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Suspeita de interferência de Bolsonaro eleva pressão por CPI do MEC no Senado

Por André Luis

Senadores querem protocolar requerimento na terça para cobrar Pacheco; oposição juntou 28 assinaturas, 1 além do necessário

Com uma assinatura a mais que o mínimo necessário, a oposição no Senado ainda tenta engrossar com ao menos mais dois nomes o requerimento para criação de uma CPI sobre as suspeitas que envolvem o Ministério da Educação.

A ideia é ter força suficiente para pressionar o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a não segurar a instalação do colegiado, como fez com a CPI da Covid no ano passado, que só foi instalada por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

O entendimento é que as suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas investigações ajudaram a aumentar essa pressão sobre o chefe do Senado.

Os oposicionistas também tentam evitar que haja defecções de nomes que já assinaram a lista, como o do senador Alexandre Giordano (MDB-SP), um dos últimos a defender a criação da comissão investigativa.

Ao mesmo tempo, a bancada do governo tenta desidratar as intenções dos opositores sugerindo a instalação de CPI que investigue suspeitas relacionadas aos governos do PT.

A possibilidade de instalação de uma CPI do MEC ganhou força após a prisão, na última quarta-feira (22), do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, suspeito de beneficiar um balcão de negócios de pastores que gerenciava liberação de verbas da pasta.

Até o momento, 28 senadores já assinaram o requerimento para que haja a CPI. O mínimo necessário é 27. A ideia é que o pedido seja protocolado nesta terça-feira (28).

Pacheco tem indicado que vê com ressalvas a instalação de uma comissão sobre o tema. Ele afirmou considerar que a proximidade do período eleitoral “prejudica o escopo de uma CPI”.

Além disso, afirmou que a prisão de Ribeiro foi um “fato relevante”, mas não “determinante” para a abertura da comissão.

Essas falas, porém, foram feitas antes da divulgação de uma escuta em que o ex-ministro afirma à filha ter recebido um telefonema do presidente Jair Bolsonaro no qual o chefe do Executivo teria indicado que haveria busca e apreensão por parte da PF.

No ano passado, Pacheco segurou por mais de dois meses a instalação da CPI da Covid e leu o requerimento apenas após decisão do STF.

Desta vez, ele não deve se posicionar oficialmente a respeito do tema da CPI do MEC até a medida estar protocolada.

Confira aqui a íntegra da reportagem de Matheus Teixeira e José Marques na Folha de S. Paulo.

Outras Notícias

Ampliação do Sistema Produtor Amaraji está com 75% executado, diz Compesa

Iniciada em abril de 2021 pelo Governo do Estado, por meio da Compesa, a obra de ampliação do Sistema Produtor Amaraji já executou 75% da sua primeira etapa, assentando 15 quilômetros de adutora, dos 20 quilômetros totais. Com previsão para início dos testes no mês de junho deste ano, a obra beneficiará diretamente a cidade […]

Iniciada em abril de 2021 pelo Governo do Estado, por meio da Compesa, a obra de ampliação do Sistema Produtor Amaraji já executou 75% da sua primeira etapa, assentando 15 quilômetros de adutora, dos 20 quilômetros totais.

Com previsão para início dos testes no mês de junho deste ano, a obra beneficiará diretamente a cidade de Gravatá, garantindo mais segurança hídrica para o município.

Além da adutora, a obra contempla a construção de um novo standpipe (equipamento que tem a função de equalizar a rede, aumentando a pressão do sistema para que a água bruta consiga ser transportada), a reforma de duas elevatórias já existentes, assim como estão previstas intervenções nas unidades existentes ao longo do percurso da adutora.

O valor investido é de cerca de R$ 22,5 milhões e a obra tem o objetivo de aumentar a capacidade do sistema produtor de água de Gravatá, elevando a captação atual no Rio Amaraji de 190 litros por segundo para 320 litros por segundo, beneficiando cerca de 84 mil pessoas.

“Enfrentamos algumas dificuldades com a remoção de material rochoso ao longo do percurso, porém estamos dentro do cronograma e o serviço está bem adiantado. Temos duas frentes de trabalho e a previsão é de que no mês de agosto todo o sistema esteja operando plenamente. Esta é uma obra de grande importância e muito aguardada pela população de Gravatá, que em breve vai poder contar com a segurança de mais essa estrutura no abastecimento do município”, ressalta o diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Flávio Figueiredo.

Novo tumulto dentro e fora do Complexo Penitenciário do Curado deixa nove feridos

Do Diário Após a rebelião registrada no sábado (31), o Complexo Prisional do Curado – antigo Aníbal Bruno – registrou tranquilidade durante as visitas de familiares neste domingo (1°), mas voltou a passar por tumultos depois de uma confusão entre detentos dos pavilhões P e I, no final do horário de visitas aos detentos Presídio […]

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Do Diário
Após a rebelião registrada no sábado (31), o Complexo Prisional do Curado – antigo Aníbal Bruno – registrou tranquilidade durante as visitas de familiares neste domingo (1°), mas voltou a passar por tumultos depois de uma confusão entre detentos dos pavilhões P e I, no final do horário de visitas aos detentos Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros. Ao todo, nove detentos ficaram feridos durante a incidente, que, segundo denúncias, teria sido motivado pelo término do horário de visitas minutos mais cedo que as 15h30, o que teria revoltado os internos e começado o tumulto. Teria sido neste momento em que grupos rivais se desentenderam, mantendo a tensão no complexo penitenciário por cerca de quatro horas.
O Batalhão de Choque chegou ao local, em grande número de militares, e foi recepcionado pelos familiares com pedras e frutas atiradas contra eles, bem como gritos de “assassinos”. Muitas mulheres bloquearam o fluxo de veículos com os próprios corpos e um princípio de tumulto acabou com a polícia atirando bombas de efeito moral também do lado de fora do Complexo. Na parte de dentro da unidade prisional, muito tiros foram ouvidos. Por volta das 20h, dois ônibus do Batalhão deixaram o presídio, alegando que a situação já estaria controlada.
O tumulto teve início menos de 24 horas depois da confusão causada pelo atraso da liberação das visitas íntimas, registrada neste sábado, quando um detento morreu e outros quatro acabaram feridos, de acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização. Por impedirem a entrada de alimentos e fazerem a vistoria pela Operação 100% Legal, o que liberava as visitas apenas às 8h30, em vez das 7h30, muitas mulheres começaram a gritar, o que motivou reação por parte dos detentos que atiraram pedras contra os guardas, dando início à rebelião.
Os próprios agentes penitenciários controlaram a situação, fazendo uso de gás de pimenta, balas de borracha e bombas de efeito moral e o Batalhão de Choque da Polícia Militar, apesar de acionado, acabou nem entrando no Complexo. David Bezerra dos Santos, de 20 anos, teve graves ferimentos e chegou a ser socorrido ao Hospital Otávio de Freitas, mas acabou morrendo na unidade de saúde.
Nill Júnior Podcast: a confusa sessão que arquivou o processo contra Zirleide Monteiro

Um dos maiores desafios desse jornalista em mais de 30 anos de trabalho foi explicar a confusa sessão da Câmara de Arcoverde que decidiu arquivar o processo contra a ex-vereadora Zirleide Monteiro. Não se trata de ser a favor ou contra a decisão tomada, de arquivar o processo contra a ex-parlamentar, por mais que a […]

Um dos maiores desafios desse jornalista em mais de 30 anos de trabalho foi explicar a confusa sessão da Câmara de Arcoverde que decidiu arquivar o processo contra a ex-vereadora Zirleide Monteiro.

Não se trata de ser a favor ou contra a decisão tomada, de arquivar o processo contra a ex-parlamentar, por mais que a posição tenha sido criticada.

O problema foi gerado pelas decisões que mudavam com o curso da sessão, pela condução do presidente Weverton Siqueira e pela incrível mudança de posição de parte dos vereadores.

Assim, resumir essas quase quatro horas em 25 minutos foi um grande desafio. Foi o que tentamos fazer no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, nesta terça-feira.

Ouça as impressões desse jornalista sobre o tema no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana, regional e do cotidiano.

Ouça no Nill Júnior Podcast , analisando os fatos da política pernambucana e do cotidiano.  Siga, ouça, compartilhe! É só seguir o Nill Júnior Podcast no Spotify e demais plataformas de áudio, como Google Podcast e Amazon MusicAbaixo, o episódio:

Polícia Militar apreende cerca de 800 kg de maconha em Ibimirim

Na noite do último sábado (6), uma equipe do 3º BPM apreendeu um veículo que transportava, aproximadamente, 800 kg de maconha, na Zona Rural do município de Ibimirim. Durante o patrulhamento, o efetivo visualizou dois veículos suspeitos com uma carga coberta por uma lona, na PE – 336. Ao perceber a aproximação da viatura, os […]

Na noite do último sábado (6), uma equipe do 3º BPM apreendeu um veículo que transportava, aproximadamente, 800 kg de maconha, na Zona Rural do município de Ibimirim.

Durante o patrulhamento, o efetivo visualizou dois veículos suspeitos com uma carga coberta por uma lona, na PE – 336.

Ao perceber a aproximação da viatura, os veículos se separaram tomando destinos diferentes.

Os PMs conseguiram acompanhar um deles, que tentou fugir por outra estrada e acabou colidindo com uma cerca.

Dois suspeitos abandonaram o carro e fugiram pela caatinga. Durante a abordagem ao veículo, foi encontrado o entorpecente na carroceria e um aparelho de celular.

Foram realizadas diligências, mas eles não foram localizados. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Arcoverde para serem adotadas as medidas cabíveis.

Para o MPF, Dirceu era dono de aeronave

Do Blog de Matheus Leitão Na denúncia apresentada à Justiça na sexta-feira (4), o Ministério Público Federal detalha complexa transação comercial que, segundo os investigadores, tinha o objetivo de ocultar a compra de parte de um avião Cessna, modelo 560XL, feita pelo o ex-ministro José Dirceu. “O denunciado Dirceu, de modo consciente e voluntário, no […]

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Do Blog de Matheus Leitão

Na denúncia apresentada à Justiça na sexta-feira (4), o Ministério Público Federal detalha complexa transação comercial que, segundo os investigadores, tinha o objetivo de ocultar a compra de parte de um avião Cessna, modelo 560XL, feita pelo o ex-ministro José Dirceu.

“O denunciado Dirceu, de modo consciente e voluntário, no contexto das atividades da organização criminosa exposta nessa peça, […] dissimulou e ocultou a origem e a propriedade da parte ideal de 1/3 (33%) da aeronave Cessna Aircraft, modelo 560XL, […] no valor de R$ 1.071 milhão”, aponta o MPF.

Segundo procuradores do caso, a quota no avião foi adquirida em favor de Dirceu pelo empresário Milton Pascowitch, hoje delator da Operação Lava Jato, e outros dois investigados, por intermédio de empresas com recursos desviados dos “crimes de cartel, fraude a licitação e corrupção praticados pelos executivos da Engevix, Hope e Personal na Petrobras”.

Após fechar acordo de delação premiada, Pascowitch tornou-se o pivô da operação Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato, cujo alvo principal foi Dirceu. O ex-ministro do governo Lula está preso desde o dia 3 de agosto, acusado de crimes como formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e a lavagem de dinheiro.

Na delação, Pascowitch explicou que intermediava propina em contratos das empresas Hope (de recursos humanos, que presta serviços à Petrobras) e Personal (terceirizada que faz serviços de limpeza para a estatal) para Dirceu e outros. Na sua versão, dinheiro desviado de contratos da Engevix com a estatal do petróleo beneficiou o ex-ministro.

Os procuradores explicam que, em relação a aeronave, está “evidenciado que [Dirceu] era o proprietário de fato da quota parte de 1/3 (33%) da aeronave […], tendo dissimulado a origem do valor empregado na aquisição e ocultado a parte ideal do avião”. A compra do avião seguiu, segundo os investigadores, a mesma linha utilizada pelo grupo para ocultar bens, conforme mostrou o Blog.

Procurado pelo Blog, a defesa de Dirceu afirmou, por meio da assessoria, que só vai dar declarações publicamente depois que o juiz Sérgio Moro, coordenador das ações penais da Lava Jato, pedir a manifestação de advogados no processo. A Engevix afirmou que está prestando os esclarecimentos necessários à Justiça.