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Após sessão tumultuada, Senado aprova texto-base da reforma trabalhista

Por André Luis

Sessão foi marcada porque senadoras ocuparam a Mesa Diretora por mais de seis horas. Luzes do plenário foram desligadas e sessão foi retomada com gritaria e sob protestos da oposição.

Após uma sessão marcada por uma série de tumultos em plenário, o Senado aprovou nesta terça-feira (11), por 50 votos a 26 (e uma abstenção), o texto-base da reforma trabalhista

Enviado pelo governo no ano passado, o projeto muda trechos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e prevê pontos que poderão ser negociados entre empregadores e empregados e, em caso de acordo coletivo, passarão a ter força de lei.

Com a aprovação do texto-base, os senadores passaram a votar três destaques, sugestões de parlamentares para alterar a redação original. Até a última atualização desta reportagem, o plenário não havia concluído a análise dessas sugestões.

Se os destaques forem rejeitados, a reforma, já aprovada pela Câmara dos Deputados, seguirá para sanção do presidente Michel Temer.

O presidente se comprometeu com senadores da base governista a alterar trechos controversos do projeto.

Depois da publicação no “Diário Oficial da União” pela Presidência da República, haverá um prazo de quatro meses para a entrada das novas regras em vigor.

Pela proposta, a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo de almoço, plano de cargos e salários e banco de horas.

Outros pontos, como FGTS, salário mínimo, 13º salário, seguro-desemprego, benefícios previdenciários, licença-maternidade, porém, não poderão ser negociados.

Saiba abaixo, ponto a ponto, o que prevê o texto-base da reforma trabalhista:

Acordos coletivos – Terão força de lei e poderão regulamentar, entre outros pontos, a jornada de trabalho de até 12 horas, dentro do limite de 48 horas semanais, incluindo horas extras.

Parcelamento das férias, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas também poderão ser negociados.

Pontos como FGTS, salário mínimo, 13º salário, seguro-desemprego, benefícios previdenciários, licença-maternidade e normas relativas à segurança e saúde do trabalhador não poderão entrar na negociação.

Atualmente, acordos coletivos não podem se sobrepor ao que é previsto na CLT.

Jornada parcial – Poderá ser de até 30 horas semanais, sem hora extra, ou de até 26 horas semanais, com acréscimo de até seis horas (nesse caso, o trabalhador terá direito a 30 dias de férias).

Atualmente, a jornada parcial de até 25 horas semanais, sem hora extra e com direito a férias de 18 dias.

Parcelamento de férias – As férias poderão ser parceladas em até três vezes. Nenhum dos períodos pode ser inferior a cinco dias corridos e um deles deve ser maior que 14 dias (as férias não poderão começar dois dias antes de feriados ou no fim de semana).

Atualmente, as férias podem ser parceladas em até duas vezes em casos excepcionais. Um dos períodos não pode ser inferior a dez dias corridos.

Além disso, a legislação em vigor determina que aos menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos, as férias serão sempre concedidas de uma só vez. O projeto retira essa regra.

Grávidas e lactantes – Grávidas poderão ser afastadas do trabalho em locais insalubres de graus “mínimo” e “médio”, desde que apresentem atestado médico. Em caso de grau máximo de insalubridade, o trabalho não será permitido para grávidas.

Já lactantes poderão ser afastadas do trabalho em locais insalubres de qualquer grau, desde que apresentem atestado médico.

Os atestados serão emitido por médico de “confiança da mulher” e deverão recomendar o afastamento durante a gravidez ou lactação.

Atualmente, grávidas e lactantes não podem trabalhar em locais insalubres, independentemente do grau de insalubridade.

Contribuição sindical – Deixará de ser obrigatória. Caberá ao trabalhador autorizar o pagamento.

Atualmente, é obrigatória e descontada uma vez por ano diretamente do salário do trabalhador.

Trabalho em casa – A proposta regulamenta o chamado home office (trabalho em casa).

Atualmente, esse tipo de trabalho não é previsto pela CLT.

Intervalo para almoço – Se houver acordo coletivo ou convenção coletiva, o tempo de almoço poderá ser reduzido a 30 minutos, que deverão ser descontados da jornada de trabalho (o trabalhador que almoçar em 30 minutos poderá sair do trabalho meia hora mais cedo).

Atualmente, a CLT prevê obrigatoriamente o período de 1 hora para almoço.

Trabalho intermitente – Serão permitidos contratos em que o trabalho não é contínuo. O empregador deverá convocar o empregado com pelo menos três dias de antecedência. A remuneração será definida por hora trabalhada e o valor não poderá ser inferior ao valor da hora aplicada no salário mínimo.

O empregado terá um dia útil para responder ao chamado.

Depois de aceitar a oferta, o empregador ou o empregado que descumprir, sem motivos justos, o contrato, terá de pagar a outra parte 50% da remuneração que seria devida.

Atualmente, a CLT não prevê esse tipo de contrato.

Uniforme – Pela proposta, cabe ao empregador definir o tipo de vestimenta no ambiente de trabalho. A higienização do uniforme será de responsabilidade do trabalhador, a não ser nos casos em que forem necessários procedimentos ou produtos específico para a lavagem do uniforme.

Atualmente, a legislação trabalhista não prevê essas regras.

Autônomos – As empresas poderão contratar autônomos e, ainda que haja relação de exclusividade e continuidade, o projeto prevê que isso não será considerado vínculo empregatício.

Atualmente, é permitido a empresas contratar autônomos, mas se houver exclusividade e continuidade, a Justiça obriga o empregador a indenizar o autônomo como se fosse um celetista.

Transporte para o trabalho – O projeto prevê que quando o empregador fornecer condução para o trabalhador o tempo de deslocamento não será computado para a jornada de trabalho.

Atualmente, nesse caso, esse tempo é computado.

Contratação de ex-efetivo como terceirizado – O projeto também prevê que o empregado efetivo de uma empresa que for demitido não poderá ser recontratado via empresa terceirizada que preste serviço à empresa-mãe no prazo de 18 meses.

Outras Notícias

Suplente de Flávio Bolsonaro se solidariza com fuga e descarta assumir vaga no Senado

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal. Marinho atribuiu a […]

O empresário Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar após sua saída do Brasil para os Estados Unidos. Em entrevista à revista Veja, publicada neste domingo (1º), Marinho afirmou compreender a decisão do senador, mas descartou qualquer articulação para assumir sua cadeira no Senado Federal.

Marinho atribuiu a saída de Flávio ao que considera uma perseguição contra o parlamentar. “Eu compreendo as razões dele para ter deixado o país diante das circunstâncias que ele está vivendo aqui, dessa perseguição que ele está vivendo aqui. Quero fazer um gesto de carinho para ele”, declarou.

Apesar da manifestação de apoio, o empresário afirmou que não pretende se movimentar politicamente para ocupar o mandato. Segundo a reportagem, Marinho não tem expectativa de assumir a vaga, mesmo diante da ausência de Flávio Bolsonaro do território brasileiro.

A saída do senador para os Estados Unidos ocorreu após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A mudança de país, entretanto, não provoca automaticamente a perda do mandato parlamentar.

Pelas regras do Senado, a perda do cargo por faltas depende do não comparecimento a um terço das sessões, ressalvadas as hipóteses previstas na Constituição. O senador também pode solicitar licença por até 120 dias, sem que isso implique necessariamente sua substituição.

Uma eventual cassação por quebra de decoro parlamentar exigiria a abertura de procedimento específico e deliberação do Senado. Para a perda do mandato nessa hipótese, são necessários pelo menos 41 votos, equivalentes à maioria absoluta dos 81 senadores.

Conforme a Veja, Flávio Bolsonaro continua identificado como senador em atividade no sistema oficial da Casa e deve permanecer recebendo o salário parlamentar de aproximadamente R$ 46,3 mil mensais, enquanto não houver alteração em sua situação funcional.

A relação de Paulo Marinho com a família Bolsonaro passou por diferentes momentos. Em 2018, o empresário cedeu sua residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para funcionar como comitê eleitoral de Jair Bolsonaro.

Posteriormente, houve um rompimento político. Nas eleições de 2022, Marinho declarou apoio a Lula, mas voltou a se aproximar da família Bolsonaro em 2024.

Nas eleições deste ano, seu filho, André Marinho (Novo), disputou o Governo do Rio de Janeiro e declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Paulo Marinho tem 74 anos e acumula atuação nos setores financeiro, naval e de comunicação.

Fonte: Veja
Foto: Reprodução

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Coluna do Domingão: direita já descartou Flávio

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1. A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou […]

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1.

A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou vencedor quem teve mais votos.

Antes, a carta já era chamada de “com teor golpista” e Flávio,  de “fugitivo”.

O Estadão publicou um editorial com o título “um golpista em Miami, um democrata em SP”. Outra frase explorada pelo The Guardian ridicularizou: “A carta de Flávio não vale a tinta deste jornal, mas não há como ignorar o constrangimento”.

Não existe almoço grátis. Como parte da imprensa hegemônica tem interesses muito evidentes e servem a setores como o mercado,  as grandes empresas,  os grandes empresários e suas apostas,  a ideia é ignorar Flávio para projetar um novo líder,  com o favorito Tarcísio de Freitas. Já entenderam que com os Bolsonaros, não dá mais.  À exceção de 2018, com Lula preso, não tem mais chances.

Outra leitura é do último ciclo Lula. A esquerda ainda não tem um nome competitivo. Assim, a equação é ignorar Flávio Bolsonaro,  projetar Tarcísio de Freitas e apostar no enfraquecimento do lulismo em 2030. É uma espécie de “passa rápido,  podemos aguentar”.

Certeza é de que para essa turma,  Flávio já foi descartado.

Tristeza

Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.

Modus operandi

Como em todos os episódios similares, o vídeo publicado por Gil Amaral,  a Gil da Padaria,  de Custódia,  recomendando não contratar petistas, a primeira reação foi tentar retirar o vídeo. Depois,  bem depois, fazer uma nota afirmando que “não foi bem assim” e pedindo desculpas.

Críticas à concessão 

O Deputado Federal Pedro Campos,  do PSB,  criticou a prorrogação da concessão dos serviços de água e esgoto pelo governo Raquel Lyra às empresas vencedoras. “O preço da privatização da COMPESA chegou! As empresas ainda não estão prontas para assumir os serviços e, como sempre, quem corre o risco de pagar essa conta duas vezes é o povo pernambucano!” – diz. Ele diz que a tarifa de água será aumentada em mais de 10% e a tabela de serviços, em mais de 600%.

Público x privado 

Pedro diz ainda que as empresas Aqua Pernambuco e Vita Sertão estariam exigindo que os trabalhadores do Estado sirvam à estrutura privada que já vai começar a cobrar as novas tarifas. A proposta,  diz,  foi apresentada no Conselho de Administração da Compesa. Outra denúncia é a de que a parte que ficou pública terá prejuízo de R$ 3 bi.

Uma coisa é uma coisa

A primeira dama de Tuparetama,  Roseane Gomes,  tem todo o direito de ser bolsonarista. O complicado é,  na defesa de sua posição,  usar uma fake news para descredibilizar o processo eleitoral. Importante lembrar, não há registros de questionamentos ao sistema quando seu marido,  o prefeito Diógenes Patriota,  foi eleito a dois anos.

O meme veio pronto

O vereador Luiz Abel, de Sertânia,  tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação,  foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia,  a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE,  bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.

Criador e criatura

Em Belo Jardim,  a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado,  coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve  70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.

Racha a vista?

Em Venturosa,  ao que tudo indica,  pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório,  o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.

Reunião

A ASSERPE,  Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro,  com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais,  CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.

Frase da semana:

“Eu devo essa eleição ao povo brasileiro”.

Do presidente reeleito,  Luiz Inácio Lula da Silva,  acrescentando que essa eleição “foi o povo que ganhou, foi a juventude que ganhou, foram as mulheres que ganharam, foram as pessoas idosas que foram votar”.

“Escutem o que eu vou dizer: nenhum programa social será extinto nesse país”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato. A manifestação ocorreu após uma […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas redes sociais, neste domingo (1º), para desmentir informações sobre o possível encerramento de programas sociais do governo federal. Na gravação, ele garantiu a manutenção dos benefícios e afirmou que pretende ampliar as políticas sociais durante seu quarto mandato.

A manifestação ocorreu após uma semana em que o presidente enfrentou dificuldades na voz e reduziu suas aparições públicas. Segundo Lula, nesse período, informações falsas sobre o futuro dos programas sociais voltaram a circular nas redes sociais.

“A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais”, declarou.

Em seguida, o presidente assegurou que não pretende extinguir benefícios existentes e apresentou a possibilidade de ampliar as políticas de assistência à população.

“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles programas que já estão”, afirmou.

As declarações ocorrem após a circulação de publicações falsas sobre supostos cortes no Bolsa Família e no Gás do Povo. Na última terça-feira (27), o governo federal já havia divulgado um comunicado esclarecendo que os dois programas continuam em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. As alegações também foram desmentidas por agências de checagem.

Lula também reafirmou os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. “Tudo aquilo que foi prometido na campanha, pode ficar certo que vai acontecer”, disse.

Na gravação, o presidente comentou sua recuperação vocal e informou que está melhor. Ele afirmou que passou a semana realizando cuidados para recuperar a voz e que pretende retomar suas atividades públicas.

O presidente aproveitou a mensagem para agradecer aos eleitores que participaram da eleição presidencial e aos apoiadores que se mobilizaram durante a campanha.

Lula disse ainda que deseja voltar a percorrer os estados brasileiros para agradecer pessoalmente à população pelo resultado eleitoral.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo em que Lula rebate as informações falsas, fala sobre os programas sociais e agradece aos eleitores.

 

Foto: Reprodução

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Marília Arraes pode deixar o PDT caso federação com o PSB seja aprovada

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas. A informação foi publicada inicialmente […]

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) poderá deixar o partido caso a direção nacional aprove uma federação com o PSB, presidido por seu primo, João Campos. Segundo informações divulgadas neste domingo (1º) pelo Blog do Mário Flávio, a possibilidade de saída já teria sido comunicada pela parlamentar a pessoas próximas.

A informação foi publicada inicialmente pelo Blog do Augusto César, que ouviu uma fonte próxima à senadora eleita. De acordo com o relato, Marília espera que o PDT considere outras alternativas de composição partidária, sem estabelecer uma federação com o PSB.

Entre as possibilidades mencionadas estão entendimentos com o PSDB, Avante e partidos que integram a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD. As alternativas ainda dependem de negociações entre as direções das legendas.

A resistência de Marília está relacionada às divergências políticas com o PSB em Pernambuco, especialmente com João Campos. Apesar de terem integrado a mesma chapa nas eleições de 2026, quando Marília foi eleita senadora e João acabou derrotado na disputa pelo Governo do Estado, as diferenças entre os grupos não teriam sido superadas.

Segundo a publicação, aliados da senadora avaliam que uma federação poderia ampliar a influência do PSB sobre as decisões partidárias e reduzir a autonomia política de Marília em futuras disputas eleitorais.

A posição da parlamentar também conta com o apoio do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, integrante do PDT. Embora tenha defendido anteriormente uma aproximação com o PSB, Wolney votou contra a proposta durante reunião da direção nacional da legenda, realizada na terça-feira (27).

Na ocasião, o PDT aprovou uma resolução autorizando sua Executiva Nacional a avançar nas negociações sobre federação, fusão ou incorporação com outras legendas. A preferência por uma composição com o PSB foi sinalizada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, mas a união ainda não foi formalizada.

As negociações devem avançar até janeiro de 2027. Para produzir efeitos na próxima legislatura, uma eventual federação precisará ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do início dos trabalhos do novo Congresso, em fevereiro.

Marília foi eleita senadora por Pernambuco com 2.325.127 votos e assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027. Caso decida mudar de partido depois da posse, não estará automaticamente sujeita à perda do mandato por infidelidade partidária, regra que não se aplica aos cargos eleitos pelo sistema majoritário.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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Pollyana Abreu anuncia pagamento a criadores premiados na Expocose

A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, anunciou que os pagamentos das premiações aos criadores contemplados na 52ª Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Sertânia (Expocose) começaram a ser realizados. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a gestora informou que parte dos valores já está disponível nas contas dos beneficiários. “O dinheiro já está na […]

A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, anunciou que os pagamentos das premiações aos criadores contemplados na 52ª Exposição Especializada de Caprinos e Ovinos de Sertânia (Expocose) começaram a ser realizados. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a gestora informou que parte dos valores já está disponível nas contas dos beneficiários.

“O dinheiro já está na conta, a premiação de vocês já está na conta”, afirmou a prefeita ao comunicar a liberação dos pagamentos.

Pollyanna também orientou os criadores que ainda não receberam os valores a procurar o secretário municipal de Agricultura, Antônio Almeida, para entregar a documentação pendente, incluindo os dados bancários necessários à realização dos depósitos.

O anúncio ocorre após cobranças de expositores que aguardavam o pagamento das premiações desde julho, quando foi realizada a exposição. O atraso havia sido noticiado pelo Blog do Nill Júnior e por outros veículos de comunicação da região.

Em agosto, a Prefeitura informou que os pagamentos seriam realizados após o período eleitoral, em razão de restrições legais relacionadas ao repasse dos recursos estaduais destinados à premiação.

No dia 22 de outubro, criadores ainda relatavam dificuldades para receber os valores e cobravam uma previsão da administração municipal.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com o anúncio da prefeita Pollyanna Abreu sobre o pagamento das premiações da Expocose.

 

Foto: Reprodução

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