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A sertaneja que fez Francisco José chorar

Por Nill Júnior

Foi emocionante a palestra com o jornalista Francisco José em Afogados da Ingazeira.

Já tive oportunidade de acompanhar as histórias de Chico em eventos da ASSERPE e encontrá-lo em tantas outras oportunidades. A cada reencontro, um bastidor novo, uma história nova.

Chico representa como poucos o real sentido do que é ser jornalista. Que jornalismo a gente faz para fazer diferença em um mundo tão desigual e cheio de espaços de fala para na luta por transformações que façam dele minimamente mais justo. Por isso, fiquei muito honrado em ouvir desse amigo referências elogiosas dele em momentos do encontro.

Das histórias das tantas reportagens,  a primeira fez Chico chorar. A sertaneja de Afogados que, desesperada o fez parar o carro em trajeto para uma reportagem para ajudar a salvar seus filhos da fome na época do flagelo da seca.

“Àquela época as estradas eram de terra. Em um deslocamento percebi em meio à poeira uma mulher correndo desesperada. O suor da corrida para o carro da nossa reportagem e a poeira fizeram a mulher parecer uma boneca de barro. Limpei seu rosto com água e ela pediu desesperada: salve meus filhos! Eles estão morrendo!” Era o que se chamava viúva da seca,  com o marido tendo ido tentar sobrevivência em São Paulo.  Sem nenhum contato a mulher tentava a duras penas alimentar seus filhos. Desnutridos, estavam morrendo. Chico mobilizou pessoas e passou a sentir-se responsável pela vida das crianças. Ao contar o relato,  Chico chorou.

Na plateia, uma mulher agradecia por um dinheiro que o pai recebera ao ter seu chinelinho, ainda criança,  quebrado a correia.  O pai trabalhava nas famigeradas frentes de emergência.  “A chinela foi arrumada com prego. O dinheiro que o senhor deu, usado para pagar comida”. Um agradecimento que aconteceu 31 anos depois.

As reportagens de Chico geraram uma mobilização nacional para salvar os nordestinos da seca. Estudos iniciaram a mobilização que gerou a luta por garantia hídrica à região. Hoje Chico encontrou uma realidade diferente.

Tanto que falou da cidade e região transformadas que ele encontrou essa noite, além das tantas e marcantes reportagens. Chico segue sendo uma voz determinante para explicar quão determinante, como feito com princípios, é o jornalismo.

Parabéns a César Luna e à Revista Saúde do Pajeú pela iniciativa. O blog e Rádio Pajeú estarão sempre a disposição para apoiar essas iniciativas.

Bom também para reencontrar Magno Martins,  Nayla Valença,  Augusto Martins, Alyson Nascimento (que tem auxiliado na gestão da Rádio Pajeú) e tanta gente boa, em meio à agenda corrida mirando o Fala Norte Nordeste 2024. E um viva a Chico!

Outras Notícias

Brasileirão de Handebol: Português perde mas mantém chances de título

A equipe do Português/AESO perdeu na noite de ontem (06) para a fortíssima equipe da Buzzo Sports, de São José dos Campos (SP). As pernambucanas perderam de 25 a 12. Devido a derrota do Itajaí (SC) para o Fortaleza, pelo placar de 30 a 19, o Português ainda mantém chances de disputar a final. Nos […]

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A equipe do Português/AESO perdeu na noite de ontem (06) para a fortíssima equipe da Buzzo Sports, de São José dos Campos (SP). As pernambucanas perderam de 25 a 12. Devido a derrota do Itajaí (SC) para o Fortaleza, pelo placar de 30 a 19, o Português ainda mantém chances de disputar a final.

Nos outros jogos da rodada, o Treze (PB) venceu o Ipanema (AL) por 30 a 16; o Unipê (PB) bateu o Clube do Porto (AP) por 36 a 08.

Os jogos finais acontecem na quadra coberta do ginásio desportivo municipal no próximo sábado (09), à noite. O Campeonato Brasileiro Adulto de Handebol Feminino é organizado pela Confederação Brasileira de Handebol, em parceria com a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira.

Governo avalia que a queda no preço de alimentos aos produtores chegará em breve a consumidores

Estimativa é de que redução seja vista nos supermercados até abril. Durante reunião, presidente Lula e ministros também discutiram ajustes no Plano Safra Uma queda no preço do arroz e de alguns outros alimentos está prevista para o fim de março e meados de abril. A previsão foi feita pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura, Pecuária […]

Estimativa é de que redução seja vista nos supermercados até abril. Durante reunião, presidente Lula e ministros também discutiram ajustes no Plano Safra

Uma queda no preço do arroz e de alguns outros alimentos está prevista para o fim de março e meados de abril. A previsão foi feita pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. 

Depois de uma alta no fim do ano causada por efeitos de enchentes em áreas de plantio, em especial no Rio Grande do Sul, a avaliação é de que já há uma tendência de baixa de preço com o avanço da colheita da safra e que isso tende a repercutir nos valores apresentados nos supermercados. 

“O Rio Grande do Sul produz praticamente 85% do arroz produzido e consumido no Brasil e tivemos enchentes na região, exatamente nas áreas produtoras, o que causou certa instabilidade, mas os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para em torno de R$ 100 a saca”, afirmou Fávaro. “A gente espera, então, que com o caminhar da colheita, que está chegando a 50% agora, esse preço caia, é a tendência natural. É importante que os atacadistas repassem esses preços ao consumidor”, completou.

Paulo Teixeira destacou que é prioridade que os alimentos cheguem de forma acessível na mesa da população. “O presidente chamou a equipe de ministros para discutir essa alta do fim do ano. É uma preocupação que a comida chegue barata na mesa do povo brasileiro. Todo mundo assistiu ao excesso da alta temperatura no Centro-Oeste, as chuvas no sul do Brasil.  Foi um aumento sazonal”, declarou Teixeira. 

PLANO SAFRA – Fávaro detalhou ainda medidas em andamento com o novo Plano Safra para estimular a produção de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca, incluindo a compra de estoques públicos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e o lançamento de contratos de opções para garantir preços mínimos, principalmente aos produtores da agricultura familiar. 

“Tudo isso precisa de estímulo. A gente vai tomar medidas para que haja incentivo à produção de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca no novo Plano Safra. A Conab tem um papel fundamental. Começamos a comprar estoques públicos no ano passado de milho, 360 mil toneladas, o que foi fundamental no problema climático do fim do ano.” 

Fávaro destacou a importância de intensificar o plantio de segunda safra de arroz em regiões estratégicas para garantir a proximidade de centros consumidores. “Quando a gente estimula o plantio da segunda safra no Centro-Oeste, no MATOPIBA, a gente está incentivando a ter arroz perto desses centros consumidores, do Nordeste, Centro-Oeste Brasileiro, e esse papel vai caber à Conab no nosso plano de safra”, afirmou.

ESTOQUES – Por fim, foi discutido o aumento dos estoques, especialmente diante de relatórios recentes que indicaram redução. “A vontade do presidente Lula é que a gente garanta a todos os agricultores que optarem por produzir comida que eles tenham renda, que a gente garanta a todos os que querem voltar a produzir arroz, feijão, mandioca, hortaliças, que a gente garanta a compra com políticas públicas”, explicou Edegar Pretto. Também participaram do encontro os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil). 

Em Tuparetama, vereadores reclamam de relaxamento no combate a Covid-19

Para eles, está havendo relaxamento por parte da Prefeitura. O Câmara em Ação da Rádio Pajeú, ouviu nesta sexta-feira (29), o presidente da Câmara de Vereadores de Tuparetama, Danilo Augusto e o vereador Orlando Ferreira. Ponto em comum entre os dois foram as reclamações com relação às ações de combate ao novo coronavírus no município […]

Para eles, está havendo relaxamento por parte da Prefeitura.

O Câmara em Ação da Rádio Pajeú, ouviu nesta sexta-feira (29), o presidente da Câmara de Vereadores de Tuparetama, Danilo Augusto e o vereador Orlando Ferreira.

Ponto em comum entre os dois foram as reclamações com relação às ações de combate ao novo coronavírus no município por parte do Executivo Municipal. Eles acusam a Prefeitura de ter relaxado com as ações.

Danilo lamentou o que chamou de “forma desorganizada” a distribuição dos kits da merenda escolar. Lembrou que desde o início a Câmara cobra a distribuição, mas da forma como manda a lei.

Segundo o presidente, mães que tem entre duas e quatro, crianças estudando receberam apenas um kit. “Então estamos cobrando que se faça da forma correta, porque o dinheiro federal pra merenda está chegando, até adiantado e o município tem todas as condições de entrar com a contrapartida, porque o FPM também está chegando de forma regular e em valores normais”, afirmou.

Danilo, também lamentou o aumento de casos confirmados de Covid-19 no município, como também dos casos em investigação e cobrou ações mais efetivas por parte da Prefeitura.

Ainda segundo o presidente, a Câmara solicitou, através de ofício o pagamento de insalubridade de 40% para profissionais da saúde. “Só estamos pedindo que a Prefeitura valorize estes profissionais”, destacou.

Por fim informou que foi instalado um lavatório móvel em frente ao prédio da Câmara e um dispositivo de álcool em gel para as pessoas que transitam na cidade poderem higienizar as mãos.

O vereador Orlando, cobrou o uso correto dos recursos, que têm chegado ao município para o combate ao novo coronavírus. Segundo ele: “tem gente em Tuparetama que está pensando que essa verba é pra gastar em qualquer outra ocasião, e não é”, afirmou. “Precisamos ver que o problema é sério e os recursos estão aí. O dinheiro dá pra fazer muito bem o que tem que ser feito”, emendou.

Caminhada pelo Recife encerra agenda de Lula e Dilma em Pernambuco

do Diário de Pernambuco Uma caminhada pelas ruas do Centro do Recife encerrou a maratona de agendas que a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) teve em Pernambuco durante esta terça-feira (21). Ela chegou ao Parque 13 de Maio por volta das 18h30, onde militantes já a aguardavam. Dilma veio acompanhada do ex-presidente […]

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do Diário de Pernambuco

Uma caminhada pelas ruas do Centro do Recife encerrou a maratona de agendas que a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) teve em Pernambuco durante esta terça-feira (21). Ela chegou ao Parque 13 de Maio por volta das 18h30, onde militantes já a aguardavam.

Dilma veio acompanhada do ex-presidente Lula e dos senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB), que concorreu ao governo do estado, este ano, com apoio dela. A vereadora do Recife, Marília Arraes (PSB), prima do ex-governador Eduardo Campos (PSB), também estava presente, assim como os deputados federais João Paulo (PT), Paulo Rubem (PDT) e a deputada federal eleita Luciana Santos (PCdoB).

O grupo seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista em carro aberto. O destino foi a Praça da Independência, conhecida como a pracinha doDiario. Da sacada dos prédios, muitos moradores jogaram papéis picados a medida que o cortejo passava.

Diversos carros de som tocaram jingles. Os ônibus de linha que circulam pela Conde da Boa Vista ficaram parados, provocando uma enorme fila de veículos engarrafados. Em um deles, o motorista decidiu sair do ônibus e começou a dançar em cima do coletivo.

Ao chegar na pracinha do Diario, a candidata fez um discurso. Dilma disse que está enfrentando a mais aguerrida disputa presidencial. Ela também afirmou que há muitas coisas a serem feitas no Brasil, mas o governo está no rumo certo. “Temos que melhorar a educação, segurança e saúde. Mas hoje esse país não se ajoelha diante do Fundo Monetário Internacional.”

Ainda enquanto a presidente fazia o percurso, o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT) falou para a multidão na pracinha. Ele fez muitas críticas ao PSDB e ressaltou projetos sociais do PT. Reclamou que apenas os “ingratos” e “traidores” não reconhecem o que Lula e Dilma fizeram por Pernambuco. O deputado Paulo Rubem (PDT) também discursou e pediu mobilização nos últimos dias de campanha.

Fachin manda para Moro denúncia contra senador Fernando Bezerra Coelho

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (7), retirar da Corte e encaminhar para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), a denúncia envolvendo o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) no caso da Refinaria Abreu e Lima. É a primeira decisão de […]

Diário de Pernambuco

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (7), retirar da Corte e encaminhar para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), a denúncia envolvendo o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) no caso da Refinaria Abreu e Lima. É a primeira decisão de Fachin após o plenário do STF ter restringido o foro privilegiado para deputados federais e senadores para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo. Na sexta-feira, o ministro Dias Toffoli já havia determinado o envio de processos contra sete parlamentares para outras instâncias.

“Reconheço, por causa superveniente, a incompetência deste Supremo Tribunal Federal, determinando a remessa dos autos ao Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR. Declaro prejudicados os agravos regimentais interpostos nos autos, anotando que tais matérias poderão ser objeto de análise pela nova instância”, escreveu Fachin em sua decisão.

Fernando Bezerra Coelho foi denunciado em 2016, no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de recebimento de propina de pelo menos R$ 41,5 milhões das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa, contratadas pela Petrobras para a execução de obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). O destino dos recursos seria a campanha de reeleição de Eduardo Campos – morto em um acidente de avião, em agosto de 2014, durante a campanha presidencial – ao governo de Pernambuco em 2010, quando Bezerra Coelho estava no governo estadual. Já o empresário João Lyra é apontado pela Polícia Federal como responsável por entregar propina de empreiteiras a Campos.

Pouco antes de o ministro Edson Fachin decidir pelo envio da denúncia para a primeira instância, a Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República divulgou memorial enviado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, aos ministros que compõem a Segunda Turma em que Raquel defende a mudança do processo para a 13ª Vara de Curitiba.

O posicionamento da procuradora-geral está relacionado à decisão do plenário da Corte de semana passada, quando o alcance do foro privilegiado, no caso de deputados federais e senadores, foi reduzido para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo, conforme o entendimento defendido pelo ministro Luís Roberto Barroso.

No documento, Raquel afirma que o afastamento judicial de sigilo telefônico autorizado pela Justiça revelou o papel de Aldo Guedes Álvaro como operador de propina com finalidade eleitoral em favor do então governador de Pernambuco Eduardo Campos, com a intermediação do senador Fernando Bezerra Coelho. De acordo com a PGR, no período investigado, foram constatadas 40 ligações entre o parlamentar e o empresário e 1.117 contatos telefônicos entre Aldo Guedes Álvaro e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Ao sustentar a prática de corrupção passiva por Aldo Guedes e o parlamentar, Raquel ressalta o cumprimento de contraprestações pelo recebimento da propina. O fato é evidenciado por diversos atos, tanto a elaboração de leis como de contratos administrativos referentes a obras de infraestrutura e incentivos tributários concedidos pelo Estado de Pernambuco para viabilizar a RNEST. Conforme destaca a procuradora-geral, parte significativa dos documentos foi assinada por Eduardo Campos ou por Fernando Bezerra Coelho ou pelos dois, inclusive com Paulo Roberto Costa, então diretor de abastecimento da Petrobras.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Fernando Bezerra Coelho, Aldo Guedes Álvaro e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.