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Notícias

Prefeitos e MP vão a Brasília pressionar por conclusão de Adutora

Por André Luis

A reunião que aconteceu com prefeitos do Pajeú e Paraíba, representantes da Igreja, mais os promotores de justiça  Lúcio de Almeida e Lorena Medeiros, além de Nilvan Dantas, da Projetec tratou da conclusão da segunda etapa da Adutora do Pajeú e Barragem da Ingazeira.

Diversos assuntos foram discutidos, inclusive o montante que falta para a conclusão da obra. Ainda restam seis cidades de Pernambuco e sete da Paraíba. Para chegar a Itapetim, por exemplo faltam apenas cinco quilômetros.

Foi decidido que os prefeitos vão para Brasília, junto com deputados de Pernambuco e da Paraíba, para cobrarem juntos no Ministério da Integração e no Palácio do Planalto a agilidade na obra.

Essa ação faz parte da articulação deflagrada em 31 de agosto na Sede das Promotorias de Afogados, quando ficou definida a soma de forças para buscar garantir R$ 60 milhões para a continuidade das obras da Adutora do Pajeú e de R$ 18 milhões para a Barragem da Ingazeira.

Outro encaminhamento foi traçar uma estratégia para que cada Prefeito mobilize seu Deputado Federal para apoiar o pleito de liberação em Brasília.

Outras Notícias

Itapetim dá passo para implementação da Política Municipal do Meio Ambiente

O município de Itapetim deu um grande passo com a elaboração da minuta do Plano de Ação que programa as fases de implementação da Política Municipal do Meio Ambiente no município. O plano tem como objetivo a preservação e conservação do meio ambiente, de forma a assegurar as condições ecologicamente adequadas para um desenvolvimento socioeconômico […]

O município de Itapetim deu um grande passo com a elaboração da minuta do Plano de Ação que programa as fases de implementação da Política Municipal do Meio Ambiente no município.

O plano tem como objetivo a preservação e conservação do meio ambiente, de forma a assegurar as condições ecologicamente adequadas para um desenvolvimento socioeconômico local eficaz, integrado e sustentado, atendendo o previsto na Política Nacional do Meio Ambiente, a qual tem como ênfase inicial a Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos no município.

São 26 etapas que terão sua execução iniciada com a elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) e culminância com o encerramento do lixão, com obras de recuperação da área degradada e início da operação do aterro sanitário, conjugada com o programa de coleta seletiva de resíduos sólidos.

A preservação de um meio ambiente equilibrado é prioridade da gestão municipal.

Agências lotadas no pós greve

Por Anchieta Santos Com o fim da greve dos servidores da Caixa Econômica Federal na sexta-feira (7), o retorno dos trabalhos foi marcado por agências lotadas na manhã da segunda-feira (10), em todo o Brasil. Mesmo abrindo uma hora mais cedo, às 9h, os clientes não escaparam de enfrentar longas filas. A paralisação durou 33 […]

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Fotos: Wellington Gomes

Por Anchieta Santos

Com o fim da greve dos servidores da Caixa Econômica Federal na sexta-feira (7), o retorno dos trabalhos foi marcado por agências lotadas na manhã da segunda-feira (10), em todo o Brasil.

Mesmo abrindo uma hora mais cedo, às 9h, os clientes não escaparam de enfrentar longas filas. A paralisação durou 33 dias.

Em Afogados da Ingazeira uma grande fila se formou do lado de fora da agência onde as pessoas aguardavam pelo início do atendimento. A situação foi registrada também em outras cidades do Pajeú. O mesmo pôde ser verificado na agência do Bradesco, lotada, com longas filas e muita reclamação. 

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Os funcionários da Caixa Econômica Federal foram os últimos a decidir pelo fim da greve que começou no dia 6 de setembro deste ano.

Eles aceitaram reajuste de 8% nos salários, abono de R$ 3.500 e aumento entre 10% e 15% em benefícios como alimentação, refeição e auxílio-creche. Assim como nesta segunda, as agências também abrirão uma hora mais cedo nesta terça-feira (11), às 9h.

Sertanejo que coordena ONG a Dória: “solução para o Semiárido não virá de Dubai nem de Israel”

Por Alexandre Pires, coordenador-geral da Articulação do Semiárido (ASA) Prezado Governador, Espero que esteja bem e com saúde! Esses dias, muito envolvido, com as atividades do trabalho, fui surpreendido pela mensagem de um amigo, ativista do Direito à Comunicação, me perguntando se eu tinha visto um vídeo em que o senhor fazia um discurso na Câmara […]

Prezado Governador,

Espero que esteja bem e com saúde!

Esses dias, muito envolvido, com as atividades do trabalho, fui surpreendido pela mensagem de um amigo, ativista do Direito à Comunicação, me perguntando se eu tinha visto um vídeo em que o senhor fazia um discurso na Câmara dos Vereadores de Guarabira, no agreste da Paraíba. Eu respondi que não e logo em seguida ele me enviou um vídeo curto, que assisti e ouvi algumas vezes, atento a cada gesto e palavra emitida naquela ocasião. No vídeo, o senhor defendeu algumas “soluções” políticas para nossos dilemas nordestinos importadas diretos de Dubai.

Gostaria de expressar algumas reflexões sobre o tema, sobretudo porque as ideias e propostas defendidas carregam o preconceito de boa parte da sociedade brasileira. Como sertanejo e, há vinte anos, militante do movimento agroecológico, gostaria de chamar atenção que é preciso vivência e muito estudo para entender a realidade do Nordeste e os aspectos que envolvem o Semiárido brasileiro.

Em primeiro lugar, o Nordeste não é igual a Semiárido nem mesmo a seca é o nosso maior problema. As desigualdades sociais e as injustiças econômicas são os principais motivos que corroem a vida de nosso povo. Aliás, nem dizemos mais “combate à seca”, mas sim Políticas de “Convivência com o Semiárido”. A seca se combate acabando com o desmatamento e as queimadas, preservando os rios e a vegetação. Para viver no Semiárido, defendemos políticas que envolvem tecnologias e práticas que respeitem e potencializem as forças da natureza.

Quando diz que “a seca tem solução sim, dede que haja vontade, planejamento, investimento em tecnologia, principalmente para os programas de irrigação por gotejamento”, o senhor sabia que hoje o Semiárido brasileiro abriga o maior programa do mundo de captação e armazenamento de água das chuvas para as populações difusas? Sim, são mais de 1.200.000 cisternas de placas construídas, mais de 19 bilhões de metros cúbicos de água que atendem aproximadamente 6 milhões de pessoas com água potável. Tecnologia local, desenvolvida por um agricultor, estudada por pesquisadores do Semiárido nordestino e construídas pelos milhares de profissionais que vivem e conhecem de perto essa realidade, porque são justamente parte dessa realidade.

Pois é governador, atualmente pouco mais de 200.000 famílias agricultoras têm pelo menos uma cisterna que capta e armazena algo em torno de 52m³. Elas usam essa água para a produção de alimentos agroecológicos, saudáveis para suas famílias e para a venda nas comunidades e sedes dos municípios. No Semiárido, já construímos um “exemplo que é possível mudar” como mencionado pelo senhor, no entanto, o mesmo presidente que o senhor ajudou a eleger, praticamente acabou com o Programa Cisternas, sendo que ainda temos uma demanda 350 mil tecnologias de água para o consumo humano e mais 800 mil para a produção de alimentos.

O senhor fala que em Israel se consegue produzir alimento para consumo interno e para exportação com o “domínio da tecnologia, trabalho, dedicação, perseverança e planejamento”. Muito curioso porque essas mesmas qualificações se podem encontrar no Nordeste. O senhor sabia? Aqui, existe redes de pesquisadores, de instituições públicas, organizações e movimentos sociais, que estão comprometidos em transformar as realidades junto com as pessoas e suas histórias. No entanto, somente em 2021 foram cortados cerca de 92% dos investimentos para a pesquisa e desenvolvimento (CNPq), o que está alinhado com o mesmo projeto político-econômico que o senhor defendeu nas eleições de 2018.

Além da falta de conhecimento, me deixou bastante atônito a natureza colonizadora que o senhor carrega ao defender que as “soluções” para o Semiárido estão lá fora, em Israel ou Dubai, e que irão chegar aqui pelas mãos dos paulistas. Não que tecnologias e experiências que deram certo em outros lugares não sejam bem vindas aqui. Todavia, fiquei me perguntando como pretende ser candidato a presidência do Brasil sem conhecer minimamente as realidades que formam esse país e que lhe digo, com toda certeza, que são muito diferentes dos ares que pairam nos grandes salões de festas e restaurantes cinco estrelas de São Paulo. Realidades ainda mais distantes de Dubai.

Imagine o que ficou passando por minha cabeça: então, o governador Dória apoia um presidente que destrói o Programa Cisternas, uma política pública premiada pela ONU como Política para o Futuro (em 2017), e depois vem aqui nos dizer qual a solução para enfrentarmos as secas? Veja mesmo! Será que a abertura do escritório do Governo de São Paulo em Dubai tem a ver com a proposta de importar tecnologia para o Semiárido brasileiro? Seria um escritório de negócios?

Não queremos mais ser parasitados pelos negócios de outrem. Nós estamos construindo nossos caminhos baseados em nossas próprias vivências! E imagine, governador, que nossas experiências com as cisternas, essa tecnologia premiada, foi adotada por vários outros países e regiões semiáridas do planeta como no Chaco Trinacional, no Corredor Seco da América Central e no Sahel. Já pensou que bacana! Tecnologia Made in Brazil!

O que me parece é que o povo do Nordeste tem mesmo a autoestima e sabedoria de que precisa tomar as rédeas de seu destino, porque não precisamos mais de ninguém vindo aqui dizer quais são as “soluções” para nossos problemas. Eu acho isso uma característica de uma classe muito atrasada e conservadora, algo nada moderno. Aliás, se o senhor me permite, nada mais atrasado na forma de pensar e agir como as elites brasileiras, não é? E aproveitando a deixa, se puder, avise à revista Veja, por favor, São Paulo não é a capital do Nordeste e que não queremos ser mais fornecedores de mão de obra barata nem sermos tratados como coitados ou miseráveis que devem tutelados.

Bom, já é tarde e preciso ir encerrando. Mas queria dizer uma última coisa. Uma dica, talvez. No seu percurso de candidato, procure evitar perguntas como “quem já foi a Dubai?”, porque nós nordestinos, além de destemidas e resilientes, somos um povo muito bem-humorado e sempre vamos achar que é piada.

Com todo respeito,

Alexandre Henrique Pires, sertanejo, nordestino, educador, ativista do movimento agroecológico, filho de agricultores, biólogo e mestre em desenvolvimento local.

Brasil ultrapassa 100 milhões de pessoas com ciclo vacinal completo

O número representa 47% da população brasileira O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com o ciclo vacinal contra a covi-19 completo – as duas doses ou a dose única no caso da vacina da Janssen. Apesar da marca, o país não imunizou mais da metade da população, atingindo 47% da população […]

O número representa 47% da população brasileira

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de pessoas com o ciclo vacinal contra a covi-19 completo – as duas doses ou a dose única no caso da vacina da Janssen.

Apesar da marca, o país não imunizou mais da metade da população, atingindo 47% da população totalmente vacinadas.

No total, foram aplicadas 249,7 milhões de doses na população, sendo que 149,7 milhões receberam a primeira dose, e 100 milhões tiveram a aplicação das duas doses ou dose única.

No quadro internacional, o Brasil ocupa a 62ª posição no ranking de países na vacinação contra a covid-19 em relação à população de cada nação, segundo a Universidade Johns Hopkins, com sede nos Estados Unidos.

O país, no entanto, está acima da média mundial, de pouco mais de 35%. Quando considerados os números absolutos, o Brasil fica na quarta posição como país com mais doses aplicadas, atrás de Estados Unidos (187,7 milhões), Índia (272,6 milhões) e China (1,047 bilhão).

Rodoviários deverão parar os coletivos nas vias públicas esta manhã

Do Diário de Pernambuco A paralisação dos rodoviários, que teve início nesta terça-feira com poucos ônibus circulando nas vias da Região Metropolitana do Recife, deve se agravar. Esta manhã, os grevistas deverão radicalizar o movimento, realizando diversas paralisações em pontos espalhados pelas cidades da Região Metropolitana do Recife. A informação foi divulgada por Aldo Lima, […]

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Do Diário de Pernambuco

A paralisação dos rodoviários, que teve início nesta terça-feira com poucos ônibus circulando nas vias da Região Metropolitana do Recife, deve se agravar. Esta manhã, os grevistas deverão radicalizar o movimento, realizando diversas paralisações em pontos espalhados pelas cidades da Região Metropolitana do Recife. A informação foi divulgada por Aldo Lima, membro da Central Sindical Popular – CSP Conlutas e representante da executiva estadual da central, apontado como articulador da paralisação.

Neste horário, os motoristas deverão parar os coletivos nas ruas, como aconteceu no dia 3 de julho, numa mobilização relâmpago que travou o trânsito no Recife, principalmente nas avenidas Conde da Boa Vista e Guararapes, pegando de surpresa sindicalistas e passageiros, que ficaram sem transporte por cerca de três horas. Aldo Lima deve se pronunciar nesta manhã sobre a mobilização em entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Professores da Rede Municipal do Recife (Simpere), na Avenida Visconde de Suassuna, bairro da Boa Vista, no Recife.

Em entrevista nesta manhã ao Diario, Aldo Lima adiantou que a categoria compareceu às garagens para cumprir a determinação do Tribunal Regional do Trabalho em garantir 70% da frota de ônibus circulando nos horário de pico, mas que a classe patronal estaria descumprindo a medida em não liberar os veículos e também utilizando mão de obra terceirizada. “Os patrões estão cometendo duas irregularidades”, acrescentou.

No Terminal da Macaxeira, na Zona Norte, a movimentação é grande. Há um esquema alternativo do lado de fora com carros particulares, motos e kombis de lotação. Mas a situação, por enquanto é tranquila. Os motoristas que trabalham nesta terça-feira não estão usando a camisa da farda. De acordo com a Urbana-PE, o sindicato da classe patronal, 40% dos ônibus estão circulando.

Na Avenida Norte, uma das vias prioritárias do Grande Recife Consórcio de Transporte, a reportagem do Diario encontrou alguns poucos ônibus em Casa Amarela, Encruzilhada e Espinheiro. Na Zona Sul, a quantidade de ônibus na avenida Conselheiro Aguiar está aparentemente maior que na Zona Norte

No Terminal Pelópidas Silveira, na PE-15, em Paulista, os passageiros disputam os poucos coletivos que param na estação. Os usuários reclamam da quantidade de coletivos na rua. Na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, há viaturas da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estão posicionadas nas esquinas da via para agir em caso de protestos. Há filas,mas os passageiros estão embarcando. O intervalo médio dos ônibus é de 20 minutos.

No Terminal Integrado do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, a situação ainda é calma. Há coletivos no terminal e poucas pessoas circulando. As garagens das empresas de ônibus estão em sua maioria ainda cheia de coletivos. O metrô está circulando normalmente.

Apesar de o Tribunal Regional do Trabalho ter determinado que 70% da frota de ônibus circule nos horário de pico durante a greve dos rodoviários, nas ruas parece que a quantidade é menor. Há coletivos circulando, mas os usuários se queixam da menor quantidade. O descumprimento deste percentual deverá implicar em multa de R$ 50 mil por dia a ser paga pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco. A circulação deve ficar garantida entre 6h e 9h e das 16h às 20h.

De acordo o diretor de operações do Grande Recife, André Melibeu, dois ônibus das linhas Alto José do Bonifácio e Linha do Tiro foram depredados no início da manhã. “Esperamos que a liminar de 70% dos ônibus circulando seja cumprida. Não está um dia normal, estamos com um movimento grevista, mas nosso objetivo é que a gente consiga transportar as pessoas”, afirmou o diretor.

Os terminais estão com a segurança reforçada nesta manhã. No terminal de Joana Bezerra, por exemplo, quatro seguranças contratados estão realizando a organização das filas. “Estamos com o apoio da Polícia Militar em todos os terminais”, garante Melibeu.

Transporte alternativo – A reportagem do Diario encontrou kombis e mototáxis em vários pontos do Grande Recife. No Terminal da PE 15 o transporte ilegal não foi muito requisitado, já que os passageiros preferiram esperar os ônibus de linha.