19º Encontro de motociclistas é o Brasil dentro de Afogados
Por André Luis
Foto: Cláudio Gomes
Foto: Cláudio Gomes
Evento de 2021 já tem as datas definidas para 21, 22, 23 e 24 de janeiro.
Por André Luis
Motociclistas das cinco regiões do Brasil marcaram presença no 19º Encontro de Motociclistas de Afogados da Ingazeira. Evento realizado pelo Moto Clube Dragões de Aço, com apoio do comércio local e da Prefeitura municipal.
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul conviveram em perfeita harmonia durante os quatro dias do evento, que teve início na quinta-feira (16), com o já tradicional Churrasco de Fil e show com Júnior Mendes, na sede dos Dragões de Aço.
Na sexta-feira (17), teve a recepção aos motociclistas às 09h, seguida de Som eletrônico. As 10h foi o início das inscrições e entrega dos troféus. A noite foi aberta com muito com rock nacional e MPB. No Palco, Ney Gomes e Banda. A noite de sexta ainda teve muito rock nacional e internacional com as bandas Reborn e Vitruvian.
No sábado a programação seguiu com recepção aos motociclistas, som eletrônico, início das inscrições e entrega dos troféus. Tudo na parte da manhã. A partir das 12h foi a vez do samba dos Amigos do Samba entrar em ação para animar o almoço dos participantes no Hotel Brotas.
A música gospel da banda Discipuluz abriu a noite do evento – hora de louvar e agradecer a Deus. Depois muito rock nacional e internacional com as bandas Magnóllya e Blackbird. Fechou a noite de sábado a cantora Vanessa Andrade que cantou de tudo um pouco. Veja abaixo mais algumas fotos do fotografo e parceiro, Cláudio Gomes. ( Clique na foto para ampliar).
Na manhã de domingo os motociclistas se reuniram para tomar café da manhã e logo depois às 13h churrasco de despedida e convite para 2021, ambos na sede dos Dragões de Aço. Ainda teve muito som eletrônico.
Segundo informações da organização, foram 205 Moto Clubes inscritos. Celso Brandão, um dos organizadores do evento, explicou que ao menos 60 deixaram de se inscrever “ou por que não querem, ou ainda acreditando que a inscrição seria paga, já que é prática atualmente na grande maioria dos eventos”, e completou: “mas aqui não cobramos a inscrição”.
Brandão ainda informou que em média, 1.800 motociclistas de fora participaram do evento. Sendo que o motociclista que mais rodou veio de Rio Branco, no Acre, rodando 4.373 km.
O local escolhido para a realização do evento deste ano – uma parte do Anel Viário que fica em frente ao Campo do Nascente, foi aprovado por todos. Motociclistas e pessoas em geral. “Até o Prefeito José Patriota ficou impressionado como o local casou com o evento”, informou Celso, que aproveitou ainda para anunciar que o 20º Encontro de Motociclistas em 2021, já tem as datas definidas para 21,022,23 e 24 de janeiro.
Em Itapetim, os serviços de açudagem na zona rural continuam, segundo nota ao blog. Esta semana, a Prefeitura Municipal, através da Diretoria de Agricultura, concluiu a construção de mais quatro reservatórios no Sítio Pé de Serra. As intervenções foram intensificadas em 2013 com o agravamento da estiagem que assola o município, já tendo beneficiado centenas […]
Em Itapetim, os serviços de açudagem na zona rural continuam, segundo nota ao blog. Esta semana, a Prefeitura Municipal, através da Diretoria de Agricultura, concluiu a construção de mais quatro reservatórios no Sítio Pé de Serra.
As intervenções foram intensificadas em 2013 com o agravamento da estiagem que assola o município, já tendo beneficiado centenas de famílias de várias comunidades.
De acordo com Clodoaldo Lucena, diretor de Agricultura, desta vez os reservatórios foram construídos nas propriedades de Cizinha, João, Damião e Sandro.
Já são sete o número de açudes construídos ou restaurados no Sítio Pé de Serra nos últimos dias. Os serviços visam ampliar a capacidade de armazenamento de água da região, que é duramente castigada com os efeitos da estiagem.
Os professores da rede municipal de Educação de Venturosa, no Agreste do Estado, que recebem pelos 60% do Fundeb (Fundo de Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e os servidores da Secretaria que recebem pelos outros 40% receberam salários de setembro. Segundo a Secretaria de Finanças do município, já são mais de 200 meses seguidos, […]
Os professores da rede municipal de Educação de Venturosa, no Agreste do Estado, que recebem pelos 60% do Fundeb (Fundo de Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) e os servidores da Secretaria que recebem pelos outros 40% receberam salários de setembro.
Segundo a Secretaria de Finanças do município, já são mais de 200 meses seguidos, desde meados de 2005, que o salário do funcionalismo municipal vem sendo pago de forma antecipada.
Todos os servidores de Venturosa recebem seus vencimentos dentro do mês com até 10 dias de antecedência. Desta vez a antecipação foi maior.
De acordo com a pasta, hoje, sábado (19), o salário de setembro entrou nas contas do funcionalismo efetivos de todas as demais secretarias, além do pagamento dos contratados, comissionados e aposentados.
A ministra Ana Arraes foi eleita nesta quarta-feira (2) para a presidência do Tribunal de Contas da União (TCU). O mandato tem prazo de um ano, renovável por mais um. Na mesma sessão, o ministro Bruno Dantas foi eleito vice-presidente e corregedor do tribunal. A posse da nova presidência foi marcada para o próximo dia […]
A ministra Ana Arraes foi eleita nesta quarta-feira (2) para a presidência do Tribunal de Contas da União (TCU). O mandato tem prazo de um ano, renovável por mais um. Na mesma sessão, o ministro Bruno Dantas foi eleito vice-presidente e corregedor do tribunal.
A posse da nova presidência foi marcada para o próximo dia 10. Ana Arraes ocupará o cargo atualmente exercido pelo ministro José Múcio, que assumiu a presidência em 2018. A eleição do TCU segue o critério de antiguidade.
Múcio também já anunciou que deixará o TCU no fim do ano. Para a vaga, o Senado Federal aprovou o nome do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.
Ana Arraes foi apenas a segunda mulher a assumir uma vaga no TCU. A ministra tomou posse em 2011, depois de ter sido indicada pelo Congresso Nacional. Na época, Ana Arraes ocupava o cargo de deputada federal por Pernambuco.
Advogada, a ministra é filha do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e avó do prefeito eleito de Recife, João Campos (PSB).
O ex-prefeito de Flores e atual secretário de Governo do município, Marconi Santana, reafirmou, na última quinta-feira (10), que está colocando seu nome à disposição como pré-candidato a deputado estadual. A declaração foi feita durante o evento que marcou os 100 dias de gestão do prefeito Gilberto Ribeiro. Em entrevista, Marconi destacou que vem dialogando […]
O ex-prefeito de Flores e atual secretário de Governo do município, Marconi Santana, reafirmou, na última quinta-feira (10), que está colocando seu nome à disposição como pré-candidato a deputado estadual. A declaração foi feita durante o evento que marcou os 100 dias de gestão do prefeito Gilberto Ribeiro.
Em entrevista, Marconi destacou que vem dialogando com lideranças políticas da região e reforçou a importância de o Pajeú ter representação própria na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
“Estamos conversando com todas as lideranças. É claro e evidente. Tô com o meu nome como pré-candidato a deputado estadual. Espero que a gente consiga o apoio desejado para consolidar a votação necessária para ser eleito”, afirmou.
Marconi também pontuou a carência de nomes locais na disputa estadual. “O Pajeú hoje não tem um candidato próprio que more, que esteja no Pajeú, que vivencie o Pajeú. Então a gente colocou nosso nome, estamos conversando, acho que as coisas estão fluindo bem”, declarou.
O secretário adiantou que as conversas seguem com partidos e lideranças, em busca de alianças que possam fortalecer o projeto político. “Vamos aguardar os partidos, aqueles que podem nos contemplar com votos, para que a gente tenha mais engajamento e possa sair nesta disputa consolidada”, finalizou.
Por Mariana Teles * Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe. Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam […]
Cresci na rua do Hospital. Atravessando a pista escondido de minha mãe para comprar pipoca e balas na rodoviária, naquela sempre paciência de Seu Antônio Mago despachando, enquanto a sinuca e a zuada do jogo de dominó se ouvia de longe.
Aprendi a ler juntando as letras dos versos que ficavam nas paredes da antiga fábrica de doce, também do outro lado da pista. Nesse tempo eu nem sabia que Tuparetama tinha ficado conhecida lá fora, justamente por suas paredes todas pintadas com poesias. Coisa da cabeça de Pedro de Tunu, ou melhor, do coração. Eu acho que Pedro só tem coração mesmo.
Dizem que só se vê bem quando se ver de longe. Eu sempre vi Tuparetama com uma mistura muito apaixonada (dos olhos de Pedro Tunu e dos versos de Valdir), não tinha como não crescer amando Bom Jesus do Pajeú e achando ela a cidade mais bonita “em linha reta do sertão.”
Mas foi de longe, exatamente dez anos ausente de suas salas de aula, da breve e intensa militância no movimento estudantil (que legou uma geração de novos líderes à nossa política), onde eu descobri talvez a vocação para alguma coisa. Precisei me defender tanto nas brigas da escola, que devo ter terminado me tornando advogada por isso. Pense numa menina que não ficava calada. Tem uma ruma de professor que não me desmente.
A Tuparetama da minha infância tinha uma ficha amarela de livros na Biblioteca Municipal e a docilidade de Helena ou Socorrinha registrando os exemplares que eu pegava. Toda semana. Quando dava sorte, ainda encontrava Tarcio por lá e adorava “comer o juízo” dele. Continuo gostando de fazer isso, sempre que posso.
Eu não sei falar de Tuparetama sem falar de quem faz Tuparetama. Da geração de ouro do nosso teatro, de Antonio José e Fátima. Lembro quando Odilia, já reconhecida em Pernambuco, trouxe o espetáculo DECRIPOLOU TOTEPOU (De crianças, poetas e loucos, todos temos um pouco). Mas lembro mais ainda das minhas tardes nas aulas de reforço no quintal de sua mãe, dona Lourdinha, me repetindo exaustivamente que antes de P e B só se escreve M.
Ah, e os computadores? Eu achava o máximo por que lá em casa tinha dois, tinha fax, tinha máquina de gravar de CD e Glaubenio já manuseava uma filmadora Panasonic de bem meio quilo… Não aprendi muita coisa dessa tecnologia toda, ele sim. Mas levei muito tabefe por mexer onde não devia. Fiz todos os cursos do Rotary, dando trabalho a Vanessa e perguntando mais do que o homem da cobra.
Galderise era presidente do Interact. Vivia escrevendo discursos em casa, organizando ação de entregar cesta básica e se dividia entre o magistério na Escola Cônego e o Científico no Ernesto, ainda tinha tempo de me ensinar a tarefa de casa e me levar aos sábados para aprender inglês com Dona Maria José de Lima, ele aprendeu, eu não.
Na Tuparetama da memória de menina, a mesma memória que invoco quando a vida quer questionar meu pertencimento, depois de conhecer, viver e até amar tantas outras terras, existe ainda aqueles olhos pulando da cara, quando via o nosso premiado balé subindo nas pernas de pau e alcançando o mundo.
Tuparetama foi a escolha de vida de meu pai. Foi ninho. Aquela hora da vida que a gente olha e diz: é aqui. Cheguei em casa. Fui a única da prole que nasceu no Pajeú, os meninos já chegaram de bermuda e correndo com passarinhos nas ladeiras da Andrelino Rafael, ou o comecinho da Rua do Banco do Brasil, lá perto da casa de João Lima.
Comprei tecido em Rosalva e usei muitos vestidos costurados pelas preciosas mãos de Carmi. Tenho um álbum completo de fotos de Dona Deja e de Glaucia. E quem não tem?
É essa Tuparetama que me fez gente. Que me fez aumentar (e muito) o padrão de referência de cidade limpa, organizada e acolhedora. Uma amiga querida deputada no Piauí (Janainna Marques) em toda cidade que chegávamos pelas andanças de lá, ela dizia: “já sei, vai dizer que Tuparetama é melhor e mais organizada”. E sempre era.
Eu teria tanta coisa para falar institucionalmente, dos indicadores da nossa educação pública e do meu orgulho de ser fruto dela, do constante crescimento que observo a cada ida, do empreendedorismo criativo, da nossa artesania, do Balaio Cultural que tive a honra de ajudar na construção e apresentar a sua primeira edição.
Mas a Tuparetama que hoje fala mais alto ao meu coração não é nem de longe, mesmo que igualmente me orgulhe, a cidade dos números e das obras. Nisso Nossa gestão municipal é especialista. Já provou. Mas é a cidade feita de gente, de histórias e esquinas.
De quem teve medo de Jabuti, quem dançou no pastoril de Dona Datargnan, quem passava a semana do município estudando a letra do nosso hino e os nomes que construíram a nossa emancipação.
(Fica a sugestão para reedição do Livro de Tuparetama: o Livro do Município, barsa da nossa história e ausente da formação das novas gerações.)
É a Tuparetama dos poetas, das cantorias de pouca gente e muito repente. Da imponente Igreja Matriz, nossa basílica de fé e beleza iluminando a rua principal. E das paqueras de final de missa também.
A Tuparetama que me deu saudades hoje foi a das excursões para o Monte Alegre e o banho de bica na churrascaria. Do misto quente e do suco de Jânio, ou quando Painho chegava cansado de viagem e dizia: “vá buscar um bodinho assado lá em Josete.”
Tuparetama é feita de gente, de personagens. Nosso capital é humano. É inesgotável. Nossa safra não padece de verões, a cada ida eu descubro com alegria um novo talento.
Para além do capital humano, a gente consegue uma verdadeira goleada na nossa infraestrutura. Beleza e Tuparetama é quase a mesma rima.
Foi de longe, dos sertões da Paraíba, do extremo norte do Piauí (e do Sul também), das salas de aula de Recife, Brasília e São Paulo, dos palcos que a arte, mesmo sendo hobbie, me levou, que eu aprendi a olhar de longe e amar ainda mais de perto Tuparetama.
A gente nem precisa discutir título de Princesa. Porque a gente sabe que é mesmo. Essa história de melhor índice de bem estar do Brasil é só pra figurar em revista… Nosso melhor índice mesmo é de qualquer coisa.
Eu não preciso esperar 11 de Abril para escrever o quanto de Tuparetama ainda vive em mim. Mesmo depois de uma caminhada de exatamente uma década fora das suas ladeiras, do seu São Pedro e das suas lutas.
Só a gente sabe o gosto de repetir, praticamente traduzindo (em português e em geografia) onde fica e de onde somos. Não, é Tuparetama, não é Toritama não, nem Tupanatinga… É aquela, perto de São José. Quem nunca teve que explicar isso?
É aquele pedaço do coração e do olhar, que mesmo exposto ao mundo, as mazelas do sistema, aos corredores das academias, aos instantes de palco, aos bastidores das estratégias, que continua intocável em meu coração de menina.
É sempre o melhor destino, porque eu até sei para onde estou caminhando, mas sei mais ainda de onde começou a caminhada.
Meu beijo mais especial a minha terra, hoje vale por dois. É meu e de Valdir, sem a suspeição de filha, desconheço outra locomotiva que exportou mais o nome de Tuparetama para o mundo.
58 anos. Tinha que falar disso. Desde o começo. Mas o coração mudou o mote e eu terminei só alforriando as lembranças da menina que nem sabia que correndo na rua do Hospital e atravessando a pista, estava aprendendo a atravessar desde então, as turbulências da vida e correr atrás do que acredita. 23 de Março fiz a pior viagem que poderia fazer para Tuparetama (e a mais longa), mas com uma certeza serena em meu coração, Valdir não escolheria descansar em um lugar diferente.
Viva Tuparetama e os tantos anos de conquistas que ainda virão. Parabéns aos meus irmãos que nas artes, nas salas de aula, no campo ou na luta política estão cuidando e ajudando a construir a Tuparetama que nunca deixou de caminhar para o futuro.
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