sociedade aos recursos para a área ambiental, principalmente nesse período onde precisamos atuar especificamente nessas unidades”, finalizou Priscila.

Outras Notícias

Após demora de mais de duas horas do TSE, PT recorre ao STF e Zanin determina prorrogação da votação

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às […]

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às seções eleitorais que ainda estavam abertas às 17h.

O pedido foi motivado por denúncias de dificuldades no transporte público em diferentes cidades brasileiras, especialmente em municípios onde a redução da circulação de ônibus teria prejudicado o deslocamento dos eleitores.

Segundo reportagem do Diário de Pernambuco, o primeiro pedido da coligação de Lula foi protocolado no TSE às 13h22 e distribuído ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, às 13h54.

Apesar da solicitação de urgência, Nunes Marques só se manifestou às 16h12, duas horas e 18 minutos depois de receber o processo. Em vez de decidir imediatamente sobre a prorrogação, determinou que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) apresentassem informações sobre as dificuldades relatadas.

Os tribunais regionais receberam prazo de 30 minutos para responder, o que aproximou a análise do horário previsto para o encerramento da votação, às 17h.

Antes disso, às 15h42, a campanha petista havia apresentado outro pedido ao TSE, incluindo municípios de Pernambuco, Alagoas, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.

Diante da ausência de uma decisão definitiva, o PT acionou o STF às 16h22. O processo foi distribuído ao ministro Cristiano Zanin, que determinou a extensão do horário eleitoral por duas horas, considerando a gravidade das denúncias e a urgência da situação.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado ao TSE a ampliação da votação. O pedido foi protocolado às 15h27 e envolvia municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde a defesa alegou problemas provocados por condições climáticas e dificuldades de deslocamento.

A decisão de Zanin provocou uma situação excepcional na Justiça Eleitoral. A apuração dos votos chegou a ser iniciada após as 17h, mas foi interrompida em razão da determinação do STF.

O principal impasse ocorreu porque parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos, desligado as urnas e emitido os boletins de votação quando a decisão foi comunicada.

Diante dessa situação, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas às 17h. O presidente do TSE encaminhou orientação aos tribunais regionais para cumprimento da medida.

Em nota divulgada às 18h44 e atualizada às 19h02, o TSE confirmou que a votação continuaria apenas nos locais onde o encerramento não havia ocorrido no horário original.

A Corte também informou a retomada do recebimento dos boletins de urna, da totalização dos votos e da divulgação dos resultados após as 19h.

O episódio ocorreu em meio às denúncias apresentadas pelas duas campanhas sobre obstáculos enfrentados por eleitores no segundo turno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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TRE-PE determina prorrogação do transporte público gratuito até as 21h30 na Região Metropolitana do Recife

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (25), a ampliação da gratuidade do transporte público coletivo na Região Metropolitana do Recife até as 21h30. A medida acompanha a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais […]

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (25), a ampliação da gratuidade do transporte público coletivo na Região Metropolitana do Recife até as 21h30. A medida acompanha a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais até as 19h.

A determinação foi assinada pela desembargadora eleitoral Roberta Viana Jardim, no âmbito da Petição Cível nº 0603425-95.2026.6.17.0000, e estabelece a obrigação de manter o benefício por mais tempo para atender aos eleitores.

A decisão é direcionada ao Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), e ao Grande Recife Consórcio de Transporte, responsáveis por assegurar o cumprimento da gratuidade até o novo horário.

O TRE-PE também determinou que os órgãos estaduais comuniquem imediatamente a decisão às empresas responsáveis pela operação do transporte coletivo. A prorrogação deverá ser divulgada nos canais institucionais para informar a população sobre a continuidade do serviço gratuito.

O descumprimento da ordem poderá resultar na aplicação de multa, conforme estabelecido pela Justiça Eleitoral.

A ampliação ocorre após a decisão do STF que estendeu o período de votação por duas horas em todo o país, em resposta a denúncias de dificuldades de deslocamento de eleitores relacionadas à oferta de transporte público.

A determinação do TRE-PE trata especificamente do transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife. O comunicado oficial não estabelece a extensão da gratuidade até as 21h30 para todas as linhas intermunicipais do interior pernambucano.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Foto: Reprodução

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TSE retoma apuração dos votos após suspensão provocada pela prorrogação da votação até as 19h

A apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (25), após a interrupção provocada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h. A suspensão ocorreu pouco depois das 17h, […]

A apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (25), após a interrupção provocada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h.

A suspensão ocorreu pouco depois das 17h, quando o sistema da Justiça Eleitoral registrava 0,25% das urnas apuradas. Na primeira parcial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 57,66% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 42,34%.

A decisão de Zanin foi motivada por denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores, especialmente em municípios onde houve redução da circulação de ônibus durante o dia de votação.

Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos, sem determinar a reabertura das urnas já fechadas.

Com a retomada da totalização, os resultados passam a ser atualizados conforme os boletins de urna são processados pela Justiça Eleitoral. Os números iniciais não indicam necessariamente uma tendência para o resultado final da disputa presidencial.

Fonte: O Globo.

Foto: Reprodução

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Procon-BA encontra 944 ônibus parados em garagens de Salvador durante votação do segundo turno

O Procon da Bahia identificou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante o segundo turno presidencial deste domingo (25). O número foi divulgado no início da noite pelo Governo da Bahia e atualiza o balanço anterior de 544 veículos encontrados em cinco garagens. A fiscalização começou após denúncias de eleitores que relataram demora […]

O Procon da Bahia identificou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante o segundo turno presidencial deste domingo (25). O número foi divulgado no início da noite pelo Governo da Bahia e atualiza o balanço anterior de 544 veículos encontrados em cinco garagens.

A fiscalização começou após denúncias de eleitores que relataram demora e dificuldades para chegar aos locais de votação. Segundo o órgão, em uma unidade da OT Trans havia 55 ônibus aptos a circular, mas mantidos no pátio. As inspeções foram ampliadas para outras garagens, elevando o total de veículos identificados.

Diante dos problemas, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a circulação de toda a frota, com frequência de dias úteis e transporte gratuito. O presidente da Corte também ordenou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A ordem judicial não significa que a prisão tenha sido executada.

A Prefeitura de Salvador negou ter orientado a redução do serviço. O prefeito Bruno Reis afirmou que a saída de ônibus atrasou porque empresas retiravam adesivos de propaganda eleitoral colocados nos veículos. Segundo a gestão municipal, a circulação foi normalizada. As responsabilidades ainda dependem de apuração.

O Governo da Bahia informou ter colocado equipes de segurança à disposição para auxiliar na retomada do serviço. O total de 944 corresponde aos ônibus encontrados nas garagens durante as vistorias, não necessariamente a veículos parados durante todo o dia.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Agência Brasil

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Zanin esclarece que prorrogação da votação até as 19h vale apenas para urnas ainda abertas

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a decisão de prorrogar o segundo turno das eleições até as 19h, pelo horário de Brasília, aplica-se às urnas que ainda não haviam sido encerradas. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo após dúvidas sobre a execução da medida, anunciada […]

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a decisão de prorrogar o segundo turno das eleições até as 19h, pelo horário de Brasília, aplica-se às urnas que ainda não haviam sido encerradas. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo após dúvidas sobre a execução da medida, anunciada quando parte das seções eleitorais já havia concluído a votação.

O esclarecimento estabelece uma limitação prática à determinação inicial, que previa a ampliação do horário em todo o território nacional. As seções que já haviam encerrado formalmente seus trabalhos não precisariam reabrir as urnas, enquanto aquelas que permaneciam em funcionamento poderiam continuar recebendo eleitores até o novo horário.

A decisão original de Zanin foi divulgada pouco depois das 17h, horário previsto para o término da votação. Nesse momento, mesários de diferentes estados já haviam iniciado os procedimentos de encerramento, incluindo a emissão dos boletins de urna.

A situação provocou dúvidas sobre a possibilidade de retomada da votação. Uma vez encerrada formalmente, a urna eletrônica não permite o recebimento de novos votos pelos procedimentos normais de operação. Relatos publicados pela imprensa apontaram dificuldades de orientação em seções eleitorais de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A prorrogação foi determinada após uma reclamação da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação denunciou dificuldades no transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, que poderiam comprometer o deslocamento de eleitores.

Ao analisar o pedido, Zanin considerou urgente a situação e determinou a ampliação do horário por duas horas, atribuindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de executar a medida.

A decisão levou o TSE a interromper temporariamente a apuração, que já havia começado. No momento da suspensão, 1.225 das 499.248 seções haviam sido contabilizadas, o equivalente a aproximadamente 0,25% do total nacional.

O esclarecimento sobre as urnas já encerradas busca delimitar os efeitos da prorrogação e orientar a continuidade dos procedimentos eleitorais nas seções que ainda estavam em funcionamento.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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