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TCE diz que município deve ressarcir FUNDEB de recursos usados para previdência, diz presidente de Conselho

Por Nill Júnior

Provocado pelo Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb em Afogados da Ingazeira no último mês de janeiro, o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) se manifestou contrário ao uso de recursos do Fundeb para pagamento de déficit atuarial do Regime de Previdência Próprio do município praticado pelo governo Sandrinho Palmeira.

A manifestação do TCE-PE foi encaminhada na terça-feira (06) para a presidente do Conselho do Fundeb, Izilda Sampaio, conforme informações do Blog Juliana Lima.

Na manifestação, o tribunal cita a jurisprudência acerca do assunto no país, alvo de decisão do Supremo Tribunal Federal.

“Diante de tais precedentes, fica claro que a utilização de recursos do Fundeb, inclusive a cota de 70%, destinada às contribuições dos profissionais de educação,  não pode ser empregada para cobertura de déficit atuarial do regime próprio de previdência social, sob pena de violação constitucional e legal, acrescentando que existe uma plataforma de jurisprudência”, afirma o TCE.

De acordo com o dossiê montado pelo Conselho, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira usou quase R$ 5,5 milhões da conta do Fundeb para pagar déficit atuarial da previdência. Com a decisão do TCE, esses recursos devem ser ressarcidos ao Fundeb.

Os valores deveriam ter sido investidos nos profissionais da educação. A sobra deveria ter sido rateada e não usada para outros fins, como determina a lei.

Izilda falou ao programa Manhã Total,  da Rádio Pajeú e lembrou do compromisso do prefeito Sandrinho Palmeira de devolver gradativamente os recursos ao FUNDEB. Também disse discordar dos pagamentos feitos a efetivos e contratados, alegando haver uma disparidade muito grande.

Outras Notícias

Defensores de Marília acusam vice-presidente do PT de tentar mudar delegados por aliança com PSB

Com a proximidade do encontro que vai definir se o PT vai lançar candidatura própria ou se aliar ao PSB em Pernambuco, o ambiente no partido ficou ainda mais acirrado com a briga por delegados que votarão o destino da legenda nas eleições de outubro. Uma proposta de ajuste na lista da delegação composta por […]

Com a proximidade do encontro que vai definir se o PT vai lançar candidatura própria ou se aliar ao PSB em Pernambuco, o ambiente no partido ficou ainda mais acirrado com a briga por delegados que votarão o destino da legenda nas eleições de outubro.

Uma proposta de ajuste na lista da delegação composta por 300 membros titulares e outros 300 suplentes foi o estopim para uma troca de acusações entre os petistas. As informações são do Blog do Jamildo.

A ala da sigla que defende a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) acusa o grupo que defende a composição com o governador Paulo Câmara (PSB) de tentar mudar o resultado da votação antes da reunião, marcada para o dia 10 deste mês. Para eles, os ajustes na lista já são feitos quando delegados se desfiliam do partido, como foi o caso do ex-prefeito do Recife João Paulo – que se filiou ao PCdoB -, ou quando acontecem falecimentos, não necessitando alterar este procedimento.

“É anti estatutário. Os suplentes só podem assumir com a carta de desistência do titular. Eles querem virar o resultado do encontro antes dele acontecer”, disse a secretária de Comunicação do PT, Sheila Oliveira, que defende a candidatura de Marília Arraes.

Arquimedes e Túlio tem encontro com Raquel com demandas de Buíque

Acompanhados do Deputado Estadual Jarbas Filho, o prefeito de Buíque, Arquimedes Valença, e o vice-prefeito Túlio Monteiro tiveram uma importante reunião com a governadora Raquel Lyra na tarde da terça-feira (21), no Palácio do Campos das Princesas. Recepcionados por Raquel, o prefeito aproveitou para levar várias demandas de obras e ações em prol do município […]

Acompanhados do Deputado Estadual Jarbas Filho, o prefeito de Buíque, Arquimedes Valença, e o vice-prefeito Túlio Monteiro tiveram uma importante reunião com a governadora Raquel Lyra na tarde da terça-feira (21), no Palácio do Campos das Princesas.

Recepcionados por Raquel, o prefeito aproveitou para levar várias demandas de obras e ações em prol do município e sua população. Estavam presentes ainda o secretário de Turismo de Buíque, Esildo Barros; e o consultor e engenheiro Thiago Amorim.

Segundo Arquimedes, os principais pontos da pauta de reivindicações apresentadas a governadores contam com a retomada de obras paralisadas, as obras da estrada de Guanumbi (São Domingos), além de apoio para a retomada do Carnaval em 2024.

“Entregamos a governadora uma série de ofícios que tratam de obras importantes para nosso povo e que precisam ser concluídas, como a estrada da Serra do Catimbau, a conclusão da Praça da Bíblia, a última parcela do FEM Mulher, recursos para calçamentos, a autorização para as obras da estrada de São Domingos, tão importante para nossa bacia leiteira; além do apoio do governo do Estado para a realização de nosso Carnaval em 2024. Após dois anos de pandemia e as dificuldades de receitas da prefeitura, precisamos retomar esse evento tradicional em toda a região e o apoio do Governo do Estado é essencial”, afirmou o prefeito Arquimedes, ressaltando a boa receptividade da governadora aos pleitos apresentados.

Na pauta apresentada a governadora Raquel Lyra, o prefeito Arquimedes Valença e o vice, Túlio Monteiro, também fizeram questão de frisar as solicitações para a liberação do FEM da Mulher e para a conclusão das obras de calçamento no Catimbau, Carneiro e Barro Preto. Ainda consta da lista a complementação do calçamento do Sítio Jardim.

“Além dessas obras que precisam ter continuidade e serem entregues ao nosso povo, também levamos outras demandas importantes como a abertura de creche, nova escola, ônibus para o transporte escolar, ações para melhorarmos o turismo no Vale do Catimbau e em todo o município, além de emendas para a saúde. Apesar das dificuldades, seguirmos firmes, trabalhando, buscando soluções para cuidar de nossa terra e nosso povo, porque é o trabalho que constrói”, finalizou Arquimedes.

Serra Talhada recebe hoje primeiros lotes de vacina da Pfizer

Farol de Notícias Apesar da crise que assola todo o Brasil, em função da ausência de vacinas e mau planejamento do governo federal, Serra Talhada vai receber mais um lote, nesta sexta-feira (14).  Em conversa com o Farol, a gestora da XI Gerência Regional de Saúde (Geres) Karla Millene, revelou que 2.134 doses de vacinas […]

Farol de Notícias

Apesar da crise que assola todo o Brasil, em função da ausência de vacinas e mau planejamento do governo federal, Serra Talhada vai receber mais um lote, nesta sexta-feira (14). 

Em conversa com o Farol, a gestora da XI Gerência Regional de Saúde (Geres) Karla Millene, revelou que 2.134 doses de vacinas chegarão à Capital do Xaxado a partir das 10h. Serão doses da Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. 

De acordo com a gestora, serão 430 doses da Coronavac para a faixa etária entre 65 e 69 anos, quem ainda não tomou a dose número dois e 160 doses para os trabalhadores da saúde. 

Já da AstraZeneca as doses serão mais generosas: 1.010 para idosos entre 65 e 69 anos. Ainda segundo a XI Geres, 534 doses da vacina Pfizer irão chegar para uso exclusivo das gestantes e puérperas (1º dose). A Secretaria Municipal de Saúde será responsável pela estratégia e aplicação das vacinas.

Prefeitura se posiciona sobre família pobre que teve casa incendiada em Afogados

Caro Nill Júnior, Tendo em vista nota publicada em seu blog a respeito do incêndio na casa do Senhor Cícero Barbosa, no Residencial Dom Francisco, gostaríamos de esclarecer o que se segue: 1) O Sr. Cícero Barbosa é sim acompanhado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo o mesmo, inclusive, beneficiário do programa Bolsa Família. […]

5ef0ae01-8b58-4898-a180-eb990e30de56Caro Nill Júnior,

Tendo em vista nota publicada em seu blog a respeito do incêndio na casa do Senhor Cícero Barbosa, no Residencial Dom Francisco, gostaríamos de esclarecer o que se segue:

1) O Sr. Cícero Barbosa é sim acompanhado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo o mesmo, inclusive, beneficiário do programa Bolsa Família.

2) O Sr. Cícero Barbosa e a esposa, Inácia Virgínio Barbosa, foram sim cadastrados no programa de habitação popular da Secretaria Municipal de Assistência Social, tendo sido eles selecionados para receber uma das casas entregues pela Prefeitura no Conjunto Residencial Laura Ramos. Foi opção do casal não receber a casa por preferirem residir no local onde houve o incêndio.

3) A vigilância sanitária já fez várias visitas ao Sr. Cícero Barbosa, orientando-o quanto ao armazenamento correto dos recicláveis com o qual trabalha. Com o apoio da Secretaria de Infraestrutura, já foram feitas inspeções e recolhimento de lixo e entulho indevidamente acumulado no local.

4) Logo após o ocorrido, em caráter de urgência, tendo em vista o Sr. Cícero Barbosa estar desabrigado, a Secretaria de Assistência Social alugou um imóvel próximo, com plena condição de habitabilidade, e o instalou, doando também cama, colchão, fogão, botijão de gás, mesa, cadeiras e utensílios domésticos.

5) Por não serem portadores de todos os documentos pessoais, na manhã desta sexta (18), Cícero Barbosa, Inácia Virgínia Barbosa e o filho do casal, Maurício, estarão na Secretaria de Assistência Social, onde lhes será providenciada a emissão de todos os documentos (RG, CPF e Registro Civil).

Assessoria de Comunicação

Sete pontos explicam por que o Brasil não para de bater recorde de mortes

O Brasil vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus, batendo recordes de mortes ao longo da semana. Os dados chocam boa parte da população, que se questiona: como o país chegou nesse ponto? O UOL conversou com cinco infectologistas e pesquisadores com larga experiência na área da saúde para apontar quais são os […]

O Brasil vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus, batendo recordes de mortes ao longo da semana. Os dados chocam boa parte da população, que se questiona: como o país chegou nesse ponto?

O UOL conversou com cinco infectologistas e pesquisadores com larga experiência na área da saúde para apontar quais são os fatores que levaram o Brasil a seguir na contramão do mundo e bater recordes negativos. A reportagem é de Leonardo Martins para o UOL Veja a seguir:

Invisibilidade do Ministério da Saúde – Os especialistas são enfáticos a apontar a inação do ministério da Saúde como o principal fator nessa equação trágica.

O Brasil está com seu terceiro ministro da Saúde em dois anos. O general Eduardo Pazuello foi conduzido ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em setembro de 2020, após a saída dos seus dois antecessores. 

Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi demitido do cargo com menos de um ano de ação, por não estar “alinhado” à política do governo. Já Nelson Teich não se segurou mais de dois meses na cadeira, pedindo demissão.

“O desgoverno nacional fez com que o Ministério da Saúde do Brasil, que era internacionalmente respeitado no passado por enfrentamentos de epidemias e pelas campanhas de vacinação, se tornasse um disseminador de más práticas e um ‘confundidor’ de políticas”, afirmou Carlos Magno Fortaleza, infectologista e professor da Unesp.

O ministro da Saúde, por outro lado, ressalta que o governo entende a gravidade da pandemia e irá investir na transferência de pacientes.

Demonização do isolamento social – Desde o primeiro mês de pandemia, Bolsonaro vociferou contra o isolamento social e o fechamento do comércio nas cidades. Pior: promove inúmeras aglomerações durante os eventos que frequenta de Norte a Sul do Brasil.

Na visão dos médicos, desde o ano passado há uma dupla interpretação da pandemia: governadores e prefeitos incentivam o distanciamento, enquanto o presidente da República defende exatamente o contrário.

Isso, dizem os especialistas, prejudica a comunicação e faz com que boa parte da população não respeite as medidas sanitárias mais básicas, como o uso de máscara.

“Como resultado de tudo, houve um pacto coletivo de autoengano que leva a população a rejeitar medidas mais duras, mas essenciais para conter a pandemia”, disse Carlos Magno.

Fadiga da pandemia – Foi esse descrédito do isolamento que, segundo os especialistas, intensificou a ‘fadiga da pandemia’, onde uma parcela da sociedade se cansou de seguir as medidas sanitárias da pandemia após um ano e adotou uma posição irresponsável diante da gravidade da doença.

A consequência disso foram aglomerações em festas de final de ano e Carnaval, aumentando o número de casos de covid-19 e piorando a situação dos hospitais públicos e privados. Não à toa a última semana de fevereiro registrou os piores índices de isolamento social no país desde o início da pandemia.

Testagem pífia – Mesmo depois de um ano de pandemia, o Brasil faz poucos testes de covid-19 na população. Há pouco mais de 22 milhões de testes feitos no país, número inferior a outras nações da Europa, da Ásia, os EUA e até de nossos vizinhos da América do Sul.

A política de testagem é apontada pelos médicos como a ação mais fundamental da pandemia. Ao testar boa parte da população, é possível rastrear epidemias de casos nos bairros de cada cidade e isolar os contaminados e suspeitos com mais agilidade. No final das contas, seriam menos pessoas contaminadas e menos leitos de hospitais a serem utilizados.

“Não se trata de testagem para contar casos, mas, sim, testagem para identificar precocemente os casos e impedir a disseminação do vírus. Uma pessoa que está infectada e não sabe tem muito mais chances de circular e transmitir o vírus para outras do que uma pessoa que recebe o diagnóstico e, portanto, é recomendada a ficar em casa. Por isso a testagem em larga escala é tão essencial”, destaca Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas.

Mas, mais uma vez, o Brasil opta por nadar contra a maré. Segundo o Ministério da Saúde, enquanto no início da pandemia testava-se mais de 1 milhão de pessoas por semana – número já considerado baixo à época – agora, esse número não chega a 100 mil.

A cada 1.000 habitantes, o Brasil testou em média 112 pessoas até hoje, conforme apontam os dados da Saúde.

Na Nova Zelândia, que registrou apenas 25 mortes por covid, testou-se quase o triplo: 321 testes a cada mil habitantes, de acordo com o World in Data, da Universidade Oxford. O Canadá, que não chegou a 1 milhão de casos, realizou 462 testes para cada mil habitantes.

Atraso e desconfiança na vacinação  – Não foram poucas as vezes em que Bolsonaro levantou suspeitas e alimentou a desconfiança publicamente em uma vacina contra a covid-19. Taxou a vacina produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, de “vaChina” e chegou a dizer que quem tomasse o imunizante poderia virar um jacaré.

Bolsonaro também ignorou as empresas que produzem as vacinas, como a Pfizer, que tentaram contato com o governo federal para alinhar a compra de vacinas para a população. Ele ignorou, também, ao menos cinco ofícios enviados pelo Butantan para alinhar o número de doses a ser comprada pelo ministério da Saúde.

O resultado disso é uma campanha de vacinação a conta-gotas, onde as principais capitais chegam a parar por semanas a vacinação por falta de doses.

O cenário, ainda segundo os especialistas, contribuí para mais infecções e, assim, mais mortes em decorrência da doença. O governo correu atrás do prejuízo nesta semana ao sinalizar “intenção de compra” de vacinas da Pfizer e da Janssen, do grupo Johnson&Jonhson.

Com mais de nove milhões de pessoas vacinadas, o Brasil ocupa o sexto lugar na lista de países que mais aplicaram doses. Mas, se considerada a proporção por população, nosso país está 40ª posição, com 3,3% de vacinados.

Medicamentos comprovadamente ineficazes – A promoção de medicamentos comprovadamente ineficazes é apontada como um dos principais fatores que contribuíram para a tragédia da covid-19.

“Induziu a falsa sensação de proteção e com isso expõe as pessoas ao risco da infecção sob duas falsas premissas: a de que existe prevenção e a de que existe terapia específica. Por fim, o desperdício de recursos absurdos com tais medicamentos. Recursos que poderiam ser empregados em áreas mais importantes, como o diagnóstico em larga escala e mapeamento de contatos”, lembra  Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas.

Desde o ano passado, o governo federal embarcou na hidroxicloroquina e na cloroquina para o tratamento da covid-19, mesmo após uma série de estudos apontarem que os medicamentos não funcionam para o novo coronavírus. Bolsonaro, quando se contaminou com o vírus, chegou a publicar vídeos tomando o medicamento, com direito a apontar a caixa do remédio a uma ema.

O saldo final foi mais desconfiança das medidas sanitárias, menos pessoas respeitando o isolamento social, mais contaminações e, assim, mais mortes por covid-19.

A variante P.1 – Nascida em Manaus, a variante P.1 é mais transmissível que o vírus comum de covid-19 e tem uma carga viral 10 vezes maior, segundo estudos. Além disso, pesquisas recentes apontam que pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos, são o perfil dos mais atingidos por essa nova partícula.

Para piorar, a P.1, conforme apontam pesquisas, ainda tem grandes chances de contaminar quem já se contaminou anteriormente com o vírus convencional da covid-19.

Os efeitos da nova cepa do vírus são apontados pelos especialistas como a possível causa do retrocesso nos dados da pandemia em 2021. 

Em Araraquara, no interior de São Paulo, por exemplo, onde casos de infecção pela variante foram identificados, o sistema de saúde colapsou e a prefeitura decretou lockdown.

Desenvolvendo a equação com esses sete pontos acima, é possível entender como o Brasil chegou ao ponto de assistir o colapso do sistema de saúde dos estados e a morte de mais de 250 mil pessoas.

*Para a reportagem, foram consultados os médicos Carlos Magno Fortaleza, infectologista e professor da Unesp; Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo; Pedro Hallal, epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas e Gulnar Azevedo, epidemiologista e presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).