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Afogados: TCE reverte entendimento e autoriza uso do FUNDEB para contribuição patronal 

Por André Luis

Em sessão ordinária presencial realizada na quinta-feira (18), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) alterou entendimento sobre a inclusão de valores referentes à contribuição patronal suplementar do Regime Próprio de Previdência Municipal no cálculo do mínimo constitucional em educação e a possibilidade de utilização de recursos do FUNDEB para esse fim.

A decisão foi proferida no Processo TCE-PE nº 25101182-3ED001, com relatoria do Conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, sob a presidência da sessão pelo Conselheiro Carlos Neves, e teve como interessados o prefeito Alessandro Palmeira de Vasconcelos Leite e Eduardo Cordeiro de Souza Barros (OAB 10642-PE).

Os embargos de declaração, interpostos pela parte interessada contra o Acórdão TC nº 1948/2025, questionavam a resposta anterior do TCE-PE a uma consulta formulada pela Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira. Naquele acórdão, o Pleno havia vedado, com base no art. 212, § 7º da Constituição Federal e na Lei nº 14.113/2020, a inclusão dos valores pagos a título de contribuição patronal suplementar à previdência municipal no cômputo do mínimo constitucional em educação e também o uso dos recursos do FUNDEB para este fim.

O embargante sustentou que tais contribuições possuem natureza remuneratória e integram a remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, conforme o art. 26, § 1º, inciso I, da Lei nº 14.113/2020, apresentando precedente do próprio TCE-PE (Acórdão TC nº 2607/2025) que reconhece essa possibilidade.

Decisão e Fundamentação

Após analisar os autos, o Pleno reconheceu a tempestividade, legitimidade e regularidade formal dos embargos e constatou que havia omissão e contradição no acórdão embargado diante da legislação aplicável e dos precedentes internos.

No voto de relator, foi destacado que:

  • A contribuição patronal suplementar, calculada como percentual sobre a folha de pagamento dos profissionais da educação básica, possui natureza de encargo social e integra a definição legal de remuneração, nos termos da Lei Federal nº 14.113/2020;
  • Tal encargo não se confunde com pagamento direto de aposentadorias e pensões, vedados ao exercício de recursos do FUNDEB;
  • Precedente do TCE-PE já havia reconhecido a possibilidade de utilização de recursos do FUNDEB para esse tipo de contribuição vinculada à remuneração de profissionais da educação.

Dessa forma, o Pleno conheceu e provido os embargos de declaração, com efeitos modificativos, revertendo o entendimento anterior.

Tese aprovada pelo Pleno

A decisão fixou a seguinte tese de julgamento:

  • Os valores destinados ao pagamento da contribuição patronal suplementar do Regime Próprio de Previdência Municipal constituem encargo social e podem ser computados para efeito de cumprimento do mínimo constitucional em educação, conforme art. 212 da Constituição Federal.
  • É possível utilizar recursos do FUNDEB para o pagamento da alíquota patronal suplementar do Regime Próprio de Previdência Municipal, por se tratar de verba de natureza remuneratória incluída no conceito de remuneração previsto na Lei nº 14.113/2020.
  • Permanece vedada a utilização de recursos do FUNDEB para aportes destinados exclusivamente à cobertura de déficit atuarial ou insuficiências financeiras desvinculadas da remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.

Encaminhamentos e Providências Internas

O Acórdão TC nº 448/2026 determina, ainda, que a Diretoria de Julgamento do TCE-PE proceda à correção do Enunciado de Prejulgado nº 41, conforme a nova orientação fixada pela presente deliberação.

A decisão representa um marco relevante para a gestão educacional dos municípios, especialmente no que se refere ao cumprimento do piso constitucional em educação e à correta aplicação dos recursos do FUNDEB, em observância à legislação vigente e à proteção dos direitos dos profissionais que atuam na educação básica.

Outras Notícias

Tarcísio Firmino cobra 14º salário dos professores em Água Branca e nega interesse em voltar a Prefeitura

Para Tarcísio Firmino (PSB), ex-prefeito de Água Branca/PB, pelas conquistas profissionais e pessoais, o ano de 2018 que está acabando foi positivo. Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, por outro lado disse torcer pra dar certo, mas não está otimista com o Governo Bolsonaro que está chegando. Afirmou que o seu estado ganhou […]

Foto de arquivo

Para Tarcísio Firmino (PSB), ex-prefeito de Água Branca/PB, pelas conquistas profissionais e pessoais, o ano de 2018 que está acabando foi positivo.

Falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM, por outro lado disse torcer pra dar certo, mas não está otimista com o Governo Bolsonaro que está chegando.

Afirmou que o seu estado ganhou um governador que é técnico e competente João Azevedo (PSB) que substituirá Ricardo Coutinho (PSB). Disse esperar que o médico Dr. Aledson tivesse 1.500 votos para estadual em água Branca e ele foi votado por 1.752 eleitores.

Ele negou que tenha quebrado a palavra ao votar no vice-prefeito de Princesa Isabel quando havia dito na própria Rádio Cidade que não acreditava numa candidatura que não tinha apoio nem do Prefeito Ricardo Pereira. “O Governador Ricardo Coutinho me convenceu que Aledsom seria bem votado por um grupo em João Pessoa (com possibilidade de 10 mil votos) e com apoio da região da Serra do Teixeira seria eleito. Ele teve pouco mais de mil votos na Capital e ao todo somou 16 mil ficando na 3ª suplência”.

Avaliando a gestão do Prefeito Tom (MDB), Tarcisio Firmino declarou que a gestão exagera na propaganda quando  diz que a saúde é de primeiro mundo. “Faltam até medicamentos na unidade de saúde”.

O ex-prefeito mostrou-se preocupado com a situação do Instituto de Previdência Própria de Água Branca. “Em meu governo a Previdência subiu em 100% pois deixei saldo de R$ 5 milhões 926 mil. Em dois anos do governo atual perdeu R$ 567 mil, inclusive foi advertido pelo TCE no mês de julho ultimo por está devendo a Previdência. “Antes o Instituto era gerido por pessoas de Água Branca que a gente conhece”. Hoje dois laranjas atuam lá”.

Também criticou o gasto com assessoria jurídica: “Em meu governo eu gastava com dois advogados R$ 48.800,00 por mês. Hoje a Prefeitura está gastando R$ 228 mil reais. Não dá para entender”.

O 14º salário dos professores instituído pelo ex-prefeito referente a 2017 foi pago no meio deste ano e o de 2018 os professores não sabem quando receberão, disse.

Sobre candidatura em 2020, Tarcísio Firmino disse não ser impossível, mas o grupo de oposição tem bons quadros e a política precisa de renovação.

Ouro Velho-PB abre processo licitatório para construção da central de velórios

O prefeito de Ouro Velho, Dr. Augusto Valadares autorizou nesta terça-feira (08) a abertura do processo licitatório para construção de uma central de velórios no município. A obra será realizada com recursos próprios.  “É mais uma importante obra para o nosso município, visto que a cidade não demanda de um central de velórios. Iremos dar […]

O prefeito de Ouro Velho, Dr. Augusto Valadares autorizou nesta terça-feira (08) a abertura do processo licitatório para construção de uma central de velórios no município.

A obra será realizada com recursos próprios. 

“É mais uma importante obra para o nosso município, visto que a cidade não demanda de um central de velórios. Iremos dar início ao processo licitatório e findando os trâmites, iniciaremos o mais rápido a construção do espaço,” afirmou o gestor.

PSB de Flores escolhe novo diretório municipal; vereador Luiz Heleno assume presidência

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) do município de Flores, no Sertão do Pajeú, realizou na última terça-feira (12), a escolha de seu novo diretório municipal. O comando da legenda passa agora ao vereador Luiz Heleno Alves Ferreira, ex-presidente da Câmara de Vereadores. Luiz Heleno, que já integrou a base de apoio do ex-prefeito Marconi Santana, […]

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) do município de Flores, no Sertão do Pajeú, realizou na última terça-feira (12), a escolha de seu novo diretório municipal.

O comando da legenda passa agora ao vereador Luiz Heleno Alves Ferreira, ex-presidente da Câmara de Vereadores. Luiz Heleno, que já integrou a base de apoio do ex-prefeito Marconi Santana, assume a missão de conduzir o PSB florense num momento de reorganização e preparação para os próximos pleitos.

O novo diretório municipal ficou composto da seguinte forma:

Presidente: Luiz Heleno Alves Ferreira

Vice-presidente: Rubem Oliveira Brás

Secretária: Michelle Ferreira do Nascimento Silva

Tesoureiro: Espedito Damião Leite

Membro: Manoel Luís de Lima

Com a nova formação, o PSB busca fortalecer sua presença no cenário político de Flores e ampliar o diálogo com as lideranças locais e a população. As informações são do blog do Júnior Cavalcanti.

Direção Emília Câmara diz que houve “falta pontual” e defende Tricentenário

A Direção do Hospital Regional Emília Câmara esclareceu em nota ao blog que o encaminhamento da paciente em questão se deu devido a “uma falta pontual, vista no momento do procedimento e trata-se de material de desgaste natural”. Segundo a unidade, não houve incompetência de reposição nem se trata de material de consumo, acrescentando que […]

A Direção do Hospital Regional Emília Câmara esclareceu em nota ao blog que o encaminhamento da paciente em questão se deu devido a “uma falta pontual, vista no momento do procedimento e trata-se de material de desgaste natural”.

Segundo a unidade, não houve incompetência de reposição nem se trata de material de consumo, acrescentando que na verdade encontra-se já realizado o pedido.

“Nesta época de pandemia alguns fornecedores estão com dificuldades de atenderem a demanda, mas não se trata de nada que macule a idoneidade da OSS Hospital do Tricentenário, haja vista a transformação da unidade tornando-se referência inclusive para áreas além da abrangência da X GERES.

Novo acordo ortográfico é obrigatório a partir de hoje no Brasil

Agência Brasil – As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir de hoje (1º). Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três […]

Com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, os livros devem ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países
Com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, os livros devem ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países

Agência Brasil – As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir de hoje (1º). Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro.

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Alfabeto, trema e acentos

Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes “éi” e “ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store.