Notícias

Agricultoras do Sertão do Pajeú criam invenções para a melhoria do seu trabalho no campo‏

Por Nill Júnior
Maria Lúcia, de 66 anos,  transformou o galinheiro em uma casinha com porta de madeira
Maria Lúcia, de 66 anos, transformou o galinheiro em uma casinha com porta de madeira

Agricultoras carnaibanas lembram o professor Pardal do campo

Longe da cidade, as agricultoras Lindaura Maria e Maria Lucia, sempre improvisaram para melhorar a vida no campo. Do  município de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, criam geringonças que deixam o trabalho mais organizado, e contribuem para a preservação do bioma Caatinga na região.

As engenhocas contribuem para o manejo sustentável das plantas nativas, e da conservação da biodiversidade, e nos quintais diversificados. Cuidados que as agricultoras do Projeto Mulheres na Caatinga, assessoradas pela Casa da Mulher do Nordeste, com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, tem experimentado como alternativas na convivência com o semiárido.

A agricultora Lindaura Maria, 67 anos, desde pequena usa a imaginação para criar tecnologias no quintal de casa. A exemplo da horta suspensa, que com galhos, sucatas e amarrações é suspensa e garante o crescimento de pimentão, tempero verde, cebolinha, pimenta, evitando que as galinhas destruam as verduras e plantas. Também construiu uma cerca de pau de madeira para proteger as mudas do bioma caatinga, cedidas pelo Projeto Mulheres na Caatinga.

Lindaura_FotoAcervodaCMN
Lindaura Maria, 67 anos, desde pequena usa a imaginação, a exemplo da horta suspensa

“Tudo isso foi criação minha, eu gosto de criar e de plantar. Para construir, vou aqui perto com o carro de boi, junto com meu neto, para pegar sucata e madeira. Faz mais de ano que tenho essa horta”, contou. A inspiração de Lindaura é ver o seu quintal cada vez mais verde por isso não pretende parar de criar. “O meu próximo passo é colocar mais cerca com lenha para aumentar a plantação aqui perto de casa”.

Para a agricultora Maria Lúcia, de 66 anos, criar sempre foi uma diversão, com um toque especial transformou o galinheiro em um casinha com porta de madeira para a sua criação de galinhas. As duas não conhecem o professor Pardal, o inventor mais famoso das histórias de desenho animado, mas como ele, são pessoas do bem e que pensam em criam soluções para a convivência com o semiárido.

É nesse contexto que as mulheres têm contribuído muito com suas experiências nos quintais produtivos e na preservação do bioma Caatinga.

Outras Notícias

Doriel Barros confirma vinda de Lula a Serra Talhada em junho

Nesta segunda-feira (16), o deputado estadual e presidente do partido dos trabalhadores de Pernambuco, Doriel Barros, deu uma entrevista exclusiva ao programa Sertão Notícias da Rádio Cultura FM, com Tony Alencar e Karen Diniz. Ele revelou detalhes sobre as confirmações de Teresa Leitão ao senado, Danilo Cabral ao governo do estado e a vinda de Lula […]

Nesta segunda-feira (16), o deputado estadual e presidente do partido dos trabalhadores de Pernambuco, Doriel Barros, deu uma entrevista exclusiva ao programa Sertão Notícias da Rádio Cultura FM, com Tony Alencar e Karen Diniz.

Ele revelou detalhes sobre as confirmações de Teresa Leitão ao senado, Danilo Cabral ao governo do estado e a vinda de Lula a Serra Talhada.

Semana passada, uma fonte informou ao blog que Lula possivelmente viria à Capital do Xaxado acompanhado de Danilo Cabral para um ato político logo após o dia 18 de maio. Porém o presidente do PT-PE confirmou que ele virá apenas no mês de junho.

Barros deu detalhes sobre a agenda do ex-presidente nos dias 6, 7 e 8 de junho. Ele virá ao Sertão do Pajeú para um ato político que deve reunir nomes da região. Márcia Conrado, prefeita do município, já está ciente do ato político.

Lula seguirá para Garanhuns, onde participa de uma reunião com a FETAPE, visitará o sítio onde nasceu e depois seguirá para a região Metropolitana de Recife.  Em meio a essa pauta, estará no ato em Serra Talhada.

Mais uma: grupo que conseguiu liminar contra aumento da Câmara questiona executivo

Ação Popular quer que aumento para prefeito, vice e secretários seja declarado ilegal o grupo remanescente do movimento Fiscaliza Afogados, mais políticos ligados ao PT ingressou com nova Ação Popular agora contra o aumento dos salários de prefeito, vice e Secretários aprovado ano passado. O grupo propõe  Ação Popular com pedido de suspensão liminar de […]

Audiência Pública realizada pelo grupo Fiscaliza Afogados em outubro de 2016. Foto: Arquivo blog.

Ação Popular quer que aumento para prefeito, vice e secretários seja declarado ilegal

o grupo remanescente do movimento Fiscaliza Afogados, mais políticos ligados ao PT ingressou com nova Ação Popular agora contra o aumento dos salários de prefeito, vice e Secretários aprovado ano passado. O grupo propõe  Ação Popular com pedido de suspensão liminar de ato lesivo.

“A Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira, em 14 de dezembro de 2016, colocou em pauta projeto de lei que discutia o aumento dos subsídios dos agentes políticos do Poder Executivo Municipal. Referido PL, caso aprovado, aumentaria o subsídio do prefeito municipal dos atuais R$ 14.500,00 para R$ 18.400,00; do vice -prefeito de R$ 7.280,00 para R$ 9.200,00 e dos secretários municipais de R$ 5.500,00 para R$ 7.000,00, aprovado em tumultuada sessão do dia 19 de dezembro de 2016, onde a população compareceu em peso e houve protestos in loco”, inicia a ação

Como divulgado, em 26 de dezembro de 2016, o prefeito reeleito referendou o ato legislativo, sancionando o PL, que passou a ter rubrica de lei. A Lei 676/2016. Diz a ação que a fixação da remuneração dos agentes políticos subordina -se ao princípio da autonomia municipal e, além deste, aos princípios constitucionais relativos a toda a administração pública, quais sejam, os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (art. 37, “caput”), bem como outros, relativos a finanças públicas.

“No entanto, apesar de lei em sentido formal, a natureza jurídica da Lei 676/2016 é de típico ato administrativo. É que, embora seja exigido constitucionalmente a edição de lei a disciplinar os subsídios do Poder Executivo, em sua essência, é mero ato administrativo, sendo lei de efeitos concretos”.

Em suma, dentre outras questões, a ação questiona o fato de o aumento ter sido votado quando já se conmheciam os beneficiários do aumento, principálmen te, prefeito e vice. “A fixação do valor da remuneração dos agentes políticos pela legislatura antecedente para a seguinte confere, em nome da moralidade, a essência da sistemática remuneratória dos referidos agentes políticos, evitando, assim, a esdrúxula e antiética faculdade de fixarem e reajustarem seus próprios vencimentos”, diz .

“Em conclusão, a fixação dos subsídios deve ser regida por independência e imparcialidade antes da realização das eleições, ou seja, antes do conhecimento dos nomes dos futuros Vereadores e Prefeito, inclusive, se necessário, pelo manejo da ação popular, cujo objetivo consista, também na repressão da imoralidade administrativa”, diz.

Ao final, pede a citação dos envolvidos no executivo e câmara e liminar suspendendo os efeitos da lei.

Assinam a ação popular Célio Ernesto Júnior, Emídio Vasconcelos, José Barbosa da Silva, Nadja Patrícia Gonçalves, Mário Martins, Jair Almeida, Sara Pacheco, Uilma Queiroz, Neyton Vinícius e Winicius Dias. O advogado é José Célio Ernesto Júnior.

Ação Popular contra aumento do executivo

O blog e a história: quando o partido de Bolsonaro apoiou Dilma

Em 25 de junho de 2014 Em reunião fechada nesta quarta-feira (25) após encerramento abrupto da convenção nacional do PP, a executiva nacional do partido decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, segundo informou o presidente do partido, Ciro Nogueira (PP-PI). A sigla não divulgou a quantidade de integrantes da sigla que votaram nem […]

Em 25 de junho de 2014

Em reunião fechada nesta quarta-feira (25) após encerramento abrupto da convenção nacional do PP, a executiva nacional do partido decidiu apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, segundo informou o presidente do partido, Ciro Nogueira (PP-PI).

A sigla não divulgou a quantidade de integrantes da sigla que votaram nem qual foi o placar.

A decisão sobre quem o PP apoiaria nas eleições para presidente cabia, originalmente, à convenção nacional. No entanto, a convenção foi conturbada e não havia consenso entre os membros do partido que discursavam.

Depois de quase três horas de debate, a presidência do partido aprovou uma resolução que remetia à Executiva Nacional (um órgão interno do partido com menos votantes que a conveção) a palavra final sobre o apoio nas eleições.

Integrantes do partido que participavam da reunião questionaram a decisão alegando não terem tido tempo para votar. Eles pretendem anular a medida no Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com Ciro Nogueira, a maioria do partido defende a candidatura de Dilma.

“Ficou definido o apoio à presidente. Dois diretórios apenas se rebelaram, são 27”, disse após sair da reunião realizada no Senado Federal.

“Sempre ouvimos democraticamente a todos. São 27 diretórios e apenas dois se rebelaram de forma inadequada. A maioria quer o apoio à presidente. Já está sacramentado o apoio”, completou.

Resolução polêmica: a resolução que deu à Executiva Nacional o poder de decidir sobre o apoio do PP foi apresentadapela presidência do partido depois de quase três horas de discurso dos correligionários durante a convenção nacional. Depois que Ciro Nogueira declarou aprovada a resolução, foi chamado de “vendido” por militantes que alegam que o presidente não ouviu todos os integrantes do partido.

Na terça-feira (24), Nogueira havia dito que seria “tranquilo” aprovar, na convenção, a aliança do PP com o PT em âmbito nacional.

“Tem divergências, mas a ampla maioria quer aproximação e, com certeza, a maioria vai prevalecer. Vai ser uma escolha tranquila”, afirmou Nogueira.

No entanto, durante a convenção, a maior parte dos discursos eram contrários à aliança. Ao sair do auditório onde ocorria o evento – rodeado por seguranças, com passos apressados e sob vaias e gritos de membros do partido – Ciro Nogueira afirmou que a aprovação da resolução tinha o apoio de 20 diretórios estaduais.

Marcada por gritos de apoio e hostilidade a diferentes integrantes do partido que subiam à tribuna para fazer discurso, a convenção do PP foi conturbada desde o começo. Contrariando a vontade do presidente nacional da sigla, o presidente do diretório mineiro e atual governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, discursou em defesa da neutralidade do PP nas eleições presidenciais.

Coelho apoia a candidatura de Aécio Neves. “Nossa visão, nossa definição do PP em Minas, se alia à candidatura do senador Aécio Neves para a Presidência da República de maneira irrecorrível. Qualquer enquete ou pesquisa identifica a insatisfação de 60% a 70% da população brasileira que clama por mudanças profundas e estruturais”, declarou Pinto.

Em seguida, manifestantes levantaram cartaz defendendo a candidatura própria do partido, como nome do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para presidente.

O parlamentar é conhecido por declarações polêmicas em favor da ditadura militar (1964-1985) e contra políticas em defesa dos homossexuais.

O próprio Bolsonaro subiu à tribuna para defender a sua candidatura e criticar o governo de Dilma Rousseff.

“Nossa bancada vai diminuir caso apoiem aqui a eleição da Dilma, caso dêem um minuto e vinte segundos para ela. E eu continuo candidato a presidente da República e espero que o partido coloque em votação o meu nome”, declarou Bolsonaro.

O ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro foi um dos que discursou dedindo apoio à candidatura de Dilma.

“O nosso PP comandou por dez anos o Ministério das Cidades. E como coordenador desse ministério, o nosso partido se apropriou de importantes políticas que mudaram a vida dos brasileiros. Não podemos agora relevar aquilo que foi construído […] Defendo que não tenhamos posição e mudemos agora. Nós somos governo, estamos do lado do governo e vamos ganhar as eleições com Dilma”, disse.

O PP tem hoje o comando do Ministério das Cidades, sob a chefia do ministro Gilberto Occhi. O partido também soma 39 deputados federais e forma na Câmara um bloco com o PROS (20 parlamentares) – que aprovou na terça-feira (24) o apoio a Dilma.

Os 59 deputados do bloco representam a terceira maior bancada da Câmara. No Senado, o PP tem cinco representantes, de um total de 81 senadores.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata a governadora no Rio Grande do Sul, já anunciou apoio a Aécio Neves.

Projeto Cisterna na Escola já existe desde 2015 e foi luta da ASA, dizem entidades

Representantes de organizações ligadas à Articulação do Semi-árido mantiveram contato com o blog para destacar que a Articulação do semi-árido (ASA) já trabalha desde 2004 com o projeto “Cisterna na Escola”. Ontem, um projeto com mesmo nome foi apresentado pelo prefeito José Patriota ao Ministro Mendonça Filho. A nota dando “paternidade” de um novo projeto à […]

Imagem do projeto, apresentado no site da ASA Brasil

Representantes de organizações ligadas à Articulação do Semi-árido mantiveram contato com o blog para destacar que a Articulação do semi-árido (ASA) já trabalha desde 2004 com o projeto “Cisterna na Escola”. Ontem, um projeto com mesmo nome foi apresentado pelo prefeito José Patriota ao Ministro Mendonça Filho.

A nota dando “paternidade” de um novo projeto à gestão do prefeito José Patriota em Afogados gerou mal estar no meio de representantes de movimentos sociais que já lutam com a iniciativa há anos. Eles garantiram inclusive que o programa já é política pública do MDS desde 2015.

A ASA é uma rede que defende, propaga e põe em prática, inclusive através de políticas públicas, o projeto político da convivência com o Semiárido. É  formada por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas – sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, etc.

Ao blog, enviaram informações de toda a história do projeto. As experiências iniciais nasceram no meio das organizações da ASA, bastante impulsionadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Lançado em 2004, o Pacto Nacional Um Mundo para Criança e Adolescente do Semiárido, previa medidas para a melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes, cumprindo metas em algumas áreas, incluindo educação. Enquanto isso, a constatação de que inúmeras escolas na região e fora dela deixam de funcionar por falta de água levou a Plenária do Consea, ocorrida em Recife, em julho de 2009, ano do centenário de Josué de Castro, a pautar especialmente a questão da água nas escolas.

Ainda em 2009, teve início um projeto-piloto mais amplo e mais organizado, protagonizada pela ASA Bahia, através do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), com o apoio do MDS e do Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).

A iniciativa foi ampliada em 2010, dessa vez sob a coordenação da ASA Brasil, a partir da parceria com o MDS, via Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). Deste modo, entre 2009 e 2011 foram construídas 875 cisternas escolares, em 143 municípios do Semiárido.

No período de 2012 a 2014, o Programa foi apoiado pela Fundação Avina, através da Avina Americas, e pela empresa Xylem. Tais apoios permitiram a implantação de 52 cisternas em escolas rurais do Semiárido baiano e cearense. Em 2015, a ASA iniciou uma nova fase, que beneficiaria cinco mil escolas.

O site do MDS também destacou o início das atividades do projeto. “Nova Russas, no Ceará, é a primeira beneficiária do Programa Cisterna nas Escolas, que irá atender 5 mil centros de ensino em 254 municípios da região até 2016; Armazenamento de água da chuva é fundamental para garantir segurança alimentar e aulas durante período de estiagem”, diz o órgão em nota de abril de 2015.

Provocado, o blog ouviu Alexandre Pires, da coordenador estadual e membro nacional Articulação do Semi-Árido. De fato desde 2013, quando a ASA conversava com o Ministério do Desenvolvimento Social e a Ministra Tereza Campelo, bem como o Ministério da Educação refletia a percepção de que muitas escolas no semi-árido estavam sendo fechadas por falta de segurança hídrica e abastecimento.

Ele diz que foi um movimento duplo, com entidades como a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB). Havia fragilidade nas escolas rurais por falta de água. Foi proposto um programa piloto chamado Cisterna nas Escolas. Em 2015 tivemos a primeira experiência do programa. Não é uma coisa que surge agora e é resultado de um diálogo entre Governo e Asa Brasil.

Segundo ele, qualquer movimento que surja agora contemplando cisternas nas escolas seria algo a se somar ao processo já em curso. Mas diz que por si só não aprofunda o debate. Também nos opomos a fechamento das escolas rurais. Há todo um debate politico para educação contextualizada para quem vive no semi-árido, envolvendo professores, cozinheiras, profissionais, sobre a gestão dos recursos hídricos, construindo valores além da construção física.

Regina da Saúde defende hospital de grande porte no interior para descentralizar saúde em Pernambuco

A pré-candidata a deputada estadual Regina da Saúde defendeu, em entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Nordeste de Rádio a construção de um hospital de grande porte no interior pernambucano para atender pacientes do Agreste e do Sertão, que hoje precisam se deslocar até Recife ou Caruaru em busca de tratamento especializado. “A […]

A pré-candidata a deputada estadual Regina da Saúde defendeu, em entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Nordeste de Rádio a construção de um hospital de grande porte no interior pernambucano para atender pacientes do Agreste e do Sertão, que hoje precisam se deslocar até Recife ou Caruaru em busca de tratamento especializado.

“A gente fica com o coração na mão com esses ônibus lotados de gente todos os dias para Recife, sendo que poderíamos ter um grande hospital aqui na nossa região”, afirmou.

No que se refere aos hospitais regionais, segundo a pré-candidata, a estrutura atual está sobrecarregada. Só nas regiões de Arcoverde e Garanhuns, cada polo atende mais de 20 municípios em uma única unidade hospitalar, o que resulta em pacientes nos corredores e esperas superiores a 15 dias até para casos simples, como fraturas.

“Uma simples quebradura passa mais de 15 dias esperando. Isso gera ainda mais despesa para o hospital, que precisa manter a pessoa internada por tanto tempo, quando o problema poderia ser resolvido com mais urgência e o paciente se recuperar em casa”, explicou.

Regina também abordou a ausência de uma unidade oncológica na região. Ela reconheceu como avanço o anúncio do presidente Lula sobre a construção de um hospital do câncer em Garanhuns, mas defendeu que Arcoverde também deveria receber uma unidade de referência.

“Por que não ter um hospital do câncer em Arcoverde, que atenda todas as demandas da região e evite que as cidades vizinhas precisem encaminhar seus pacientes para Recife ou Caruaru? Precisamos descentralizar os atendimentos de saúde”, questionou.

Reconhecendo os avanços da saúde sob a gestão da governadora Raquel Lyra, Regina vê na construção de um grande hospital regional a possibilidade de descentralizar a saúde, tema que, ao lado da educação, agricultura e do esporte, figura entre as principais demandas que ela ouve ao percorrer o Agreste e o Sertão pernambucano.