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Um país sem ciência é refém de um presente medíocre e de um futuro sem perspectivas

Por André Luis

Foto: Louis Reed / Unsplash

Por Mercedes Bustamante*

Em 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi devastado por um grande incêndio que consumiu, de forma irrecuperável, a maior parte de um acervo inestimável. 

O museu, fundado em 1818, é a instituição científica mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo. Além da perda da memória e de conhecimentos únicos, especialmente sobre a América Latina, a devastação no Museu Nacional comprometeu a geração de novos conhecimentos por meio da ciência.

A ciência é a prática que nos fornece as explicações mais confiáveis sobre a natureza, nós mesmos, nossas sociedades, nossas construções físicas e de pensamento por meio das variadas áreas do conhecimento. 

As ações e inações que ao longo de anos deterioraram as condições do Museu Nacional até o trágico 2 de setembro de 2018 se repetem em instituições científicas país afora e se acentuaram nos últimos três anos. 

O desprezo pela educação e pela ciência nas esferas do poder federal, ancorado por discursos falaciosos e má gestão, foi demonstrado de forma cabal na solicitação do Ministério da Economia ao Senado Federal que resultou em novo corte de recursos para a ciência brasileira.

O setor já estava debilitado por manobras anteriores que impediram acesso aos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os recursos do FNDCT, cuja destinação é claríssima pelo próprio nome do Fundo, garantiriam a sobrevida de projetos e programas de pesquisa e inovação, em particular o Edital Universal do CNPq que sustenta todos os níveis do Sistema de Ciência e Tecnologia. 

Se o incêndio do Museu Nacional consumiu nossa memória, a manobra do Ministério da Economia, encampada pelo Senado, consome as nossas possibilidades de construir um país com base numa economia do conhecimento.

Impossível avaliar a degradação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia sem também mencionar o desmonte da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação e responsável pela avaliação e fomento aos Programas de Pós-graduação no Brasil. 

A maior parte da pesquisa científica no país é conduzida em universidades públicas e no âmbito de programas de pós-graduação por pesquisadores e alunos de mestrado e doutorado.

A CAPES tem sido instrumental para a expansão e consolidação da formação em nível de pós-graduação. No entanto, seus programas de bolsas de estudo e pesquisa, que permitem a dedicação desses jovens pesquisadores, padecem de restrições crescentes de recursos e os valores das bolsas encontram-se defasados pela ausência de reajustes recentes. 

As inúmeras mudanças na gestão, com dirigentes cada vez menos capacitados para suas funções, têm gerado instabilidades e controvérsias que lançam incertezas sobre a sustentação dos programas de pós-graduação.

O estudo histórico do sucesso moderno da pesquisa tem mostrado repetidamente que o conhecimento básico, a tecnologia e a inovação estão intensamente conectados formando um único e coeso tecido. Ademais, avanços científicos e tecnológicos emergem do conhecimento resultante de investimentos e contribuições de muitos grupos de pesquisa ao longo de anos.

Por seu caráter sistêmico, os grandes desafios do Brasil no plano nacional e internacional só poderão ser enfrentados a partir de um investimento consistente e previsível em ciência e na formação de recursos humanos com conhecimentos, habilidades e ferramentas necessários para lidar com questões complexas que envolvem dimensões sociais, econômicas e ambientais. 

Não se trata somente de compartilhar os produtos da ciência, mas também os seus valores como o raciocínio crítico, a resiliência diante da incerteza e o apreço pelo conhecimento.

A atuação míope do Ministério da Economia ao propor o corte das verbas suplementares para a ciência brasileira, e a falta de interesse ou avaliação profunda por parte do Senado Federal das consequências nefastas desse corte, tornam o país refém de um presente medíocre e de um futuro sem perspectivas.

*Mercedes Bustamante é pesquisadora da UnB e membro da Coalizão Ciência e Sociedade. O artigo é endossado pela Coalizão Ciência e Sociedade

Outras Notícias

Coronel Giuseppe Souza sofre AVC

O Coronel Giuseppe Souza, que já comandou o 23º BPM em Afogados da Ingazeira e foi chefe da guarda Civil em Serra Talhada, sofreu um Acidente Vascular Cerebral hoje em Afogados da Ingazeira. Segundo o blogueiro Júnior Finfa,  o AVC foi isquêmico. Ele foi levado ao Hospital Regional Emília Câmara e de lá,  para o Hospital […]

O Coronel Giuseppe Souza, que já comandou o 23º BPM em Afogados da Ingazeira e foi chefe da guarda Civil em Serra Talhada, sofreu um Acidente Vascular Cerebral hoje em Afogados da Ingazeira.

Segundo o blogueiro Júnior Finfa,  o AVC foi isquêmico. Ele foi levado ao Hospital Regional Emília Câmara e de lá,  para o Hospital Eduardo Campos,  em Serra Talhada.

Giuseppe deverá ser transferido para uma unidade particular em Recife.

Giusseppe Souza da Silva tem 68 anos. Ele foi candidato a vereador pelo PR em Serra Talhada,  obtendo 23 votos.

Em Afogados,  tem uma academia para formação de guardas civis e um clube de tiro.  Também integra o bloco de conservadores que apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

SJE está entre os 10 municípios de Pernambuco com boas práticas de gestão

São José do Egito acaba de conquistar o reconhecimento estadual ao figurar entre os 10 municípios de Pernambuco com boas práticas de gestão. O município agora passa a integrar o Banco de Boas Práticas da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) e também o Programa de Intercâmbio Municipal, reforçando seu papel como referência em iniciativas públicas […]

São José do Egito acaba de conquistar o reconhecimento estadual ao figurar entre os 10 municípios de Pernambuco com boas práticas de gestão. O município agora passa a integrar o Banco de Boas Práticas da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) e também o Programa de Intercâmbio Municipal, reforçando seu papel como referência em iniciativas públicas que geram impacto real na vida da população.

O destaque foi conquistado por meio do Hub da Agricultura, projeto desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico através da Sala do Empreendedor. A iniciativa tem como principal objetivo fortalecer o produtor rural, promovendo capacitação, incentivo à formalização e abertura de novos mercados para a produção local.

Mais do que uma ação pontual, o Hub da Agricultura representa um resgate da identidade do produtor rural egipciense. O projeto oferece suporte técnico e estratégico para que os agricultores passem a enxergar suas atividades como negócios estruturados, ampliando oportunidades de crescimento e geração de renda.

Com acesso à capacitação e orientação, os produtores conseguem melhorar a qualidade da produção, alcançar novos públicos e aumentar sua competitividade no mercado.

Reconhecimento estadual e troca de experiências

Ao entrar para o Banco de Boas Práticas da AMUPE, São José do Egito passa a compartilhar sua experiência com outros municípios pernambucanos, contribuindo para o fortalecimento da gestão pública em todo o estado.

O município também será destaque durante o 9º Congresso Pernambucano de Municípios, que acontece no dia 27 de abril, em Recife, onde o projeto será apresentado como exemplo de inovação e resultado na gestão municipal.

O reconhecimento reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas eficientes e transformadoras, especialmente voltadas ao desenvolvimento econômico e valorização do homem do campo.

O prefeito destacou a importância da conquista para o município:

“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo, investindo em ações que realmente fazem a diferença na vida das pessoas. O Hub da Agricultura é um exemplo de como é possível fortalecer o produtor rural, gerar oportunidades e desenvolver a nossa economia com trabalho e compromisso.”

Ocupação de UTI Covid do Hospam tem 60% entre 22 e 35 anos, diz Diretor

Serra Talhada perdeu mulher de 46 anos para a doença,  outro indicativo mais comum O Diretor do Hospital Agamenon Magalhães,  o HOSPAM, João Antônio,  informou em sua rede social que jovens dominam internações. Segundo ele, 60% dos pacientes internados na UTI da unidade são jovens com idades entre 22 e 35 anos em estado grave. […]

Serra Talhada perdeu mulher de 46 anos para a doença,  outro indicativo mais comum

O Diretor do Hospital Agamenon Magalhães,  o HOSPAM, João Antônio,  informou em sua rede social que jovens dominam internações.

Segundo ele, 60% dos pacientes internados na UTI da unidade são jovens com idades entre 22 e 35 anos em estado grave.

Isso mostra o avanço da doença entre os mais jovens,  fenômeno verificado pela maior exposição dessa faixa etária ao virus e por outro lado vacinação de mais idosos.

Esse fenômeno também tem sido verificados no Hospital Eduardo Campos e no Hospital Regional Emília Câmara,  unidades do Pajeú que também contam com leitos de UTI para tratar pacientes de Covid-19.

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada confirmou 30 novos casos positivos da doença nas últimas 24 horas.

A cidade chegou ao óbito 155: uma mulher de 46 anos, moradora do bairro Bom Jesus e sem relato de comorbidades. Faleceu no dia 18 de junho em sua residência.

A cidade de Serra Talhada tem 85 pacientes internados, incluindo pacientes de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas.

O Hospital Eduardo Campos está com 80% de ocupação com 64 internados na UTI. O HOSPAM está com 80% de ocupação. São 20 serra-talhadenses internados, sendo 11 na UTI.

Eduardo e Marina participam de encontro com lideranças Evangélicas

O candidato do PSB ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos, fez uma breve participação em evento de lideranças evangélicas na noite desta quarta-feira (06). Católico praticante, Campos ficou cerca de 30 minutos no evento, ao lado de sua vice, Marina Silva, que é evangélica. Marina foi recebida com mais entusiasmo que Campos e foi chamada […]

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O candidato do PSB ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos, fez uma breve participação em evento de lideranças evangélicas na noite desta quarta-feira (06). Católico praticante, Campos ficou cerca de 30 minutos no evento, ao lado de sua vice, Marina Silva, que é evangélica.

Marina foi recebida com mais entusiasmo que Campos e foi chamada pelos presentes de “nossa irmã em Cristo e Jesus Marina Silva”.

O candidato discursou rapidamente, sem entrar em temas polêmicos religiosos. Despediu-se em seguida afirmando que teria de pegar o próximo voo para São Paulo. Segundo o pernambucano, sua presença no evento é um gesto para demonstrar a abertura ao diálogo e a sugestões do setor para o programa de governo do PSB.

“A gente tem condições de dialogar com pessoas das mais diversas crenças para que, através dessas lideranças, nós possamos fazer chegar a todos os evangélicos do Brasil as nossas ideias de como mudar o Brasil”, afirmou Campos.

Em entrevista, Campos também criticou o governo Dilma pela condução das investigações na Congresso a respeito de irregularidades na Petrobras. O candidato afirmou que os depoimentos na CPI foram um “teatro” e que isso demonstraria que o governo mentiu sobre o caso.

“As pessoas assistirem no Congresso Nacional uma comissão que foi feita para apurar desvios agir dessa forma é vergonhoso. É preciso que se tomem todas as atitudes para que isso não fique impune. O Planalto ao agir dessa forma demonstra que está preocupado que a verdade se coloque. Se não houvesse problema, não precisava treinar ninguém. Quando se precisa treinar é porque vai se mentir”, declarou.

João 61,8% e Raquel 23,6%, diz Opinião

Do blog do Magno Quatro meses após a última pesquisa do Opinião, em fevereiro passado, em parceria com o blog do Magno, o cenário na disputa para governador nada mudou em Pernambuco. Favorito, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), mantém os mesmos 40 pontos de vantagem em relação à governadora Raquel Lyra (PSD). Se […]

Do blog do Magno

Quatro meses após a última pesquisa do Opinião, em fevereiro passado, em parceria com o blog do Magno, o cenário na disputa para governador nada mudou em Pernambuco. Favorito, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), mantém os mesmos 40 pontos de vantagem em relação à governadora Raquel Lyra (PSD). Se as eleições fossem hoje, João teria 61,8% dos votos e Raquel 23,6%. Lançado pelo Psol, Ivan Moraes aparece com apenas 1,7%. Brancos e nulos somam 8,2% e indecisos 4,7%. Na pesquisa de fevereiro, João pontuou 61,7% e Raquel 21,3%.

Na espontânea, João aparece com 31,4% e Raquel com 13,8%. No quesito rejeição, a governadora lidera. Entre os entrevistados, 35,6% disseram que não votariam nela de jeito nenhum, seguida de Ivan Moraes, cujos 24,6% afirmaram não votar nele de jeito nenhum, enquanto apenas 8,3% disseram que não votariam em João de jeito nenhum.

O prefeito está bem-posicionado em todas as regiões do Estado. Sua maior vantagem ante Raquel está na Região Metropolitana, onde aparece com 67,5% contra apenas 16,1% da adversária. Nas demais regiões, o cenário é o seguinte: Zona da Mata (João 66,2% – Raquel 21,1%), Agreste (João 54,4%, Raquel 33,1%), Sertão (João 57,7%, Raquel 30%) e São Francisco (João 52,7%, Raquel 29,8%).

Estratificando a pesquisa, João tem seus maiores percentuais de intenção de voto entre os eleitores com renda familiar até dois salários (65,2%), entre os eleitores mais jovens, na faixa etária de 16 a 24 anos (63,4%) e entre os eleitores com grau de instrução no ensino médio (62,3%). Por sexo, 63% dos seus eleitores são mulheres e 60,7% dos seus eleitores são homens.

Já Raquel, pontua melhor entre os eleitores com grau de instrução superior (26,6%), entre os eleitores com renda familiar acima de dez salários (26,6%) e entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos (25,2%). Por sexo, 24,8% dos seus eleitores são homens e 22,5% dos seus eleitores são mulheres.

O levantamento do Opinião foi a campo entre os dias 13, 14, 15 e 16 deste mês, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios de todas as regiões do Estado. A modalidade adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação.

O intervalo de confiança estimado é de 95,6% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. Foram realizadas entrevistas pessoais, face a face, e domiciliares.