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Teresa Leitão critica PL contra discriminação a políticos: “Polêmico e desnecessário”

Por André Luis

O Projeto de lei contra discriminação de políticos e seus familiares, aprovado em regime de urgência na Câmara dos Deputados, vai sofrer mais resistência no Senado. O presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco, já anunciou sua disposição em fazer com que o projeto tenha trâmite normal, com tempo para ser analisado e debatido. 

Em entrevista hoje à Rádio Jornal, a senadora por Pernambuco Teresa Leitão anunciou ser contrária ao PL, classificado por ela como “polêmico e desnecessário”.

A parlamentar disse que propostas sobre a forma de legislar, conduta, postura e ética de políticos “precisam de uma atenção muito grande”. Defende, desta forma, que a tramitação ocorra sem urgência. 

“A gente tem que ter muita parcimônia para analisar projeto dessa natureza”, resume, em consonância com o presidente do Senado Rodrigo Pacheco. “Para mim, o que tem que ser urgente são as matérias que interessam à sociedade”.

O Partido dos Trabalhadores liberou a bancada para votar livremente. Mas Teresa já tem posição definida sobre a matéria. 

Na entrevista à Rádio Jornal anunciou que votará contra o PL por achar que ele propõe uma “blindagem”, quando na verdade já existe uma prerrogativa de proteção à atividade política, que é a imunidade parlamentar. 

Em uma segunda entrevista, à Rádio CBN, Teresa Leitão confirmou: “Eu voto contra, não tenho nenhuma dúvida sobre isso”.

“Essa percepção de que político não presta, é tudo farinha do mesmo saco, só faz roubar, são coisas que precisam ser respondidas por uma alteração na prática política, por uma nova relação com a sociedade para mostrar quem de fato está nesse espaço de representação”, justifica, acrescentando que “isso não é uma lei que vai resolver, ainda uma lei com essa natureza polêmica que inclusive confronta com mecanismos já existentes desde a Constituição da República. Acho um projeto de lei, além de polêmico, desnecessário”, concluiu a senadora pernambucana.

Outras Notícias

As andorinhas voltaram

Por Magno Martins Choveu no Sertão, o verde floresce, a caatinga renasce. A paisagem de vidas secas vai dando lugar ao cenário da profecia do beato Antônio Conselheiro – o Sertão vai virar mar. Banidas pelo calor agonizante da estiagem, voltam as andorinhas trazendo alegria num barulho ensurdecedor sem canto, mas encantador. Voltam a povoar […]

Por Magno Martins

Choveu no Sertão, o verde floresce, a caatinga renasce. A paisagem de vidas secas vai dando lugar ao cenário da profecia do beato Antônio Conselheiro – o Sertão vai virar mar. Banidas pelo calor agonizante da estiagem, voltam as andorinhas trazendo alegria num barulho ensurdecedor sem canto, mas encantador.

Voltam a povoar igrejas, fios em postes, casarões e praças. As andorinhas voltaram, eu também voltei. Pousar no velho ninho que um dia aqui deixaram. Nós somos andorinhas, que vão e que vêm. À procura de amor, às vezes voltam cansadas, feridas, machucadas, diz a canção.

De onde vêm? São aves migratórias, fazem um percurso de 8 a 20 mil quilômetros entre a América do Norte, onde vivem e se reproduzem, e a América do Sul, para onde vêm no inverno em busca de temperatura mais amenas. No inverno, as andorinhas abandonam os locais frios, a procura de alimentação farta e migram para locais mais amenos e no final do inverno voltam em bandos barulhentos à sua região natal. Este retorno anuncia que a primavera está chegando.

As andorinhas, além de poéticas, são santas. Aparecem citadas na Bíblia. “Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá”, diz o provérbio 26-2 da palavra sagrada. Esses belos pássaros carregam no nome a lenda de uma fugitiva da Grécia Antiga – a jovem Procne que, enquanto escapava de seu malvado marido Tereu, foi transformada pelos deuses do Olimpo em uma andorinha. Em referência a ela surgiu o nome Progne, que designa o gênero de aves a que pertence a andorinha-azul.

Observando as andorinhas a planar no Sertão fico a divagar. Existem as que voam por voar, e as que voam mesmo por prazer. 

Pousadas nos fios do poste, não é que elas formam uma partitura com o som que fazem! Fico a perguntar também: que vôo provisório as andorinhas ensaiam nos telhados da casa? Seus ventres são falantes. No voo, vão ensaiando as montanhas distantes. Vão lembrando o futuro, exercitando as asas. Voltarão a cada invernada, até que não encontrem uma casa branca sinalizando o nevoeiro.

As andorinhas voltaram. Amanheceu, olhei o céu, e elas vieram. O seu vôo formando uma dança na felicidade infinita do viver. A alegria de vê-las assim eufóricas, no cruzar incessante de asas e bicos, me fizeram lembrar de dar as boas vindas, como elas, ao novo dia e à vida que se inicia a cada acordar. Porque todos os dias é um renascer das esperanças e dos sonhos, como o esvoaçar das andorinhas a cada verão.

Afogados: Meio Ambiente replanta árvore onde oitizeiro havia sido derrubado

Da Rádio Pajeú Na manhã desta quinta-feira (27), o repórter da Rádio Pajeú, Marcony Pereira, acompanhou o replantio de uma árvore na Rua Barão de Lucena, próximo ao semáforo, em Afogados da Ingazeira. O local havia sido alvo de polêmica após o corte de outra árvore, que tinha mais de 80 anos, durante uma obra […]

Da Rádio Pajeú

Na manhã desta quinta-feira (27), o repórter da Rádio Pajeú, Marcony Pereira, acompanhou o replantio de uma árvore na Rua Barão de Lucena, próximo ao semáforo, em Afogados da Ingazeira.

O local havia sido alvo de polêmica após o corte de outra árvore, que tinha mais de 80 anos, durante uma obra de construção de apartamentos.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Adelmo Santos, o responsável foi autuado e, como parte do processo, ficou determinada a reposição da árvore.

“Estamos fazendo exatamente o replantio da árvore que foi retirada. A partir de agora, vamos monitorar e acompanhar o desenvolvimento da planta”, destacou Adelmo.

O secretário também reforçou que a população deve ficar atenta à legislação ambiental do município, que prevê penalidades para quem cometer infrações, como a supressão de árvores nativas.

“Além de ser crime ambiental, vai ter punição em relação a essas questões”, alertou.

A Secretaria de Meio Ambiente informa que o proprietário do imóvel será orientado sobre os cuidados necessários para garantir o desenvolvimento da nova árvore.

Cerimônia marca fim da intervenção federal no RJ: ‘Cumprimos a missão’, diz general

G1 Uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (27) encerrou simbolicamente a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Estiveram presentes na cerimônia o governador em exercício, Francisco Dornelles, o interventor, general Braga Netto, e o ministro da Justiça, Torquato Jardim. Braga Netto afirmou que “atingiu todos os objetivos propostos”. Braga Netto e Richard Nunes, secretário […]

G1

Uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (27) encerrou simbolicamente a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Estiveram presentes na cerimônia o governador em exercício, Francisco Dornelles, o interventor, general Braga Netto, e o ministro da Justiça, Torquato Jardim. Braga Netto afirmou que “atingiu todos os objetivos propostos”.

Braga Netto e Richard Nunes, secretário de Segurança, receberam a Medalha Tiradentes das mãos de Dornelles e do deputado estadual André Ceciliano, presidente em exercício da Alerj.

O regime termina oficialmente na próxima segunda-feira, com 319 dias. O combate ao roubo de cargas foi uma prioridade do novo comando. Comparando os números de março a novembro com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 20%. Também caíram roubos de rua (6%), a pedestre (7%) e de veículos (8%). Homicídios foram reduzidos em 6%.

Mas houve índices que subiram: lesões corporais seguidas de morte (33%) e mortes por intervenção policial (38%). E mais de 90 policiais militares foram assassinados este ano. Em setembro, pesquisa Datafolha apontou que que três a cada quatro eleitores fluminenses eram a favor da continuidade da intervenção federal na segurança pública no estado.

Segundo as Forças Armadas, foram empenhados 70,22%, (R$ 842.699.590,32) do montante total de R$ 1,2 bilhão destinados à operação. Até o dia 31 de dezembro, quando oficialmente termina a intervenção, os gestores esperam gastar os R$ 357.300.409,68 restantes. Para isso, a cúpula do Exército pretende concluir a compra de mais três helicópteros – dois para a Polícia Civil e um para o Corpo de Bombeiros, entre outros equipamentos.

João Daniel diz ter ampla maioria para aprovar doação de terreno do velho matadouro

Empresário pretende construir no local nova fábrica com perspectiva de 150 empregos. Diz que prefeita Márcia e maioria dos vereadores se mostraram favoráveis e criticou o vereador André Maio,  dizendo não querer debater no nível dele . “Só ele se levantou contra”  O blog conversou hoje com João Daniel, o empresário da Cedan Rações que […]

Empresário pretende construir no local nova fábrica com perspectiva de 150 empregos. Diz que prefeita Márcia e maioria dos vereadores se mostraram favoráveis e criticou o vereador André Maio,  dizendo não querer debater no nível dele . “Só ele se levantou contra” 

O blog conversou hoje com João Daniel, o empresário da Cedan Rações que pretende instalar na área do antigo Matadouro de Serra Talhada, no Bairro Bom Jesus,  uma nova indústria de alimentos úmidos, com produção de molho de rações em lata, entre outros produtos.

O tema tem gerado um debate nas redes sociais de Serra Talhada e também na imprensa. A maioria dos vereadores é favorável à doação. Mas ontem, o vereador André Maio disse ao comunicador Francys Maya, na Vilabela FM, ser conta o projeto. No máximo, é favorável, a depender das condições, de uma cessão do espaço por prazo determinado. Maio disse que a doação abriria um precedente. “Assim é muito gostosinho”, chegou a ironizar, dizendo que outros comerciantes, como os empresários da Tupan e Premocil que não tiveram direito a benefício similar.

João Daniel não escondeu ter ficado indignado com a reação do parlamentar. De Varjota, pequeno município cearense que receberá uma fábrica da Cedan e irá gerar 200 empregos, falou que seus empreendimentos são comemorados em outros municípios. “Aqui onde estou, a chegada da empresa em uma cidade que tem 18 mil habitantes está sendo comemorada”. Ele aproveita e, de uma farmácia, passa o telefone para um atendente, perguntando sobre o empreendimento. “Todo mundo aqui tá feliz. São duzentos empregos em uma cidade que não tem oferta”, diz o profissional.

João pega a deixa pra dizer que, enquanto é cortejado pela comunidade política, em uma parceria similar a que quer em Serra Talhada (garante que lá a prefeitura doou o terreno) na sua terra um vereador se levanta contra uma ação desenvolvimentista. “Na minha própria terra, aparece um único político para ser contra? Geração de emprego é dignidade, comida na mesa, escola pra um filho”, desabafou.

João Daniel adiantou que, ao contrário do desafio lançado pelo comunicador Francys Maya de um debate entre ele e Maio, não quer esse tipo de encontro com o parlamentar. “Vou trilhar o caminho correto, legal. Não vou debater com ele assim não. Não quero esse tipo de debate”.

Ele rebateu outros questionamentos. Sobre os questionamentos sobre “pegar dinheiro no Banco do Nordeste”, disse que é legal e não tem nenhuma pendência com nenhuma instituição financeira. “Todo dinheiro que é pego em banco, a empresa paga. Tudo aqui é dentro da lei. O protocolo de intenções é muito bem fundamentado. Se não cumprir volta”. Também afirmou que o vereador, que é corretor por origem, induz a erro quando fala em uma avaliação de R$ 10 milhões. “Todos sabem que aquela área não vale isso. Um local hoje que só tem fedentina, insalubridade, que a gente quer dar dignidade”.

O blog perguntou sobre a posição da prefeita Márcia Conrado, que ainda não se manifestou publicamente sobre o projeto. “Ela vai enviar o projeto. Tudo dentro da lei, com apoio da população e da ampla maioria dos vereadores. Nossa empresa é séria tem todas as certificações, inclusive internacionais. Estou para receber uma comitiva do Peru para visitar nossa empresa, que tem trabalhado para ampliar exportação. Ai na imprensa aparece um vereador questionando nossa seriedade, dizendo que estou ilegal. Isso pode afetar a imagem de uma empresa séria. Não posso permitir”.

O tema voltou a ser tratado na sessão da Câmara de Vereadores de hoje, mas a prefeita Márcia Conrado ainda não enviou os termos da doação. A proposta da Cedan prevê ainda promover a recuperação ambiental da área do antigo matadouro, melhorias nas vias de acesso à fábrica, compra de todos os produtos e insumos da atividade no mercado local, dentre outras contrapartidas.

TSE revoga prisão domiciliar do ex-governador do RJ Anthony Garotinho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou na noite desta terça-feira (26) a prisão domiciliar do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR). O político chegou a ser preso há duas semanas, após ser condenado na primeira instância da Justiça Eleitoral a 9 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, além de multa de R$ […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou na noite desta terça-feira (26) a prisão domiciliar do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR).

O político chegou a ser preso há duas semanas, após ser condenado na primeira instância da Justiça Eleitoral a 9 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, além de multa de R$ 210.825,00. A pena, no entanto, foi transformada em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.

Na decisão desta terça, a maioria dos ministros do TSE derrubou essas restrições, que também incluíam proibição de contato com qualquer outra pessoa, exceto seus familiares, e de uso celulares, internet ou outros meios de comunicação.

Apesar de já estar condenado, Garotinho só deverá cumprir a pena se tiver a sentença confirmada em segunda instância, o que não tem prazo para ocorrer. Até lá, fica livre de todas as restrições impostas após sua condenação.

Dentre os 7 ministros da Corte, votaram para derrubar as medidas os ministros Tarcísio Vieira de Carvalho, Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Gilmar Mendes.

Pela manutenção das restrições votaram Rosa Weber e Herman Benjamin. O ministro Luiz Fux não participou do julgamento. A informação é do G1.