Vice-prefeito diz que São José do Egito comemora percentual de vacinados em São José do Egito
Por Nill Júnior
O vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos (PSB) fez uma avaliação positiva dos cem primeiros dias de gestão na Capital da Poesia. Foi ao Debate do Sábado, na Gazeta FM.
Ele destacou ações como a aquisição de um tomógrafo e estruturação do Hospital Maria Rafael de Siqueira para combate à doença.
“Em outra cidade você vai ter que sair pra fora para esse tipo de exame. Foi uma grande conquista para o povo de São José do Egito. Esse equipamento vai ser usada para outras patologias”.
Outro dado comemorado foi o de que 20% da população já foi vacinada no município. Foram 6.822 a tomar a primeira dose e 2.136 na segunda dose. O cálculo de 20% considera toda a população do município e não apenas da população vacinável.
Outra informação foi da aquisição de mais dois respiradores para o Hospital Maria Rafael de Siqueira, que será gerido por uma Organização Social (OS). Ainda destacou a tomada de medidas restritivas para salvar vidas. Para 88,9% da população em pesquisa do Opinião, houve aprovação de medidas restritivas de circulação. Apenas 8,3 disseram ser contra e 2,8 não souberam ou não responderam.
Eclérinston disse que o município não tem medo que a CPI da Covid investigue a aplicação de recursos no município, após provocação do Presidente Bolsonaro. “Aplicamos mais que o recebido”.
Ainda destacou como ações importantes a conclusão das escolas Romero Dantas e Luiz Paulino. Ainda a compra de 300 equipamentos de ar condicionado, para climatização das salas de aula, conclusão do Terminal Rodoviário Antonio Braz Filho, saneamento de rua em Riacho do Meio e duas sendo calçadas, duas ruas no Bairro Bela Vista, tapa buraco no Distrito do Racho de Meio, recuperação das estradas vicinais e aquisição de retroescavadeira.
Os candidatos a prefeito e vice de Serra Talhada, Miguel Duque e Marcus Godoy, conseguiram, em dois recursos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), reverter as condenações por imposição de multas anteriormente aplicadas pela 71ª Zona Eleitoral de Serra Talhada. Nas decisões, o TRE-PE, entendeu não existir propaganda eleitoral antecipada em postagens no […]
Os candidatos a prefeito e vice de Serra Talhada, Miguel Duque e Marcus Godoy, conseguiram, em dois recursos junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), reverter as condenações por imposição de multas anteriormente aplicadas pela 71ª Zona Eleitoral de Serra Talhada.
Nas decisões, o TRE-PE, entendeu não existir propaganda eleitoral antecipada em postagens no Instagram de Miguel Duque.
No Processo nº 0600063-37.2024.6.17.0071, a Corte Eleitoral entendeu que “o uso das expressões “E vamos a vitória!” e “E vamos na vitória lá” não configuram pedido explícito de votos, mas apenas a manifestação de apoio político ou exaltação de qualidades, não caracteriza propaganda eleitoral antecipada, conforme a jurisprudência consolidada e os dispositivos da Lei 9.504/97.”
Já no Processo nº 0600064-22.2024.6.17.0071, o Tribunal entendeu que ”nas imagens, percebe-se que uma eleitora, no exercício da sua liberdade de expressão, manifestou espontaneamente apoio ao pré-candidato e esse, por sua vez, apenas agradeceu e postou o vídeo nas suas redes sociais”.
“Por parte dele, não houve nenhum chamamento ao eleitor, razão pela qual não restou demonstrada a ocorrência de qualquer elemento caracterizador de propaganda eleitoral irregular”, definiu.
Caruaru, Limoeiro e Palmares também estão na lista Edital vai selecionar propostas por instituições privadas de Instituições de Ensino Superior (IES) As propostas passarão por etapas até o resultado, previsto para agosto de 2024 O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), autorizou nessa quarta-feira, 4, a criação de 95 novos cursos de […]
Caruaru, Limoeiro e Palmares também estão na lista
Edital vai selecionar propostas por instituições privadas de Instituições de Ensino Superior (IES)
As propostas passarão por etapas até o resultado, previsto para agosto de 2024
O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), autorizou nessa quarta-feira, 4, a criação de 95 novos cursos de Medicina em 116 regiões de saúde, abrangendo 1.719 municípios.
Em Pernambuco, foram autorizados sete cursos em instituições privadas, nas regiões de Afogados da Ingazeira, Arcoverde, Ouricuri, Serra Talhada, Caruaru, Limoeiro e Palmares.
A região de Salgueiro ficou de fora da lista, frustrando o sonho de muitos de ver uma graduação de Medicina em funcionamento no município.
O objetivo do edital é selecionar propostas apresentadas por mantenedoras privadas de Instituições de Ensino Superior (IES) do Sistema Federal de Ensino para autorização do funcionamento dos novos cursos.
As propostas passarão pelas seguintes etapas: análise de admissibilidade, análise da capacidade econômico-financeira da mantenedora, análise de mérito das propostas e análise da experiência regulatória. O resultado das análises será divulgado no dia 23 de agosto de 2024.
Desde 2016 o processo de criação de novos cursos de Medicina estava parado por determinação do governo Temer. O MEC decidiu retomar o processo para aumentar a oferta de médicos no Brasil, chegando ao número de 3,3 profissionais para cada mil habitantes.
Depois da divulgação do cartaz e trailers oficiais do filme “Frei Damião – O Santo do Nordeste”, a Elo Company confirmou a estreia do longa, no Cine São José, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, para esta sexta-feira (5). A produção entra em cartaz em cidades do Nordeste, São Paulo e Manaus, um […]
Depois da divulgação do cartaz e trailers oficiais do filme “Frei Damião – O Santo do Nordeste”, a Elo Company confirmou a estreia do longa, no Cine São José, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, para esta sexta-feira (5).
A produção entra em cartaz em cidades do Nordeste, São Paulo e Manaus, um dia antes do aniversário de Frei Damião.
Um momento que ficou marcado na história de Afogados da Ingazeira foi à visita do Frei Damião à cidade para benzer a Barragem de Brotas, em sua inauguração, no ano de 1976.
Foi ao Nordeste que o religioso dedicou a sua vida.
Durante 66 anos, Frei Damião percorreu estados como Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Ceará nas Santas Missões.
Como passou boa parte de sua vida nessa região, diversas cenas da película foram captadas nesses estados.
A narrativa do filme segue uma linha cronológica e biográfica dos 98 anos de vida do Frei Damião. Por isso, remonta sua história, a partir da ficção, mesclando imagens inéditas captadas pelos cineastas Otacílio Cartaxo e Machado Bitencourt, já falecidos, da década de 60, e filmagens gravadas em fitas VHS durante os anos 70 até a morte do Frei, em 1997, que foram guardadas no Convento de São Félix, no Pina, Recife.
A pré-candidatura a Estadual Andrea Lossio (REDE), anuncia que conquistou também o apoio de dois importantes vereadores da cidade. Paulo Valgueiro, líder da oposição na Câmara, e Domingos de Cristália, representante do distrito de Izacolândia. Andrea é casada com Júlio Lóssio, ex-prefeito e que tem colocado seu nome no debate estadual. Na mesma ocasião, ao […]
A pré-candidatura a Estadual Andrea Lossio (REDE), anuncia que conquistou também o apoio de dois importantes vereadores da cidade. Paulo Valgueiro, líder da oposição na Câmara, e Domingos de Cristália, representante do distrito de Izacolândia. Andrea é casada com Júlio Lóssio, ex-prefeito e que tem colocado seu nome no debate estadual.
Na mesma ocasião, ao cumprir agenda no município de Afrânio, quem também declarou apoio à pré-candidata foi o prefeito da cidade, Rafael Cavalcante, o vice-prefeito Clovis Ramos, e os vereadores Zé de Albertina, Kekeu, Eidinho, Cirineu, Maria Gorete Cavalcante, Vavá de Justino e a presidente da Câmara, Marlene de Peron, além de várias outras lideranças da cidade.
Já no município de Cabrobó, o Prefeito Marcilio Cavalcante também declarou apoio a Andrea Lossio. Junto com ele, marcharão com a ex-primeira dama de Petrolina a vereadora Pretinha, os suplente Zenilson e Paulo, entre outros secretários e lideranças.
Faltando poucas semanas para o São João, artistas criticam falta de espaço do forró dentro e fora do ciclo junino O forró, mais do que um gênero musical, é a alma de um povo e a expressão cultural do Nordeste que atravessa gerações. Nascido da combinação de influências africanas, indígenas e portuguesas, o forró tornou-se […]
Faltando poucas semanas para o São João, artistas criticam falta de espaço do forró dentro e fora do ciclo junino
O forró, mais do que um gênero musical, é a alma de um povo e a expressão cultural do Nordeste que atravessa gerações. Nascido da combinação de influências africanas, indígenas e portuguesas, o forró tornou-se um patrimônio cultural de valor inestimável.
Contudo, como toda cultura viva, enfrenta os desafios da modernidade. Faltando poucas semanas para o São João 2025, três forrozeiros abriram o coração e tocaram na ferida. Kelvin Diniz, Chambinho do Acordeon e Marquinhos Café são uma espécie de “guardiões do forró tradicional” – que, apesar de rico, precisa se reinventar para conquistar a relevância entre as novas gerações e superar o risco de cair no esquecimento.
Mas, como o forró pode se manter relevante sem perder suas raízes? E mais importante, como preservar a sua essência em um cenário musical que constantemente pede por novidades? Para esses artistas, a resposta está no equilíbrio delicado entre a tradição e a adaptação. Eles defendem que, para o forró seguir vivo, é necessário olhar para o futuro sem abrir mão da memória cultural que moldou sua identidade, deixando este gênero vivo não apenas no ciclo junino, mas em qualquer época do ano.
Até no São João?
Embora o forró seja um pilar da cultura nordestina, seu espaço nas grandes festividades, inclusive no São João, tem diminuído com o passar dos anos. Para Marquinhos Café, nascido em Caruaru, considerada a “Capital do Forró”, e morando atualmente em Salvador, essa diminuição não é uma questão de falta de qualidade, mas de visibilidade. “Nossa maior festa nordestina, que é o São João, está tomada pelo capitalismo, descaracterizando nossa tradição e a cada dia minimizando o espaço de quem faz a festa ter sentido — que é o verdadeiro forró e o forrozeiro. Virou um festival de música onde o forró, dono da festa, é o menos tocado e menos prestigiado”, diz.
Mas a luta pela preservação do forró não é simples. Piauiense que mora em Fortaleza, Chambinho do Acordeon conquistou fama nacional por sua interpretação emocionante de Luiz Gonzaga no filme “Gonzaga: De Pai pra Filho” (2012). Ele vê o forró perdido em uma encruzilhada entre a comercialização e a preservação. “Hoje existe a dificuldade inclusive no período junino. Aqui não falo por mim que tenho meu mês junino bem desenvolvido, mas, com todo respeito do mundo aos demais gêneros, acho muito violento um sanfoneiro sem tocar no dia de São João. Acho triste as festas de São João pelo brasil e pelo Nordeste que têm na sua grade 10 a 20% de forró “, lamenta.
Kelvin Diniz, natural de Capim Grosso/BA e musicalmente formado em Serra Talhada/PE, também vê com preocupação o risco de o gênero se perder – ao mesmo tempo em que é crítico com relação a alguns pontos, dentro do próprio nicho. “O forró está perdendo espaço devido à falta de valorização cultural regional; à escassez de investimentos e qualificação nos grupos existentes; e à ausência de apoio entre artistas (grandes aos pequenos), como ocorre no sertanejo. A linguagem do gênero está estagnada, sem adaptação às novas demandas sociais, o que afasta o público. Além disso, taxam o forró a uma ‘música de São João’. Esse ciclo vicioso dificulta a renovação do forró”, comenta.
Forró tradicional x forró modernizado
O debate sobre a modernização do forró é complexo. Por um lado, há a necessidade de evolução para se manter vivo em um cenário musical em constante mudança. Por outro, existe o temor de que essa adaptação implique a perda de identidade. Marquinhos, que já compartilhou palco com grandes nomes da música nordestina, acredita que modernizar é possível, mas a essência deve ser mantida. “A modernização do forró é importante, mas deve manter a essência do gênero. O problema é que muitos artistas se apropriam do nome “forró” para misturar com pop, lambada, axé, pagode e sertanejo, e chamam isso de “forró modernizado”. O jovem de hoje, sem conhecimento da verdadeira história do forró, acaba confundindo essa mistura com o gênero original. Isso prejudica o forró, pois a falta de informação impede que a verdadeira essência seja preservada. Modernizar é válido, mas a essência deve ser mantida”
Chambinho alerta: “tem espaço para todos, a mistura pode acontecer. O que não podemos esquecer são das matrizes do forró. Quando preservamos as matrizes, podemos modernizar! Veja, modernizar não significa esculhambar, existe uma confusão sobre isso”, pondera.
Enquanto isso, Kelvin, dá um olhar mais moderno para novas possibilidades, reforçando a proximidade que o gênero precisa ter com as novas gerações. “Tecnicamente existem limites de até onde você pode ir sem deixar de ser forró. Modernizar não é remover o som da sanfona, zabumba e triângulo como os puristas temem. No meu ver cabe um teclado “eletrônico” no forró (Luiz Gonzaga tocando com Gonzaguinha usou!), cabe viola caipira (Quinteto violado já usou!), cabe bateria eletrônica (Assisão usou!), enfim… Há espaço pra criatividade e novas sonoridades sem deixar de ser forró. E eu acho isso de extrema relevância comercial, afinal é através do contexto sonoro do produto que o ouvinte se apega ou se distancia do artista. E convenhamos, o forró precisa dialogar melhor com as novas gerações, não é?!”, enfatiza o sanfoneiro.
Forró sem prazo de validade
Estamos chegando em mais um ciclo junino e, apesar dos pontos já abordados pelos artistas, o forró ainda tem certo protagonismo nessa época. No entanto, o que acontece com o gênero fora desse período, nos demais meses do ano? Será que é possível “respirar” longe do São João? Os forrozeiros buscam por esse espaço e esperam deixar o forró sem “prazo de validade”, fazendo com que a sanfona não se cale e possa ser inserida em outras festividades.
“A ideia de que o forró é exclusivamente para o São João é uma ilusão, pois, quando tocado fora dessa época, a festa ainda anima. Isso mostra que o gênero pode ser valorizado durante o ano todo. Para os forrozeiros iniciantes, é crucial investir em equipamentos, qualificar o show e estudar o mercado. Eu apoio a evolução do forró, mas sem perder sua essência. A modernização deve manter o gênero autêntico, sem se transformar em algo que já não é forró”, reforça Kelvin Diniz.
Para Chambinho, é preciso inserir o forró em outros eventos e refletir sobre a valorização dos artistas do gênero. “O forró enfrenta dificuldades para encontrar espaço fora do São João, principalmente por causa da priorização de outros estilos em festivais e grandes eventos como o carnaval e o réveillon. No entanto, todos os estilos deveriam ser contemplados em todas as festas, pois isso é essencial para preservar a diversidade cultural brasileira. Além disso, os cachês dos artistas precisam ser justos e proporcionais. Como um artista que ganha 30 mil por show, tendo que arcar com todos os custos de produção, pode entregar a mesma qualidade de performance de um que recebe 500 mil? Essa disparidade precisa ser refletida, pois impacta diretamente na continuidade e valorização do forró fora do período junino”, complementa.
“O artista de forró já enfrenta dificuldades até no São João, sua principal vitrine — fora desse período, o desafio é ainda maior. Isso vem da ideia, ainda muito presente, de que forró é só música junina, quando na verdade é um ritmo que cabe em qualquer época do ano. Além disso, gestores têm excluído o forró até do São João, o que agrava a situação. Ainda assim, há quem mantenha viva a tradição. O forró resiste, porque é identidade cultural e tem força para estar presente o ano inteiro”, conclui Café.
Para sempre!
O forró, com sua sanfona vibrante, suas letras apaixonadas e sua dança envolvente, é mais que uma música – é um patrimônio vivo. A preservação desse legado passa pela aceitação das mudanças, mas sem jamais perder o fio condutor que o liga à tradição nordestina. O futuro do forró depende de um equilíbrio delicado entre o respeito ao passado e a capacidade de se transformar, sempre com a alma do Nordeste pulsando em cada música. Assim, o forró, mais do que nunca, precisa ser abraçado por todos – não apenas pelos que nasceram sob a sua influência, mas também pelas novas gerações que têm o poder de renovar essa chama, sem apagar o que a torna eterna.
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