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TCE-PE estabelece novas regras para concursos públicos e contratações temporárias em Pernambuco

Por André Luis

Por Inácio Feitosa*

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco acaba de publicar a Resolução TC nº 296/2025, que estabelece diretrizes claras e objetivas para a realização de concursos públicos e contratações temporárias. A norma representa um marco regulatório para a administração pública estadual e municipal, trazendo maior segurança jurídica para gestores e candidatos. Como fundador do Instituto IGEDUC, instituição com 10 anos de experiência na realização de concursos públicos e seleções com integridade, analiso os principais pontos desta resolução que visa fortalecer a regra constitucional do concurso público e assegurar a observância dos princípios administrativos que regem a gestão pública.

Pré-requisitos para abertura de certames

A resolução define condições claras para autorização de seleções públicas. Para concursos de cargos efetivos, os gestores devem comprovar que os cargos estão previstos em lei com quantitativo definido, apresentar estimativa de impacto orçamentário-financeiro para três anos e demonstrar a necessidade mediante estudo técnico que evidencie vacância, déficit funcional ou insuficiência de pessoal. Já para contratações temporárias, a norma reforça o caráter excepcional desse tipo de vínculo. É necessário que a hipótese esteja prevista em lei específica do ente, que a necessidade seja comprovadamente temporária com prazo predeterminado, que o interesse público seja excepcional e que haja processo seletivo simplificado com critérios objetivos. O Instituto IGEDUC já auxilia entes públicos na elaboração desses estudos técnicos, garantindo conformidade legal desde a fase de planejamento.

Limite de 30% para temporários exige adequação gradual

O ponto de maior impacto da resolução está no Artigo 5º, que considera ato de gestão ilegal a manutenção de percentual superior a 30% de servidores temporários em relação à força de trabalho total. Reconhecendo que muitos municípios operam atualmente acima desse limite, o TCE-PE estabeleceu um cronograma de adequação progressiva: até dezembro de 2026, o teto será de 50%; até dezembro de 2027, de 40%; e até dezembro de 2028, de 30%. A norma também proíbe novos contratos temporários quando houver concurso público vigente para o mesmo cargo, exceto se a administração demonstrar impossibilidade de aproveitamento dos aprovados. O IGEDUC recomenda que gestores iniciem imediatamente um diagnóstico do quadro de pessoal para planejar a adequação dentro dos prazos, evitando responsabilização administrativa, civil e até criminal.

Editais devem seguir padrão mínimo de transparência

O Capítulo II da resolução detalha elementos obrigatórios que todo edital deve conter. Entre eles estão a identificação completa do órgão promotor e da banca organizadora, fundamentação legal do certame, descrição detalhada dos cargos com atribuições e remuneração, distribuição de vagas entre ampla concorrência e cotas, requisitos de investidura, conteúdo programático das provas, cronograma preliminar, condições de acessibilidade, critérios de pontuação e metodologia de classificação. Essa padronização visa eliminar editais obscuros ou incompletos que geram insegurança jurídica e questionamentos judiciais. Em uma década de atuação, o IGEDUC já incorporou todos esses elementos em seus modelos, antecipando as exigências agora consolidadas pelo TCE-PE.

Ampliação do acesso e dos prazos

A resolução estabelece prazos mínimos para inscrições: 30 dias para concursos públicos e 10 dias para seleções temporárias. Se houver retificação que altere elemento substancial do edital, o prazo deve ser reaberto integralmente. Além disso, fica vedada a exigência de inscrição ou interposição de recursos exclusivamente presencial, devendo ser garantidos meios eletrônicos ou postais alternativos. Para recursos, o prazo mínimo é de 2 dias úteis contados da publicação do ato impugnado. Essas medidas ampliam o acesso de candidatos de todas as regiões e condições socioeconômicas, democratizando efetivamente as oportunidades no serviço público.

Cotas para pessoas com deficiência e negros

Todo edital deve reservar no mínimo 5% das vagas para pessoas com deficiência, calculado individualmente por cargo. Quando o resultado for fracionado, arredonda-se para o número inteiro superior, garantindo ao menos uma vaga quando houver mais de uma disponível. A convocação deve observar alternância proporcional entre ampla concorrência e vagas reservadas. Para cotas raciais, quando previstas em lei local, a autodeclaração deve ser submetida a comissão de heteroidentificação com critérios objetivos baseados em características fenotípicas. É vedada a exigência de documentos médicos, genéticos ou antropológicos. A comissão deve ter número ímpar de membros e instância recursal distinta, assegurando contraditório e ampla defesa.

Fim dos privilégios locais no desempate

A resolução proíbe expressamente critérios de desempate baseados em residência, tempo de serviço ao ente ou qualquer vínculo local. O primeiro critério obrigatório é a idade, privilegiando o candidato mais velho conforme o Estatuto da Pessoa Idosa. O segundo critério é ter exercido função de jurado. Essa padronização elimina favorecimentos regionais e fortalece a isonomia entre todos os candidatos.

Sanções para gestores que descumprirem as regras

Gestores que mantiverem percentual excessivo de temporários ou descumprirem outras exigências da resolução podem ser responsabilizados em múltiplas esferas. Na administrativa, o TCE pode aplicar multa proporcional ao dano, suspender contratações irregulares e inabilitar o gestor para cargos em comissão. Na improbidade administrativa, as sanções incluem ressarcimento ao erário, perda da função pública, suspensão de direitos políticos e multa civil. Na esfera eleitoral, contratações irregulares próximas a eleições podem gerar multa e cassação de registro. Na criminal, casos de direcionamento ou favorecimento podem configurar prevaricação ou outros crimes. O cronograma de adequação gradual permite que gestores regularizem sua situação de forma planejada, desde que iniciem o processo imediatamente.

Vigência imediata para novos certames

A resolução entrou em vigor na data de publicação e se aplica a todos os editais autorizados após essa data. O prazo de validade do certame inicia na primeira publicação da homologação. A norma também aprova o Manual de Seleção de Pessoal produzido pelo TCE-PE, disponível no site do tribunal como guia prático para gestores e organizadores de certames.

Considerações Finais

A Resolução TC nº 296/2025 marca um avanço significativo na busca por transparência, isonomia e legalidade nas seleções públicas em Pernambuco. Ao estabelecer diretrizes claras e objetivas, o Tribunal de Contas do Estado atua de forma preventiva e orientadora, fornecendo aos gestores públicos um roteiro seguro para a condução de concursos e seleções temporárias em conformidade com os princípios constitucionais. 

O Instituto IGEDUC, que há 10 anos realiza concursos com integridade, já adota as diretrizes consolidadas nesta norma e mantém setor específico para orientar gestores públicos sobre os temas abordados. A instituição oferece suporte técnico e jurídico para a adequação dos procedimentos de seleção pública às novas exigências do TCE-PE. 

A implementação das novas regras exige planejamento cuidadoso e responsabilidade, especialmente quanto à adequação gradual do percentual de servidores temporários e à elaboração de editais que atendam a todos os requisitos estabelecidos. Gestores devem buscar assessoria técnica e jurídica especializada para garantir conformidade legal e evitar sanções. 

O momento exige ação imediata: quanto antes iniciar a adequação, menor será o impacto na gestão e maiores as chances de cumprir os prazos estabelecidos pelo TCE-PE, contribuindo para a profissionalização e moralização dos processos de seleção pública em Pernambuco.

*Inácio Feitosa é Advogado e Fundador do Instituto IGEDUC

Outras Notícias

João Batista, ex-prefeito de Flores, agradece apoio e solidariedade pela perda do filho de 26 anos

O ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues dos Santos, agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas pela família após a morte do filho João Caio Rodrigues Pereira de Melo, de 26 anos, vítima de um acidente de trânsito registrado no sábado (31), no Sertão de Pernambuco. João Batista recebeu mensagens de apoio de familiares, amigos, moradores […]

O ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues dos Santos, agradeceu as manifestações de solidariedade recebidas pela família após a morte do filho João Caio Rodrigues Pereira de Melo, de 26 anos, vítima de um acidente de trânsito registrado no sábado (31), no Sertão de Pernambuco.

João Batista recebeu mensagens de apoio de familiares, amigos, moradores de Triunfo e representantes da política pernambucana. Em meio ao luto, o ex-gestor manifestou gratidão pelo carinho e pelas orações dirigidas à família.

João Caio morreu após uma colisão entre a motocicleta que conduzia e um carro na PE-365, nas proximidades da Vila Jatiúca, zona rural de Santa Cruz da Baixa Verde. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, o motorista do automóvel teria deixado o local sem prestar socorro. A Polícia Civil registrou a ocorrência e iniciou diligências para esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar o outro envolvido.

Filho de João Batista e da ex-secretária municipal de Saúde de Triunfo, Tarciane Pereira Melo, João Caio foi sepultado no sábado (31), em Triunfo. A despedida reuniu familiares, amigos e moradores do município.

A morte do jovem provocou manifestações de pesar de autoridades e instituições, entre elas a Prefeitura de Triunfo, que decretou luto oficial de três dias, a Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e representantes políticos.

Também prestaram solidariedade o prefeito Luciano Bonfim, o presidente da Câmara Municipal, Camilo Ferreira, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, e o prefeito do Recife, João Campos.

João Batista administrou Triunfo entre 2017 e 2020 e também exerceu mandatos de vereador no município.

O Blog do Nill Júnior manifesta solidariedade a João Batista, Tarciane Pereira Melo e aos demais familiares e amigos de João Caio.

Fonte: Blog Juliana Lima
Foto: Reprodução

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Tragédia aérea nos EUA: família e outros nomes que viajavam em aeronave são identificados

O empresário de tecnologia Adam Robinson, de 45 anos, a mulher dele, Helen Sharp, de 40, e os filhos do casal estão entre as vítimas do acidente aéreo ocorrido neste domingo (1º/11) na Flórida, segundo a imprensa americana. De acordo com o jornal New York Post, além da família, a babá das crianças, Anita Maria […]

O empresário de tecnologia Adam Robinson, de 45 anos, a mulher dele, Helen Sharp, de 40, e os filhos do casal estão entre as vítimas do acidente aéreo ocorrido neste domingo (1º/11) na Flórida, segundo a imprensa americana.

De acordo com o jornal New York Post, além da família, a babá das crianças, Anita Maria Apellido Cetina, e dois amigos do casal, Rachael Reed e Charmi Fehr, também estavam a bordo da aeronave.

Em nota conjunta divulgada no Facebook, as famílias confirmaram a identidade das vítimas.

Jeff Gregory, de 55 anos, era o piloto do Learjet 60. A copiloto era Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos.

A confirmação de que Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2, estavam no avião foi feita por Dudley Sharp, avô das crianças, ao site USA Today.

Morador de Austin, no Texas, Adam Robinson era fundador e CEO das empresas de software Retention.com e RB2B.

Antes de empreender no setor de tecnologia, trabalhou nos bancos Lehman Brothers e Barclays Capital, de acordo com informações de seu perfil no LinkedIn.

A esposa dele, Helen Sharp, era artista ceramista e costumava compartilhar em seu perfil no Instagram vídeos de suas criações, além de fotos das filhas.

O acidente ocorreu no condado de Palm Beach. O Learjet 60 havia decolado do Aeroporto Internacional Austin-Bergstrom, no Texas, com destino ao Aeroporto North Eleuthera, nas Bahamas.

Autoridades dos Estados Unidos que investigam a queda do jato afirmam haver indícios de que a aeronave pode ter começado a se desintegrar antes do impacto com o solo.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2), Tom Chapman, integrante do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês), disse que os investigadores podem encontrar destroços “a alguma distância do local da queda”.

O NTSB informou que enfrenta desafios significativos para reconstruir o que aconteceu com a aeronave.

Tim Monville, investigador de segurança aérea do órgão, afirmou que “o maior obstáculo será recuperar os principais destroços da aeronave da cratera formada pelo impacto na rodovia”.

Da redação/Itapuama FM.
Informações: USA Today/Portal g1.
Fotos: Reprodução/Fac

Prefeito do Recife diz que shows de Jorge e Mateus e Cláudia Leite estão mantidos. “Desarmar palanques”

O prefeito do Recife, Vitor Marques se manifestou sobre o movimento que cobrou boicote de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro na programação da Virada Recife 2027, como Jorge e Mateus e Cláudia Leite. “Quero reafirmar aqui a posição defendida pelo presidente Lula após sua reeleição: o Brasil precisa superar as divisões, não aprofundá-las”. “Todos sabem […]

O prefeito do Recife, Vitor Marques se manifestou sobre o movimento que cobrou boicote de artistas que apoiaram Flávio Bolsonaro na programação da Virada Recife 2027, como Jorge e Mateus e Cláudia Leite.

“Quero reafirmar aqui a posição defendida pelo presidente Lula após sua reeleição: o Brasil precisa superar as divisões, não aprofundá-las”.

“Todos sabem de que lado estive, em quem votei e o quanto me dediquei à eleição do presidente Lula. Lutamos, mobilizamos milhões de brasileiros e conquistamos uma vitória histórica, que celebramos com muita alegria!” – acrescentou.

“Mas a eleição passou, e o palanque foi desarmado.

Continuarei defendendo minhas convicções com a mesma firmeza, sem abrir mão do respeito às diferenças. O Recife é uma cidade plural, democrática e acolhedora. E a Virada Recife é uma festa de todos e para todos, independentemente de preferências políticas. É assim que deve ser e continuará sendo”, concluiu.

Clique no link abaixo e confira a declaração do prefeito.

 

Lideranças evangélicas se distanciam do bolsonarismo após derrota nas urnas e carta de Flávio

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado […]

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado das urnas e se apresentou inicialmente como presidente eleito.

Segundo reportagem de O Globo publicada nesta terça-feira (3), representantes de igrejas como a Universal do Reino de Deus e as Assembleias de Deus têm demonstrado resistência à estratégia adotada por Flávio depois do segundo turno, especialmente diante de sua saída do Brasil para os Estados Unidos.

O posicionamento representa uma mudança em relação à campanha eleitoral. Embora parte dessas lideranças tenha mantido distância da disputa no primeiro turno, houve uma aproximação com Flávio na etapa final da eleição.

Entre os religiosos que se manifestaram está o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Em uma pregação realizada no próprio dia 25 de outubro, antes da divulgação do resultado eleitoral, ele criticou o lema “Deus, Pátria e Família”, associado ao bolsonarismo.

“Eu não aprovo aquela teoria ‘Deus, pátria e família’. Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser”, declarou.

A manifestação ganhou repercussão nos dias seguintes à eleição. Diferentemente de 2022, quando apoiou Jair Bolsonaro, a Igreja Universal não declarou apoio oficial a nenhum dos dois candidatos à Presidência em 2026.

Outro sinal de divergência ocorreu com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos principais aliados da família Bolsonaro.

Em mensagens privadas divulgadas pela imprensa, Malafaia criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e a carta publicada por Flávio.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu.

Apesar das críticas, Malafaia não rompeu com o senador. O pastor afirmou que considera correta sua saída do Brasil e manteve a avaliação de que Flávio sofre perseguição política.

Reconhecimento da derrota

Entre outras lideranças religiosas, a reação foi de reconhecimento do resultado das urnas.

O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, igreja de Brasília onde Flávio Bolsonaro foi batizado, publicou uma mensagem defendendo o encerramento da disputa eleitoral.

“As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!”, escreveu.

Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, também defendeu maturidade e respeito à decisão dos eleitores. Já César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, pediu que o país superasse a disputa eleitoral e afirmou que seguiria orando pelo Brasil e pelo governo.

As manifestações mostram diferenças entre lideranças que apoiaram Flávio. Parte delas mantém posições políticas conservadoras, mas rejeita a estratégia de contestação do resultado eleitoral.

Carta e fuga para os Estados Unidos

O distanciamento ganhou dimensão após Flávio Bolsonaro divulgar, na quarta-feira (28), uma carta nos Estados Unidos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Pouco depois, o senador modificou o documento e passou a se identificar como “líder do Brasil”. Na publicação, também afirmou que pretende comandar a oposição a partir do exterior.

Flávio havia deixado o país após a derrota eleitoral, apesar de uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado da eleição. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, também declarou que não existem provas que sustentem uma acusação de fraude.

As reações das lideranças evangélicas ocorrem em meio à reorganização de partidos e grupos políticos conservadores após a eleição, mas não representam um rompimento generalizado das igrejas com a direita ou com o bolsonarismo.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Após oito dias na Europa, Raquel Lyra reassume Governo de Pernambuco

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem retorno ao comando do Governo de Pernambuco previsto para esta terça-feira (3), após uma semana de compromissos oficiais na Espanha e na França. A gestora reassume o Executivo estadual diante de articulações políticas para a composição do secretariado de 2027 e a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia […]

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem retorno ao comando do Governo de Pernambuco previsto para esta terça-feira (3), após uma semana de compromissos oficiais na Espanha e na França. A gestora reassume o Executivo estadual diante de articulações políticas para a composição do secretariado de 2027 e a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Raquel transmitiu o cargo à vice-governadora Priscila Krause (PSD) no dia 25 de outubro, antes de embarcar para a missão internacional. Durante sua ausência, Priscila ficou responsável pela administração estadual.

Com a reeleição garantida no primeiro turno, a governadora deverá definir quais integrantes do atual secretariado permanecerão em seus cargos e quais mudanças serão realizadas para o próximo mandato, que começa em janeiro.

Outro ponto da agenda política será a eleição da nova Mesa Diretora da Alepe. O PSD, partido de Raquel, passou a contar com a maior bancada da Assembleia, o que poderá influenciar as negociações para a escolha da presidência da Casa.

A relação entre o Executivo e o Legislativo foi marcada por divergências durante a presidência de Álvaro Porto (PSDB), aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A definição do novo comando da Assembleia deverá integrar as articulações políticas da governadora.

Missão internacional

Na Espanha, Raquel Lyra participou de reuniões com representantes da Iberdrola e da Neoenergia para discutir investimentos em infraestrutura elétrica e transição energética.

Entre os temas apresentados estiveram a renovação da concessão da Neoenergia Pernambuco até 2060, com previsão de R$ 9,7 bilhões em investimentos até 2030, e projetos de descarbonização de Fernando de Noronha e modernização da rede elétrica do Bairro do Recife.

As duas iniciativas têm previsão de R$ 350 milhões em investimentos cada. Também foram discutidas adequações na infraestrutura elétrica para permitir a climatização de 1.081 escolas estaduais.

Ainda na Espanha, a governadora assinou um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), voltado à modernização da gestão de 17 equipamentos culturais administrados diretamente pelo Estado.

Na França, Raquel se reuniu com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em Paris, para tratar de alternativas de financiamento destinadas à modernização e à descarbonização da frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife.

O encontro também abordou projetos relacionados à ampliação do abastecimento de água em Pernambuco. O governo estadual solicitou à agência francesa uma proposta de financiamento para iniciativas de mobilidade sustentável.

Os investimentos discutidos durante a missão incluem projetos e previsões de aplicação de recursos, não significando que todos os valores tenham sido efetivamente contratados ou liberados.

Fonte: Jornal do Comercio
Foto: Yacy Ribeiro/Secom