Destaque, Notícias

“Vou percorrer todas as cidades de Pernambuco”, diz João Campos ao lançar pré-candidatura 

Por André Luis

A Frente Popular de Pernambuco lançou, nesta sexta-feira (20), a pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo de Pernambuco.

O evento ocorreu no Hotel Luzeiros Recife, no bairro do Pina, Zona Sul da capital, e reuniu dirigentes e lideranças de partidos que compõem o arco de alianças, além de militantes de diversas regiões do estado. O lançamento acontece em meio a uma semana de articulações políticas em Brasília.

Durante o discurso, João Campos afirmou que pretende intensificar a presença nos municípios pernambucanos ao longo da campanha.

João Campos afirmou: “Vocês vão ver um candidato que vai percorrer todas as cidades de Pernambuco, eu literalmente vou suar a camisa mais do que tá no dia de hoje. Será que é possível? Eu vou gastar a sola do sapato. Eu vou estar na rua, eu vou estar na feira, na porta da escola, na zona rural, na porta da igreja, conversando com a sociedade. Eu vou estar na grande cidade, eu vou estar no distrito, eu vou estar na cidade pequena. Quando a política tiver junto, a gente vai estar. Se a política não tiver, eu vou andar no meio do povo. Vocês vão ver a nossa candidatura respeitar os adversários.”

Outras Notícias

Afogados: Prefeitura entrega hoje reforma do Mercado Municipal

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, inaugura na manhã deste sábado (26), as obras de reforma da praça de alimentação e do centro de comercialização de artesanato do mercado público municipal. A obra foi realizada em uma parceria da Prefeitura com o Governo de Pernambuco, com recursos do FEM e do erário municipal. A inauguração ocorre […]

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O Prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, inaugura na manhã deste sábado (26), as obras de reforma da praça de alimentação e do centro de comercialização de artesanato do mercado público municipal.

A obra foi realizada em uma parceria da Prefeitura com o Governo de Pernambuco, com recursos do FEM e do erário municipal.

A inauguração ocorre às 8h. A utilização do espaço será disciplinada por um modelo de gestão discutido entre os comerciantes, Prefeitura e 23º BPM.

Carnaíba na rota do turismo de aventura

Nesta quinta-feira (10) o diretor de Esportes e Lazer, João Victor, presidente do Conselho de Turismo de Carnaíba, participou na Empetur do Plano Estratégico de Turismo de Aventura.  A reunião foi apenas para municípios pré-selecionados pra participar. Etapa em que Carnaíba foi um dos contemplados. O próximo passo são as visitas técnicas que os municípios […]

Nesta quinta-feira (10) o diretor de Esportes e Lazer, João Victor, presidente do Conselho de Turismo de Carnaíba, participou na Empetur do Plano Estratégico de Turismo de Aventura. 

A reunião foi apenas para municípios pré-selecionados pra participar. Etapa em que Carnaíba foi um dos contemplados.

O próximo passo são as visitas técnicas que os municípios receberão da empresa responsável pelo projeto. O objetivo é conhecer “in locum” os potenciais turísticos de cada município com vistas a desenvolver o turismo de aventura.

A empresa responsável que atua em parceria com o Governo do Estado é a Adventure Travel Trade Association (ATTA), a maior rede global de líderes de ecoturismo e turismo de aventura.

Márcia Conrado autoriza R$ 2 milhões para reforma e ampliação do Colégio Cônego Torres

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura e Secretaria de Educação, autorizou na última sexta-feira (24.09) a Ordem de Serviço de reforma e ampliação do Colégio Municipal Cônego Torres – Escola de Ensino Integral, localizado na Av. Afonso Magalhães, 204 – São Cristóvão. A obra é orçada em R$2.029.683,82 […]

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Obras e Infraestrutura e Secretaria de Educação, autorizou na última sexta-feira (24.09) a Ordem de Serviço de reforma e ampliação do Colégio Municipal Cônego Torres – Escola de Ensino Integral, localizado na Av. Afonso Magalhães, 204 – São Cristóvão.

A obra é orçada em R$2.029.683,82 (dois milhões, vinte e nove mil, seiscentos e oitenta e três reais e oitenta e dois centavos), recursos via crédito especial dos deputados federais Fernando Monteiro, Daniel Coelho e Marília Arraes. 

“Um momento de muita alegria, pois estamos concretizando o sonho de assinar a ordem de serviço que vai reformar e ampliar o nosso Colégio Municipal Cônego Torres, local onde tantos serra-talhadenses passaram e escreveram suas histórias, e que acolhe atualmente mais de 530 alunos do sexto ao nono ano em regime integral. Sonho que se concretiza graças à sensibilidade dos deputados federais Fernando Monteiro, Marília Arraes e Daniel Coelho, verdadeiros parceiros do povo de Serra Talhada. Aproveito para parabenizar e agradecer a toda equipe do Cônego Torres, a direção, os professores, servidores, pais e alunos, que juntos vêm nos ajudando a construir uma educação transformadora em nossa cidade”, comemorou a prefeita Márcia Conrado. 

De acordo com o secretário de Obras e Infraestrutura, Cristiano Menezes, serão reformadas salas de aula, reforço, apoio e professores; arquivo, secretarias, diretoria, coordenação, copiadora, almoxarifado, depósito, biblioteca, banheiros e auditório. Serão ampliados e/ou implementados laboratório, sala de informática, salas de aula, sala de dança, cozinha, DML, despensa, sala de triagem, pátio de serviços, setor de lixo/gás, sanitários, vestiários, depósito de natação, quadra descoberta, piscina, pátio coberto e refeitório. 

“O Cônego Torres tem uma importância histórica na educação de Serra Talhada, e desde o início da gestão a prefeita Márcia Conrado solicitou que as secretarias de Obras e Educação planejassem juntas a intervenção de reforma e ampliação desse equipamento. Será uma obra estruturadora, onde serão investidos mais de dois milhões de reais, com recursos destinados via crédito especial dos deputados Fernando Monteiro, Marília Arraes e Daniel Coelho, importante frisar as parcerias feitas com esses parlamentares, no intuito de continuarmos cuidando dos serra-talhadenses”, ressaltou o secretário Cristiano Menezes. 

Estiveram no evento a prefeita Márcia Conrado; o deputado federal Fernando Monteiro; a secretária de Educação, Marta Cristina; o secretário de Obras e Infraestrutura, Cristiano Menezes; os vereadores Gin Oliveira, Nailson Gomes, China Menezes, Manoel Enfermeiro, André Maio, Antônio da Melancia e Agenor Melo; secretários municipais; funcionários e alunos do Cônego Torres.

Prefeitos do Pajeú puxam decretos de contenção de gastos em Pernambuco 

Da Coluna do Domingão Essa semana, quatro prefeitos da mesma região editaram decretos de contenção de gastos usando a mesma argumentação,  da queda de repasses do FPM e ICMS, somadas a questões mais provincianas. Dia 1 de setembro,  a primeira delas, Iguaracy. A Prefeitura gerida por Pedro Alves publicou decreto estabelecendo medidas de austeridade.  A […]

Da Coluna do Domingão

Essa semana, quatro prefeitos da mesma região editaram decretos de contenção de gastos usando a mesma argumentação,  da queda de repasses do FPM e ICMS, somadas a questões mais provincianas.

Dia 1 de setembro,  a primeira delas, Iguaracy. A Prefeitura gerida por Pedro Alves publicou decreto estabelecendo medidas de austeridade.  A alegação, “para enfrentar a redução nas receitas municipais e assegurar a continuidade dos serviços públicos. O documento determina a suspensão e a redução temporária de despesas em diferentes setores da administração”.

Entre as determinações, proibição do uso de veículos oficiais em fins de semana e feriados, exceto em situações de urgência, restrições na concessão de licenças, horas extras, diárias e capacitações, além de cortes no consumo de energia elétrica, combustíveis e materiais de expediente. Também ficam suspensos serviços de horas-máquina e manutenções de poços, e haverá redução nos salários de cargos comissionados, contratados e prestadores de serviço.

No dia seguinte,  o prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, anunciou um corte linear de 20% nos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários, cargos comissionados e contratados pelos próximos quatro meses. A medida, segundo o gestor, foi uma resposta à queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS, além de dificuldades adicionais provocadas por decisões judiciais ligadas ao Fundo de Previdência Municipal (FUNPREJ).

A Justiça determinou que o município aumente em cerca de R$ 300 mil mensais os repasses ao FUNPREJ, após reconhecer que a gestão anterior havia reduzido salários de professores aposentados.

No dia 4, o prefeito Luciano Torres, de Ingazeira,  anunciou por meio do Decreto nº 027/2025, um conjunto de medidas administrativas para reduzir despesas e equilibrar as contas públicas. “A decisão foi motivada pela queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pela necessidade de assegurar o pagamento em dia da folha de servidores e fornecedores”, disse a municipalidade.

Entre as ações previstas estão a restrição no uso da frota de veículos, a suspensão de novas gratificações, o corte de 10% nos salários de cargos comissionados e contratados temporários (exceto para serviços essenciais) e a redução de 50% nas gratificações já concedidas. Também diminuição de despesas com energia, água, diárias e assessorias contratadas.

E por fim, neste sábado,  o prefeito de Afogados da Ingazeira,  Sandrinho Palmeira, emitiu um decreto buscando conter despesas. Diz que a medida é tomada tendo em vista “a crise provocada nos municípios brasileiros pela queda brutal nos repasses do FPM”. O município também reclama quedas no ICMS estadual.

O decreto vale até 31 de dezembro e prevê suspensão da permissão de novos afastamentos de servidores, novas gratificações para prestação de serviços extraordinários quando não expressamente autorizados, suspensão da cessão de veículos oficiais da frota própria ou decorrente de locações para associações, entidades ou afins, expediente de 8h às 14h, exceto os serviços essenciais, inaugurações sem pompa, redução de despesas com água, energia, combustível e manutenção de frota e suspensão do pagamento de diárias a servidores para participação em eventos externos.

As medidas geram algumas perguntas: Pernambuco terá mais gestores adotando medidas similares? As decisões de aperto do cinto tem justificativa exclusiva na queda dos repasses? Há outros fatores ligados à gestão dos recursos? A AMUPE vai engrossar e apoiar a demanda dos prefeitos?

Uma curiosidade,  dois dos gestores são aliados de Raquel Lyra, dois alinhados com João Campos. A questão quebra a possibilidade de alegar contaminação do ambiente pré-eleitoral.

Outra questão invocada será da legitimidade do movimento. Os prefeitos são eventualmente acusados de “perder a mão gerencialmente”. Faltaria mais controle fiscal dos gastos. Também há a possibilidade ventilada de uma saída para apertar os cintos que os atuais ou antecessores afrouxaram no ano eleitoral. Os decretos evitariam assim jogar ao ventilador o que fora feito de forma descontrolada no passado por antecessores ou pelo ano eleitoral, à exceção de quem quer expor o adversário,  como em São José do Egito.

Os prefeitos envolvidos no “G4 da contenção” negam e dizem que de fato, “agosto foi o mês do desgosto” e que tem como provar. Apertem os cintos: o piloto não sumiu. Mas, decretou: apertem os cintos.

‘Gilmar Mendes viola grosseiramente a lei’, diz professor da USP

O Globo Professor de Direito Constitucional da USP, tendo feito sua tese de doutorado na Universidade de Edimburgo sobre separação de poderes, Conrado Hübner Mendes afirma que o ministro Gilmar Mendes deveria se declarar suspeito nos processos contra Jacob Barata Filho para assegurar a imagem de imparcialidade do Judiciário, e não por uma suposta falta […]

O Globo

Professor de Direito Constitucional da USP, tendo feito sua tese de doutorado na Universidade de Edimburgo sobre separação de poderes, Conrado Hübner Mendes afirma que o ministro Gilmar Mendes deveria se declarar suspeito nos processos contra Jacob Barata Filho para assegurar a imagem de imparcialidade do Judiciário, e não por uma suposta falta de imparcialidade pessoal. O professor avalia que Gilmar “rompe o decoro judicial” ao manter relações próximas com políticos sob investigações e diz que “não há razão republicana que explique a deferência ou tolerância com a qual a presidente do STF e os outros ministros o tratam”.

Como o senhor avalia a postura do ministro Gilmar Mendes no caso do empresário Jacob Barata Filho. Ele deveria se declarar suspeito?

Qualquer juiz que tenha relações pessoais com parte interessada deve recusar o caso. Com isso o juiz não diz que não poderia julgar imparcialmente o caso, mas que tem respeito pela instituição e pela sua imagem de integridade e imparcialidade. Gilmar Mendes tem um emaranhado de relações pessoais com Jacob Barata. Ao não se afastar do processo, ele demonstra que não está preocupado com a instituição do STF. Quando diz que sua imparcialidade não está afetada, confunde alhos com bugalhos dolosamente: a regra de suspeição serve para assegurar a imparcialidade objetiva (a imagem de imparcialidade do judiciário), não a subjetiva (sua capacidade de ser imparcial). Ele conhece a distinção, mas finge que ela não existe. A discussão sobre se a decisão (de soltar empresário presos) foi boa ou não não tem nada a ver com o debate sobre suspeição.

No caso de ele não se declarar suspeito, o senhor acredita que o Supremo possa afastá-lo?

É de responsabilidade do Supremo impor limites a conduta de cada um de seus membros. Pode ser um momento decisivo para o Supremo demonstrar que existe um colegiado que não se intimida pela truculência e libertinagem de um de seus membros, demonstrar que a sobrevivência institucional é mais importante do que o coleguismo cordial entre seus membros. Se continuarem a calar diante dos abusos de Gilmar Mendes, podem ir ladeira abaixo de mãos dadas com ele.

ministro Gilmar Mendes está em confronto aberto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além disso, tem mantido encontros reservados com o presidente Michel Temer e se mostra próximo de outros políticos investigados. É um comportamento usual?

Gilmar Mendes está num outro nível. Se todos os ministros se renderam ao individualismo, e praticamente todos se renderam ao vedetismo, Gilmar é provavelmente o único a entrar de cabeça na competição política. Faz consultoria jurídica do impeachment em reuniões palacianas, agora orienta Temer sobre o que chama de semi-presidencialismo, participa de convescotes partidários, faz articulação política ao receber e fazer telefonemas a deputados e senadores para pedir apoio a projetos legislativos. Viaja em companhia de políticos, convida políticos para solenidades que organiza em faculdade de direito de sua propriedade, faculdade que sobrevive pela venda de cursos ao próprio poder público. Seus tentáculos estão espalhados por todo lado. A conduta de Gilmar Mendes rompe qualquer padrão de decoro judicial. É promíscua e patrimonialista. Difícil entender como normalizamos isso. Ele viola grosseiramente a lei, e não há razão republicana que explique a deferência ou tolerância com a qual a presidente do STF e os outros ministros o tratam.

Em seus artigos, o senhor criou a expressão “11 ilhas” para expor a ideia de que os ministros do STF atuam isoladamente. Por que isso não é desejável? É o maior problema do tribunal?

O STF é hoje um “tribunal de solistas”, um tribunal quebrado em 11 partes, cada uma delas com muito poder para tomada de decisões individuais. E essas decisões judiciais geram efeitos irreversíveis no mundo. As decisões do colegiado correspondem a uma ínfima fração do total de decisões que o tribunal toma. O restante é composto de decisões monocráticas. Mais direto ao ponto: o STF como tribunal colegiado existe numa pequena parte do tempo. No resto do tempo, temos onze Supremos diferentes, na cabeça de cada ministro, tomando sozinhos decisões de enorme impacto. Sozinhos, podem reverter a decisão de centenas de membros do congresso. Já procurei e não encontrei nada parecido em outro lugar do mundo.