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Ângelo Ferreira: “meu nome continua colocado na disputa pela Primeira Secretaria”

Por Nill Júnior

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O Deputado Estadual Ângelo Ferreira falou agora a pouco em entrevista ao programa Manhã Total (Rádio Pajeú) sobre a decisão do PSB de apoiar Guilherme Uchôa para seu quinto mandato na Alepe. Ângelo aproveitou para pontuar que não está fora do páreo pela Primeira Secretaria da Casa. Leia:

Porque o PSB decidiu apoiar Uchôa ?

Na realidade ao longo de todo o processo o PSB discutiu que caminho deveríamos tomar. Defendeu-se a tese da proporcionalidade, o que nos dava preferencia à Presidência, talvez a Primeira Secretaria ou outro cargo. As conversas foram avançando, o tempo também. O único candidato era Guilherme Uchoa, majoritariamente apoiado na casa. Desde o início haviam vozes a favor e contrárias a apoiar Guilherme Uchoa, mas com o tempo firmou-se a conclusão de apoio para evitar um confronto. Se lançássemos candidato ganharíamos as eleições. Mas optou-se para evitar um confronto na casa e fazer uma divisão muito mais séria. Declaramos essa posição que é majoritária, embora tenham deputados com outra opinião.

Essa decisão de evitar um confronto teve a finalidade de poupar o governo Câmara de problemas ?

Tivemos que analisar vários fatores. A gente tem uma responsabilidade. Primeiro, somos a maior bancada, mas somos o partido do governador Câmara. Não poderíamos usar a estratégia do confronto. Foi a posição encontrada a essa altura.

Porque há tanta rejeição a Uchôa fora da Assembleia e tanto apoio dentro ?

Isso surgiu ao longo do tempo. Ele está a quatro mandatos como presidente. Eu acho que deveria ter uma renovação. Acho até que não deveria haver reeleição para nenhum cargo da Mesa. Eu acho que se nós não deveríamos ter legalidade de reeleição pra nenhum cago dentro da mesma legislatura, seria o mais correto, porque se dá a vez a outras pessoas e evita-se o desgaste.

Seu nome começou mas parou de aparecer como cotado para ser Primeiro Secretário da Casa. O senhor saiu do páreo ?

O PSB não decidiu por nenhum nome. A imprensa noticia isso mas não foi decidido. Temos vários nomes como Waldemar Borges, Diogo Morais, Vinicius Labanca, dentre outros. O PSB ainda vai fechar essa discussão e conversar. Ainda não tem nada decidido. Há desejo de alguns membros de serem. Mas vamos sair unidos, quaisquer que sejam os nomes escolhidos.

Então o senhor vai brigar pelo cargo ?

Não digo brigar, meu nome tá colocado pra essa escolha. Posso ser ou não ser. Minha posição será essa. Sendo escolhido, terei apoio do partido. Não sendo, vou apoiar qualquer um deles. Sempre fui um soldado do partido.

Outras Notícias

Vicentinho prevê eleição muito difíicil para candidatos ao Legislativo e profetiza que dos governistas, “uns três vão dançar”

Por André Luis No Debate das Dez da Rádio Pajeú desta quinta-feira (31), o vereador Vicente Ferreira Zuza (Vicentinho), falou sobre o seu futuro político, sobre os trabalhos da Câmara, dos preparativos para as próximas eleições e também  sobre o comentário do blogueiro Júnior Finfa, que participando de um debate entre blogueiros, disse ter tido […]

vicentinho-31-03-16Por André Luis

No Debate das Dez da Rádio Pajeú desta quinta-feira (31), o vereador Vicente Ferreira Zuza (Vicentinho), falou sobre o seu futuro político, sobre os trabalhos da Câmara, dos preparativos para as próximas eleições e também  sobre o comentário do blogueiro Júnior Finfa, que participando de um debate entre blogueiros, disse ter tido a informação de que Vicentinho seria um dos vereadores que não iriam se candidatar a reeleição, a partir de interpretação de fala do próprio vereador.

O vereador disse que foi muito questionado a partir da informação, mas que ao ficar sabendo ligou para o blogueiro afirmando que a informação não procedia. “Ele não teve a intenção de me prejudicar e nem eu me senti prejudicado. Acho que isso até ajuda, quando você é falado é lembrado e muita gente começou a me ligar. Tudo não passou de um mal entendido, com o disse me disse por ai, levou Finfa a chegar a essa conclusão”.

Vicentinho confirmou a sua candidatura a reeleição e disse que não poderia pegar uma história política de quatro eleições disputadas, e deixar em vão. “Acho que quem tem que decidir se eu permaneço na Câmara, ou não tem que ser os eleitores”.

Falando sobre as dificuldades que serão enfrentadas nas eleições deste ano, Vicentinho disse que todos os treze vereadores terão dificuldades em se reeleger. “Essas eleições serão diferente das outras, eu acho que essa ilusão de vereadores que estão naquela expectativa de dar estouro de votos não vai ser assim. Eu vou trabalhar com o pensamento de me eleger, agora essa questão de esbanjar apoio em votação. As eleições estão mudando”, disse.

Falando sobre a sua ida para o grupo de oposição do município, Vicentinho disse que os vereadores do bloco terão grandes dificuldades, mas que os da base governista também terão. Disse ainda que os nove vereadores que fazem parte da Frente Popular, não vão conseguir se reeleger todos. “Acho que uns três vão dançar”.

Clique aqui e ouça na íntegra o que disse Vicentinho ao comunicador Aldo Vidal.

Amupe e CNM qualificam técnicos em Finanças das prefeituras

Técnicos em finanças municipais é o público alvo do mais novo curso da CNM Qualifica em parceria com a Amupe, a ser ministrado no próximo dia 24 de março, das 8h às 17h, na sede da instituição, na Avenida Recife 6205, bairro de Jardim São Paulo. O curso Finanças Municipais: Alternativas para o incremento das […]

Técnicos em finanças municipais é o público alvo do mais novo curso da CNM Qualifica em parceria com a Amupe, a ser ministrado no próximo dia 24 de março, das 8h às 17h, na sede da instituição, na Avenida Recife 6205, bairro de Jardim São Paulo.

O curso Finanças Municipais: Alternativas para o incremento das receitas abordará, entre outros temas, arrecadação do município e o tratamento a ser dado aos tributos de sua competência; as taxas municipais, contribuição de melhoria, tratamento a ser dado ao ITR, Dívida Ativa, proposta para desenvolver a cobrança, além das alternativas para melhorar a arrecadação do ICMS, IPVA, CFEM e FPM.

O curso é gratuito para os municípios filiados a CNM e tem por meta capacitar os técnicos das gestões municipais para que eles possam ofertar, com maior competência, os serviços públicos que a população tanto espera. Ainda este mês, foi oferecido pela CNMe Amupe o curso em Gestão de Pessoas, onde participaram mais de 200 funcionários públicos municipais.

“A Amupe e a CNM prezam por boas práticas nas gestões públicas e estímulo à capacitação dos servidores. Nesse sentido, o curso que oferecemos vem, justamente, com o objetivo de auxiliar os profissionais da áreas de Finanças municipais a melhorarem a prestação do serviço público”, destacou o presidente da Amupe, José Patriota.

Irmão de Cição não fez acusação a Duque. “Ele tem que explicar”, afirmou, sobre lista dos 20

O blog acompanhou atentamente as declarações do irmão do vereador Cícero Fernandes, o Tenente Antonio  Fernandes ao programa Balanço Geral, da Tv Clube. Em nenhum momento ele acusa Duque de ser responsável pelo suposto consórcio para matar o vereador. “Ele era uma pessoa muito bem quista e tinha bom relacionamento com todo eleitorado dele. Que […]

O blog acompanhou atentamente as declarações do irmão do vereador Cícero Fernandes, o Tenente Antonio  Fernandes ao programa Balanço Geral, da Tv Clube. Em nenhum momento ele acusa Duque de ser responsável pelo suposto consórcio para matar o vereador. “Ele era uma pessoa muito bem quista e tinha bom relacionamento com todo eleitorado dele. Que eu saiba que tinha inimigos, não tinha conhecimento”, afirmou.

Antonio comenta a história da lista. “Em relação àquela lista de vinte pessoas, o prefeito vai ter que se explicar. Tem um consórcio que foi feito pera matar meu irmão. Não sou politico nem pretendo ser. Agora, ele vai responder, porque ele ativou uma chama das pessoas, acirrou as coisas lá dentro. Essas oito pessoas que saíram da cidade eram funcionários da prefeitura. Porque saíram da cidade ? Tem que explicar…”

O tenente Antonio Fernandes, irmão de Cição
O tenente Antonio Fernandes, irmão de Cição

Ele garantiu que a família não está fazendo justiça com as próprias mãos. “Nós não estamos fazendo vingança. Sinto muito pelas quatro mortes que houve. Minha família não tem nada a ver”.

A nota da Assessoria de Duque foi clara, e acusou o irmão de Cição de tê-lo colocado como parte do consórcio: “Diante de matéria veiculada pela TV Clube de Pernambuco, onde o irmão do ex-vereador Cição aparece acusando o Prefeito Luciano Duque de participação no consórcio que teria vitimado o ex-vereador, vimos, por meio desta nota, repelir, veementemente, as acusações veiculadas na reportagem”.

Agora, a Assessoria diz que a fala teria partido do jornalista Hugo Esteves. Afirmam também que houve uma primeira nota com teor equivocado enviado a vários veículos e solicitam correção. Abaixo, a nota tida como correta pela Assessoria de Comunicação de Serra Talhada:

Diante de matéria veiculada pela TV Clube de Pernambuco, no dia 07 de abril, onde fui injustamente acusado de participação no suposto consórcio que teria vitimado o ex-vereador, Cição, venho repelir, veementemente, as acusações veiculadas na reportagem.

Todas as acusações se tratam de insinuações fantasiosas, descabidas e sem qualquer veracidade. Essa imputação é tão absurda que chega a ser hilariante.

Desde o ano passado, venho cobrando, publicamente, a investigação de todos homicídios ocorridos em Serra Talhada, especialmente os últimos assassinatos. Atitudes que por si sós, demonstram justamente o contrário do que estou sendo injustamente acusado.

Sou filho de comerciante, oriundo de uma família séria, ilibada e pacata que jamais se envolveu na prática de atos criminosos, principalmente do quilate de homicídios.

Serra Talhada toda sabe que minha pessoa jamais se envolveria com esse tipo de questão. Não preciso fazer nenhum esforço para me defender dessa infâmia.

Infelizmente, esse tipo de afirmação só tende a desviar o foco das investigações.

Por isso, diante de fato inaceitável, solicitarei a participação da Polícia Federal para apurar os assassinatos acontecidos em Serra Talhada.

Ademais, serão tomadas todas as medidas legais cabíveis para combater essa calúnia e difamação diante desse ultraje a minha trajetória de vida como cidadão e político.

Luciano Duque

Audiência Pública debate cortes no orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior do Nordeste

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados A Audiência Pública foi convocada pela deputada Marília Arraes, em parceria com a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) e vai analisar os impactos negativos do sucateamento da educação no Nordeste A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) convocou para a próxima segunda-feira (9), a partir das 9h, uma Audiência Pública sobre […]

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A Audiência Pública foi convocada pela deputada Marília Arraes, em parceria com a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) e vai analisar os impactos negativos do sucateamento da educação no Nordeste

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) convocou para a próxima segunda-feira (9), a partir das 9h, uma Audiência Pública sobre os cortes promovidos pelo Governo Federal no orçamento de todo o conjunto de instituições federais de ensino superior da região Nordeste (Universidades Federais, Federais Rurais e Institutos Federais de Ensino Superior). 

Ao lado da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), Marília irá conduzir a atividade, que tem o objetivo de debater, analisar e denunciar amplamente os impactos econômicos e sociais do sucateamento da educação na vida dos nordestinos e de todo o Brasil. 

A audiência, convocada na Câmara dos Deputados, acontecerá de maneira remota e poderá ser acompanhada pelos canais oficiais da Câmara dos Deputados.

Os criminosos ataques do Executivo ao orçamento das instituições públicas de ensino comprometem  a qualidade da educação, a produção de pesquisas e a garantia de recursos mínimos para o pagamento de bolsas e da infraestrutura geral das instituições. 

A Lei Orçamentária Anual de 2021, por exemplo, trouxe um corte de R$ 1 bilhão que atingiu as 69 universidades federais espalhadas pelo país.

“O acesso ao ensino superior é crucial para o desenvolvimento regional e social da população. A educação pública, de qualidade, é a responsável por abrir as portas e as possibilidades de formação, emprego e renda para uma grande parcela da população brasileira”, afirma Marília.

Em Pernambuco, a Universidade Federal de Pernambuco tem sofrido duramente os efeitos da diminuição de recursos promovida por Bolsonaro. A instituição sofreu um corte de R$ 30 milhões no orçamento de 2021. 

O valor caiu 19% em relação ao ano passado. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o orçamento previsto para 2021 foi de R$ 115 milhões, menor do que quatro anos atrás. Já a Universidade Federal da Bahia vive um cenário onde o orçamento foi o menor dos últimos 11 anos. 

“A falta de investimentos gera um atraso preocupante. Não há recursos para pagamentos de bolsas e da promoção das políticas de assistência estudantil, o que, consequentemente, aumenta a evasão escolar de alunos de baixa renda. Os cortes orçamentários promovidos pelo Governo Federal, juntamente com os bloqueios, comprometem não só as pesquisas, as aulas e toda rotina acadêmica, como também o dia a dia das instituições, inclusive a imensa gama de serviços que são prestados à população, como nos hospitais-escola, nas clínicas e uma infinidade de outros projetos e serviços”, ressalta Marília.

Foram convidados para a audiência pública os reitores da UFPE, UFRN, UFBA, IFPE, IFRN e representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE).

Brasil reduz desigualdade, mas ainda tem 2,5 milhões fora da escola

Da Agência Brasil Nos últimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulneráveis da população à escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela Educação (TPE). De 2005 a 2015,  o acesso daqueles que têm de 4 a 17 anos aumentou principalmente entre a população parda e negra, entre os de […]

Da Agência Brasil

Nos últimos dez anos, o Brasil aumentou o acesso de parcelas mais vulneráveis da população à escola, de acordo com levantamento do movimento Todos pela Educação (TPE). De 2005 a 2015,  o acesso daqueles que têm de 4 a 17 anos aumentou principalmente entre a população parda e negra, entre os de baixa renda e entre moradores do campo. Os avanços foram maiores que os registrados entre brancos, ricos e moradores da cidade.

O levantamento foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). Entre os mais pobres, em 2005, 86,8% estavam na escola, contra 97% dos mais ricos. Em 2015, esses índices passaram, respectivamente, para 93,4% e 98,3%. Entre aqueles que moram no campo, o acesso subiu de 83,8% para 92,5%, enquanto a taxa dos moradores de zonas urbanas passou de 90,9% para 94,6%. O crescimento do acesso entre negros e pardos – que passou, respectivamente, de 87,8% para 92,3% e de 88,1% para 93,6% – foi maior que o da população branca – que passou de 91,2% para 95,3%.

Na avalição do movimento, há uma redução de desigualdade “importante, embora não suficiente”, pois mesmo que os indicadores tenham avançado, ainda estão entre essas populações as maiores concentrações de crianças e jovens fora da escola. “São aqueles que mais precisam da educação para superar a exclusão e a pobreza. Muitos são crianças e jovens com deficiência e moradores de lugares ermos. Muitos têm gerações na família que nunca pisaram na escola”, diz a presidente executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.

Por lei, todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos devem estar matriculados na escola. Pela Emenda Constitucional 59 de 2009, incorporada no Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionado em 2014, o Brasil teria que universalizar o atendimento até 2016.

Universalização

Os dados de 2015 mostram que o país tem 2.486.245 crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. A maior parte tem de 15 a 17 anos, são 1.543.713 jovens que não frequentam as salas de aula.

O maior avanço dos últimos dez anos se deu entre os mais novos. Em 2005, 72,5% das crianças com 4 e 5 anos estavam na escola. Esse percentual passou para 90,5% em 2015. Entre aqueles com idade entre 15 e 17 anos, o percentual passou de 78,8% para 82,6% no mesmo período. A faixa de 6 a 14 anos é tida como universalizada, atualmente 98,5% estão na escola. No entanto, isso ainda significa dizer que há 430 mil adolescentes nessa faixa etária fora da escola.

“Temos que tomar cuidado quando se diz que estamos quase universalizando. Esse discurso tirou pressão nos governos”, diz Priscila. “É a questão que mais deveria envergonhar os brasileiros, saber que temos 2,5 milhões de crianças e jovens fora da escola em pleno século 21”.

O TPE estabeleceu, em 2006, metas para melhorar a educação até 2022, ano do bicentenário da independência do Brasil. A primeira delas é a matrícula de pelo menos 98% das crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola. Para chegar a esse percentual, a entidade estabeleceu metas intermediárias. Para 2015, a meta traçada era que o país tivesse incluído 96,3%, índice superior à taxa atual de 94,2%.