Notícias

A disputa por saneamento em Pernambuco

Por André Luis
No Cabo, várias localidades não têm tratamento de esgoto
Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

Pelo menos duas cidades do Estado querem prestar o serviço e se estruturam para municipalizar as operações

Por: Angela Fernanda Belfort e Renata Monteiro/JC Online

Com a proximidade da eleição, volta à tona uma discussão que já se tornou antiga: a municipalização dos serviços de água e esgoto. As prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, no Sul do Grande Recife, e a de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão se estruturando para que esses serviços passem a ser prestados pela esfera municipal. A primeira chegou a publicar, com a aprovação da Câmara Municipal, a Lei 3.203 de 12 de maio de 2017 criando uma empresa para assumir o esgotamento sanitário e a distribuição de água. A segunda, por sua vez, já selecionou cinco empresas para elaborar estudos técnicos, jurídicos e financeiros sobre os setores e, em junho deste ano, promete lançar edital para escolher a companhia que vai explorar o serviço sob concessão na cidade.

A gestão desses serviços representaria mais uma fonte de receita para os municípios, além da possibilidade de contrair financiamentos para fazer grandes obras necessárias. Tanto em Petrolina como no Cabo de Santo Agostinho o serviço seria superavitário, caso fosse prestado de forma isolada. Mas o interesse pelo serviço também passa pelo cenário político. Tanto o prefeito do Cabo, Lula Cabral, quanto o de Petrolina, Miguel Coelho, apesar de serem do mesmo partido do governador Paulo Câmara (PSB), têm flertado com opositores ferrenhos ao governo estadual. Miguel, inclusive, é filho de Fernando Bezerra Coelho (PMDB), pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas e um dos principais adversários de Paulo no pleito deste ano.

Os gestores municipais negam motivação política para as movimentações em torno do tema. Segundo os socialistas, a mobilização se dá porque a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) presta um serviço deficiente à população. “Concordo que para quem vê de fora, em ano eleitoral, acha que é só uma questão política. Isso, com todo respeito, é uma justificativa muito pobre, porque não vê o mau serviço prestado pela Compesa ao longo de vários anos em Petrolina”, avaliou Miguel Coelho, que já relatou casos de áreas da cidade que passam cerca de 20 dias sem abastecimento de água. Petrolina, entretanto, tem índices de atendimento de água e esgoto maiores do que a média do Estado e da Região Metropolitana do Recife (RMR).

A tentativa de municipalizar os serviços de água e esgoto em Petrolina vem desde 2001, quando FBC exercia seu primeiro mandato como prefeito da cidade e fazia oposição a Jarbas Vasconcelos (PMDB), então governador do Estado. Mudanças de gestão e batalhas judiciais, no entanto, atrasaram o processo, que foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2006, já que o município não faz parte de um sistema integrado de saneamento, atuando de forma isolada.

Cabo

A situação do Cabo, no entanto, é diferente. Por estar localizada no Grande Recife, a cidade deve gerir os serviços de água e esgoto de forma integrada com o Estado, segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, que cita a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de nº 1842 do Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da titularidade para prestar o serviço de água e esgoto nas Regiões Metropolitanas e sistemas integrados numa decisão tomada em 2013. E resume: “O STF retirou essa atribuição do município sozinho decidir o que fazer nas regiões metropolitanas. O interesse não é local, mas regional”. A Compesa é superavitária desde 2012 e no ano passado registrou um lucro de R$ 182 milhões em 2017. Esse resultado é fruto das cidades que são superavitárias na prestação do serviço, como Cabo e Petrolina.

O secretário de assuntos jurídicos do Cabo de Santo Agostinho, Osvir Guimarães Thomaz, disse não ter conhecimento da ADI nº 1842. “Estamos avaliando se vamos comprar a água bruta, tratar e distribuir a mesma. Ou se faremos uma concessão na área de água e esgoto e nesse caso, o município do Cabo, seria somente o regulador do serviço”, contou. Mas o serviço de esgoto do Cabo já não está numa concessão que é a Parceria Público-Privada (PPP) do Saneamento? “A Compesa não cumpriu o cronograma dessa concessão. O esgotamento sanitário não andou em nada. E isso dá o direito do serviço ser prestado pelo município”, resumiu.

PPP do saneamento

A PPP do Saneamento previa a universalização do serviço nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife mais Goiana. Inicialmente, a empresa privada que estava à frente da PPP era a Odebrecht Ambiental, subsidiária da Construtora Odebrecht, cujo ex-presidente Marcelo Odebrecht foi preso em 2015 em decorrência da Operação Lava Jato, que revelou um esquema de propina bilionário envolvendo construtoras, políticos e diretores da Petrobras. Isso descapitalizou a empresa que vendeu a sua participação da PPP para o fundo canadense Brookfield, que passou a se chamar BRK.

Outras Notícias

Gastos com candidaturas ultrapassam R$ 11 bilhões nas eleições de 2026

As despesas declaradas por candidatos nas eleições de 2026 chegaram a R$ 11,03 bilhões, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira (30). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar com a conclusão das prestações de contas. O levantamento considera as despesas […]

As despesas declaradas por candidatos nas eleições de 2026 chegaram a R$ 11,03 bilhões, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até sexta-feira (30). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar com a conclusão das prestações de contas.

O levantamento considera as despesas informadas por candidatos à Presidência da República, ao Senado, à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A maior parcela dos recursos declarados, aproximadamente 52% do total, corresponde a transferências financeiras entre candidatos e partidos políticos. Esses repasses somaram R$ 5,72 bilhões e representam a movimentação de recursos entre campanhas, não necessariamente pagamentos diretos a fornecedores.

Entre as despesas destinadas à contratação de produtos e serviços, a publicidade em materiais impressos, como panfletos e cartazes, movimentou R$ 976 milhões. Os serviços prestados por terceiros somaram R$ 795 milhões, enquanto as atividades de militância e mobilização de rua chegaram a R$ 662 milhões.

As campanhas também declararam R$ 538 milhões em despesas com pessoal, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos.

Redes sociais receberam investimentos milionários

O impulsionamento de conteúdos nas plataformas digitais respondeu por R$ 488 milhões das despesas declaradas pelas candidaturas.

Entre as empresas de tecnologia, o Facebook, pertencente à Meta, liderou os recebimentos relacionados à publicidade eleitoral, com R$ 352 milhões distribuídos em aproximadamente 28,6 mil contratos.

Nas eleições de 2022, os valores destinados à plataforma haviam somado R$ 129 milhões, em cerca de 19,4 mil contratos. Os números mostram o crescimento dos investimentos das campanhas na divulgação paga de conteúdos nas redes sociais.

O professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Murilo Borsio Bataglia, avalia que a distribuição dos recursos eleitorais acompanha as mudanças nas estratégias de comunicação política, com maior utilização das plataformas digitais para alcançar os eleitores.

Recursos públicos e prestação de contas

Uma das principais fontes de financiamento das campanhas é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, que disponibilizou R$ 4,91 bilhões para as eleições de 2026.

Entre os partidos, o PL recebeu R$ 882 milhões, o PT ficou com R$ 615 milhões e o União Brasil contou com R$ 526 milhões em recursos do fundo.

As campanhas também utilizaram transferências entre partidos e candidatos, doações de pessoas físicas e recursos próprios dos concorrentes.

Apesar de os gastos declarados até 30 de outubro serem inferiores aos registrados em 2022, os números ainda não são definitivos.

De acordo com o calendário do TSE, candidatos e partidos que participaram apenas do primeiro turno têm até terça-feira (3) para apresentar suas prestações de contas. Já os que disputaram o segundo turno têm prazo até 14 de novembro.

Com a entrega das informações restantes, o volume total de despesas declaradas nas eleições de 2026 poderá ser atualizado.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Lula avalia criar Ministério da Comunicação Digital para o quarto mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital para seu quarto mandato, que começa em janeiro de 2027. A proposta ganhou espaço nas discussões sobre a composição do novo governo após a atuação das redes sociais na campanha presidencial. A estrutura em estudo reuniria secretarias atualmente vinculadas a […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia criar um Ministério da Comunicação Digital para seu quarto mandato, que começa em janeiro de 2027. A proposta ganhou espaço nas discussões sobre a composição do novo governo após a atuação das redes sociais na campanha presidencial.

A estrutura em estudo reuniria secretarias atualmente vinculadas a diferentes ministérios e teria autonomia em relação à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), comandada por Sidônio Palmeira.

Entre os órgãos que poderiam integrar a nova pasta estão a Secretaria de Direitos Digitais, atualmente no Ministério da Justiça e Segurança Pública, e as secretarias de Políticas Digitais e de Estratégias e Redes, vinculadas à Secom.

Uma das atribuições previstas seria a coordenação de políticas relacionadas à regulamentação das plataformas digitais, tema defendido por Lula após sua reeleição.

A possibilidade de criação do ministério ganhou força após a mobilização digital organizada durante o segundo turno pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que ultrapassou 10,5 milhões de inscritos.

O nome de Janones chegou a ser mencionado por aliados como possível responsável pela nova estrutura. Entretanto, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida nesse domingo (1º), o parlamentar descartou assumir qualquer ministério no próximo governo.

“Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, declarou.

Nesta segunda-feira (2), Janones voltou a justificar sua decisão em uma publicação na rede social X. Segundo o deputado, assumir um cargo ministerial poderia limitar sua atuação política.

“Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos!”, escreveu.

O parlamentar também afirmou que considera a Câmara dos Deputados o espaço mais adequado para continuar colaborando com Lula por meio da mobilização digital. Na publicação, classificou um ministério como sua “zona de conforto” e declarou que pretende manter o trabalho desenvolvido com o chamado “Exército do Lula”.

Na quinta-feira (29), Lula recebeu Janones para um almoço no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, o presidente gravou uma mensagem para os participantes do canal de WhatsApp e anunciou a intenção de realizar uma transmissão ao vivo com o deputado.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que ainda não existe decisão sobre a criação do ministério. Segundo ele, Lula considera necessário ampliar a presença do governo nas redes sociais, mas a organização administrativa do próximo mandato permanece em discussão.

Durante o discurso de vitória, em 25 de outubro, Lula já havia anunciado que a comunicação digital teria maior importância em sua próxima gestão.

A proposta de regulamentação das plataformas enfrentou dificuldades para avançar no Congresso durante o atual mandato. Caso seja criado, o novo ministério poderá concentrar parte dessas discussões, mas suas competências e estrutura ainda dependem de definição.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Fonteles, Camilo Santana, João Campos e Gakiya estão entre cotados para ministérios de Lula

A formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta articulações políticas em Brasília. Entre os nomes cotados para integrar a equipe ministerial de 2027 estão Rafael Fonteles, Camilo Santana, João Campos e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. As discussões envolvem mudanças em ministérios estratégicos, a possível criação de […]

A formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta articulações políticas em Brasília. Entre os nomes cotados para integrar a equipe ministerial de 2027 estão Rafael Fonteles, Camilo Santana, João Campos e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

As discussões envolvem mudanças em ministérios estratégicos, a possível criação de novas pastas e a participação de aliados que não conquistaram cargos nas eleições de outubro. Segundo interlocutores do presidente, as primeiras definições deverão ocorrer após 16 de novembro, quando Lula retornar de compromissos internacionais na Turquia e nas Filipinas.

Um dos nomes mencionados para o Ministério da Fazenda é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também aparece entre as possibilidades para comandar a área econômica.

Fonteles ganhou espaço nas articulações do presidente durante o segundo turno das eleições. Ex-secretário da Fazenda do Piauí, ele é citado por aliados como uma alternativa para assumir a condução da política econômica federal.

Outro nome presente nas discussões é o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação. Ele aparece entre os cotados para a Casa Civil, atualmente comandada por Rui Costa, e também para um eventual Ministério da Segurança Pública.

A criação de uma pasta exclusiva para a segurança pública é uma das propostas apresentadas por Lula durante a campanha. Entre os nomes avaliados para comandá-la está o promotor Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação em investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar das especulações, não há indicação formalizada para a nova estrutura, que ainda depende de definições sobre suas competências e organização.

João Campos também aparece nas articulações

Em Pernambuco, o nome do ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é apontado por aliados como uma possibilidade para integrar o próximo governo federal.

Derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, João deixou a prefeitura para concorrer às eleições e está sem mandato eletivo.

Uma das possibilidades discutidas envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atualmente comandado por Luciana Santos (PCdoB). A pasta já foi ocupada por Eduardo Campos, pai de João, durante o primeiro mandato de Lula.

A eventual indicação dependerá das negociações entre o presidente e a direção nacional do PSB, partido que também ocupa a Vice-Presidência da República com Geraldo Alckmin.

Outros nomes avaliados

Fernando Haddad (PT), derrotado na disputa pelo Governo de São Paulo, também está entre os nomes mencionados nas conversas sobre a próxima equipe. Uma das possibilidades seria o Ministério das Relações Exteriores.

Entretanto, pessoas próximas ao ex-ministro afirmam que ele considera retornar às atividades acadêmicas na Universidade de São Paulo (USP), sem assumir uma nova função no Executivo.

O deputado federal André Janones (Rede-MG), que participou da mobilização digital da campanha de Lula, também chegou a ser citado para uma função ligada à comunicação do governo.

A possibilidade, porém, foi descartada pelo próprio parlamentar. Em entrevista ao Fantástico, exibida nesse domingo (1º), Janones afirmou que não aceitará um ministério e permanecerá na Câmara dos Deputados.

Na área da Defesa, José Múcio Monteiro manifestou a intenção de deixar o cargo. Também são discutidas possíveis mudanças nos comandos das Forças Armadas, enquanto o general Tomás Paiva é mencionado como alternativa para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Por outro lado, integrantes da atual equipe, como Esther Dweck, Leonardo Barchini e Fernanda Machiaveli, aparecem entre os nomes que poderão permanecer no governo, ainda que em funções diferentes.

Lula também deverá negociar espaços com partidos do Centrão para ampliar sua base de apoio no Congresso Nacional. A composição definitiva do primeiro escalão ainda não foi anunciada.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Após deixar o Brasil, Flávio diz que não se arrepende de suas ações e critica Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um comunicado nas redes sociais nesse domingo (1º), afirmando que não se arrepende de suas ações e criticando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos, contrariando restrições judiciais impostas depois de […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um comunicado nas redes sociais nesse domingo (1º), afirmando que não se arrepende de suas ações e criticando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil e viajar para os Estados Unidos, contrariando restrições judiciais impostas depois de sua derrota na eleição presidencial.

Na publicação, intitulada “Nota ao Brasil”, Flávio voltou a questionar as medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo a obrigação de entregar seus passaportes. O senador classificou as decisões como perseguição política e afirmou que sua saída do país foi motivada pela situação que enfrentava.

O parlamentar também relatou o momento em que recebeu a intimação da Polícia Federal, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a comunicação ocorreu cerca de 12 horas depois da definição do resultado eleitoral.

Flávio afirmou que enfrentou um sistema político contrário à sua candidatura e declarou: “Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”.

Em outro trecho, o senador criticou Moraes e alegou que agentes policiais teriam revirado pertences de suas filhas em sua residência. Entretanto, Flávio não foi alvo de uma operação de busca e apreensão, conforme esclarecido nas reportagens sobre o episódio.

O comunicado também apresentou críticas à imprensa. Flávio afirmou que recebeu um convite da TV Globo para uma entrevista exclusiva, mas que a emissora teria desistido após ele exigir a exibição integral da conversa, sem cortes ou restrições de assuntos.

O senador acusou a emissora de não oferecer espaço para sua versão em uma reportagem preparada para o Fantástico, exibida nesse domingo.

A reportagem do programa abordou as circunstâncias da saída de Flávio do Brasil e o trajeto realizado até os Estados Unidos. Ao final, apresentou o posicionamento de Frederick Wassef, advogado do parlamentar, que contestou a caracterização da viagem como fuga e afirmou que as informações sobre o deslocamento não haviam sido oficialmente confirmadas.

Flávio também reproduziu uma declaração de Cristiano Zanin, atual ministro do STF, feita em agosto de 2016, quando atuava na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva. A frase tratava de supostas violações de direitos humanos no Brasil e foi utilizada pelo senador para sustentar suas críticas ao Judiciário.

Ao encerrar o comunicado, o parlamentar anunciou que pretende conceder entrevistas a veículos brasileiros e internacionais nos próximos dias, afirmando que deseja falar sem cortes ou filtros.

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), depois de deixar o território brasileiro apesar das restrições determinadas por Moraes. As circunstâncias da viagem são investigadas pela Polícia Federal.

Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução/Instagram

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Fux convoca ministérios da Saúde e Justiça para audiência sobre proibição das bets

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluir representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública na audiência pública que discutirá a proibição das apostas online no Brasil. O encontro está marcado para esta terça-feira (3), a partir das 10h, em Brasília. A decisão foi tomada nesse domingo (1º), […]

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu incluir representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública na audiência pública que discutirá a proibição das apostas online no Brasil. O encontro está marcado para esta terça-feira (3), a partir das 10h, em Brasília.

A decisão foi tomada nesse domingo (1º), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que questionou a composição inicial da audiência por considerar que havia predominância de representantes de empresas de apostas e entidades esportivas.

Além dos dois ministérios, Fux convocou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Comitê Paralímpico do Brasil, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) e o Grêmio Futebol Clube. Com as inclusões, a audiência contará com 34 entidades, órgãos e associações.

O encontro discutirá os impactos da Medida Provisória nº 1.394/2026, editada pelo governo federal, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das plataformas de apostas online, conhecidas como bets, em todo o território nacional.

A discussão ocorre no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (Anjl). A entidade questiona a constitucionalidade da medida provisória e solicita ao STF a suspensão da proibição.

Ao pedir a ampliação da lista de participantes, a AGU argumentou que a composição original poderia comprometer a diversidade de opiniões e a apresentação de informações técnicas. Dos 26 convidados inicialmente, 17 representavam clubes de futebol ou empresas de apostas favoráveis à retomada da atividade.

Em sua decisão, Fux lembrou que o STF já realizou duas audiências públicas sobre o tema, em novembro de 2024, quando entidades ligadas à saúde, à defesa do consumidor e à proteção de crianças e adolescentes apresentaram estudos sobre os impactos sociais das apostas.

Entre as organizações ouvidas naquela ocasião estavam a Associação Brasileira de Psiquiatria, o Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Nenhuma delas integra a lista de participantes da audiência desta terça-feira.

O ministro reconheceu que os efeitos negativos das apostas sobre a saúde e a economia já foram discutidos pelo tribunal e considerados em julgamentos anteriores.

A audiência será transmitida pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. O encontro terá caráter informativo, destinado a reunir argumentos e dados para subsidiar a análise da ação judicial. A realização da audiência não representa uma decisão sobre a constitucionalidade da proibição das bets.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Victor Piemonte/STF

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr