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Alexandre Farias passará por cirurgia para implantar prótese craniana

Por André Luis

O jornalista Alexandre Farias foi vítima de uma bala perdida no dia 16 de setembro de 2017 quando voltava pra casa, em Caruaru, no Agreste do Estado

Da Rádio Jornal

O jornalista Alexandre Farias, de 40 anos, atingido na cabeça por uma bala perdida em Caruaru, em setembro do ano passado, vai passar por uma cirurgia para a colocação de prótese no crânio.

O procedimento está previsto para acontecer por volta das 18h desta quinta-feira (1º), no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, área central do Recife.

O irmão de Alexandre, José Santos Junior, conta que a expectativa da família é de que o procedimento seja de grande ajuda na recuperação do jornalista. Ele explica como deve ser a intervenção. “É um procedimento da colocação de uma prótese, porque foi retirada uma parte da calota craniana dele devido à lesão. Essa prótese a gente estava com muita expectativa porque os médicos acreditam que ele tenha uma memória bem acentuada, não só esteticamente como também clinicamente”, contou.

O jornalista, que era apresentador da TV Asa Branca, afiliada da Rede Globo em Caruaru, foi socorrido às pressas e chegou a perder massa encefálica depois de uma cirurgia. Dias depois, ele foi transferido para o Recife, onde permanece internado, sem previsão de alta. José ressalta a boa evolução do quadro clínico do irmão. “A evolução dele é clara, bem animadora para todos nós. Até porque ele responde bem às sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e psicólogos”, destacou.

O Hospital Esperança deve divulgar, no fim da tarde desta quinta, um boletim sobre a realização da cirurgia.

Relembre o caso

Alexandre Farias foi atingido por uma bala perdida em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, dia 16 de setembro de 2017. A tragédia aconteceu durante uma troca de tiros entre policiais e homens suspeitos de praticar roubos no Alto do Moura.

Os cinco suspeitos de envolvimento no crime já foram presos pela polícia. Jeferson Santos da Silva, 26 anos, foi encontrado escondido em uma residência nesta terça-feira (19). Os outros quatro, Vagner Santos Figueiredo, 30 anos; José Raniere de Oliveira Simão, 32 anos; Vitor Luiz Bezerra da Silva, 20 anos; e Iérica Alves do Nascimento, idade não informada, foram presos ainda na segunda-feira (18), após a polícia trocar tiros com o grupo em um sítio na zona rural da cidade. Durante a perseguição policial, o suspeito Igor Alves do Nascimento, de 34 anos, foi baleado e morreu no local.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, roubo majorado, lesão corporal grave, tentativa de homicídio, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Outras Notícias

Diogo Moraes presidirá CPI contra Raquel na ALEPE

O Deputado Estadual Diogo Moraes,  agora no PSDB, vai presidir a CPI da publicidade contra a gestão Raquel Lyra. A definição foi tomada pela comissão que representa a comissão. Estão na comissão além de Diogo, os deputados Dani Portela, Waldemar Borges, Antônio Coelho, Rodrigo Farias, João Paulo Lima, Nino de Enoque, Antônio Moraes e Wanderson […]

O Deputado Estadual Diogo Moraes,  agora no PSDB, vai presidir a CPI da publicidade contra a gestão Raquel Lyra.

A definição foi tomada pela comissão que representa a comissão.

Estão na comissão além de Diogo, os deputados Dani Portela, Waldemar Borges, Antônio Coelho, Rodrigo Farias, João Paulo Lima, Nino de Enoque, Antônio Moraes e Wanderson Florêncio.

Antônio Coelho,  do União Brasil,  deverá ficar com a vice-presidência. Waldemar Borges, que foi para o MDB, ficará com a relatoria.

Nas últimas horas, houve intensa movimentação de nomes da oposição deixando principalmente o PSB para ingressarem em outros partidos,  tudo para dar maioria à oposição e minar a possibilidade de a base governista conseguir barrar a CPI. A ideia é sangrar o governo,  com exposição na imprensa de todo o processo.

A oposição diz ter elementos para apontar irregularidades no processo de contratação da publicidade institucional do governo. Antes, o TCE havia tomado uma medida cautelar barrando contratos de publicidade,  derrubada no TJPE e mantida em primeiro momento no STF.

O líder do PSB na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Sileno Guedes, classificou como “naturais” as mudanças ocorridas nas bancadas.

Ao longo do dia, com anuência do partido, os deputados Diogo Moraes, Waldemar Borges e Junior Matuto migraram, respectivamente, para o PSDB, o MDB e o PRD, em uma clara cartada da oposição.

“Respeitamos a posição pessoal de cada deputado e agradecemos a todos pelo excelente desempenho de seus mandatos. Este é um movimento natural da política, principalmente quando estamos a um ano do início das eleições de 2026, o que aumenta esse tipo de movimentação. O que é importante ressaltar é que esses deputados seguem defendendo um mesmo campo em Pernambuco. E, quando a oposição ao Governo Raquel Lyra consegue agregar outros partidos, a posição defendida pelo PSB desde o início do governo se fortalece”, afirmou.

Delegado revela nomes de 4 pessoas foragidas da polícia suspeitas de assassinato em ST

Do Farol de Notícias O delegado municipal Cley Anderson Rodrigues revelou, nessa sexta-feira (27), nomes de quatro pessoas consideradas foragidas da Justiça acusadas de participação em, pelo menos, três assassinatos ocorridos em Serra Talhada este ano. Em entrevista ao programa Frequência Democrática, na rádio Vilabela FM, o delegado pediu à ajuda da população para que, […]

Do Farol de Notícias

O delegado municipal Cley Anderson Rodrigues revelou, nessa sexta-feira (27), nomes de quatro pessoas consideradas foragidas da Justiça acusadas de participação em, pelo menos, três assassinatos ocorridos em Serra Talhada este ano.

Em entrevista ao programa Frequência Democrática, na rádio Vilabela FM, o delegado pediu à ajuda da população para que, quem puder – de forma anônima ou não – forneça qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos.

São eles, segundo o delegado: João Batista da Silva, Daniel Manoel Lopes da Silva (mais conhecido como Nandinho), Antônio José da Silva (vulgo Tonho de Rita) e Anderson Ricardo Ferreira da Silva.

“Então, se são foragidas as pessoas de Serra Talhada devem ter o interesse de vê-las presas, até ajuda do trabalho de poder capturar essas pessoas”, convocou Cley Anderson, reforçando:

“Nós temos dois inquéritos de homicídios aqui de Serra Talhada que foram concluídos e as pessoas foram indiciadas, foram expedidos os mandados de prisão contra elas. Até o presente momento não foram presas porque se encontram foragidas da Justiça, estão se escondendo ou se evadiram da cidade, mas isso não impede que sejam presos posteriormente porque a polícia tem total capacidade de prender essas pessoas”.

Atuação – O delegado tentou demonstrar, na sua colocação, que a atuação da Polícia Civil nos casos de assassinatos em Serra Talhada vem sendo satisfatória. Ele comentou sobre a conclusão de alguns inquéritos.

“O primeiro dos quais eu concluí, a vítima foi Romário Fabrício de Lima, na última entrevista aqui eu havia falado sobre, que ocorreu no distrito de Serrinha, no Assentamento Virgulino Ferreira. Reunimos provas suficientes para indiciá-los e remeter o inquérito à Justiça, um inquérito só para os três, há fortes indícios que são os autores do homicídio que vitimou Romário Fabrício de Lima”, disse o delegado, detalhando:

“O segundo inquérito eu concluí há pouco tempo, que teve como vítima Damião de Lima Laurentino. Nesse inquérito um dos acusados já tinha sido preso pela Polícia Militar em flagrante, mas existia a fundada suspeita que outro cidadão teria participado. Esse foi o crime no bairro Mutirão, e a vítima morreu no local com disparos de arma de fogo e nós conseguimos, através de investigação com os agentes da Polícia Civil, levantar e obter provas indiciárias suficientes para representar pela prisão, a qual foi prontamente deferida pelo magistrado, e também se encontra foragido. O nome dele é Anderson Ricardo Ferreira da Silva, ele é o que atirou. Foi na verdade um trabalho dos agentes de polícia que caíram em campo, investigaram e obtiveram indícios suficientes para que a gente pudesse representar pela prisão temporária dele”.

Camaragibe: Câmara de Vereadores decide impeachment de Meira neste mês

Por André Luis A Câmara de Vereadores de Camaragibe decide no próximo dia 14 de novembro, se o prefeito afastado Demóstenes Meira (PDT) sofrerá impeachment. Segundo informações de bastidores, dos 13 vereadores do munícipio, 11 votariam a favor da cassação do mandato. Meira foi preso na Operação Harpalo II da Polícia Civil, que investiga a […]

Foto: Reprodução/TV Globo

Por André Luis

A Câmara de Vereadores de Camaragibe decide no próximo dia 14 de novembro, se o prefeito afastado Demóstenes Meira (PDT) sofrerá impeachment. Segundo informações de bastidores, dos 13 vereadores do munícipio, 11 votariam a favor da cassação do mandato.

Meira foi preso na Operação Harpalo II da Polícia Civil, que investiga a prática de crimes de fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. No período da prisão foram apreendidos carros de luxo e diversos documentos.

Desde a sua prisão, a então vice-prefeita Nadegi Queiroz (SD) assumiu o cargo.

Ele também foi peça central de polêmica em fevereiro após vazamento de áudio onde aparece convocando comissionados para prestigiar show da sua noiva a cantora e ex-secretária de Assistência Social do município Taty Dantas durante o carnaval deste ano.

Em tom de ameaça, Meira disse que mandou filmar o evento de abertura do Carnaval da cidade para conferir, depois, quem estaria ou não presente.

No mês de abril, Meira voltou aos holofotes após o vazamento de um novo áudio atribuído a ele. A mensagem teria revelado pagamento para que a eleição para presidência da câmara de vereadores fosse anulada.

Em julho, o ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu o pedido da defesa de Demóstenes Meira, para decretar “segredo de justiça” no processo que pedia a liberdade do gestor.

Os advogados de Meira alegaram que “o processo contém documentos relacionados ao seu estado de saúde e que atingem diretamente a sua intimidade, razão pela qual deveria ser decretado o seu sigilo”.

Agenda: Frederico Pernambucano debate criação de Parque Histórico em ST

O historiador Frederico Pernambucano de Mello, da Academia Pernambucana da Letras, especialista em conflito rural e cangaço, apresentará em Serra Talhada dia 15 de dezembro, às 19h, no Auditório do CDL, palestra original intitulada A Serra e o Tigre, falando do combate da Serra Grande, situada entre os atuais municípios de Serra Talhada e Calumbi. […]

01O historiador Frederico Pernambucano de Mello, da Academia Pernambucana da Letras, especialista em conflito rural e cangaço, apresentará em Serra Talhada dia 15 de dezembro, às 19h, no Auditório do CDL, palestra original intitulada A Serra e o Tigre, falando do combate da Serra Grande, situada entre os atuais municípios de Serra Talhada e Calumbi.

O combate aconteceu em  26 de novembro de 1926, envolvendo um contingente da então Força Pública de Pernambuco e o bando do cangaceiro Lampião, combate considerado o maior em todos os tempos do ciclo histórico do cangaço e que acaba de completar 90 anos.

Haverá projeção de imagens históricas e o início das discussões tendentes à criação do futuro Parque Histórico Estadual da Serra Grande do Pajeú. Haverá provocação para que  lideranças locais e também a plateia se manifestem sobre a proposta, que começou a ser idealizada.

Frederico é tido como um adas maiores autoridades sobre a história do cangaço no Brasil. Tem várias publicações sobre o período histórico e participações em inúmeros documentários e programas de TV. Informações e inscrições no Senac ou CDL Serra Talhada. Fones : (87) 3831-1389 ou (87) 3831-2367.

Qual o lugar das mulheres na política?

Por César Acioly* Ao fechar as urnas no último domingo, surgiram surpresas, que são próprias do jogo político e democrático, candidatos que ganharam apertado, mudanças em candidatura de última hora, renovação nas câmaras municipais. Porém, mesmo com toda as surpresas que as urnas reservam, uma delas nos chamou a atenção, inicialmente, na cidade Afogados da […]

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Por César Acioly*

Ao fechar as urnas no último domingo, surgiram surpresas, que são próprias do jogo político e democrático, candidatos que ganharam apertado, mudanças em candidatura de última hora, renovação nas câmaras municipais. Porém, mesmo com toda as surpresas que as urnas reservam, uma delas nos chamou a atenção, inicialmente, na cidade Afogados da Ingazeira, mas que pode ser percebida em outros municípios do Pajeú, a da falta de representantes femininas no legislativo municipal.

No caso de Afogados, mesmo com mais de 20 candidaturas femininas registradas, nós tivemos na câmara municipal, uma triste realidade a da sua composição, exclusivamente, masculina. Algumas questões poderiam ser aventadas, para tentarmos responder os motivos deste desfecho eleitoral.

Mas uma com certeza, deve ser observada, a de que mesmo com instituições e coletivos que discutem a presença e ação feminina na sociedade afogadense e no Pajeú, infelizmente ainda, permanecemos com uma mentalidade patriarcal e machista arraigada na região, que pode ser traduzida numa máxima que ainda na nossa Cultura Política seja regional ou nacional, persiste a de que a “política não é lugar de mulher”.

Tal realidade a nosso ver contrasta, com uma mentalidade difusa na sociedade afogadense que coloca esta cidade como sendo um lugar de homens e mulheres politicamente críticas, será que esta criticidade foi até o momento, em que as mulheres não estivessem exercendo uma posição direta no processo político?

A configuração da nossa recém-eleita câmara de vereadores, reflete, infelizmente, ainda a baixíssima participação das mulheres no cenário político-eleitoral.

O Brasil, segundo dados da união interparlamentar, através de uma pesquisa divulgada no ano passado, colocando o Brasil dentro de um ranking de 190 países, na posição 116º ao que diz respeito à presença feminina no espaço da política, perdendo inclusive na média para o Oriente médio, local representado de maneira generalizante, pela nossa mídia como espaço de submissão das mulheres.

Nesta região, de maneira geral, a participação das mulheres na política, com cargos eletivos chega à 16%, enquanto, no Brasil os dados giram em torno de 9,9 a 13%.

Como acima questionei, podemos aventar algumas possibilidades da permanência desta pouca presença feminina na política tanto na cidade, quanto na região ou mesmo no país.

Aspectos que iriam desde a candidatura laranja feminina, incentivada pelas legendas para atingir a margem da presença feminina prescrita pela lei eleitoral até a desilusão e resistência por parte de muitas militantes, ligadas aos coletivos femininos, que percebem a política profissional, como um espaço “sujo”, argumento defendido pelo motivo de que na maioria das vezes o pragmatismo e maneira pouco ética como a política se apresenta e institucionaliza-se, afasta as possibilidades de uma relação entre o exercício de demandas mais progressistas, que represente as mulheres mais que ao mesmo tempo, abra espaço para a efetivação de posições mais diversificadas.

Mesmo tendo, como orientação tal compreensão, acreditamos que ela não pode tornar-se um impeditivo para melhorar a política profissional, pois caso as mulheres, através dos seus coletivos, não comecem a perceber a necessidade de abertamente se inserirem nesta discussão e ação, com o apoio as candidaturas e uma formação política permanente, este último aspecto com certeza vivenciada por muitas instituições que defendem as demandas femininas, não conseguiremos qualificar o debate político, e mais importante, termos vozes femininas atuando nos nossos legislativos municipais com maior força e presença.

A única saída que vislumbramos é construída através da própria ação direta na política e como pontuamos tal questão demanda, a presença das mulheres e militantes no processo, com candidaturas próprias.

Só desta forma e com muita discussão e ação é que poderemos vislumbrar dias melhores para a presença e atuação feminina no espaço da política, e que não tenhamos nas próximas eleições uma conformação no nosso legislativo e executivo, exclusivamente, masculino. Diante de todo este conjunto de questões e respondendo à pergunta provocadora do título, o lugar das mulheres é efetivamente na política.

*Prof. Dr. Augusto César Acioly (Doutor em História e professor universitário)