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Afinal, a oposição é a favor da redução da jornada de trabalho?

Por Nill Júnior

Por Heitor Scalambrini Costa* 

“Para saber o que as pessoas realmente pensam, preste atenção no que elas fazem, e não no que dizem”. René Descartes (Filósofo, físico, matemático francês) 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a admissibilidade de propostas de Emenda à Constituição (PECs), que visa acabar com a jornada 6×1 (trabalha seis dias e descansa um). Inicia-se assim a tramitação na Câmara da redução da jornada semanal de 44 para 40 ou 36 horas semanais em 10 anos. Esta comissão, a mais importante da Câmara, tem maioria de seus componentes da extrema direita (PL) e do Centrão (formado pelos partidos: PL, União Brasil, PSD, PMDB, PP, Republicanos, Solidariedade, Podemos e Avante), cujo lema “dando que se recebe”, resume a prática política dos seus membros.

Com a constitucionalidade aprovada, agora será discutido o mérito por uma Comissão Especial, criada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos/PB), com representação proporcional dos partidos políticos. O texto aprovado por esta Comissão será encaminhado para a discussão e deliberação do plenário da Câmara, depois do Senado.

O governo do presidente Luís Inácio da Silva (PT) optou por enviar sob regime de urgência, o Projeto de Lei (PL) 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislações específicas. Prevê a vigência imediata da redução de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, com o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso), garantindo dois repousos semanais remunerados (5×2). O projeto proíbe a redução de salário. Depois de 38 anos é retomada esta discussão, pois foi na Constituição de 1988 que diminuiu de 48 horas para 44 horas a carga laboral semanal.

O presidente da Câmara decidiu ignorar o PL do Planalto, e estabeleceu um rito próprio, inusitado, para a tramitação das PEC’s, e corre contra o tempo para votar antes que vença o prazo do PL do governo federal. É aí a manobra da extrema direita (do Partido Liberal) juntamente com os partidos que integram o famigerado Centrão. Querem sua proposta aprovada para “ser chamada de sua”, não incluindo a vigência imediata (Centrão discute propor 4 anos de transição), e com a “bolsa patrão”, entre outras propostas.

PL e PEC são instrumentos usados pelos poderes Executivo e Legislativo para alterar ou criar normas que afetam a vida dos cidadãos.  O Projeto de Emenda Constitucional, conforme defende a oposição, altera o texto constitucional e sua aprovação é pelo quórum qualificado (3/5 dos votos), em dois turnos na Câmara e no Senado. E como modifica a Constituição, não passa pela sanção presidencial.

Por sua vez Projeto de Lei, enviado pelo presidente Lula, cria ou altera leis ordinárias comuns da CLT e legislação específica, exige maioria simples dos presentes (50% + 1), podendo ser vetado parcialmente, se alterado pelo Congresso. Sob regime de urgência, conforme encaminhado pelo executivo, o prazo máximo para votação é 45 dias na Câmara e no Senado. No caso de não ser votado neste prazo “tranca” a pauta das votações.

Os deputados, senadores da oposição, em sua grande maioria ligados aos extremistas, têm votado e aprovado matérias de interesse da classe dominante (banqueiros, empresários, políticos, corporações internacionais), atuando contra os interesses populares. Como resultado, tem crescido junto a população sentimento contrário aos congressistas, de mesmo repulsa a classe política. Nas vésperas das eleições tentam amenizar a pecha de inimigos do povo, pegando carona e tentando manobrar esta pauta que é de interesse nacional.

A sociedade brasileira tem-se manifestado contrária à jornada de trabalho 6×1, e os números nas pesquisas de opinião de diferentes institutos têm mostrado claramente. A pesquisa da Quaest (dezembro de 2025) apontou que 72% apoiam o fim da jornada 6×1. Na pesquisa Datafolha (março/2026), 71% dos brasileiros foram contra a atual jornada. Estes números foram corroborados por outros institutos em pesquisas mais recentes, como a do Meio/Ideia (maio/2026), com 73,7%.

Nesta disputa as vantagens, proveitos e benefícios claramente contrapõem trabalhadores e patrões. A bancada majoritária da oposição, membros do empresariado, associações patronais têm declarado serem contra a proposta do governo Lula, e se mesmo alguns pontos estiverem de acordo, por ex. a redução da carga horária, que seja para as “calendas”.

Verifica-se que a grande imprensa corporativa, associações empresariais, economistas, especialistas ligados ao que se denomina de “setor produtivo”, influenciadores “suspeitos” e blogueiros reacionários aliados à políticos da extrema direita, tentam desqualificar a proposta do governo federal, utilizando de expedientes inescrupulosos, mentirosos, de chavões repetitivos, de “fake news”; para gerar pânico junto à população, na tentativa de angariar apoio popular e nada mudar. Do outro lado, setores ligados ao mundo do trabalho, políticos, economistas, professores e pesquisadores, sindicalistas, trabalhadores em geral, apontam que a redução da carga laboral trará melhorias reais aos próprios patrões, e a economia do país.

Nos argumentos dos inimigos do povo, não levam em conta a experiência de outros países que já adotaram a redução da carga horária, e nada aconteceu de trágico para o país, ao contrário. Ao profetizarem “quebradeira” geral, os arautos do apocalipse e do caos, propagam que o resultado da mudança colocará em risco os negócios, com a elevação de custos, resultando na incapacidade dos patrões de cumprirem obrigações básicas, como pagar salários. Vão além, afirmam que aumentará a informalidade, o fechamento de empresas e o desemprego.

Nas ameaças dos empresários, veículos de informação, “especialistas”, negam o comprometimento e o compromisso do atual governo com a classe trabalhadora, com os mais vulneráveis; e que de 2023 a 2026, o país atingiu uma das menores taxas de desemprego da série histórica (aprox. 5,8%), com a criação de mais de 5 milhões de empregos formais. Um contraste e uma comparação necessária com os níveis de desemprego de dois dígitos (11,2% a 13%) registrados no governo do agora presidiário, no período 2019 a 2021.

Ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada, o governo federal se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976. Juntamente, com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.

Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e de toda sociedade, cujos efeitos, caso aprovado o Projeto de Lei 1838/2026, será extremamente benéfico, em particular para as mulheres, as pessoas de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social.

A batalha é gigantesca, e sempre foi, quando se trata de atender as pautas dos trabalhadores. A hora é essa para a mobilização e a pressão popular junto aos congressistas. São estas as armas dos trabalhadores, e que farão a diferença para alcançar a vitória.

O alerta é para não deixarem se enganar. A luta é pela redução de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, com o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso), garantindo dois repousos semanais remunerados (5×2). O projeto proíbe a redução de salários e sua aplicação é imediata.

Nas eleições de 4 de outubro. Vamos limpar o Congresso, não votando em quem tem votado contra o povo. Fácil identificar, pois perderam a vergonha.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França. 

 

 

Outras Notícias

Votação do Prêmio Referência 2026 termina nesta quarta-feira (21)

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas. A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. […]

Moradores de 31 municípios da Paraíba e de Pernambuco têm até esta quarta-feira (21) para participar da votação do Prêmio Referência 2026. A pesquisa, realizada pela internet, permite indicar profissionais, empresas, comerciantes e prestadores de serviços em diferentes áreas.

A votação começou no dia 6 de outubro e é promovida pelo portal Cariri em Ação. Segundo a organização, a edição deste ano contempla 24 municípios paraibanos e sete pernambucanos, incluindo cidades das regiões do Pajeú e Moxotó.

Os participantes podem registrar seus votos por meio da plataforma disponibilizada pela organização, escolhendo os nomes e estabelecimentos que consideram referência em suas respectivas cidades.

De acordo com Marivaldo Alcântara, responsável pela iniciativa, o objetivo é reconhecer profissionais, empresas e prestadores de serviços que atuam nos municípios participantes.

“Estamos chegando à reta final de mais uma edição do Prêmio Referência. Nosso objetivo é valorizar quem faz a diferença no dia a dia das cidades, reconhecendo o trabalho e a dedicação de profissionais, empresas e prestadores de serviços”, afirmou.

A votação ficará disponível até esta quarta-feira (21), no endereço premioreferencia.caririemacao.com.

Após o encerramento, a organização informou que fará a conferência e a apuração dos resultados, que serão divulgados posteriormente pelos canais do Cariri em Ação.

Foto: Divulgação

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Tempo: o principal ativo de Flávio; o principal desafio de Lula

No meu comentário das 12h desta terça-feira (20/10), analiso a reta final das eleições presidenciais, destacando o tempo como o fator determinante para a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula. A cinco dias da votação, as últimas pesquisas apontam uma relativa estabilidade, com uma leve tendência de vantagem para Flávio na maioria dos […]

No meu comentário das 12h desta terça-feira (20/10), analiso a reta final das eleições presidenciais, destacando o tempo como o fator determinante para a disputa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.

A cinco dias da votação, as últimas pesquisas apontam uma relativa estabilidade, com uma leve tendência de vantagem para Flávio na maioria dos levantamentos, quase sempre dentro do limite da margem de erro (empate técnico):

Alfa Inteligência: Flávio 51,5% vs Lula 48,5%.
Real Time Big Data: Flávio 52% vs Lula 48%.
Atlas-Bloomberg: Flávio 51,1% vs Lula 48,9%.

Explico que, na média dos levantamentos recentes, de 80% a 90% das pesquisas aferem essa ligeira vantagem de Flávio, enquanto 10% a 20% apontam empate matemático ou vantagem para Lula (como o instituto Vox Brasil).

O próximo grande fato relevante será o debate da TV Globo na sexta-feira (23), apontado como o confronto final do convencimento. Além disso, anuncio que na próxima sexta-feira apresentarei os três cenários e probabilidades mais reais da eleição.

Clique no link abaixo e confira o meu comentário completo.

 

Campanhas já gastaram R$ 288,7 milhões com a Meta em 2026, mais que o dobro de 2022

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022. O levantamento foi feito a partir […]

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em pagamentos diretos à Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O valor é parcial, representa 6% das despesas eleitorais informadas até agora e supera em mais de duas vezes os R$ 129 milhões registrados em 2022.

O levantamento foi feito a partir das prestações de contas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e considera pagamentos realizados diretamente à Facebook Serviços Online do Brasil Ltda.

O crescimento dos gastos acompanha a expansão do impulsionamento de conteúdo nas campanhas. Em 2018, a Meta recebeu R$ 22,7 milhões diretamente dos candidatos. Na eleição nacional seguinte, em 2022, o montante chegou a R$ 129 milhões e, neste ano, já alcança R$ 288,7 milhões.

A participação da empresa no total das despesas eleitorais também aumentou. Os pagamentos diretos à Meta representavam 0,7% dos recursos gastos pelas campanhas em 2018. Em 2026, já correspondem a 6% do total declarado até agora.

Entre os partidos, o PL lidera as despesas diretas com a plataforma, com R$ 63,7 milhões. O PT aparece em seguida, com R$ 37,9 milhões, seguido pelo PSD, com R$ 30,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 23,3 milhões.

Na comparação entre candidaturas individuais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 7,45 milhões em contratações diretas com a Meta. Lula (PT) informou R$ 2,59 milhões. O valor declarado pela campanha de Flávio é quase três vezes o informado pela campanha do petista.

O levantamento aponta ainda que 24 candidaturas já declararam despesas superiores a R$ 1 milhão diretamente com a empresa. Juntas, elas somam R$ 41 milhões. Em 2022, apenas quatro candidatos haviam ultrapassado essa marca.

Os números de 2026 ainda podem aumentar. O prazo para a prestação final de contas termina em 3 de novembro para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno e em 14 de novembro para aquelas que avançaram ao segundo.

O levantamento considera apenas pagamentos cujo fornecedor direto é a Meta. Por isso, ficam de fora despesas realizadas por diretórios partidários, pagamentos por intermédio de agências de publicidade e outros gastos que apareçam vinculados ao CNPJ de terceiros.

Fonte: g1
Foto: Reprodução

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Flávio apaga posts antigos em que criticava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito. A exclusão foi identificada […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) excluiu de sua conta no X publicações antigas em que criticava o Bolsa Família e programas de transferência de renda. As mensagens, publicadas entre 2011 e 2014, foram removidas em um momento em que o candidato afirma que manterá o benefício caso seja eleito.

A exclusão foi identificada a partir de um arquivo com publicações de Flávio coletadas em junho deste ano. Os links das mensagens citadas anteriormente em reportagem sobre o posicionamento do candidato em relação ao Bolsa Família não estão mais disponíveis.

Entre as postagens estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários.

Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego e outras, de 2011, nas quais criticava políticas de transferência de renda.

Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.

Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.

A exclusão das mensagens ocorre enquanto o Bolsa Família ocupa espaço na campanha do segundo turno. Nesta semana, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, apresentou a proposta de uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego formal ou passem a empreender.

Após interpretações de que a proposta significaria limitar a permanência geral no programa a dois anos, a campanha afirmou que o prazo se refere apenas à regra de transição para quem tiver aumento de renda.

Flávio também publicou um vídeo nessa segunda-feira (19) afirmando que os beneficiários podem ficar tranquilos porque o “benefício está garantido”.

Questionada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio não havia respondido até a publicação da reportagem que revelou as remoções.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Pesquisas aferem situação de Flávio e Lula a 5 dias do pleito

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito. A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula […]

No meu comentário desta terça-feira (20/10) para o Jornal Itapuama, analiso os mais recentes levantamentos das pesquisas eleitorais, a cinco dias do pleito.

A pesquisa Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos, o que configura empate técnico. Nos votos totais, Flávio aparece com 48% e Lula com 45%. O levantamento ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais por telefone entre 15 e 19 de outubro.

Destaco que, na reta final da campanha, os dados indicam estabilidade nos percentuais médios, com Flávio liderando por margens pequenas (entre 1,5 e 3 pontos) e uma trajetória recente de crescimento de Lula. Aponto ainda que o debate na TV Globo, na próxima sexta-feira (23), será determinante para a decisão dos eleitores indecisos.

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