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TCE emite parecer pela rejeição das contas de Petrolina de 2010

Por André Luis

TCE-PEA Segunda Câmara do TCE emitiu, na última terça-feira (19), parecer prévio recomendando ao Legislativo Municipal de Petrolina, a rejeição das contas de governo da Prefeitura relativas ao exercício financeiro de 2010. O responsável pelo município no período foi o prefeito Júlio Lóssio de Macedo.

De acordo com o voto do relator do processo, conselheiro substituto Ricardo Rios, a prestação de contas (nº 1180075-6) apresentou falhas que não foram esclarecidas, mesmo após a análise da defesa do interessado. Os técnicos do TCE identificaram divergência entre o valor apurado da despesa total com pessoal e o apontado no Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do 3º quadrimestre apresentado pela prefeitura. Após os ajustes efetuados nos cálculos da Receita Corrente Líquida (RCL) municipal, a equipe de auditoria constatou que a administração comprometeu 52,87% da RCL com pessoal. Contudo, o município afirma, em seu site, que o percentual de comprometimento foi de 52,69% da RCL. Além disso, a prefeitura elaborou o Plano Municipal de Educação (PME) para vigorar entre 2006-2020, em desconformidade com a duração para esse instrumento de planejamento da educação, que deve abarcar um período de 10 anos.

Por fim, ficou constatado que, no exercício de 2010, a Prefeitura investiu apenas 22,77% da receita total proveniente de impostos no setor de ensino. A Constituição Federal determina, em seu artigo 212, que o percentual mínimo de aplicação seja de 25%. Por essas razões, foi emitido parecer prévio recomendando à Câmara Municipal a rejeição das contas do prefeito Júlio Lóssio. Também foram feitas recomendações ao gestor municipal para a não repetição de falhas encontradas na prestação de contas do exercício de 2010.

O voto do conselheiro substituto Ricardo Rios foi aprovado por unanimidade. A Sessão da Segunda Câmara foi dirigida pelo conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior. O Ministério Público de Contas esteve representado na ocasião pelo procurador Gilmar Lima.

Contas de governo – as contas de governo são o instrumento através do qual o chefe do Poder Executivo de qualquer dos entes da federação expressa os resultados da atuação governamental no exercício financeiro respectivo. Trata-se de contas globais que refletem a situação das finanças da unidade federativa, revelando o planejamento governamental, a gestão fiscal e previdenciária; demonstram os níveis de endividamento, o atendimento ou não aos limites de gasto mínimo e máximo previstos para a saúde, educação e com pessoal.

Outras Notícias

Chuvas ainda não livraram Itapetim e Brejinho de colapso no abastecimento

Por Anchieta Santos Mesmo com as últimas chuvas registradas na região a situação pouco mudou nas cidades do sertão do Pajeu. Em Itapetim as barragens de Mãe D’água, Caramucuqui, e Boa Vista, continuam secas e o abastecimento da cidade com carro pipa iniciado em 2013 já soma 19 meses. Brejinho, onde nasce o Rio Pajeú, […]

Barragem Mãe D'água em Itapetim
Barragem Mãe D’água em Itapetim

Por Anchieta Santos

Mesmo com as últimas chuvas registradas na região a situação pouco mudou nas cidades do sertão do Pajeu. Em Itapetim as barragens de Mãe D’água, Caramucuqui, e Boa Vista, continuam secas e o abastecimento da cidade com carro pipa iniciado em 2013 já soma 19 meses. Brejinho, onde nasce o Rio Pajeú, a barragem de Serraria não tomou água, e os moradores continuam com a lata d’água na cabeça.

São José do Egito, a barragem de São José do Egito II recebeu água para mais 90 dias; Solidão saiu do colapso com as chuvas que caíram no município; Santa Terezinha com água na barragem do Tigre, a água voltou a torneira. O Açude de Bonsucesso em Tuparetama tomou água e a cidade deu uma pausa no abastecimento que recebia da Barragem do Rosário.

Das cidades da região, Afogados da Ingazeira com água de Brotas (24%) de sua capacidade, Adutora do Pajeú e a água dos poços profundos de Fátima de Flores, garantem água na torneira com frequência.

De quem é o projeto? Educação de Jovens e Adultos é um direito, não um cabo de guerra

Por Damião Alves de Lucena* O debate na Câmara de Vereadores de Arcoverde expõe uma contradição central: um projeto voltado à Educação de Jovens e Adultos (EJA), que deveria ser celebrado como política pública de inclusão, transforma-se em disputa de protagonismo político. A questão essencial permanece: o projeto pertence a quem? Aos gestores ou à […]

Por Damião Alves de Lucena*

O debate na Câmara de Vereadores de Arcoverde expõe uma contradição central: um projeto voltado à Educação de Jovens e Adultos (EJA), que deveria ser celebrado como política pública de inclusão, transforma-se em disputa de protagonismo político.

A questão essencial permanece: o projeto pertence a quem? Aos gestores ou à população que dele necessita? A realidade estatística mostra que o alto índice de analfabetismo em Pernambuco e no município de Arcoverde revela a ausência de políticas estruturais eficazes, sendo estas substituídas por ações paliativas.

A expansão do ensino integral, ao eliminar o ensino noturno, agravou a exclusão de trabalhadores, especialmente mulheres, população negra e grupos socialmente vulnerabilizados, ampliando a evasão escolar.

Embora haja pressão institucional do Ministério Público, dos Fóruns da EJA e da AMUPE para a ampliação da modalidade e a adesão de Arcoverde ao Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação, a realidade local ainda é marcada por precariedade estrutural, poucas turmas e condições inadequadas de funcionamento, desrespeitando a dignidade dos estudantes.

Segundo dados do IBGE de 2022, Arcoverde possui cerca de 12,3% de sua população em situação de analfabetismo nas séries iniciais, ou seja, sem domínio da leitura e da escrita. É preciso criar ações concretas para enfrentar essa realidade, como a abertura de turmas de EJA nas escolas das periferias e da zona rural, além da melhoria da estrutura das unidades que atualmente atendem essa modalidade.

A Escola Freire Filho, no bairro São Geraldo, apresenta estrutura precária e mobiliário inadequado, pensado para crianças e não para adultos. Já a Escola João Batista Cruz, localizada no bairro Cidade Jardim, também não atende plenamente às necessidades desse público.

A lógica de disputa pela “paternidade” de projetos deve ser superada, pois o foco precisa ser o compromisso político com o direito à educação. Não basta oferecer incentivo financeiro, ainda limitado, sendo necessárias políticas concretas de permanência, com infraestrutura adequada, formação de professores e ampliação da oferta para os territórios mais vulneráveis.

É importante lembrar que muitos estudantes da EJA são oriundos de trajetórias escolares marcadas por exclusão e por modelos educacionais que não atenderam às suas realidades.

Por fim, reafirmo que a EJA é um direito e não pode ser tratada como instrumento de capital político. Cabe ao poder público garantir acesso, permanência e dignidade educacional à população historicamente excluída.

* Professor da Rede Municipal de Ensino. EJA- Fórum Municipal da EJA – Arcoverde, Pernambuco.

“Vamos trabalhar e recomeçar”, diz dono de loja que pegou fogo em Afogados

José Evandro, proprietário da loja Magazine Popular, atingida por um grave incêndio esta tarde, deu entrevista exclusiva ao comunicador Júnior Cavalcanti, para a Rádio Pajeú. Ele falou ao programa Em Dia com a Noite, com Michelli Martins. Ele disse que nunca quis interferir na presença de um morador de rua por trás de seu estabelecimento. […]

José Evandro, proprietário da loja Magazine Popular, atingida por um grave incêndio esta tarde, deu entrevista exclusiva ao comunicador Júnior Cavalcanti, para a Rádio Pajeú. Ele falou ao programa Em Dia com a Noite, com Michelli Martins.

Ele disse que nunca quis interferir na presença de um morador de rua por trás de seu estabelecimento. Disse até que já teve prejuízos ou danos no seu patrimônio, mas nunca quis agir contra ele.

Também disse que o mais importante foi não haver feridos. “Meu pai me disse uma vez que a gente nasce pelado e só morre vestido porque colocam uma roupa na gente. Vamos trabalhar e recomeçar”. Ele ainda não calculou os prejuízos.

Disse também que foi tudo muito rápido. “O fogo pegou em um papelão nos fundos e se alastrou rapidamente. Temos sete extintores aqui, mas não deram pra nada diante do fogo. Mandei todo mundo sair porque não tinha o que fazer”. Ele agradeceu aos Bombeiros e todos que ajudaram.

Evandro evitou comentar a ação criminosa. “Melhor eu ficar calado”, disse.

Sabe-se que dois irmãos já identificados atearam fogo na barraca de um morador de rua nos fundos da loja, o que causou o incêndio.

Tabira recebe 4ª Mostra de Cinema Poesia na Tela

A partir desta segunda-feira (22), a cidade de Tabira recebe a 4ª Mostra de Cinema Poesia na Tela. A programação do festival conta com longa-metragem, 39 curtas metragens e três videoclipes, que serão exibidos em momentos de homenagens e mostras – Itinerante, Criancine, História Nossa, Poesia na Tela e Pernambucana. Este ano, duas artistas serão […]

A partir desta segunda-feira (22), a cidade de Tabira recebe a 4ª Mostra de Cinema Poesia na Tela. A programação do festival conta com longa-metragem, 39 curtas metragens e três videoclipes, que serão exibidos em momentos de homenagens e mostras – Itinerante, Criancine, História Nossa, Poesia na Tela e Pernambucana.

Este ano, duas artistas serão homenageadas no evento: Katia Mesel, cineasta premiada que comemora 50 anos de carreira e fará uma aula especial, além da cineasta local Carmem Pedrosa que receberá uma homenagem e exibirá um documentário sobre sua trajetória. Ao longo desta semana a programação vai se dividindo. Ao todo, três oficinas serão realizadas na Escola Estadual Arnaldo Alves Cavalcante, na Casa da Cultura Dr. Ivo Mascena Véras e na Escola Estadual Pedro Pires Ferreira.

A programão da quarta-feira (24) contará com exibição de filmes na Praça Gonçalo Gomes às 18h30, com destaque para a exibição do documentário sobre Onildo Almeida. Já na quinta-feira (25) serão as atrações musicais que tomarão conta da programação na Praça Gonçalo Gomes, shows com a Orquestra Sinfônica Puxa o Fole, de Santa Terezinha, e Radiola Serra Alta, de Triunfo, a partir das 21h30.

O último dia do evento, na sexta-feira (26), contará com muita diversidade cultural e uma vasta programação com mostra itinerante e oficina nas escolas e exibição do documentário “Um Certo Olhar Sobre o Real” na Câmara de Vereadores pela manhã.

Já durante a tarde haverá roda de diálogo “O Cinema e a Poesia Como Representação da Memória dos Territórios”, com Isabelly Moreira. E encerrando a programação da noite na praça Gonçalo Gomes, a partir das 21h30, sessão videoclipe, sessão especial com dois filmes e atração musical com Agda Moura, de Santa Cruz do Capibaribe.

Tabira: sessão da Câmara promete clima quente para votar em 2º turno Código Tributário

Por Anchieta Santos Fazendo uso das redes sociais alguns vereadores da oposição estão convidando o povo para ocupar as dependências da Câmara de Tabira hoje à noite com o objetivo de barrar a votação em 2º turno do Código Tributário proposto pelo Governo Sebastião Dias (PTB). Mesmo integrando a bancada de oposição, o vereador Marcos […]

Nelly e Marcos Crente: “tentar impedir votação não resolve”.

Por Anchieta Santos

Fazendo uso das redes sociais alguns vereadores da oposição estão convidando o povo para ocupar as dependências da Câmara de Tabira hoje à noite com o objetivo de barrar a votação em 2º turno do Código Tributário proposto pelo Governo Sebastião Dias (PTB).

Mesmo integrando a bancada de oposição, o vereador Marcos Crente mandou um recado aos colegas: “Não tem essa história de barrar votação não. Quem não concorda com o novo Código Tributário, que apresente emendas para alterar. Fazer barulho não resolve”.

Dizendo a mesma coisa publicando uma nota, a mesa diretora presidida pela vereadora Maria Nely, alertou os vereadores dizendo: “É direito de todos os legisladores apresentarem suas propostas aos projetos através das chamadas e mendas parlamentares, atendendo assim os interesses da população ou ainda fazer as correções que acharem necessárias”.

Já que perguntar não ofende: quantas e quais foram as emendas apresentadas pelos vereadores tabirenses até agora ao Código Tributário proposto pelo executivo?