Notícias

Tacaímbo começa a receber água do Rio São Francisco

Por André Luis
Foto: Aluísio Moreira

A chegada das águas do Rio São Francisco em Tacaimbó, na região Agreste, tem um duplo significado para os moradores da cidade: mais água nas torneiras e o fim da ameaça do colapso no abastecimento. O Governo do Estado, por meio da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa,  iniciou, ontem (13), a distribuição de água em fase de testes para a cidade, a partir do sistema integrado Adutora do Agreste-Moxotó, que está antecipando o uso da água da Transposição do Rio São Francisco mesmo sem a finalização da obra do Ramal do Agreste – em execução pelo  governo federal.

Tacaimbó é a sexta cidade beneficiada pelo novo sistema. Outros quatro  municípios ainda serão contemplados, alcançando uma população de 400 mil pessoas. Em Tacaimbó, os bairros do Centro e a Rua Velha são as primeiras localidades atendidas e a previsão é, dentro de 20 dias, abastecer todos os bairros da cidade com água da Transposição. Porém, a Compesa adianta que o calendário de distribuição não será alterado de imediato em virtude da situação dos dois mananciais que atendem a cidade, a Barragem do Bitury e a Barragem Tabocas-Piaca , ambas  localizadas na cidade de Belo Jardim.

Desde o colapso da barragem do Bitury, há quatro meses, o Sistema Adutor Tabocas-Piaca  passou a responder integralmente pelo abastecimento de Tacaimbó. No entanto, a Barragem de Tabocas está em pré-colapso e não suportaria mais um mês de abastecimento se as chuvas não chegarem.

“Em abril, a cidade entraria em colapso se não fosse as águas do Velho Chico.  O governador Paulo Câmara conseguiu agilizar os recursos para a obra e os técnicos da Compesa deram celeridade às ações para  garantir a segurança hídrica para Tacaimbó”,  ressaltou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Ele adiantou que, com a expectativa de recuperação dos dois mananciais neste inverno, a Compesa terá condições de melhorar o abastecimento da cidade, ofertando mais água para a população.

O abastecimento de Tacaimbó com as águas do Rio São Francisco só foi possível graças a Adutora do Moxotó, um investimento R$ 85 milhões, que se integrou às tubulações já assentadas da Adutora do Agreste.  Apenas nesta semana, além de Tacaimbó, as cidades de Sanharó e São Bento do Una passaram a ser atendidas pelo sistema, ainda em fase de testes. Arcoverde, Pesqueira e Belo Jardim também já estão sendo abastecidas com águas da Transposição do Rio São Francisco. Alagoinha, Pedra, Venturosa e São Caetano são as próximas cidades a serem atendidas pelo Sistema da Adutora do Agreste-Moxotó.

Outras Notícias

De gibão e perneira, vaqueiro renova Câmara de Calumbi

Por Magno Martins, em seu blog Berço da poesia, do repente e do improviso, de monstros sagrados da viola, como Lourival Pinto e Rogaciano Leite, o Sertão do Pajeú, afamado também pelas suas vaquejadas, usou o poder do voto nas eleições municipais deste ano na pequena Calumbi, a 360 km do Recife, para mandar ao […]

378e39dc7ePor Magno Martins, em seu blog

Berço da poesia, do repente e do improviso, de monstros sagrados da viola, como Lourival Pinto e Rogaciano Leite, o Sertão do Pajeú, afamado também pelas suas vaquejadas, usou o poder do voto nas eleições municipais deste ano na pequena Calumbi, a 360 km do Recife, para mandar ao parlamento municipal um autêntico vaqueiro, provavelmente um dos únicos eleitos no Nordeste. Aos 33 anos de idade e 20 derrubando boi na caatinga, Robério de Lima e Silva, ou simplesmente Robério Vaqueiro, nome usado na urna eletrônica, troca, a partir de janeiro, o gibão pelo paletó e a gravata.

A troca ainda é teórica, porque, na prática, pelo menos na posse em 1 de janeiro, ele pensa em adentrar na Câmara de Vereadores, pela primeira vez, trajando a mesma roupa das pegadas de boi, onde já quebrou o nariz, ganhou fortes ferimentos nos braços e nas pernas e, recentemente, quase perde um dos olhos. O vaqueiro trabalha com o boi, vive em função do boi, veste roupa feita com couro de boi.

A véstia do vaqueiro, de couro, resiste aos espinhos da caatinga, é a sua couraça, a sua armadura. O couro, em geral, é curtido por processos primitivos, ficando, com uma cor de ferrugem, flexível, macio, sem pelos. O gibão é o paletó de couro de vaqueta. Enfeitado com pespontos, fechado com cordões de couro.

O parapeito, como o nome indica, protege o peito. Uma alça que passa pelo pescoço o segura. A perneira é uma perna de calça que cobre do pé até a virilha. As perneiras ficam presas na cintura. São duas pernas de calça soltas, deixando o corpo livre para cavalgar. As luvas cobrem as costas das mãos e deixam os dedos livres.

Nos pés, as alpercatas simples ou complicadas como as dos cangaceiros. Às vezes usam botinas, um sapatão fechado. E na cabeça o chapéu, que protege o vaqueiro do sol e dos golpes traiçoeiros da caatinga. Na sua copa, às vezes bebem água ou comem. O jaleco parece um bolero, feito de couro de carneiro. É usado geralmente em festas. O jaleco tem duas frentes. Uma para o frio da noite, onde conservam a lá, outra liso para o calor do dia.

“Ainda estou consultando a vaqueirama que me elegeu, mas se o regimento permitir vou tomar posse com minha roupa de trabalho”, diz Robério. Filiado ao PSB, Robério foi o terceiro vereador mais votado de Calumbi, com 512 votos, correspondente a 10,61% dos votos válidos. Conseguiu a façanha de ser a única renovação na Câmara, que reelegeu oito dos seus novos integrantes, fenômeno que contrariou o altíssimo percentual de mudança nas câmaras da região e do País.

Na política, a única referência dele é o tio Chico dos Correios, do PT, atual vice-prefeito do vizinho município de Flores. Derrotado na chapa que tentou a reeleição, Chico passará a assessorar o sobrinho na Câmara de Calumbi. “Robério é um dos melhores vaqueiros do Pajeú, um agricultor pobre e sofrido de nossa região, mas com vocação também para a política”, diz o tio. Segundo ele, um dos motes iniciais do trabalho do sobrinho será a defesa da vaquejada, esporte e atividade econômica no Nordeste.

“O Supremo tem, no meu entender, coisas mais importantes para cuidar do que está se preocupando com vaquejada”, desabafa o vereador-vaqueiro, que também vai defender a preservação do esporte como componente cultural em seu município. No sítio Carnaúba, a 2 km do centro da cidade, aonde mora com a esposa Aline e dois filhos, o mais velho de 15 anos já chegado a uma pega de boi, Robério arrastou 150 votos, boa parte dos vaqueiros ou apreciadores da arte. O restante foi pulverizado nos demais redutos eleitorais no campo e no perímetro urbano também.

Robério já ganhou vários prémios em pega de boi pelo Nordeste. Arriscando a vida na caatinga fechada, recentemente quebrou o nariz numa queda. “O prêmio valia R$ 150 e acabei no prejuízo, gastando mais de R$ 5 mil na cirurgia para deixar o danado do nariz no lugar”, conta ele. Apesar das recomendações médicas, com 15 dias Robério estava de volta ao mato e, brincando, revela que o curativo foi tirado na caatinga, arrastado por um garrancho.

Agricultor, vaqueiro e também bacamarteiro, Robério não é, entretanto, daqueles com dotes também para o tradicional aboio, um canto sem palavras, entoado na condução do gado para os currais ou no trabalho de guiar a boiada para a pastagem. É um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia lenta, bem adaptada ao andar vagaroso dos animais, finalizado sempre por uma frase de incitamento à boiada: ei boi! Boi surubim! Ei, lá, bonzinho!

Saindo da caatinga braba para a seara da política na Câmara, Robério fará oposição à prefeita Sandra da Farmácia, uma das raras espécies do petismo eleita, derrubando uma velha oligarquia. “Não farei oposição ao que for de interesse do município”, avisa, adiantando que sua pauta será a defesa do agricultor, da sua região e dos vaqueiros. “Estarei na Câmara lutando por minha gente, pelos pobres e sacrificados de Calumbi”, acrescenta.

Copa Carreiro de Futebol urbano e rural tem início em São José do Egito

Após dois anos de pandemia, sem jogos, o Estádio Municipal Francisco Pereira voltou a ser palco do futebol egipciense em grande estilo. Em duas partidas validas pela Copa Carreiro de Futebol Urbano, foram marcados 7 gols e milhares de torcedores compareceram para apoiar as equipes que disputam o troféu de campeão 2022. O secretário Henrique […]

Após dois anos de pandemia, sem jogos, o Estádio Municipal Francisco Pereira voltou a ser palco do futebol egipciense em grande estilo. Em duas partidas validas pela Copa Carreiro de Futebol Urbano, foram marcados 7 gols e milhares de torcedores compareceram para apoiar as equipes que disputam o troféu de campeão 2022.

O secretário Henrique Marinho agradeceu a confiança dos desportistas no trabalho que a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes vem desenvolvendo e desejou sorte as equipes tanto do rural quanto do urbano. 

“Começamos oficialmente mais duas competições, com apoios importantes e a certeza que teremos dois grandes campeonatos, assim como foi as edições anteriores. Boa sorte as equipes na competição.” Disse Marinho.

O vereador Vicente de Vevei também participou da abertura e exaltou a manutenção da Prefeitura, com o Estádio Francisco Pereira.

No primeiro jogo da noite, um show a parte do lateral direito do Auto Egipciense Anderson Lima, que marcou os 3 gols da vitória da equipe sobre o União Planalto por 3×1. Anderson já começa sendo o artilheiro da competição.

Na partida entre RDM x Guarani, o time de Riacho do Meio não teve muita dificuldade para vencer. O placar de 3×0 foi construído ainda no primeiro tempo. Na etapa final o Guarani ainda desperdiçou um pênalti.

Os jogos foram validos pelo grupo A. Na quinta (12), estreiam os times do grupo B: Vila Nova x Palmeiras, e Jureminha x São Borja, o primeiro jogo começa as 18h30, no Estádio Francisco Pereira. 

Doze equipes disputam a competição, divididas em 3 grupos com 4 times cada. A Grande final aconteceu dia 2 de julho.

Campeonato rural – Três jogos marcaram o início da competição que reúne 15 times das comunidades rurais de São José do Egito. Essa já é a quarta edição desse campeonato, que se consolidou com apoio da Carreiro, na realização da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes.

Em Bonfim o Bezerrão recebeu a equipe do São Pedro, que venceu pela contagem mínima 1×0, e leva a vantagem do empate para o jogo de volta.

No clássico do Sítio Estreito, o time que leva o nome da comunidade empatou com o Palmeiras que também é da mesma localidade em 3×3.

Já na Mandassaia o Flamengo local perdeu para a Portuguesa de Riacho de Cima por 4×0 e vai precisar golear fora de casa, pra conseguir avançar a próxima fase da competição.

Os jogos de volta acontecem no dia 22 de maio. No domingo (15) entram em campo: União Curralinho x Renovação, Alto Egipciense x Vila Nova da Serra do Machado, Mulungu x Macambira, Cruz Azul x Vila Nova do Papagaio.

Congresso aprova teto para ‘orçamento secreto’ sem revelar autores de emendas

O Congresso aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator – conhecidas como “orçamento secreto” – e propõe a adoção de um limite de valor para essas emendas. O placar entre os deputados foi de 268 votos favoráveis e 31 contrários. No Senado, a votação foi […]

O Congresso aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de resolução que cria regras para execução das emendas de relator – conhecidas como “orçamento secreto” – e propõe a adoção de um limite de valor para essas emendas.

O placar entre os deputados foi de 268 votos favoráveis e 31 contrários. No Senado, a votação foi apertada e o texto passou por 34 votos a 32. O texto vai à promulgação.

As sessões do Congresso costumam ser conjuntas, mas em razão da pandemia do novo coronavírus, deputados e senadores têm votado em reuniões separadas, primeiro na Câmara e depois no Senado.

Pelas regras atuais, não há limite para o valor dessas emendas e não é possível identificar o parlamentar que solicitou os gastos. Esse dinheiro também não é dividido igualmente entre os deputados e senadores, o que fere o princípio da impessoalidade.

Até 2019, as emendas de relator eram usadas para correções pontuais no orçamento, com valores bem menores. Contudo, a partir do Orçamento de 2020, o Congresso aprovou alterações no padrão da sua execução e criou uma rubrica específica para esses recursos. Com isso, o montante saltou para uma previsão de R$ 30 bilhões nos últimos anos.

Segundo o projeto aprovado, o valor das emendas de relator não poderá ultrapassar a soma das chamadas emendas individuais e de bancada. Em 2021, essas emendas foram, respectivamente, de R$ 9,6 bilhões e R$ 7,3 bilhões. Se valesse para esse ano, o teto para as emendas de relator seria de R$ 16,9 bilhões – valor que, de fato, corresponde à dotação atual deste tipo de recurso. Leia íntegra da reportagem no g1.

Bolsonaro quer desculpas de Macron

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje, que o presidente da França, Emmanuel Macron, terá de “retirar insultos” contra ele e contra o Brasil antes de considerar aceitar a ajuda de 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) dos países do G7 para combater queimadas na Amazônia. Bolsonaro disse que Macron o chamou de […]

O presidente Jair Bolsonaro disse, hoje, que o presidente da França, Emmanuel Macron, terá de “retirar insultos” contra ele e contra o Brasil antes de considerar aceitar a ajuda de 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) dos países do G7 para combater queimadas na Amazônia.

Bolsonaro disse que Macron o chamou de “mentiroso” e ameaçou a soberania da Amazônia ao falar sobre a definição de um “status internacional” da Amazônia.

O presidente deu as declarações ao ser questionado sobre o motivo de o país não aceitar a ajuda oferecida pelo G7, conforme disseram o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e a assessoria do Planalto.

“Eu falei isso? Eu falei? Jair Bolsonaro falou?”, indagou Bolsonaro sobre a recusa em aceitar ajuda do G7. Após a fala, os jornalistas presentes citaram que Onyx e o próprio Planalto disseram que o governo brasileiro não aceitaria o auxílio financeiro. Bolsonaro, então, apresentou condições para conversar sobre o tema.

“Primeiramente, o senhor Macron deve retirar os insultos que fez à minha pessoa. Primeiro, me chamou de mentiroso. E depois, informações que eu tive, de que a nossa soberania está em aberto na Amazônia”, declarou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.

Deputados vão ao STF contra emenda que trata das doações de empresas a partidos

Agência Brasil – Um grupo de mais 60 deputados, de seis partidos, entrou hoje (30) no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança contra a decisão da Câmara que, na votação da reforma política, no artigo que trata do financiamento de campanha, votado esta semana, primeiro rejeitou e depois aprovou o financiamento empresarial […]

4

Agência Brasil – Um grupo de mais 60 deputados, de seis partidos, entrou hoje (30) no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança contra a decisão da Câmara que, na votação da reforma política, no artigo que trata do financiamento de campanha, votado esta semana, primeiro rejeitou e depois aprovou o financiamento empresarial de partidos.

No documento, os parlamentares dizem que é inconstitucional a forma como a Emenda Aglutinativa 28 foi processada por violar o Artigo 60, Parágrafo 5º, da Constituição.  “A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”.

Os deputados pedem que seja imediatamente suspensa até o julgamento final de mérito do mandado de segurança a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 182/2007, “preservando-se o direito líquido e certo dos impetrantes em não ter que participar de deliberação sobre proposição conduzida de forma evidentemente inconstitucional”.

“No mérito, requer-se a procedência da ação e concessão em definitivo da segurança para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 182/2007 seja arquivada”, diz a ainda o documento.