Zema diz que ‘nunca foi próximo’ de Flávio Bolsonaro e volta a criticar o STF: ‘Poder incendiário’
Por Nill Júnior
Do G1PE
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (19) que “nunca foi próximo” do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Cumprindo agenda no Recife, o político concedeu entrevista a rádios locais e voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual chamou de “poder incendiário”.
A fala ocorre em meio à repercussão sobre os vínculos entre o Flávio Bolsonaro e ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que está preso suspeito de chefiar um esquema de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal.
Em maio, veio à tona a informação de que Vorcaro ajudou a financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente. Inicialmente, o senador escondeu a relação com o dono do Master, a quem chegou a visitar quando o banqueiro usava tornozeleira eletrônica.
Depois, um áudio em que ele cobra dinheiro a Vorcaro para o filme foi divulgado. Logo após a revelação, Zema criticou o senador e disse que “cobrando dinheiro de Vorcaro é imperdoável” e que “não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.
Em entrevista à CBN Recife, Zema foi questionado se a relação com Flávio “azedou”, e disse que não teve muito contato com o senador.
“Nós nunca fomos próximos. Eu estive mais próximo do Bolsonaro, porque fui governador enquanto ele presidente, apoiei ele em 2022, eu fui reeleito em primeiro turno em Minas Gerais. Mesmo o Bolsonaro lançando um candidato que teve quase 10% dos votos. Então, foi um presidente que levou coisas boas para os mineiros, como a ampliação do metrô, que teve a aporte federal. Com o senador [Flávio Bolsonaro] eu não tive muito contato”, declarou.
“O Supremo tinha respeito no passado. Até uns 15 anos atrás, sempre foi um porto seguro, quase que um poder moderador. Recentemente se transformou num poder incendiário, está jogando gasolina no incêndio. Em vez de estar amenizando as crises, está criando novas crises. Mas eu tenho muita confiança que nós vamos ter uma renovação no Senado e que essas frutas podres vão ser eliminadas”, afirmou.
De acordo com nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (6), os líderes da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões e Edson Henrique, entregaram os cargos de Assessores Especiais da Secretaria da Casa Civil do Governo de Pernambuco. Amigos e amigas afogadenses, nesta data, nós, Danilo Simões e Edson Henrique, comunicamos que entregamos os cargos de […]
De acordo com nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (6), os líderes da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões e Edson Henrique, entregaram os cargos de Assessores Especiais da Secretaria da Casa Civil do Governo de Pernambuco.
Amigos e amigas afogadenses, nesta data, nós, Danilo Simões e Edson Henrique, comunicamos que entregamos os cargos de Assessores Especiais da Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de Pernambuco. Nossa decisão foi tomada de forma consciente, autônoma e coerente com o nosso posicionamento político e, acima de tudo, com a nossa história de vida pessoal.
Quando aceitamos o convite para fazer parte do governo Raquel Lyra, acreditávamos que poderíamos contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da nossa querida Afogados da Ingazeira e de toda Região do Pajeú. No entanto, a verdade é que nunca foram disponibilizados os espaços e as condições necessárias para que esse trabalho fosse desenvolvido em sua plenitude.
Durante esse período de seis meses, mesmo com todas as limitações impostas, procuramos atuar como interlocutores da população da região, visando fortalecer o projeto político e administrativo do Governo do Estado, mas não enxergamos por parte do Palácio a reciprocidade esperada.
Apesar dos nossos árduos esforços, nada mudou em relação à importância dada ao nosso Município e ao nosso grupo político, que obteve quase 10 mil votos nas últimas eleições municipais. Afogados da Ingazeira é uma cidade extremamente importante para o Estado e para a Região do Pajeú, marcada por um histórico de grande atenção dada por todos os líderes políticos de Pernambuco, mas que, infelizmente, não vem recebendo o respeito e o tratamento que merece.
Em razão disso, resolvemos que, para manter a unidade do nosso grupo político e garantir a dignidade de tratamento que o povo afogadense deve ter, o melhor caminho seria o nosso desligamento dos cargos. Reforçamos que a política é feita de gestos, de confiança e respeito mútuo. Continuamos dispostos a servir à nossa terra, porque acreditamos que o verdadeiro político não precisa de cargo para defender os interesses do seu povo. Fora do Governo teremos a independência necessária para continuarmos cobrando ações e obras que mudem a realidade do nosso município.
Agradecemos pela oportunidade, mas seguiremos firmes e atuantes, fiéis às nossas convicções e aos compromissos assumidos com a população e com todos aqueles que acreditam na nossa liderança. A partir de agora, nosso grupo seguirá livre e independente para escolher o melhor caminho para o desenvolvimento de Afogados da Ingazeira e de Pernambuco.
A Secretária Fernandha Batista falou à Revista da Cultura sobre as melhorias previstas para o Aeroporto Santa Magalhães. Ela destacou que a pasta apresentou o projeto executivo da expansão da estrutura do aeroporto. “Estamos aguardando o ok da Secretaria de Aviação civil para licitar a melhoria da faixa de pista, dentro do aeroporto. Após a […]
A Secretária Fernandha Batista falou à Revista da Cultura sobre as melhorias previstas para o Aeroporto Santa Magalhães.
Ela destacou que a pasta apresentou o projeto executivo da expansão da estrutura do aeroporto.
“Estamos aguardando o ok da Secretaria de Aviação civil para licitar a melhoria da faixa de pista, dentro do aeroporto. Após a aprovação temos previsão de terraplenagem, da cerca operacional e outras açõess”.
Após essa etapa, haverá alteração do cadastramento na ANAC, permitindo rotas com aeronaves maiores. “Isso também depende também de fluxo. Aí poderemos ter alteração de tamanho de aeronave, rotas e destinos”, disse.
Por Anchieta Santos Crise é hoje a palavra da moda. Só para se ter uma ideia, nos Estados do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso os servidores estão recebendo os salários em três parcelas. Na saúde de Pernambuco o quadro não é diferente do restante do país. Mesmo com salários em dia, a […]
Crise é hoje a palavra da moda. Só para se ter uma ideia, nos Estados do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso os servidores estão recebendo os salários em três parcelas. Na saúde de Pernambuco o quadro não é diferente do restante do país. Mesmo com salários em dia, a empresa Líber anunciou aviso prévio para os seus funcionários que atuam no Hospital Regional Emília Câmara.
Existem dificuldades no repasse por parte do Governo do Estado. Detalhe: a empresa está com o pagamento atualizado junto aos servidores.
De acordo com a Diretora do HR Leandra Saldanha, de atrasado mesmo, apenas o chamado Extra, que não é salário, recurso que vem do Ministério da Saúde e a demora no repasse sempre foi comum.
Leandra, quando esteve na Rádio Pajeú
As três refeições diárias estão mantidas na unidade. O lanche foi suspenso. Ela admitiu que a assim como as grandes unidades hospitalares, a cozinha do regional poderá ser terceirizada.
Os talheres seguem sendo fornecidos, mas deverão ser retirados, pois jogos de talheres caros ou não, são levados por alguns pacientes e acompanhantes. “Lençóis, talheres, travesseiros, chuveiros e decorações, são levados diariamente”, informou.
Leandra disse que tem procurado otimizar os gastos e que estão mantidos procedimentos como cirurgias, ambulatório de colposcopia, endoscopia, cardiologia e atendimentos de emergência. Mesmo com a crise, os serviços estão normais, concluiu a diretora do Emília Câmara.
Diante da tramitação do projeto de reforma da Previdência, cujo texto deverá ser enviado ao plenário da Câmara dos Deputados ainda este mês, o governador Paulo Câmara externou sua preocupação em relação aos possíveis impactos negativos da proposta junto à parcela mais pobre dos brasileiros. O chefe do Executivo estadual lembrou que a matéria, atualmente […]
Diante da tramitação do projeto de reforma da Previdência, cujo texto deverá ser enviado ao plenário da Câmara dos Deputados ainda este mês, o governador Paulo Câmara externou sua preocupação em relação aos possíveis impactos negativos da proposta junto à parcela mais pobre dos brasileiros.
O chefe do Executivo estadual lembrou que a matéria, atualmente na Comissão Especial, é bem diferente daquela que foi enviada, em fevereiro, pelo Governo Federal. Após pressão social e dos governadores, especialmente os do Nordeste, pontos tidos como “inegociáveis” foram retirados. No entanto, Paulo Câmara frisou que o debate em torno da reforma tem ocorrido como se ela fosse a única saída para equilibrar as contas públicas.
Seguem as declarações do governador na íntegra:
“Importante ter a oportunidade de esclarecer a todos os pernambucanos nossa posição em relação à reforma da Previdência, cuja tramitação ocorre no Congresso Nacional. Temos muitas preocupações sobre esse tema, diante do que vimos acontecer. Uma proposta que foi originalmente apresentada de maneira insatisfatória, e que precisa ser muito bem trabalhada. Após a retirada de alguns pontos fundamentais, muita coisa precisa ainda ser discutida.
Essa discussão tem um ponto inicial que precisa ficar muito claro: o documento que foi entregue e apresentado esta semana é muito diferente do proposto pelo presidente da República em 20 de fevereiro. Na proposta inicial, havia muitas questões difíceis de serem aceitas. Alguns absurdos, inclusive, como oferecer R$ 400 para idosos que não conseguem o tempo mínimo de contribuição via BPC – Benefício de Prestação Continuada.
O próprio texto original tinha a exigência de 20 anos de contribuição para a aposentadoria rural, ou seja, justamente as pessoas que começam a trabalhar mais cedo e em condições mais adversas. Isso condenava muitos dos trabalhadores rurais a nunca se aposentarem. Já tinha uma parcela significativa desses profissionais aqui – e Pernambuco é um exemplo disso – que são safristas, ou seja, recolhem o INSS apenas 6 meses no período da safra. Com a exigência de 20 anos, na prática, seriam necessários mais de 40 anos para estarem aptos a uma aposentadoria. São essas as pessoas que mais precisam de uma aposentadoria e da garantia de uma velhice saudável.
Eu trouxe dois exemplos aqui de como esse texto atingia diretamente os mais necessitados, uma fatia enorme de trabalhadores pernambucanos, nordestinos, idosos, muito pobres, e tivemos a oportunidade de discutir essa reforma de maneira responsável. Ela nunca será a salvação deste País, mas a gente tem que discutir, e sempre me coloquei de maneira responsável, firme, ao tratar dela. Neste primeiro momento, fui contra, porque o texto estava claramente contrário aos direitos do mais pobres, e nunca vou abrir mão desses pontos: o BPC que eu falei, a aposentadoria rural, a retirada da capitalização, que é um registro que faz com que as pessoas se aposentem sem condição de dignidade, a gente não podia aceitar.
Também não podemos aceitar que se tire a Previdência da Constituição. É um direito fundamental e tem que estar prevista na Constituição. Não pode ser alterada todo ano através de lei complementar ou ordinária. São temas inegociáveis. E houve, por parte do Congresso, através da pressão que muitos dos governadores, principalmente do Nordeste, fizeram, a intenção de retirar esses pontos. Com a retirada, chegou a hora de discutir com mais profundidade o texto. Enquanto a reforma ainda se baseia numa suposta economia, sacrificando o pobre e os trabalhadores do regime geral que ganham menos, a gente vai continuar trabalhando para que ela avance sem prejudicar essas pessoas.
A gente espera ter um texto que acabe com privilégios. Ninguém é a favor de privilégios, e que assegure os direitos dos que mais precisam e aponte novas formas de financiamento para os Estados e municípios. Retirá-los da reforma não é uma solução que vai ajudar o Brasil. Pelo contrário, vai criar um sistema deliberativo mais complicado e eu quero, como governador de Pernambuco, ter a oportunidade de debater esse tema com transparência, responsabilidade, sem me omitir de maneira nenhuma, mas não concordando com absurdos nem com sacrifícios para a população mais pobre, que mais precisa.
Ainda há tempo. Nossa discussão e as reuniões do fórum dos governadores do Nordeste, do fórum dos governadores do Brasil, são justamente para que os Estados tenham condições de discutir com seriedade a Previdência que queremos, que garanta os direitos dos mais pobres mas, ao mesmo tempo, com a responsabilidade de saber que esse tema precisa ser debatido com muita responsabilidade, diálogo e transparência.
Quero garantir que, aqui em Pernambuco, o nosso debate sobre questões que atinjam a população mais pobre sempre será feito com transparência, verdade e, acima de tudo, buscando melhorar as condições de vida das pessoas e nunca piorar, nunca tirar direitos.”
Por Edilson Xavier* A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam o Brasil na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos. Por sua vez, é chaga social sempre marcada pela distribuição desigual de renda que não padece de dúvida. Basta uma […]
A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam o Brasil na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos. Por sua vez, é chaga social sempre marcada pela distribuição desigual de renda que não padece de dúvida.
Basta uma simples observação sobre a sociedade em que vivemos: Favelização. O cenário habitacional é um forte indício da condição de desigualdade. O aglomerado de casas, em grande parte construídas nos morros, contrasta com as mansões e as casas em condomínios fechados, torna-se alvo fácil para o tráfico de drogas e fonte permanente de prostituição e outras deformações sociais, vislumbrado diariamente. Essas casas muitas vezes localizam-se muito próximas umas às outras, o que torna o contraste ainda mais chocante.
As favelas não passam por qualquer tipo de planejamento e as casas tendem a aumentar à medida que as famílias crescem, sendo um exemplo típico dessa mazela social o Rio de Janeiro, tomado pelos traficantes, milícias e bandidagem de toda ordem, inclusive incrustada no Estado.
Por outro lado, isso não acontece com as casas nobres, as quais são cuidadosamente projetadas. Desigualdade alimentar. Há pessoas que não têm condições sequer para comer o mínimo necessário. Muitos passam fome, decorrendo daí quadros de desnutrição e muitos casos de mortalidade infantil, circunstância que tem o condão de nos agredir maciçamente, sob os olhares frios e distantes dos governos nos três níveis, e infunde quase perplexidade.
Acresce que a prioridade na hora de comprar os alimentos é dada àqueles que sustentam mais, embora nem sempre sejam os mais saudáveis. Por outro lado, existe uma fatia da sociedade cuja quantidade e, especialmente, a qualidade dos alimentos, é garantida diariamente, aflorando a toda evidência a gritante desigualdade social.
A Falta de saneamento básico é outro fator que contribui para o fosso social que cresce diariamente. A realidade da falta de esgoto sanitário, do tratamento de distribuição de água, entre outros, infelizmente ainda faz parte do cotidiano de milhares de brasileiros. Sujeitas a uma série de doenças, a falta de saneamento básico pode levar pessoas à morte.
Esse é um problema presente nas periferias e mais evidente na região norte do Brasil, mas que passa ao lado da classe alta brasileira, em cujos locais habitados e frequentados estão garantidos o tratamento dos esgotos e a coleta do lixo, sem se falar em ensino de baixíssima qualidade.
O acesso às escolas públicas é usufruído pelos que têm menos possibilidades. Isso porque quem pode dispensa o ensino oferecido pelo Estado, cujas condições são muitas vezes precárias, e investe nas escolas pagas.
Desemprego e precariedade na saúde pública são dois fatores que nos envergonham e a classe politica nada faz visando minimizar os efeitos, enquanto isso vai grassando essa miséria entre nós. Esse quadro é um pêndulo, oscilando entre a ignorância e a má fé, nas palavras de Agripino Grieco.
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