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TCE-PE confirma regularidade na aplicação de recursos da educação em Serra Talhada

Por André Luis

Uma Auditoria Especial realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) concluiu que a Prefeitura de Serra Talhada aplicou corretamente, em 2024, os recursos do Fundeb e do Salário-Educação. 

O relatório técnico, divulgado após análise das contas municipais, confirmou que não houve desvio de finalidade nem prejuízo ao erário e recomendou o arquivamento do processo.

A auditoria foi aberta após denúncias da oposição, que chegou a apontar um suposto desaparecimento de R$ 8,8 milhões. O parecer do TCE, no entanto, afastou a acusação e destacou que eventuais inconsistências contábeis foram corrigidas pela gestão. O órgão também não identificou irregularidades em contratos de licitação nem uso indevido de recursos do Fundeb por secretarias não autorizadas.

Em nota, a Prefeitura de Serra Talhada afirmou que a decisão confirma o compromisso da administração com a legalidade e a boa aplicação dos recursos públicos. Leia abaixo a íntegra da nota:

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), em criteriosa Auditoria Especial, reconheceu a regularidade da aplicação dos recursos do Fundeb e do Salário-Educação em 2024 pela Prefeitura de Serra Talhada, confirmando que não houve desvio de finalidade nem prejuízo ao erário. O relatório técnico constatou que qualquer inconsistência contábil foi devidamente sanada pela gestão municipal e recomendou o arquivamento do processo.

As denúncias que deram origem à auditoria foram levantadas pela oposição, que chegou a afirmar, de forma irresponsável, que haveria um suposto “sumiço” de R$ 8,8 milhões. No entanto, o relatório do TCE desmonta essa narrativa política e comprova que os recursos foram aplicados de forma correta, assegurando a merenda escolar e o transporte dos alunos da rede municipal — serviços essenciais para o funcionamento da educação pública.

O relatório também destacou que não se confirmaram outras acusações, como a ausência de contratos em licitações ou o uso de verbas do Fundeb por secretarias não autorizadas. Todas as informações foram apresentadas dentro dos parâmetros legais, reforçando a seriedade e a transparência da gestão.

A Prefeitura de Serra Talhada reafirma seu compromisso com a verdade, a legalidade e a boa aplicação dos recursos públicos, sempre direcionados para melhorar a educação, a saúde, a infraestrutura e a qualidade de vida da população. Continuaremos a trabalhar com seriedade, enquanto alguns preferem fazer política com denúncias vazias. A verdade prevaleceu — e quem ganha com isso é o povo de Serra Talhada.

Outras Notícias

Aposta do Blog: São José do Egito terá disputa mais emocionante do Pajeú

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a […]

Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito
Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto

A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a movimentação das campanhas de Romério Guimarães (candidato a reeleição) e Evandro Valadares (PSB).

Se antes da confirmação da aliança de Zé Marcos e Romério ser cravada, socialistas cantavam favoritismo, o cenário mostrou-se equilibradíssimo a partir da confirmação de que o gordo  mais uma vez estaria ao lado do candidato do PT deu outro status ao processo. Da mesma forma, quem apostou em desgaste de material do projeto do socialista também deu tiro errado: mesmo afastado a quatro anos, Evandro mostrou ser competitivo.

Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto
Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto

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Resultado: uma eleição de sair faísca, de arrancar cabelos, de fazer o coração balançar. Não duvidem se o resultado para um ou para outro não passar dos 300 votos. Improvável uma vitória folgada de um ou outro, que pode acontecer só se um dos dois tiver um  sprint difícil de aferir até pelos institutos.

Pegue qualquer indicativo que afira força dos dois nomes e vai ver que em todos eles há pleno equilíbrio: nas carreatas e comícios, um volume enorme de pessoas de branco ou vermelho nas ruas da Terra da Poesia. Esses dias até um print dos amigos de um e outro no Facebook um leitor mandou:  lá os dois tem “empate técnico”, com mais de 4.900 cada um.

São muitos os leitores do blog que perguntam principalmente depois que tiveram a expectativa de divulgação da última pesquisa Múltipla, cuja publicação foi interrompida por força de liminar, totalmente respeitada. Provavelmente, a pesquisa indicaria esse equilíbrio, o que só poderemos confirmar ou não com sua liberação. Mesmo que não, o faro jornalístico, experiência e olhar global e bilateral dos fatos nos faz assegurar: será a eleição mais emocionante do Pajeú!

O falso patriotismo de quem bate continência para a bandeira dos EUA

Por André Luis – jornalista do blog Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais […]

Por André Luis – jornalista do blog

Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais uma vez as contradições dos chamados “patriotas” brasileiros — seguidores fiéis do bolsonarismo e da extrema-direita tupiniquim.

Não é de hoje que essa turma troca o verde e amarelo pela reverência quase religiosa à bandeira dos EUA. É comum vê-los batendo continência para o símbolo de outro país, como se o Brasil fosse um protetorado americano. Agora, com Trump de volta ao poder, a submissão se tornou ainda mais escancarada: apoiam sem pestanejar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao país, medida que prejudica diretamente nossa economia e os próprios produtores que eles dizem defender. Isso é patriotismo?

A incoerência se agrava quando os mesmos “patriotas” celebram as sanções internacionais articuladas por Trump contra ministros do Supremo Tribunal Federal — uma afronta direta à soberania nacional e ao sistema de Justiça brasileiro. Defender que um governo estrangeiro puna integrantes da mais alta corte do seu próprio país não é só absurdo: é traição à pátria disfarçada de moralismo seletivo.

Enquanto isso, seguem repetindo o discurso da “liberdade”, mas aplaudem censura, perseguição política e violência contra jornalistas. Dizem defender a “família”, mas empurram armas nas mãos da população. Clamam por “honestidade”, mas fecham os olhos para os escândalos que envolvem Bolsonaro, seus filhos, ex-ministros e aliados — de rachadinhas a joias sauditas, de tráfico de influência a lavagem de dinheiro.

Esses falsos patriotas não amam o Brasil. Amam o poder, o conflito e a sensação de superioridade moral que construíram a partir de fake news, teorias da conspiração e uma visão de mundo binária, rasa e autoritária. Usam a bandeira nacional como capa, mas servem a interesses que nada têm a ver com o povo brasileiro.

A verdadeira defesa do Brasil passa por fortalecer as instituições, respeitar a democracia, proteger a soberania e construir justiça social. Quem de fato ama este país quer ver mais educação, mais empregos, mais saúde, mais oportunidades — e menos golpe, menos ódio e menos submissão a qualquer governo estrangeiro.

Está na hora de reconectar o patriotismo com o povo. Com o Brasil real. Porque, enquanto alguns se ajoelham para a bandeira americana, milhões de brasileiros seguem lutando todos os dias por um país digno — que se ame de verdade, de pé e de cabeça erguida.

Pacheco reage a ameaças de Bolsonaro

Diante da escalada nas ameaças do presidente Jair Bolsonaro às eleições do ano que vem, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), reagiu nesta sexta-feira, 9, com um duro recado ao chefe do Executivo. Pacheco disse que não aceitará ataques à democracia. “Todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado democrático de direito, esteja certo, será apontado pelo povo […]

Diante da escalada nas ameaças do presidente Jair Bolsonaro às eleições do ano que vem, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), reagiu nesta sexta-feira, 9, com um duro recado ao chefe do Executivo. Pacheco disse que não aceitará ataques à democracia.

“Todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado democrático de direito, esteja certo, será apontado pelo povo brasileiro e pela história como inimigo da nação”, afirmou, em referência ao que chamou de “especulações sobre 2022”. “As eleições são inegociáveis”, completou.

Sobre a possível adoção do voto impresso, defendida por Bolsonaro, Pacheco disse que essa questão será definida pelo Congresso, e não pelo Executivo e nem pela Justiça. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema está em discussão na Câmara.

“Sem ataques a pessoas, mas com discussões de ideias. A decisão que houver por parte do Congresso, primeiro pela Camara e depois pelo Senado, haverá de ser respeitada por todos no Brasil”, afirmou Pacheco.

Pela manhã, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez um ataque ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que é contrário ao voto impresso. “Um imbecil”, disse Bolsonaro em referência a Barroso. “Lamento falar isso de uma autoridade do Supremo Tribunal Federal. Um cara desse tinha que estar em casa”, disparou.

Aos apoiadores, o presidente fez uma ameaça de que as eleições do ano que vem podem não ocorrer caso a medida não seja adotada. Ele atribuiu a Barroso articulações políticas junto ao Legislativo para barrar a aprovação da PEC do Voto Impresso, de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF). A votação da proposta na Comissão Especial da Câmara, que analisa o assunto, estava prevista para esta quinta-feira, mas foi adiada para o próximo dia 15.

“Não tenho medo de eleições, entrego a faixa para quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma, corremos o risco de não ter eleições no ano que vem, porque o futuro de vocês que está em jogo”, disse. E continuou: “Nós não podemos esperar acontecer as coisas para depois querer tomar as providências. “O que está em jogo, pessoal, é o nosso futuro e a nossa vida, não pode um homem querer decidir o futuro do Brasil na fraude. Já está certo quem vai ser o presidente do Brasil no ano que vem, como está aí, a gente vai deixar entregar isso?”.

Câmara

As declarações de Bolsonaro também motivaram dura reação do vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM). “Não é o presidente da República que decide ou escolhe se tem eleição ou não tem eleição. Quem decide se tem e quando tem eleição é a Constituição Federal”, afirmou o parlamentar.

Ramos cobrou ainda uma reação dos Poderes Legislativo e Judiciário, e também das Forças Armadas, em relação ao tom das declarações de Bolsonaro, que tem dito que não aceitará o resultado das eleições sem que haja voto impresso. “Quando o presidente da República afronta essa Constituição Federal, colocando em xeque a realização das eleições, não é dado ao Poder Legislativo, ao Poder Judiciário e às Forças Armadas escolher de que lado ficar. Eles têm o dever de ficar ao lado da Constituição que juraram respeitar e defender”, afirmou.

Duque critica fala machista e desumana de Rosimério de Cuca contra Raquel Lyra

O deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, nesta quinta-feira (18), para repudiar as declarações feitas pelo vereador Rosimério de Cuca (PT), de Serra Talhada, contra a governadora Raquel Lyra. Durante uma sessão da Câmara Municipal, o vereador fez referência à morte do esposo da governadora, em 2022, em tom […]

O deputado estadual Luciano Duque usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, nesta quinta-feira (18), para repudiar as declarações feitas pelo vereador Rosimério de Cuca (PT), de Serra Talhada, contra a governadora Raquel Lyra.

Durante uma sessão da Câmara Municipal, o vereador fez referência à morte do esposo da governadora, em 2022, em tom de ironia, para descredibilizar sua gestão. Para Duque, a fala ultrapassa qualquer limite do debate político.

“Quando não existem argumentos reais para criticar uma mulher em posição de liderança, muitos recorrem ao machismo e à crueldade. O que vimos foi a utilização de uma tragédia pessoal para atacar a governadora, algo que fere não apenas Raquel Lyra, mas todas as mulheres que enfrentam esse tipo de violência todos os dias”, afirmou o parlamentar.

Duque destacou ainda que a governadora tem conduzido o Estado com responsabilidade e compromisso, levando investimentos para Serra Talhada e para todo Pernambuco. “A política precisa ser o espaço do debate de ideias e do respeito. Espero que o vereador possa refletir e se arrepender, como homem público e como ser humano”, completou.

Entre as ações anunciadas por Lula, duas são frutos de projetos de Marília Arraes

No Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o presidente Lula lançou, em Brasília, um pacote que agrega uma série de medidas de apoio, valorização e proteção às mulheres em todo o território nacional. Entre elas, duas estão diretamente ligadas ao trabalho e luta da ex-deputada federal pernambucana, Marília Arraes.  A primeira é a publicação […]

Foto: Divulgação

No Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o presidente Lula lançou, em Brasília, um pacote que agrega uma série de medidas de apoio, valorização e proteção às mulheres em todo o território nacional. Entre elas, duas estão diretamente ligadas ao trabalho e luta da ex-deputada federal pernambucana, Marília Arraes. 

A primeira é a publicação do decreto que garante a distribuição gratuita de absorventes no Sistema Único de Saúde, luta encampada por Marília desde a apresentação do projeto de Lei que deu origem à Lei da Dignidade Menstrual.

A segunda, também anunciada a partir de um decreto, prevendo a regulamentação da cota de 8% da mão de obra para mulheres vítimas de violência em contratações públicas na administração federal direta, autarquias e fundações. 

A primeira iniciativa neste sentido foi proposta por Marília, em 2019, quando ocupava a Procuradoria-Adjunta da Mulher da Câmara dos Deputados. Em 2022 a proposta passou a valer na Casa, garantindo uma cota de 2% das vagas das empresas contratadas pela Câmara para a prestação de serviços continuados para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica decorrente de violência doméstica e familiar.