Notícias

‘A gente tem que restabelecer a paz’, diz Lula em ato na Avenida Paulista

Por André Luis
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante o ato convocado por centrais sindicais, partidos que apoiam o governo e movimentos sociais em defesa da democracia na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante o ato convocado por centrais sindicais, partidos que apoiam o governo e movimentos sociais em defesa da democracia na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

Ex-presidente afirma que volta ao governo não para brigar, mas para ajudar.
Ato reuniu 380 mil segundo CUT e 80 mil de acordo com a PM.

Do G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em discurso em ato em apoio ao governo federal, na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira (18), que voltou ao governo não para brigar, mas para ajudar a presidente Dilma Rousseff a fazer o que tem que ser feito no Brasil. “Eu entrei pra ajudar a presidenta Dilma, porque precisamos restabeler a paz e a esperança e provar que esse país é maior que qualquer coisa no planeta terra”, disse Lula.

Ele afirmou ainda que “tem gente que prega a violência contra nós 24 horas por dia” e que “não existe espaço para ódio nesse país.”

O ato começou às 16h. Lula chegou por volta das 19h. Em seu discurso, ele também repetiu o bordão dos grupos que apoiam o governo federal e são contra o impeachmente da presidente Dilma: “Não vai ter golpe!”, afirmou Lula.

“Eu aceitei entrar no ministério porque faltam dois anos e seis meses pra Dilma acabar o mandato dela e é tempo suficiente pra gente mudar este país”, afirmou Lula. Ele disse que se não estiver ainda impedido por liminares da Justiça, vai começar as funções como ministro na terça-feira.

A CUT, organizadora do ato em defesa democracia, estimou o público em 380 mil pessoas na Paulista no início da noite.  A PM afirmou que o protesto reuniu 80 mil pessoas. Além de se manifestarem em defesa da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, os manifestantes gritaram palavras de ordem e exibiram cartazes contra a TV Globo.

No pico da manifestação, 11 dos 23 quarteirões da Paulista estavam ocupados. Pela manhã, a PM dispersou o ato contra o governo federal iniciado na quarta-feira, quando Lula foi nomeado Ministro da Casa Civil, e que fechou a Paulista por 39 horas.

Lula voltou a discursar na Avenida Paulista quase 14 anos depois do discurso que fez quando foi eleito presidente pela primeira vez, em 2002.

Ele chegou ao local por volta de 19h, subiu no carro de som e fez discurso inflamado. “Eu espero que seja uma lição para aqueles que não acreditam na capacidade do povo brasileiro. Eu espero que seja uma lição para aqueles que nos tratam como cidadão e cidadã de segunda classe”, afirmou Lula.

“Democracia não é um direito morto. O povo não quero que democracia seja apenas uma palavra escrita”, disse.

“Eu vim para cá pensando em falar como não ficar nervoso. Quando a companheira Dilma me chamou, relutei muito, desde agosto do ano passado, a voltar ao governo. Quando aceitei ir ao governo, voltei a ser Lulinha paz e amor. Não vou ao governo para brigar. Eu vou lá para ajudar a companheira Dilma a fazer as coisas que tem que fazer por esse país”, disse Lula.

“Em época de crise, a gente junta todo mundo e come o que tem, faz o que pode naquele momento que estão vivendo. Por isso, vou ajudar a companheira Dilma a fazer o que precisa fazer.

Lula falou sobre as manifestações de grupos contrários ao governo e pregou a convivência pacífica. “Precisa entender que democracia é a convivência da diversidade. Não quero que quem votou na Aécio goste de mim. Eu quero que a gente aprenda a conviver de forma civilizada com as nossas diferenças”, disse.

“Alguns setores ficaram dizendo que nós somos os violentos e tem gente que prega violência contra nós 24 horas por dia. Companheiros e companheiras, tem gente nesse país que falava em democracia da boca pra fora.”

Ao mesmo tempo, Lula afirmou que sempre respeitou os resultados nas urnas. “Eu perdi eleição em 1989, em 1994, em 1998. Já tinha perdido em 1982 para o governo de São Paulo. Em nenhum momento vocês viram eu ir para a rua protestar contra quem ganhou.”

“Eles acreditavam que ia ganhar. Eles não imaginavam que no segundo turno ia aparecer a juventude, os intelectuais apoiando a Dilma. Eles que se dizem pessoas estudadas não aceitaram o resultado e faz um ano e três meses que estão atrapalhando Dilma a governar esse país.”

“Eles vestem amarelo e verde pra dizer que são mais brasileiros do que nós”, afirmou. “Eles não são mais brasileiros que nós. Eles são o tipo de brasileiro que gostariam de ir pra Miami fazer compras todo dia. Nós somos o tipo de brasileiro que compra na 25 de março [rua de comércio popular em São Paulo]”.

Em certo momento, Lula olhou para o público e gritou: “Não vai ter golpe!”.

Antes de encerrar, Lula disse: “Essas pessoas que estão aqui não estão aqui porque tiveram metrô de graça, não estão aqui porque foram convocadas pelos meios de comunicação a semana inteira, estão aqui porque sabem o valor da democracia, estão aqui porque sabem o que é uma filha de uma empregada doméstica chegar a uma universidade, porque sabem o que é um jovem que não tinha esperança fazer um curso técnico, essas pessoas que estão aqui sabem o valor que é um coveiro de cemitério que estuda e vira um diplomata, um médico. É esse país que essa pessoas querem.”

“A nossa bandeira verde e amarela está dentro da nossa consciência e do nosso coração, está dentro do nosso ambiente de trabalho.”

Lula deu ainda recado aos militantes para não aceitar provocação de grupos contrários. “Vocês foram e são a melhor coisa que esse pais já produziu, a sua gente, é o nosso jeito alegre, e nosso jeito de lidar com a diversidade. Não aceite provocação na volta pra casa. Quem quiser ficar com raiva, que morda o próprio dedo.”

O ex-presidente deixou o local acompanhado de vários simpatizantes.

Outras Notícias

Rogério Leão: Se tiver que sair vamos todo mundo junto para um partido só

Em entrevista a Rádio Folha FM nesta segunda (10), o deputado estadual eleito Rogério Leão (PR) confessou que ainda analisa a possibilidade de sair do partido. O novo parlamentar não gostou das declarações feitas pelo atual presidente da sigla no Estado, Anderson Ferreira (PR). “O deputado Anderson deu aquela entrevista dizendo que quem não quiser que […]

MM_0006-e1415663022912

Em entrevista a Rádio Folha FM nesta segunda (10), o deputado estadual eleito Rogério Leão (PR) confessou que ainda analisa a possibilidade de sair do partido. O novo parlamentar não gostou das declarações feitas pelo atual presidente da sigla no Estado, Anderson Ferreira (PR).

“O deputado Anderson deu aquela entrevista dizendo que quem não quiser que saia. Então, ele bota a gente para fora, ele não é o presidente? Eu nem cheguei a assumir e mais de cinco partidos já me procuraram para que eu possa me filiar”, disse o republicano.

Rogério Leão ainda espera que o partido chegue a um consenso sobre a presidência do partido, mas não descarta uma debandada de outros correligionários. Ele é da ala dos que querem a retomada do deputado Inocêncio Oliveira (PR) ao cargo – o ex-líder do PR foi retirado do posto por declarar voto ao senador Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais.

“Se tiver que sair essa solução vamos sair num bloco, e esse bloco unido que é o grupo do deputado Inocêncio Oliveira, que fez história em Pernambuco e continua fazendo.”, frisou.

O deputado também opinou sobre a possibilidade de um rodízio entre Anderson Ferreira e o deputado Sebastião Oliveira (PR) no comando do partido. Segundo ele, o que pesa mais nessa questão do revezamento na liderança da sigla são os diretórios locais.

“Eu tive voto em 148 municípios, mas de maneira bastante expressiva em torno de 30 municípios. Eu não posso abrir mão do diretório desses 30 municípios, dos 184 municípios de Pernambuco, eu não posso abrir mão desses trinta diretórios onde eu fui votado de maneira significativa. Então, o deputado Alberto Feitosa tem algumas dezenas também, o deputado Henrique queiroz também. Então, nós temos que discutir isso”, relatou Rogério.

“Eu não posso aceitar que em uma cidade como São José do Belmonte, onde eu tive 7 mil votos, outra pessoa chegue lá e indique o diretório. Eu não posso aceitar, que em São José do Egito, onde eu tive quase 4 mil votos, outra pessoa chegue lá e indique o diretório”, completou.

Mais um capítulo: justiça dá 60 dias para prefeito convocar aprovados de concurso em Belmonte

Atendendo pedido do Ministério Público, através de Ação Civil Pública contra o gestor de São José do Belmonte, Romonilson Mariano (PHS), a Juiza Carla de Morais Rego Mandetta atendeu pedido de liminar determinando que o prefeito convoque e nomeie dentro de um prazo de 60 dias os aprovados no concurso público realizado em 2016. A […]

Atendendo pedido do Ministério Público, através de Ação Civil Pública contra o gestor de São José do Belmonte, Romonilson Mariano (PHS), a Juiza Carla de Morais Rego Mandetta atendeu pedido de liminar determinando que o prefeito convoque e nomeie dentro de um prazo de 60 dias os aprovados no concurso público realizado em 2016.

A gestão de e atender o número de vagas, inclusive as de reserva e em um prazo de 180 dias faça a exoneração de todos os contratos que estão irregulares, ocupando as funções dos contratados.

O advogado dos concursados, Anderson Eugênio, comemorou a decisão e disse que com ela haverá justiça aos concursados.

O prazo de 60 dias começau a contar a partir da notificação do gestor. Como a decisão é liminar, ainda será julgado o mérito e caberá recurso ao TJPE.

O tema se arrasta desde 2017. O Ministério havia recomendado ao prefeito que se abstivesse de realizar contratações temporárias para os cargos vagos do município e nomeasse os aprovados no concurso público realizado em 2016.

O certame foi homologado em 4 de maio de 2017 e tem prazo de validade de dois anos, podendo ser prorrogado por outros dois anos.

Segundo a promotora Renata Landim, os cargos na administração pública municipal oferecidos no último concurso público estavam ocupados, em parte, por funcionários contratados temporariamente, enquanto já vigorava a homologação dos aprovados.

A contratação temporária em detrimento da convocação de aprovados em concurso público, sem caráter de exceção, pode ser caracterizada como ato de improbidade administrativa, de acordo com a Lei Federal nº 8.429/92.

Em audiência pública com os aprovados em março daquele ano, o prefeito chegou a garantir que estava aguardando apenas a decisão do TCE-PE (Tribunal de Contas do Estado) para realizar os procedimentos finais.

“Não sou contra a homologação do concurso, estamos esperando apenas a decisão do TCE para dar continuidade ou partir para realização de um novo certame. Se o tribunal decidir hoje, amanhã mesmo começo a chamar os aprovados”, ressaltou o prefeito à época, sem dar andamento à convocação.

Pernambucano desempregado no RJ está sem contato com a família desde a Semana Santa

Familiares de Equésio da Silva Santos estão angustiados e procuraram o blog. Segundo Amanda Silva, sua ex-esposa, ele mantinha contato regular com as filhas e foi ao Rio de Janeiro a trabalho faz pouco mais de dois anos.  Mas desde a quarta-feira da Semana Santa não fez mais contato. Natural de rio Formoso, morava há […]

Familiares de Equésio da Silva Santos estão angustiados e procuraram o blog.

Segundo Amanda Silva, sua ex-esposa, ele mantinha contato regular com as filhas e foi ao Rio de Janeiro a trabalho faz pouco mais de dois anos.  Mas desde a quarta-feira da Semana Santa não fez mais contato.

Natural de rio Formoso, morava há mais de 20 anos em Santa Cruz do Capibaribe. Quando casado, ficou um período em Ingazeira, mas depois voltou a Santa Cruz e de lá foi para o Rio.

“Ele estava desempregado e familiares tentavam trazê-lo de volta. Já passava por necessidades. Quando foi na sexta da Semana Santa meu compadre se ofereceu para pagar a passagem de volta, mas não conseguimos mais localizá-lo”.

O vereador Chico de Bandeira fez contato com pessoa de Santa Cruz, onde ele estava, no Rio, mas no endereço disseram que ele já tinha saído de lá. Não estamos conseguindo contato”.

Equésio chegou a sinalizar que iria morar na rua. A família está angustiada. Qualquer informação sobre seu paradeiro pode ser repassada para o (87) 9-8145-9280.

Prefeitos discutem políticas públicas e fortalecimento municipalista em Seminário da Amupe

O Seminário de Novos Gestores, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), segue em destaque nos dias 11 e 12 de novembro, no Hotel Canariu’s, em Gravatá. Durante o evento, prefeitos e representantes de diversas cidades do estado participaram de dois importantes painéis, abordando temas essenciais para o fortalecimento dos municípios pernambucanos. O Painel 1 […]

O Seminário de Novos Gestores, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), segue em destaque nos dias 11 e 12 de novembro, no Hotel Canariu’s, em Gravatá.

Durante o evento, prefeitos e representantes de diversas cidades do estado participaram de dois importantes painéis, abordando temas essenciais para o fortalecimento dos municípios pernambucanos.

O Painel 1 discutiu o papel da Amupe na defesa dos municípios, enquanto o 2º destacou as providências de início de mandato.

O prefeito de Paudalho e presidente da Amupe, Marcelo Gouveia, falou sobre o suporte contínuo oferecido pela associação aos gestores municipais, ressaltando a importância do apoio técnico e político. 

“A Amupe tem se empenhado em oferecer recursos e ferramentas para que os prefeitos possam exercer suas funções da melhor forma possível. Projetos como o Desenvolve PE e a criação do setor de Captação de Recursos têm contribuído para o crescimento dos municípios e para a melhoria da gestão pública em Pernambuco”, afirmou Marcelo.

A prefeita de Surubim, Ana Célia, destacou a relevância da união entre os prefeitos e a continuidade do trabalho conjunto na associação. “Na Amupe, não há interesses partidários ou pessoais, mas sim um objetivo comum: melhorar a qualidade de vida da população pernambucana. A força da nossa união é o que garante a eficácia das ações em prol dos municípios”, afirmou Ana Célia.

Já o prefeito de Limoeiro, Orlando Jorge, abordou a importância do planejamento e da escolha estratégica dos secretários para o sucesso da gestão municipal. “O início de um mandato requer muito mais do que boas intenções; é necessário um planejamento sólido e a seleção de secretários que tenham a competência técnica para gerenciar as demandas diárias dos municípios. Em Limoeiro, temos a satisfação de ter mais de 80% de aprovação popular, o que reflete o nosso compromisso com a boa gestão”, destacou Orlando Jorge.

O Seminário de Novos Gestores continua amanhã, 12 de novembro, com novos painéis, abordando temas como controle na administração pública, captação de recursos e outras estratégias para aprimorar a gestão municipal em Pernambuco.

Itapetim: Aline Karina anuncia equipe de governo para sua gestão a partir de 2025

Neste sábado (28), a prefeita eleita de Itapetim, Aline Karina (PSB), divulgou os nomes que irão compor sua equipe de governo a partir de 1º de janeiro de 2025. Aline, que foi eleita no dia 6 de outubro como a primeira mulher a assumir o comando do município, promoveu mudanças significativas nas pastas, alterando a […]

Neste sábado (28), a prefeita eleita de Itapetim, Aline Karina (PSB), divulgou os nomes que irão compor sua equipe de governo a partir de 1º de janeiro de 2025. Aline, que foi eleita no dia 6 de outubro como a primeira mulher a assumir o comando do município, promoveu mudanças significativas nas pastas, alterando a chefia de quase todas as secretarias, fazendo remanejamentos e nomeando nomes novos. 

A única exceção foi a Secretaria de Saúde, que continua sendo exercida por Alda Araújo. Houve ainda a criação de novas secretarias e diretorias.

Aline venceu a disputa eleitoral com 6.111 votos, o que corresponde a 62,12% dos votos válidos, contra 3.726 votos do seu adversário, Ânderson Lopes (PSDB), conseguindo uma diferença de 2.385 votos. Ela foi apoiada pelo atual prefeito, Adelmo Moura.

Aos 36 anos, casada e com formação superior, Aline acumula experiência em gestão pública, tendo cargos ocupados como tesoureira da Câmara de Vereadores, chefe de Licitação da Prefeitura, secretária de Administração e Finanças e, mais recentemente, secretária de Saúde, posição que deixou para concorrer à prefeitura. Veja abaixo os nomes da sua equipe de Governo:

Secretários

Administração: Wesla Larissa

Saúde: Alda Araújo

Ação Social: Lais Brito

Controle Interno: Luciana Paulino

Obras e Serviços Urbanos: Ítalo Brito

Cultura e Turismo: Vandivaldo Piancó

Agricultura: Clodoaldo Lucena

Gestão de Frota: Edinaldo Gomes

Comunicação: Ailson Alves

Educação: Joeline Gomes

Diretores

Juventude e Empreendedorismo: Maria Raissa

Gestão de Pessoal: Elisângela Soares

Meio Ambiente e Proteção Animal: Lailton Brito

Recursos Hídricos: João Ilton Delfino

Estradas e Rodagens: Silvânio Cavalcante

Tecnologia e Inovação: Cléber Dilson

Cerimonial e Eventos: Diego Nunes

Convênios e Regularidade: Rennys Cavalcante

Administração do Hospital: Ednalva Sampaio

Finanças e Orçamento: Eulália Gomes

Administração Tributária e Urbanismo: Lucas Vasconcelos

Esporte e Lazer: Matheus Patriota

Licitação Prefeitura: Luís Alberto Patriota

Licitação Saúde: Laiane Brito

Diretoria da Mulher: Edilene Machado

Chefe de Gabinete: Ana Maria Alves

“Com as mudanças e a inclusão de novos nomes, Aline Karina busca fortalecer o compromisso de sua gestão com a inovação, eficiência e a continuidade do desenvolvimento de Itapetim”, destaca a assessoria.