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Ao lado de dom Luiz Pepeu, dom Egídio Bisol fala sobre os dez anos de seu episcopado

Por André Luis

Por André Luis

Completando nesta quinta-feira (09.01), 10 anos de episcopado, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egídio Bisol, participou do programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta quinta-feira (09.01).

Ele esteve acompanhado do ex-bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Luís Pepeu, que presidiu a Santa Missa na última terça-feira (07.01), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Pepeu esteve à frente da diocese no período de 2001 à 2008, sendo nomeado arcebispo e transferido para a Arquidiocese de Vitória da Conquista, na Bahia.

O ex-bispo da diocese disse ser com muita alegria que retorna a cidade “ainda mais num momento tão significativo como estes dias que estamos celebrando o trido da festa dos 10 anos de episcopado de dom Egídio. Do início da sua missão pastoral aqui a frente desta querida diocese como o quarto bispo e como meu dileto sucessor. Então é um momento de muita alegria, fé e esperança”, destacou dom Pepeu.

Dom Pepeu disse ainda que voltando a cidade recorda do início de seu episcopado e que guarda os momentos vividos aqui no coração com muita estima, fé e alegria.

Para dom Egídio o dia é muito especial. “Estou dando graças a Deus por esse tempo, pelo bem que conseguimos realizar, mesmo com todas as nossas fragilidades e fraquezas e pelas coisas boas que muitas outras pessoas, os padres os leigos e tantas outras conseguiram realizar.” Disse.

O bispo disse ainda que vê uma diocese animada, viva e participante. “Não estou vendo assim, fraqueza, moleza… tem muita gente se comprometendo e acho que esse é um sinal muito bonito, muito confortador.” Destacou dom Egídio.

Dom Egídio disse ainda saber que ainda se tem muita coisa a fazer, mas que acha que a igreja no Pajeú é “viva, dinâmica, que dá um testemunho dentro de suas fragilidades no empenho e na colaboração para a construção do Reino de Deus aqui neste lugar onde Deus nos chamou a viver”.

Dom Pepeu visita a região do Pajeú onde participa dos 10 anos de episcopado de dom Egídio e da ordenação sacerdotal de Adenildo dos Santos que acontece na Paróquia de São José, em São José do Egito nesta quinta-feira às 19h.

Dom Egidio antecipou a ordenação de Adenildo, já que o mesmo irá em missão com o padre Elton Wilson em Roraima em fevereiro próximo.

Falando sobre a missão em Roraima, dom Egídio relembrou que a mesma teve início há 15 anos, quando o bispo da sua diocese de origem disse que a missão em Afogados havia terminado e deveriam procurar outros cantos mais necessitados. “Então foi escolhido a Amazônia, dom Luiz disse: se vocês aceitarem, a nossa diocese também se associa. Então fomos juntos. Este é um sinal muito bonito para a nossa diocese”, pontuou dom Egídio.

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Opinião: O tamanho do ódio

Por Marcos Coimbra* Nestes tempos em que a intolerância, o preconceito e o ódio se tornaram parte de nosso cotidiano político, é fácil se assustar. É mesmo tão grande quanto parece a onda autoritária em formação? Quem se expõe aos meios de comunicação corre o risco de nada entender, pois só toma contato com o […]

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Por Marcos Coimbra*

Nestes tempos em que a intolerância, o preconceito e o ódio se tornaram parte de nosso cotidiano político, é fácil se assustar. É mesmo tão grande quanto parece a onda autoritária em formação?

Quem se expõe aos meios de comunicação corre o risco de nada entender, pois só toma contato com o que pensa um lado. Será majoritária a parcela da opinião pública que se regozija ao ouvir os líderes conservadores e assistir aos comentaristas da televisão despejar seu ódio?

Recente pesquisa do Instituto Vox Populi permite responder a algumas dessas perguntas. E seus resultados ensejam otimismo: o ódio na política atinge um segmento menor do que se poderia imaginar. O Diabo talvez não seja tão feio como se pinta.

Em vez de perguntar a respeito de simpatias ou antipatias partidárias, na pesquisa foi pedido aos entrevistados que dissessem se “detestavam o PT”, “não gostavam do PT, mas sem detestá-lo”, “eram indiferentes ao partido”, “gostavam do PT, sem se sentir petistas” ou “sentiam-se petistas”.

Os resultados indicam: permanecem fundamentalmente inalteradas as proporções de “petistas” (em graus diversos), “antipetistas” (mais ou menos hostis ao partido) e “indiferentes” (os que não são uma coisa ou outra), cada qual com cerca de um terço do eleitorado. Vinte e cinco anos depois de o PT firmar-se nacionalmente e apesar de tudo o que aconteceu de lá para cá, pouca coisa mudou nesse aspecto.

Nessa análise, interessam-nos aqueles que “detestam o PT”. São 12% do total dos entrevistados. Esse contingente tem, claro, tamanho significativo. A existência de cerca de 10% do eleitorado que diz “detestar” um partido político não é pouco, mas é um número bem menor do que seria esperado se levarmos em conta a intensidade e a duração da campanha contra a legenda.

A contraparte dos 12% a detestar o PT são os quase 90% que não o detestam. Passada quase uma década de “denúncias” (o “mensalão” como pontapé inicial) e após três anos de bombardeio antipetista ininterrupto (do “julgamento do mensalão” a este momento), a vasta maioria da população não parece haver sido contagiada pelo ódio ao partido.

A pesquisa não perguntou há quanto tempo quem detesta o PT se sente assim. Mas é razoável supor que muitos são antipetistas de carteirinha. A proporção de entrevistados com aversão ao partido é maior entre indivíduos mais velhos, outro sinal de que é modesto o impacto na sociedade da militância antipetista da mídia.

Como seria de esperar, o ódio ao PT não se distribui de maneira homogênea. Em termos regionais, atinge o ápice no Sul (onde alcança 17%) e o mínimo no Nordeste (onde é de 8%). É maior nas capitais (no patamar de 17%) que no interior (4% em áreas rurais). É ligeiramente mais comum entre homens (14%) que mulheres (10%). Detestam a legenda 20% dos entrevistados com renda familiar maior que cinco salários mínimos, quase três vezes mais que entre quem ganha até dois salários. É a diferença mais dilatada apontada pela pesquisa, o que sugere que esse ódio tem um real componente de classe.

Na pesquisa, o recorte mais antipetista é formado pelo eleitorado de renda elevada das capitais do Sudeste. E o que menos odeia o PT é o dos eleitores de renda baixa de municípios menores do Nordeste. No primeiro, 21% dos entrevistados, em média, detestam o PT. No segundo, a proporção cai para 6%.

Não vamos de 0 a 100% em nenhuma parte. A sociologia, portanto, não explica tudo: não há lugares onde todos detestam o PT ou lugares onde todos são petistas, por mais determinantes que possam ser as condições socioeconômicas. Há um significativo componente propriamente político na explicação desses fenômenos.

O principal: mesmo no ambiente mais propício, o ódio ao PT é minoritário e contamina apenas um quinto da população. Daí se extraem duas consequências. Erra a oposição ao fincar sua bandeira na minoria visceralmente antipetista. Querer representá-la pode até ser legítimo, mas é burro, se o projeto for vencer eleições majoritárias.

Erra o petismo ao se amedrontar e supor ter de enfrentar a imaginária maioria do antipetismo radical. Só um desinformado ignora os problemas atuais da legenda. Mas superestimá-los é um equívoco igualmente grave.

*Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Esta opinião representa expressamente o sentimento do autor

Gonzaga diz que quem carece de reforma hoje é o Congresso, não a previdência

O Congresso Nacional chegou a uma marca histórica. Infelizmente é uma marca que envergonha todos os que dedicaram as suas vidas ao ato de fazer política na análise de Gonzaga Patriota. “Não temos nada a comemorar neste Natal. Sinto-me envergonhado por fazer parte desse time. Nos meus 50 anos de vida pública e 35 de […]

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional chegou a uma marca histórica. Infelizmente é uma marca que envergonha todos os que dedicaram as suas vidas ao ato de fazer política na análise de Gonzaga Patriota.

“Não temos nada a comemorar neste Natal. Sinto-me envergonhado por fazer parte desse time. Nos meus 50 anos de vida pública e 35 de mandato, nunca passei por isso”, desabafou  em plenário, ao se referir, à pesquisa do Datafolha, do dia 6 de dezembro, que deu ao Congresso Nacional a pior nota de toda a sua existência: apenas 5%, apenas da população brasileira aprova o Congresso Nacional.

Patriota continuou seu questionamento diante desse resultado tão negativo. “A que se deve isso? Será que é porque aprovaram a reforma trabalhista que retirou os direitos dos trabalhadores? Será que é porque estão tentando aprovar uma reforma da Previdência Social que retirará os direitos dos aposentados e dos trabalhadores que não foram convidados para as discussões dessa proposta? Com os sindicatos? Com as federações? Com as Confederações?” Questionou.

Indo um pouco mais além. “Ou será porque, como disse o juiz Sérgio Moro, estão querendo derrubar as condenações e prisões em segunda instância? Ou será porque muitos que estão me ouvindo ou me vendo agora, respondem a processos na justiça, pelos mais diversos motivos? Segundo o site Congresso em Foco são 179 parlamentares que têm pendências criminais no STF e este número pode ser maior”, expôs Gonzaga Patriota, demonstrando sua indignação.

Para o deputado federal Gonzaga Patriota, o povo brasileiro é o único que pode mudar essa situação, através do voto.  “Quero me dirigir a vocês homens, mulheres e jovens do nosso Brasil. Olhem bem os seus candidatos, vejam nas mídias sociais como eles votaram, se estão respondendo a processos na justiça e se estão envolvidos em falcatruas. Só votem em candidatos corretos e comprometidos com a justiça social” orientou.

Para finalizar, o deputado se dirigiu aos seus colegas parlamentares, solicitando enterrarem a famigerada reforma da Previdência Social “que querem a todo custo nos enfiar goela abaixo. Votem não”.

 

“Trump, vai governar os Estados Unidos!” – dispara Carlos Veras 

Durante a inauguração de uma nova praça na comunidade rural da Varzinha, em Afogados da Ingazeira, realizada na última sexta-feira (25), o deputado federal Carlos Veras (PT-PE), atual Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, fez um discurso inflamado em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com críticas contundentes ao presidente dos […]

Durante a inauguração de uma nova praça na comunidade rural da Varzinha, em Afogados da Ingazeira, realizada na última sexta-feira (25), o deputado federal Carlos Veras (PT-PE), atual Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, fez um discurso inflamado em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com críticas contundentes ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus apoiadores.

Diante de moradores da zona rural e lideranças locais, Veras reafirmou seu compromisso com o governo federal e exaltou o papel de Lula como líder político global. “Conte com nosso mandato, mas acima de tudo conte com o maior líder da democracia do mundo, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que não se curva para nenhum país”, afirmou o parlamentar.

O deputado também atacou o que chamou de submissão de governos anteriores à política externa norte-americana e ressaltou a postura independente do atual presidente. “Acabou o tempo do lambe-botas de presidentes de outro país. Nós temos um presidente com altivez e que diz à maior potência que são os Estados Unidos: Trump vai governar os Estados Unidos, porque no Brasil tem presidente, e é o presidente Lula”, declarou Veras, sob aplausos do público presente.

 

Estádio ganha iluminação em Iguaracy

O prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres (PSB), e equipe de governo vão inaugurar nesta quinta-feira (16), às 18h, a primeira etapa da modernização e iluminação do Estádio Capitão Dionísio. Após a inauguração haverá um jogo festivo. A melhoria do campo de futebol é fruto de emenda parlamentar obtida por intermédio do deputado federal Carlos Veras, […]

O prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres (PSB), e equipe de governo vão inaugurar nesta quinta-feira (16), às 18h, a primeira etapa da modernização e iluminação do Estádio Capitão Dionísio.

Após a inauguração haverá um jogo festivo. A melhoria do campo de futebol é fruto de emenda parlamentar obtida por intermédio do deputado federal Carlos Veras, no valor de R$ 250 mil.

Com a nova iluminação, os jogos no estádio poderão ocorrer também à noite. Com o Estádio Capitão Dionísio iluminado, os atletas terão a opção de jogar o bom futebol no período noturno e o público de assistir em um horário mais agradável. O espaço tem cabines de imprensa que homenageiam o radialista Anchieta Santos.

Dirceu vai executar ‘atividades variadas’, diz advogado

Da Agência Estado Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por participação no mensalão – e agora liberado pela Corte para o trabalho externo -, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu “vai executar atividades variadas”, disse nesta quinta-feira (26), o advogado José Gerardo Grossi, para quem o petista […]

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Da Agência Estado

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por participação no mensalão – e agora liberado pela Corte para o trabalho externo -, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu “vai executar atividades variadas”, disse nesta quinta-feira (26), o advogado José Gerardo Grossi, para quem o petista vai trabalhar.

Formado em Direito, Dirceu receberá um salário mensal de R$ 2,1 mil. “Mas não pode exercer advocacia”, observou Grossi. “Quando se trata de José Dirceu, virou a Geni brasileira. Todo mundo joga pedra”, comentou o advogado.

Criticado pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, por ter oferecido o emprego a Dirceu, Grossi, que tem 81 anos, afirmou acreditar que o ministro “vai colocar juízo na cabeça”. Ao rejeitar o pedido de Dirceu para trabalhar com Grossi, Barbosa afirmou que a oferta seria uma espécie de favor do advogado, configurando uma “ação entre amigos”.

O comentário levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a realizar no dia 10 um ato de desagravo a Grossi, profissional de ampla trajetória em Brasília, que chegou a exercer o cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na quarta-feira (25), o plenário do STF derrubou a decisão de Barbosa e autorizou Dirceu a começar a dar expediente no escritório de advocacia.

Ao contrário do presidente do Supremo, a maioria dos ministros entendeu que um preso no regime semiaberto não precisa cumprir o mínimo de um sexto da pena antes de iniciar um trabalho externo.

Na ocasião, o novo relator do processo do mensalão, ministro Luís Roberto Barroso, comentou a afirmação de que a proposta seria um arranjo entre amigos. “Não é incomum que os apenados pleiteiem trabalho entre conhecidos. Não há qualquer razão universalizável que impeça o agravante de fazer o mesmo”, afirmou o ministro.

Procurada, a assessoria de imprensa de Barbosa disse que ele não comentaria a decisão do plenário de autorizar Dirceu a dar expediente externo.

Grossi acredita que já na próxima semana o ex-ministro da Casa Civil poderá começar a trabalhar em seu escritório. “Mas vai depender da burocracia na Vara de Execuções Penais”, ressaltou o advogado, que conhece Dirceu há mais de 20 anos.

Dirceu está cumprindo sua pena de prisão no regime semiaberto e, inicialmente, havia recebido uma proposta para trabalhar no hotel Saint Peter, em Brasília. Nesta oferta de emprego, seu salário seria de R$ 20 mil. No entanto, diante das repercussões negativas da oferta, o ex-ministro desistiu do trabalho no hotel e depois comunicou à Justiça a proposta de trabalho feita pelo escritório de Grossi.