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TSE decide dar prosseguimento a ação que pede a cassação dos mandatos de Dilma e Temer

Por Nill Júnior
De acordo com o ministro Luiz Fux, ''não é interessante para a Justiça Eleitoral a existência de múltiplos processos, cada um julgado em um momento''
De acordo com o ministro Luiz Fux, ”não é interessante para a Justiça Eleitoral a existência de múltiplos processos, cada um julgado em um momento”

Do JC Online

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria de votos, na noite desta terça-feira (25), dar prosseguimento à Ação de Investigação de Mandato Eletivo (AIME) 761, proposta pela Coligação Muda Brasil – que teve o candidato Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República nas eleições de 2014 –, contra a Coligação Com a Força do Povo, da candidata Dilma Rousseff, além do vice-presidente Michel Temer e do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

O julgamento, porém, não terminou, uma vez que a ministra Luciana Lóssio pediu vista dos autos. Isso porque o ministro Luiz Fux levou ao Plenário na noite desta terça-feira (25) seu voto-vista pelo prosseguimento da ação, mas propôs a concentração, em um só processo, de todas as ações em trâmite na Corte com o mesmo objetivo, “para que tudo seja julgado de uma só vez”.

De acordo com o ministro Luiz Fux, “não é interessante para a Justiça Eleitoral a existência de múltiplos processos, cada um julgado em um momento. A reunião de todos esses processos é salutar e tenho procurado fazer isso nesta Corte, para evitar decisões conflitantes”.

Pedido

O PSDB afirma, na AIME, que durante a campanha eleitoral de 2014 houve: abuso de poder político de Dilma pela prática de desvio de finalidade na convocação de rede nacional de emissoras de radiodifusão; manipulação na divulgação de indicadores socioeconômicos – abuso cumulado com perpetração de fraude; uso indevido de prédios e equipamentos públicos para a realização de atos próprios de campanha e veiculação de publicidade institucional em período vedado.

Sustenta, ainda, que houve: abuso de poder econômico e fraude, com a realização de gastos de campanha em valor que extrapola o limite informado; financiamento de campanha mediante doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas; massiva propaganda eleitoral levada a efeito por meio de recursos geridos por entidades sindicais; transporte de eleitores por meio de organização supostamente não governamental que recebe verba pública para participação em comício na cidade de Petrolina (PE); uso indevido de meios de comunicação social consistente na utilização do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para veicular mentiras; despesas irregulares – falta de comprovantes idôneos de significativa parcela das despesas efetuadas na campanha – e fraude na disseminação de falsas informações a respeito da extinção de programas sociais.

A legenda alega que os fatos analisados em seu conjunto dão a exata dimensão do comprometimento da normalidade e legitimidade do pleito presidencial de 2014. Argumenta, ainda, que mesmo as questões que, isoladamente, não sejam consideradas suficientes para comprometer a lisura do pleito, devem ser analisadas conjuntamente entre si.

O PSDB também pede: a requisição, a diversas entidades sindicais, dos montantes gastos com publicidade no período de campanha eleitoral; ao cerimonial do Palácio da Alvorada, a relação dos eventos ali realizados durante o período da campanha eleitoral, bem como das pessoas que deles participaram; de gastos realizados pela Associação Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) com transporte e alimentação de agricultores para participar do evento de Dilma Rousseff nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA); à Presidência da República, a relação dos valores repassados direta ou indiretamente (inclusive às associações vinculadas) à ASA Brasil; cópia dos inquéritos policiais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Justiça Federal – 13ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Paraná a respeito da “Operação Lava Jato”; a realização de exame pericial na empresa Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda., com a finalidade de se apurar a efetiva destinação dos recursos advindos da campanha de Dilma; a solicitação de informações à empresa de telefonia celular Oi Móvel S.A. a respeito de quem fazia uso de determinada linha telefônica no período de campanha e se esse mesmo usuário possuía outras linhas e quantas mensagens foram por eles enviadas no período eleitoral; a inquirição em juízo, como testemunhas, das pessoas de Paulo Roberto da Costa, Alberto Yousseff, Herton Araújo e o usuário da linha telefônica.

Por fim, a Coligação Muda Brasil pede a cassação dos mandatos de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Julgamento

A relatora da ação, ministra Maria Thereza de Assis Moura, em decisão individual proferida no início de fevereiro deste ano, negou seguimento à AIME, alegando fragilidade no conjunto de provas. Ao levar o caso para julgamento do Plenário em 19 de março deste ano, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e, na sessão do dia 13 de agosto, foi a vez de o ministro Luiz Fux também pedir vista do agravo ajuizado na ação.

Antes, porém, o ministro Gilmar Mendes deu provimento ao recurso apresentado por Aécio Neves e pela Coligação Muda Brasil para dar início à tramitação da AIME. O ministro João Otávio de Noronha antecipou o voto e acompanhou a divergência aberta por Mendes.

Ao votar, Gilmar Mendes afirmou que “nem precisa grande raciocínio jurídico para concluir que a aludida conduta pode, em tese, qualificar-se como abuso do poder econômico, causa de pedir da ação de impugnação de mandato eletivo”. Disse ainda verificar que existe, no caso, “suporte de provas que justifica a instrução processual da ação de impugnação de mandato eletivo quanto ao suposto abuso do poder econômico decorrente do financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção/propina”.

O ministro destacou ainda que “os delatores no processo da Lava-Jato têm confirmado o depoimento de Paulo Roberto da Costa no sentido de que parte do dinheiro ou era utilizada em campanha eleitoral ou para pagamento de propina”.

Lembrou que o delator Pedro Barusco teria dito que o Partido dos Trabalhadores recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013, “dinheiro oriundo de propina, e que, possivelmente, foi utilizado, pelo menos em parte, na campanha presidencial de 2014”.

O ministro afirmou que o que se busca é “verificar se, de fato, recursos provenientes de corrupção na Petrobras foram ou não repassados para a campanha presidencial, considerando que o depoimento do diretor da companhia, Paulo Roberto da Costa, pelo menos em uma primeira análise, revela um viés eleitoral da conduta, pois desnecessário qualquer esforço jurídico-hermenêutico para concluir que recursos doados a partido, provenientes, contudo, de corrupção, são derramados nas disputas eleitorais, mormente naquela que exige maior aporte financeiro, como a disputa presidencial”.

Outras Notícias

Lula diz que manifestações do povo nas ruas foram o destaque do segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 9h40 deste domingo (25) ao seu local de votação, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para participar do segundo turno das eleições de 2026. Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 9h40 deste domingo (25) ao seu local de votação, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, para participar do segundo turno das eleições de 2026.

Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele afirmou que nunca havia recebido tanto carinho durante uma campanha eleitoral e chamou seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de mentiroso.

Aos 80 anos, Lula disse que participa da vida política há cinco décadas e que, mesmo tendo acompanhado todas as campanhas presidenciais desde 1989, nunca havia recebido tanto carinho dos eleitores.

“Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, afirmou, antes de se dirigir a São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para votar.

O presidente citou manifestações de apoio em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais e destacou o ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24).

Flávio Bolsonaro diz estar confiante na vitória,”chova ou faça sol”

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas. Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, […]

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas.

Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).

Após o voto, o candidato afirmou à imprensa que fez uma campanha “limpa” e que, para ele, “chegou a hora da mudança de verdade”.

“Nós temos todas as condições de montar um grande time para reorganizar o Brasil. Quero pedir aí, faça chuva ou faça sol, bora sair de casa pra votar”, destacou.

Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva foram os mais votados no primeiro pleito das eleições presidenciais. Neste domingo, haverá a definição de quem será o eleito.

No primeito pleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), obteve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. O petista alcançou 45,16%, com 53,8 milhões.

Lula vota no ABC paulista acompanhado de Janja e aliados em sua última disputa presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, durante o segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Aos 80 anos, Lula participa de uma disputa que, segundo ele próprio, será a última de sua trajetória eleitoral. […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, durante o segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). Aos 80 anos, Lula participa de uma disputa que, segundo ele próprio, será a última de sua trajetória eleitoral.

O presidente chegou por volta das 9h40 à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de integrantes de sua equipe política.

Também estiveram presentes os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além dos ministros Alexandre Padilha e Luiz Marinho. O grupo acompanhou o presidente durante sua passagem pelo colégio eleitoral.

Antes de deixar sua residência, no bairro de Pinheiros, na capital paulista, Lula conversou com jornalistas e apoiadores. O presidente agradeceu as manifestações recebidas durante a campanha e afirmou que nunca havia experimentado uma mobilização semelhante em sua trajetória política.

“Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, declarou.

Lula também mencionou os atos de campanha realizados em diferentes estados, incluindo Pernambuco, Bahia, Maranhão e Minas Gerais. Nesse sábado (24), o presidente participou de mobilizações em Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ao comentar a disputa presidencial, voltou a criticar o adversário, Flávio Bolsonaro, a quem acusou de mentir durante a campanha. A declaração ocorreu em meio à expectativa pelo resultado de uma eleição marcada pela proximidade entre os dois candidatos nas pesquisas de intenção de voto.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

O resultado levou a disputa ao segundo turno, com os candidatos intensificando as agendas de campanha e as mobilizações nas redes sociais nas últimas três semanas.

Depois de votar, Lula tinha previsão de retornar à sua residência, em São Paulo, e seguir posteriormente para o Hotel InterContinental, na região da Avenida Paulista, onde acompanhará a apuração ao lado de familiares, dirigentes partidários e aliados políticos.

A votação acontece até as 17h, pelo horário de Brasília. A apuração terá início após o encerramento do pleito.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Já levaram um pra cadeia por boca de urna

Uma pessoa foi presa por boca de urna em Afogados da Ingazeira. A identidade não foi revelada. Foi na Escola Ana Melo. “Ele tava lá pedindo pra o povo votar em Lula”, disse uma leitora ao blog. A PM flagrou e levou.

Uma pessoa foi presa por boca de urna em Afogados da Ingazeira. A identidade não foi revelada.

Foi na Escola Ana Melo.

“Ele tava lá pedindo pra o povo votar em Lula”, disse uma leitora ao blog. A PM flagrou e levou.

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro vota no Rio de Janeiro

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas. Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, […]

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, por volta das oito horas.

Ele estava companhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro (PL), e do governador eleito no Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).

Após o voto, o candidato afirmou à imprensa que fez uma campanha “limpa” e que, para ele, “chegou a hora da mudança de verdade”.

“Nós temos todas as condições de montar um grande time para reorganizar o Brasil. Quero pedir aí, faça chuva ou faça sol, bora sair de casa pra votar”, destacou.

Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva foram os mais votados no primeiro pleito das eleições presidenciais. Neste domingo, haverá a definição de quem será o eleito.

No primeito pleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), obteve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. O petista alcançou 45,16%, com 53,8 milhões.