A Secretaria Municipal de Saúde informa a confirmação de mais dois casos de COVID-19.
A cidade chegou a 12 casos de Covid-19. Desses, dois faleceram e cinco foram recuperados.
Um deles, de uma paciente de 32 anos, residente no Sítio Baixa da Ovelha, admitida na emergência respiratória de Tabira, hoje, dia 25, com história de quadro respiratório típico – febre, tosse e dispnéia – associado a perda de olfato e paladar.
Após medidas de suporte clínico, foi realizado o teste rápido com resultado positivo. A mesma segue internada na Ala Covid. Os contatos foram monitorados e isolados pela equipe da Atenção Básica e da Vigilância Epidemiológica .
O outro, um paciente 38 anos, masculino, residente no Sítio Umbuzeiro, foi transferido para o Hospital da Restauração por outras causas, em 21 de abril, onde apresentou sintomas respiratórios. Coletado SWAB em 18 de maio, com resultado positivo.
Mesmo internado em outro serviço, por ser munícipe tabirense, a 10ª Regional de Saúde enviou o resultado do exame hoje, dia 25, para notificação e cuidados com os contatos.
Em nota, programa admite inconsistências na consulta por problemas no sistema Uma nota da coordenação do Programa Ganhe o Mundo informou hoje que o sistema de recurso ao resultado das provas de seleção do programa foi aberto dia 10/4. “Porém apresentou algumas inconsistências durante a consulta dos candidatos”. “Assim sendo, suspendemos o acesso ao sistema […]
Em nota, programa admite inconsistências na consulta por problemas no sistema
Uma nota da coordenação do Programa Ganhe o Mundo informou hoje que o sistema de recurso ao resultado das provas de seleção do programa foi aberto dia 10/4. “Porém apresentou algumas inconsistências durante a consulta dos candidatos”.
“Assim sendo, suspendemos o acesso ao sistema a partir da 00h do dia 11/04/2018, para novos testes e reabriremos neste dia 12/04/2018, a partir das 10h, e ficará disponível para consulta e solicitação de recursos até às 23h59 do dia 15/04/2018”, diz a nota.
Segundo a coordenação, com a extensão do prazo, não haverá prejuízo para nenhum candidato que busque a informação.
O Diário Oficial terá a publicação do novo cronograma. Estudantes que já solicitaram o recurso, deverão fazê-lo novamente.
O blog havia sido procurado pela dificuldade de pais em acessar os dados e ingressar com recursos.
Já a Gerente Regional de Educação, Cecilia Patriota, esclareceu que nenhum processo desse programa passa pela GRE. “Existe uma Gerência na Secretaria de Educação do Estado que cuida com muito zelo e correção de todas as etapas do processo”, informou.
Ela acrescentou estar a disposição para ajudar no esclarecimento das dúvidas e com todo o interesse de continuar garantindo a seriedade e o sucesso do programa, com resultado justo para todos.
O Ministério da Integração Nacional se manifestou em nota sobre repercussão de matéria do Estado de São Paulo, reproduzida pelo blog, sobre a paralisação das obras da Transposição por parte da empresa Mendes Júnior. A matéria destacava que os funcionários da construtora Mendes Júnior estariam “sem crédito na praça e sem receber da estatal”. A […]
O Ministério da Integração Nacional se manifestou em nota sobre repercussão de matéria do Estado de São Paulo, reproduzida pelo blog, sobre a paralisação das obras da Transposição por parte da empresa Mendes Júnior.
A matéria destacava que os funcionários da construtora Mendes Júnior estariam “sem crédito na praça e sem receber da estatal”. A construtora não fez o pagamento da segunda parcela do 13º salário, previsto para 20 de dezembro, para os cerca de 500 empregados que continuam na obra.
Segundo nota do Ministério “de acordo com o cronograma de atividades da Mendes Júnior, responsável pelo trecho da Meta 1 Norte do Projeto São Francisco, a empresa ampliará a mobilização de funcionários nas frentes de serviço entre os municípios pernambucanos de Cabrobó e Salgueiro a partir da próxima semana”.
Diz ainda que “os pagamentos mais recentes efetuados por esta Pasta para empresa Mendes Júnior ocorreram em 30/12/2014 e em 5/1/2015 e totalizaram R$ 16,2 milhões.” Assim, negam relação entre a situação e a repercussão da Operação Lava Jato.
Serviço vai trazer mais eficiência na elucidação de diagnósticos A direção do Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, vai reunir profissionais de saúde, nesta quarta-feira (20.09), a partir das 15h, no auditório, para a realização da palestra de abertura solene do setor de microbiologia clínica da unidade, que será proferida pelo bioquímico Raul Sousa […]
Serviço vai trazer mais eficiência na elucidação de diagnósticos
A direção do Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, vai reunir profissionais de saúde, nesta quarta-feira (20.09), a partir das 15h, no auditório, para a realização da palestra de abertura solene do setor de microbiologia clínica da unidade, que será proferida pelo bioquímico Raul Sousa Andreza.
O novo serviço, que passa a funcionar no laboratório já existente, é fruto de uma parceria com o Governo do Estado, que fez a doação dos equipamentos necessários para o funcionamento.
“O Governo forneceu os equipamentos e nós entramos com a compra dos insumos. Dessa forma, o Inácio de Sá passará a oferecer um serviço mais completo ao usuário do Sistema Único de Saúde na Região”, explica a diretora Maria Gílcia Dantas.
Com a abertura do setor de microbiologia, o laboratório do Regional “estará preparado para elucidar diagnósticos com mais eficiência, propiciando uma melhoria na qualidade de trabalho dos profissionais e segurança aos pacientes”, diz a gestora.
Devido a sua localização geográfica, no Sertão Central de Pernambuco, o Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, atente a uma população que vai além da área de abrangência da VII Gerência Regional de Saúde (Geres). Serve como referência tanto para cidades como Cabrobó, que está vinculada à VIII Geres, quanto a fronteiriça Paulo Afonso, na Bahia.
Entidade realiza parceria com Sindicom. Dentre os prêmios, duas motos zero quilômetro O Presidente da CDL Serra Talhada, Maurício Melo, falou sobre o lançamento da campanha de fim de ano, Compras Premiadas, que se estende até 31 janeiro de 2023. A promoção é exclusiva para todo o comércio de Serra Talhada, e funciona da seguinte […]
Entidade realiza parceria com Sindicom. Dentre os prêmios, duas motos zero quilômetro
O Presidente da CDL Serra Talhada, Maurício Melo, falou sobre o lançamento da campanha de fim de ano, Compras Premiadas, que se estende até 31 janeiro de 2023.
A promoção é exclusiva para todo o comércio de Serra Talhada, e funciona da seguinte forma: ao realizar compras, a partir de R$ 50,00 nas empresas participantes, você terá direito a um cupom para concorrer a 30 prêmios.
Comerciantes que desejem participar devem procurar a CDL e aproveitar a oportunidade de oferecer mais benefícios para seus clientes.
Consumidores já podem garantir seu cupom comprando nas lojas participantes. Concorrem a duas motos Fan 160 cc, e concorra a duas TVs de LED, duas bicicletas, quatro celulares e vinte vale compras de R$ 500.
De acordo com Melo, a Compras Premiadas conta com a parceria do Sindicom e diversos patrocinadores que traram cerca de dois meses de campanha envolvendo diversas lojas e seguimentos. Os prêmios serão sorteados em janeiro de 2023.
A ideia é atrair clientes de toda a região, com foco em Serra Talhada e entorno. A campanha tem grande capilaridade graças à parceria com as principais rádios da cidade.
Tabira também se destaca na região: além de Serra, a CDL de Tabira tem inovado no Pajeú para mais projetos que fortaleçam a relação com seus sócio e clientes.
A Cidade das Tradições, por exemplo, realizou a FENET, um sucesso, e já lançou junto à imprensa a campanha de Show de Prêmios 2022, que vai entregar mais de R$ 15 mil em prêmios. A entidade optou pelo sorteio via raspadinha, com o “comprou, raspou, ganhou”.
Publicado em 18 de setembro de 2024 Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima. Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com […]
Em abril de 1993, há 31 anos, eu saí da Rádio Pajeú doido pra não sair, mas sem outra opção por ainda não ter um arrimo que me garantisse salário e sustentabilidade mínima.
Tinha que ajudar em casa, sem papai há pouco mais de três anos e com uma porta que se abria na recém inaugurada Transertaneja FM. Pouco tempo depois, era enorme a vontade de voltar. E qual era a solução?
No meio dessa história, já tinha a relação de amizade com o padre João Acioly, apresentado a mim por padre Luizinho, dois daqueles personagens que apareceram em minha vida como anjos, me dando a possibilidade de ser gente, de ter identidade, um caminho a trilhar.
Pois João e Patriota, contemporâneos que cresceram meninos pobres e ganharam uma chance na cidade, bolaram o plano que me devolveria à Pajeú, conseguindo um emprego entre o final de 93 e início de 94 no Sindicato dos trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira.
Trabalhei como funcionário do Sindicato e servindo a Patriota, que era assessor regional da FETAPE, cortando essa região e estado pregando a educação e formação sindical. Patriota com 33 anos e eu com 19 pra 20. Dada a consciência e formação política dele, parecia ter muito mais. Impressionante como algumas pessoas chave chegaram na hora certa na minha vida, me ajudando na formação e construção de quem eu sou: padre Luizinho, Anchieta Santos, Monsenhor João Acioly, Dom Francisco, Patriota.
Lembro das reuniões com lideranças comunitárias, em Afogados, Triunfo, São José do Egito, tantas outras cidades, o Congresso da FETAPE no Centro de Convenções. Das viagens no Gol quadrado branco comendo poeira por essas comunidades e de Patriota falando em organização sindical, política, comunitária. E dele lendo os relatórios desses encontros que eu preparava numa máquina de datilografar lá pela terceira sala adentro do STR. E da minha preocupação com a impressão dele daqueles documentos. Como não lembro de ter levado bronca àquela época de alguém tão preparado e exigente, acho que ele gostou.
Cheguei a, com ele, fazer até dobradinha no programa do Sindicato. Ele tinha uma caligrafia muito bonita e, de punho, fazia a produção do programa.
Lá também conheci Madalena Leite Patriota, a esposa, que atuava no Sindicato e era alguém a quem eu também respondia. Confesso, tinha mais medo dela que dele, mas não por qualquer outra coisa: ela ficava mais tempo comigo e, com razão, me corrigia mais firmemente nas minhas saídas de trilho, normais para um rapaz de 20 anos àquela época. Isso me fez também nutrir muito amor e respeito por ela, até hoje. E admirar a mesma firmeza que apresenta agora, na maior provação que alguém pode ter em relação a um companheiro de vida: deixá-lo partir para poupar a dor.
Voltando ao plano, pra dar certo, eu tinha que voltar à Pajeú, e voltei, para completar o que havia sido bem arquitetado entre João, Patriota e Anchieta Santos, cúmplice do crime perfeito, a ponto de gravar uma chamada de minha volta em uma cobertura dos Jogos Escolares, fechando o texto com as informações daquela jornada e o parágrafo final: “…e a volta de Nill Júnior, o Repórter Revelação da Seleção do Povo!” – com o trecho de “O Portão”, de Roberto Carlos: “eu voltei, agora pra ficar/porque aqui, aqui é o meu lugar…”
Só que estava muito longe de aquela ser a última missão de Patriota na minha vida. Pelo contrário, quantas vezes o ouvi sobre os passos que eu tinha que dar, e quantas vezes também opinei e, quando chamado, o auxiliava pessoal e profissionalmente.
Sempre digo que a melhor forma de pagar a confiança que alguém deposita é honrá-la. No caso de Patriota, tenho certeza e provas concretas do orgulho e respeito que ele sentia. Aprendi tanto com ele a enfrentar qualquer um na defesa das minhas convicções, que algumas poucas vezes até nós dois nos estranhamos, como no vídeo que virou meme quando o meme nem existia. Nunca guardamos um arranhão. A amizade e pontos comuns que nos uniam eram muito maiores que isso.
Uma das maiores provas é que Patriota sempre me defendeu e eu a ele. Quando fui escolhido para a ASSERPE, Patriota foi perguntado por um magnata da TV do estado se ele me conhecia, dada a missão que eu enfrentaria, rara para alguém de um veículo de Afogados da Ingazeira. “Pode apostar nele sem medo. Está preparado para o serviço”, disse, sem imaginar que a conversa tempos depois chegaria a mim.
Quando recebi a Medalha Dom Francisco, em julho do ano passado, Patriota brincou ao ouvir minha biografia. “Parece que o segredo pra vencer e se destacar é ter vendido picolé quando menino”, para comparar a vida dele com a minha. E disse no discurso: “tudo o que ele faz, faz bem feito!”
Quando a gente precisava falar de futuro, a conversa era geralmente em um café reservado na casa dele. Tenho algumas memórias desses encontros. Em um deles, me lasquei. Patriota prestes a assumir o primeiro governo me convidou pra sondar sobre nomes cotados para sua primeira equipe. Como sugeri e ouvi vários outros nomes, pra não quebrar a confiança, não podia especular quem faria o seu time na Rádio Pajeú. Vi todo mundo antecipando na imprensa e, por ética, esperei calado o anúncio oficial.
Outra vez, Patriota me cercou pra me fazer ser “prefeiturável” na sua sucessão, assim como ocorrera com outros grupos políticos no passado, mas agora, com um argumentador difícil de vencer. A ideia dele era ter mais de uma opção, mais de um quadro à mesa do debate. Eu disse a ele que minha missão na gestão da Rádio Pajeú não estava concluída. Ele me cercou de todo lado e perguntou: “posso ao menos botar seu nome numa pesquisa?” Eu para não desagradar depois de tanta insistência disse que sobre isso, em que pese o que já estava decretado, não veria problema. Ele entendeu que meu sim era pra aceitar ser um dos nomes no balaio. Nem saí da casa dele direito, alguém me avisava: “Patriota tá aqui pulando, dizendo que você aceitou incluir o nome no processo”. Na calçada da casa dele, saindo desconcertado com a informação, encontrei Sandrinho Palmeira. Pedi pra ele apagar o fogo de Patriota, que tinha entendido tudo errado. Sandrinho, aos risos, se encarregou de fazer Patriota pular só por ele, o nome natural, óbvio, e não também por mim. Depois soube, já havia se armado até pra pedir autorização ao Bispo da época pra me liberar da missão na emissora.
No primeiro semestre desse ano, antes da piora acentuada, ainda ensaiamos um novo café pra falar de futuro. Infelizmente, não deu…
Dos amigos próximos, lembro da angústia e preocupação de Anchieta Santos quando Patriota foi diagnosticado com a doença que agora tirou sua vida. Quis o destino que o irmão fosse primeiro esperar Patriota, que chegou agora. De João Acioly, a lembrança mais forte foi a de quando Patriota assumiu a prefeitura em 2013. João foi representando a Diocese, mas não fez um discurso institucional. Foi excessivamente pessoal, passional, emocionado: “pela primeira vez, um menino pobre, que vendia galinha pra sobreviver, enquanto eu vendia sandália e pão em Severino Lolô, vai subir as escadas daquela prefeitura como prefeito!” – dizia, para Patriota marejar os olhos. Aliás, o vi fazer isso algumas vezes. Fui alertá-lo de que deveria ter feito uma fala menos apaixonada, já que falava pela Diocese. “Eu não consigo”, resumiu-se a dizer, como quem decreta: “o que sai do coração e da alma a gente não cala”.
Sua última comemoração de aniversário foi um dia depois da data pra valer: 10 de outubro de 2023. Cedo, Patriota me ligou dizendo que reuniria um pequeno grupo de amigos para almoçar com ele. Era seleto mesmo: Madalena, os filhos, a neta, Sandrinho Palmeira, Padre Luizinho, Alexandre Moraes e Veratânia, Frankilin Nazário e eu. Hoje, entendo que aquele telefonema tinha ainda mais significado.
Pra concluir, vou fazer igual padre João. Não vou me policiar pra falar de José Patriota.
Na Rádio Pajeú, ouvi muitas pessoas, muitas anônimas, simples, compartilhando uma foto, uma memória, uma ação de Patriota, da consciência crítica à água na comunidade, à ação no bairro, ao direito de contestar, à organização comunitária, à defesa da gente que confiava nele pelas funções que ocupou.
Patriota está sendo homenageado por muita gente importante de todo o Brasil. Mas são essas pessoas simples, que só são tocadas no coração e na alma por quem é de verdade, que me deram a certeza de que Patriota perenizou, se espalhou por onde sua voz alcançou, sua mensagem chegou, em lugares que a nossa razão certamente não alcança. Patriota está vivo e só não crê quem não tem fé na força transformadora do que ele defendia.
E se ele está vivo em tanta gente, não vai continuar faltando quem tente o calar nessas vozes, matá-lo nessas vidas, oprimi-lo nessa luta permanente.
Vão continuar tentando taxá-lo de comunista por defender água, alimento digno e condições de produzir nas comunidades, o bico de luz para quem vivia no escuro, a consciência e organização comunitária para não temer o poder. Vão enfrentá-lo por dizer que a máquina não pode moer mais pra quem já tem, vão discordar ao ouvi-lo na voz desse povo dizendo que os verdadeiros inimigos são a fome, a desigualdade, a negação aos direitos humanos.
E aí mora o segredo. Quem lutou com ele, não pode deixá-lo calar ou morrer.
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